Blog de Pedro Carrancho

>


 Escrito por Pedro Carrancho às 15h40
[] [envie esta mensagem] []




PIADAS DE MÉDICOS...

PIADAS DE MÉDICOS....

Um médico recém-formado vai trabalhar na zona rural. Ao cabo de três meses, repara que lá não morava nenhuma mulher: todos os moradores eram homens. Entrando em confiança com um dos seus pacientes, pergunta o que eles fazem quando têm necessidade de sexo. O paciente responde que vão perto do rio.
Quando chega o final de semana, o doutor vai para o rio e encontra uma fila enorme de homens. Como ganhou respeito da população, o pessoal começa a ceder seus lugares, deixando o doutor passar na frente até ocupar o primeiro lugar. Então ele vê um burro e pensa:
— Ter que fazer sexo com um animal, pobre gente! E eu não posso me negar, agora que tão gentilmente cederam seus lugares.
E começa a fazer sexo com o burro. Dez minutos depois, estava fazendo seu trabalho e todos olhando e esperando. Até que alguem pergunta com muito respeito:
— Doutor, ainda falta muito? Precisamos do burro para atravessar o rio. As putas tão esperando a gente do outro lado.

Um senhor de 75 anos foi ao médico para fazer um exame de contagem de esperma. O médico deu a ele um pequeno frasco e disse:
-Pegue este frasco e retorne amanhã com uma amostra do seu esperma.
No dia seguinte o senhor de 75 anos retorna ao consultório e devolve o frasco, que estava limpo e vazio, como havia levado no dia anterior. O doutor perguntou o que havia acontecido e o senhor explica:
-Bom, doutor, foi mais ou menos assim. Primeiro eu tentei com a minha mão direita e nada... então eu tentei com a mão esquerda, mas ainda assim nada... Ai resolvi pedir ajuda para a minha esposa. Ela tentou com a sua mão direita, sem resultado... Com a mão esquerda, também nada. Ela tentou também com a boca, primeiro com os dentes, depois sem os dentes, e ainda assim nada... Então resolvemos chamar a nossa vizinha e ela tentou com as duas mãos e com a boca também, sem resultado...
O doutor chocado:
-Você pediu ajuda para a sua vizinha?!!!
O velho homem respondeu:
-Sim! Fizemos de tudo, mas não conseguimos tirar a tampa desta droga de frasco.

Um dia a mãe do menino fala pra ele
-MENINO OLHA A CASA QUE VOU AO MEDICO...
o menino fala
- ta bem mamae ...
horas depois a mae dele chega toda molhadinha e dizendo
menino olha a casa de novo q vou ver o dente outra vez
o menino fala
- TA BEM MAMAE
mais ela nâo sabia que o filho dela resolveu ir atrás dela
chegando la a mae dele entrou no quarto e ele ficou olhando no buraco da fecha-dura
e o doutor em cima da mae dele madando ver
ele bate na porta nervoso e fala
- DOUTOR FILHO DA PUTA, SO GOSTA DE ENGANAR AGENTE, VOU PERGUNTAR A MEU PAI SE A BOCETA DE MAMAE TEM DENTE

Numa faculdade de medicina, o professor fala:

- Médico tem que aprender duas coisas: a ter muita atenção e nem um pouco de nojo. Por isso, vamos fazer um teste.

Trouxeram um cadáver e o professor enfiou o dedo no cú do morto, lambeu e mandou todos fazerem o mesmo.

Depois que todos fizeram o professor disse:

- Ótimo! Nojo vocês não tem.

Só falta a atenção, eu enfiei um dedo e lambi o outro!!!

 

 

Um cego vai ao médico fazer o exame de prostata e pergunta ao médico se tem outro método de fazer o exame sem ser com o dedo, o médico fala que aquele modo é o mais seguro então o cego diz doutor posso lhe pedir uma coisa o médico diz pode sim, o cego diz eu posso segurar o seu penis emquanto o senhor faz o exame o médico fica furioso e diz mais pq vc quer segurar o meu penis?
o cego responde: É pra mim ter a certeza que o senhor vai botar o dedo.

Transa Bem Calculada
Um Casal de contadores chega ao consultório de um terapeuta sexual. O médico pergunta:
- O que posso fazer por vocês?
O rapaz responde:
- Você poderia ver a gente transando!
O médico olha espantado, mas concorda.
Quando a transa termina, o médico diz:
- Não há nada de errado na maneira com o vocês fazem sexo.
E então, cobra R$ 70,00 pela consulta. Isto se repete por várias semanas! O casal marca horário, faz sexo sem nenhum problema, paga o médico e deixa o consultório.
Finalmente o médico resolve perguntar:
O que vocês estão tentando descobrir?
E o rapaz respondendo, diz:
- Nada.O problema é que ela é casada e eu não posso ir à casa dela. Eu também sou casado e ela não pode ir até minha casa. No Motel Dallas, um quarto custa R$ 140,00. No Forest Hills custa R$ 120,00. Aqui nós transamos por R$ 70,00, tenho acompanhamento médico, descolo um atestado, sou reembolsado em R$ 42,00 pela UNIMED e ainda consigo uma restituição do IR de R$ 19,20. Tudo calculado o custo é de 8,80

 

 

O sujeito vai a um médico famoso por recomendação de um amigo, deixa uma pequena foturna como pagamento, aguarda duas horas na sala de espera e, em apenas um minuto e meio de diagnóstico, o médico sentenciou:
-O senhor está com Aids!-Como?- retrucou o homem incrédulo.-Impossível! O senhor nem ao menos tirou a minha pressão! Eu exijo um exame!
-Se o senhor prefere, tudo bem! Urine neste recipiente e me traga amanhã que eu faço o exame na hora! O sujeito sai do consutório praguejando. Ao chegar em casa, tem uma idéia fabulosa.- Vou dar uma lição nesse doutorzinho metido a besta! Então ele pede para sua esposa urinar no recipiente, depois faz o mesmo com a filha adolescente, mistura um pouco com a urina do cachorro, e adiciona um pouco de gasolina do seu carro. No dia seguinte, volta ao médico e entrega a mistura ao doutor, com um sorriso triunfante nos lábios. O médico olha o vidrinho contra a luz por alguns instantes e declara: - A sua esposa está na menopausa, a sua filha está grávida, o seu cachorro tem vermes, o seu carro está com o motor desregulado e o senhor está com Aids!

 

O sujeito, muito ciumento, acompanha sua deliciosa namorada até o ginecologista. Depois de alguns longos minutos, ela sai do consultório do médico, que tinha fama de tarado.
O namorado, mais do que depressa, pergunta:
— E então, bem... Ele perguntou sobre a sua vida sexual?
— Perguntou...— E ele falou da sua linda boca carnuda?— Sim, ele falou!— Ele falou dos seus seios fartos?
— Sim, ele falou!— Ele falou dos seus esvoaçantes cabelos loiros? Das suas pernas?— Sim... Sim, ele falou!
— E do bundão, ele falou?
— Ah, não... De você ele nem lembrou!

 



 Escrito por Pedro Carrancho às 23h25
[] [envie esta mensagem] []




PIADAS DE PEDIATRAS...

UM MOMENTO DE DESCONTRAÇÃO...

No consultório do médico pediatra:
-Doutor, doutor, o senhor precisa me ajudar. Olhe o meu filho aqui, já está com dois anos, e ainda não abriu os olhos.
-Quem tem que abrir os olhos, é o senhor. Este menino é filho de japonês.

No consultório do médico pediatra:
-Doutor, doutor, o senhor precisa me ajudar. O meu
filho faz cocô nas calças.
-Mas isso é perfeitamente normal.
-Normal? Ninguém consegue ficar ao lado dele na faculdade.

Uma mulher leva um bebe ao consultório do pediatra. Depois de alguns momentos na sala espera, a enfermeira manda-a entrar no consultório.

Depois da apresentação, o médico começa a examinar o bebe e vê que o seu peso está abaixo do normal e pergunta: 

- O bebe está a beber leite materno? 

- Leite materno, diz a senhora. 

- Então, por favor mostre-me os seus seios. 

A mulher obedece e o médico toca, apalpa e aperta ambos os seios, num exame detalhado:
- Pode colocar a blusa.
Depois da senhora estar novamente composta, o médico diz:
- É claro que o bebe tem peso a menos. A senhora não tem leite nenhum.
- Eu sei, doutor. Eu sou a avó. Mas adorei a consulta... 

a menina de seis anos chega para a mae e diz:

- mae, tenho uma dor onde se faz filho!

a mae enrubece, perde o chao, fica apavorada e pergunta novamente a filha:

- onde que doi?

- onde se faz filho, mae. . .

o marido chega em casa e a mulher lhe conta o caso. o pai repete a pergunta, e a filha diz:

- e onde se faz filho, pai!

o casal leva a menina ao pediatra e lhe explica a situacao. o medico chama a menina, que entra envergonhada.

- minha querida, pode me dizer onde doi? - pergunta o pediatra.

- e onde se faz filho!

- pode me mostrar? - diz o medico.

a menina mostra a barriga, mas como nimguem entende, ela explica:

- doi aqui, o: "em nome do pai, do filho e do espirito santo, amem". . .

Piada: Criança Leprosa(que mau gosto...)

A enfermeira da pediatria estava com muita pena da criança leprosa e começou o carinho:
- De quem é este narizinho?
- Agora é seu.- Disse a criança

 



 Escrito por Pedro Carrancho às 22h59
[] [envie esta mensagem] []




PEDIATRIA,UMA ESPECIALIDADE SEM PRESTÍGIO...

Estudantes já rechaçam especialidade

Segundo a pediatra Maria Spinelli, 27 anos de formada, a pediatria vem sendo bastante penalizada nos últimos tempos.‘‘Na verdade hoje o estudante que sai da faculdade de medicina não tem procurado a especialização em pediatria. A clínica médica não tem tido o mesmo valor de antigamente. Hoje se buscam especialistas ou até mesmo superespecialistas. A pediatria tem perdido espaço para outras especialidades, o que tem levado a um quadro de profissionais cada vez menor. Muitos profissionais estão mudando de especialidade ou até mesmo abandonando a própria Medicina’’.

O resultado desse cenário seriam consultórios abarrotados e um serviço de pouca qualidade. ‘‘A quantidade de pediatras está muito abaixo do que é necessário para a populacão’’. A ironia é que a especialidade estaria sendo novamente valorizada, agora pela falta de profissionais. ‘‘Estamos vivendo esse momento de valorização porque há uma demanda muito grande. Não faltam pacientes, o problema é a baixa remuneração’’.

A médica Maria Spinelli classifica os planos de saúde como verdadeiros ‘‘atravessadores’’. ‘‘Há um déficit muito grande de profissionais em consultórios e a quantidade deles que oferecem um serviço particular é ainda menor. Os planos de saúde captam o cliente, fazem o convênio e os encaminham ao médico, repassando o valor da consulta pela tabela mais baixa possível’’.

Segundo a pediatra, que atua em consultório e trabalha em uma unidade de saúde há 23 anos, a deficiência de médicos pediatras atendendo em consultórios seria um agravante. Maria Spinelli aponta que há uma verdadeira filosofia pronto-socorrista no Rio Grande do Norte. ‘‘A quantidade de consultas em pronto-socorro é maior que em outros estados. Muitas das queixas que chegam lá deveriam ser atendidas em um consultório. O resultado é que o médico do pronto-socorro precisa ser mais agressivo na conduta da consulta para poder dar um diagnóstico da doença. Como trabalha sob pressão e não conhece o histórico daquela criança, ele pede mais exames, o que onera mais o trabalho médico, a cooperativa’’.

Na cooperativa na qual atua, existem 122 pediatras cooperados, mas muitos já não estão fazendo consultório. ‘‘O trabalho nos consultórios fica prejudicado porque como é mal remunerado o pediatra terá que fazer uma consulta mais rápida, para atender mais pacientes”.



 Escrito por Pedro Carrancho às 20h40
[] [envie esta mensagem] []




INSATISFAÇÃO NACIONAL DOS PEDIATRAS...

A INSATISFAÇÃO DOS PEDIATRAS É NACIONAL...

“Pediatras são espécie em extinção”

O pediatra João Bosco Lima Barbosa, 22 anos de formado e especialista em terapira intensiva, compara a especialização em pediatria a um mico-leão dourado. ‘‘É uma espécie em extinção’’. Ele relata que o próprio governo federal está desestimulando a procura pela especialidade ao não colocá-la como integrante do Programa de Saúde da Família (PSF). ‘‘O profissional médico tem a oportunidade de ao se formar fazer o PSF, mas como a pediatria não faz parte desse programa, a procura pela residência pediátrica vem caindo. A remuneração do pediatra é muito pouca, está defasada justamente porque o profissional não é valorizado’’, afirma.

‘‘Em tempos de globalizacão se fala muito em humanização. O pediatra é e deve ser visto como clínico geral das crianças. As demais especialidades dividem o homem, enquanto a clínica o enxerga como um todo. Além do mais é a que mais abrange o lado social. Para tratar uma criança, se precisa ver todo o contexto social em que ela vive. O médico que trata a criança não pode vê-la como um adulto em miniatura, pois ela é um paciente com uma condição especial, diferenciada. Quem trata o adulto não trata a criança e vice-versa’’.

O trabalho no consultório também vem sendo prejudicado, segundo o médico que mantém um consultório há 20 anos. ‘‘É mais cômodo para a população procurar atendimento nos pronto-socorros. 90% dos atendimentos nos pronto-socorros não são de urgência nem emergência. A pediatria é essencialmente ambulatorial, mas essa procura pelos pronto-socorros termina esvaziando os consultórios’’.

De acordo com o médico, ‘‘a solução é sempre dividir o consultório com outro colega, com outra vítima. Os que faziam consultório sozinhos estão em clínicas ou formaram parcerias. É inviável ficar sozinho. Com esse contexto, o médico recém-formado vislumbra o PSF e não procura mais a especialidade. A valorização está caindo. A saída seria colocar a pediatria no PSF’’.

João Bosco aponta que por outro lado, há uma demanda reprimida muito grande por vagas em leitos de UTI pediátrica no Rio Grande do Norte. ‘‘Há poucos leitos, sempre tem lista de espera. Aqui só temo uma UTI privada, do Papi, e duas públicas, do Varela Santiago e do Maria Alice Fernandes. A cirurgia cardíaca pediátrica também tem bastante demanda’’. Ele atua na UTI do Varela Santiago e do Papi.



 Escrito por Pedro Carrancho às 20h35
[] [envie esta mensagem] []




OS BAIXOS SALÁRIOS DOS PEDIATRAS...

OS PEDIATRAS PRECISAM SER REMUNERADOS À ALTURA DE SUA IMPORTÂNCIA...

Baixos salários esvaziam pediatria

Baixa remuneração e desvalorização da carreira. Falta de renovação do quadro, mudança de especialidade ou até mesmo de profissão. Essa tem sido a rotina vivida por profissionais essenciais à manutenção da saúde: os pediatras, médicos especializados no tratamento de crianças, que começam a escassear no mercado potiguar. Com dificuldades para manter um consultório e sendo obrigados a mudar de especialidade para obter melhor retorno financeiro, a falta de clínicos pediatras tem levado a uma realidade de consultórios lotados e perda de qualidade no atendimento.

Para o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed), Geraldo Ferreira Filho, a raiz estrutural do problema decorre do mecanismo remuneratório dos profissionais. ‘‘O pediatra vive basicamente de consultas. Não tem máquinas nem procedimentos que agregem valor. É o ato médico puro, essencialmente clínico’’.

‘‘A necessidade do pediatra é suprema. Incluir a pediatria no Programa de Saúde da Família é uma forma de valorizar a especialidade. A pediatria é essencialmente clínica. O paciente pediátrico é diferenciado, com características próprias. É uma especialidade básica, primária como a clínica médica. São os pediatras que fazem o trabalho de filtro, que tratam o grosso da população infantil’’.

Atualmente o profissional pediatra é remunerado na forma de consultas. Ao atender um paciente, ele será pago por aquele primeiro atendimento, mas o paciente terá direito, no período de um mês, a retornar o seu atendimento. ‘‘Esse retorno não é pago. Se o pediatra atende uma criança gripada, será remunerado por essa consulta, mas se o paciente retornar cinco, seis vezes em um mês, não terá nenhum adicional’’.

Segundo a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHTM), um conjunto de normas montadas com base em estudos que buscam melhorar o atendimento em clínicas médicas, uma consulta pediátrica deveria ser remunerada em R$ 54. Entretanto, a realidade de mercado está longe disso.

‘‘A maioria dos planos de saúde se recusa a adotar a classificação e pagam 26, 28 ou 30 reais por consulta. A Associação Médica Brasileira (AMB) já calculou que um pediatra que faça 200 consultas por mês, terá um faturamento bruto de R$ 6 mil por mês, mas se for descontar todas as despesas com a manutenção do consultório, sobrariam menos de 500 reais. Ou seja, o pediatra trabalha para receber pouco mais do que um salário-mínimo. Essa é a razão pela qual há uma grande fuga da especialização e o fechamento de consultórios’’.

O pagamento dos profissionais da rede pública também não é satisfatório. ‘‘Os profissionais que são contratados para trabalhar como pediatras nos ambulatórios ganham uma remuneração de R$ 520 mais uma gratificação de R$ 670. Pouco mais de mil reais, o que faz com que o médico não consiga viabilizar-se financeiramente’’. Segundo o dirigente, a alternativa seria diminuir o tempo de validade da consulta. ‘‘A possibilidade de retorno deveria ficar restrita a 15 dias para que se pudesse cobrar uma nova consulta’’.

Embora não seja valorizada, a pediatria é ainda a segunda especialidade com mais adeptos dentre os médicos que atuam no estado. ‘‘A ginecologia e a pediatria lideram. A pediatria responde por cerca de 15% a 17% dos médicos potiguares’’. Geraldo Ferreira estima que seis pediatras sejam formados por ano. ‘‘Mas nas turmas mais recentes já não se encontram mais esses profissionais. Por uma questão mesmo de mercado os estudantes dão preferência as especialidades que tem valores agregados, aquelas que possibilitam ganhar mais com um mesmo paciente por meio de procedimentos, como o uso de equipamentos, exames, utilização de materiais e medicamentos’’.

Médicos reclamam de desvalorização


Médica pediátrica com 30 anos de profissão, Lucinete Santos da Silva afirma: ‘‘Quem faz pediatria é por amor. É uma profissão maravilhosa, supergratificante, mas a valorização do pediatra no campo profissional em geral é pequena quando comparada com outros profissionais’’. Ela cita o exemplo dos médicos anestesistas. ‘‘Como se trata de um grupo pequeno, eles fizeram uma cooperativa, fazem lobby e conseguiram convencer o governo a lhes pagar uma remuneração melhor. Como o pediatra é um clínico geral infantil, ele não tem o respaldo, a força para fazer esse tipo de coisa’’.

A baixa remuneração seria um problema crônico. ‘‘Em algumas cidades do interior paga-se apenas R$ 8 reais por consulta ao pediatra, enquanto a um oftalmologista esse valor é de R$ 32 reais. Isso tem afastado os profissionais que estão iniciando a carreira. Para sobreviver, o pediatra precisa tirar plantões. Mas mesmo assim são plantões básicos, ou seja, o mínimo que se pode pagar por um plantão é o que se paga ao pediatra’’.

Afora a alternativa dos plantões, outra vertente é a sub-especialização. ‘‘As pessoas estão procurando se especiliazar em dermatologia pediátrica ou em cirurgia infantil, por exemplo. Isso tem feito com que o clínico geral pediatra esteja cada vez mais raro no mercado’’. Ela fala com a experiência de quem teve que seguir esse caminho. ‘‘Eu tive que fazer um estágio em UTI pediátrica para assumir um plantão mais valorizado que o próprio plantão em pediatria’’, afirma Lucinete, que além de intensivista pediátrica, atua como perita na Junta Médica do Estado e já havia se especializado em medicina no trânsito. O resultado seria uma jornada de trabalho ainda mais atribulada que a de outras especialidades médicas. Ela acumula o trabalho na Junta Médica, com os plantões nas UTIs pediátricas.

 



 Escrito por Pedro Carrancho às 20h30
[] [envie esta mensagem] []




O PEDIATRA NA EQUIPE DO PSF

O PEDIATRA PRECISA SER INTEGRADO À EQUIPE DO PSF IMEDIATAMENTE...

Médicos reivindicam inclusão da pediatria no PSF

Sexta, 16 de Junho de 2006 16h31

 

Cerca de 200 pediatras reuniram-se nesta sexta-feira, dia 16, em frente ao Palácio do Planalto, para reivindicar a inclusão da especialidade médica pediatria no programa Saúde da Família (PSF). O presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Dioclécio Campos Júnior, entregou ao assessor especial da Presidência Swedenberger Barbosa uma carta sobre o assunto.

"O programa Saúde da Família, que é uma das principais políticas da saúde no Brasil, exclui o atendimento pediátrico à população", afirmou Campos. Segundo ele, a ausência de profissionais especializados no atendimento infantil desrespeita o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê o investimento na qualidade da assistência à saúde dessa parcela da população.

Na carta, dirigida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a SBP diz que o Saúde da Família não garante a crianças e adolescentes o direito à "melhor medicina do seu tempo", inserindo o programa em "estratégias públicas simplificadoras, de baixo custo e pouca qualidade". "Isso acentua o fosso que separa cidadão de ‘primeira e segunda classe’ no Brasil".

Dioclécio Campos ressaltou que o atendimento pediátrico é essencial na prevenção e identificação de doenças nos primeiros anos de vida, como desnutrição e déficit de audição. "O médico que não é formado para a área de atuação é incapaz de reconhecer problemas que ocorrem nesse período, ou reconhece tardiamente, quando já se tornou um problema grave", disse ele. "Sem contar o caráter de prevenção, que é o componente essencial da prática do pediatra".

Segundo o estudo Avaliação da Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI) nas unidades do Programa Saúde da Família no estado de Pernambuco, de 2003, apenas um terço dos profissionais fizeram investigação de três dos quatro sinais gerais de perigo que evidenciam a presença de doença grave que requer encaminhamento para unidades de saúde mais complexas. A pesquisa avaliou o atendimento dado a 203 crianças menores de cinco anos em 30 unidades de saúde.

O presidente da SBP explicou que, para se especializar em pediatria, o médico precisa fazer cinco mil horas em tempo integral de residência na área, o equivalente a mais dois anos de formação. No curso de medicina, as disciplinas específicas sobre criança e adolescente somam de 20 a 50 horas no currículo.

As informações são da Agência Brasil



 Escrito por Pedro Carrancho às 20h18
[] [envie esta mensagem] []




A IMPORTÂNCIA DA PEDIATRIA...

OS PEDIATRAS PRECISAM COBRAR O RECONHECIMENTO E A VALORIZAÇÃO DA PEDIATRIA....

O exercício da pediatria nos dias atuais

 

A importância da Pediatria no mundo moderno ultrapassa a sua grande gama de conhecimentos etiológicos e fisiopatológicos das doenças das crianças e projeta-se além das suas eficientes técnicas diagnósticas e terapêuticas. A atribuição mais genuína da pediatria é proteger e cuidar do indivíduo em uma de suas fases de maior vulnerabilidade.

A pediatria estrutura-se em uma assistência integral à criança e ao adolescente. Os pediatras representam o recurso mais qualificado para atender a criança e o adolescente, tanto em nível de atenção primária quanto em níveis de maior complexidade. As famílias levam seus filhos ao pediatra com a certeza de que é possível enfrentar e vencer muitas doenças. O trabalho do pediatra contribuiu, através dos tempos, sobretudo nas últimas décadas, para diminuir a morbidade e a mortalidade de crianças e adolescentes no nosso país. Ressalte-se a importância capital de inúmeros outros fatores responsáveis por essa diminuição, mas não se pode negar a influência cultural e prática do atendimento das crianças realizado pelos médicos pediatras. Paradoxalmente, no entanto, o exercício da pediatria nos dias de hoje realiza-se em meio a conflitos, dilemas e dificuldades econômicas.

A moderna pediatria do século XXI incorpora e aproveita os avanços tecnológicos, prioriza a promoção à saúde e a prevenção de doenças, ao lado do diagnóstico precoce e do tratamento oportunos. Para cumprir adequadamente esses propósitos, a boa formação técnica do pediatra é fundamental. Todos reconhecem a necessidade de um pediatra bem formado, permanentemente em educação continuada e com compromisso profissional, moral e ético. É preciso agir com base na avaliação da melhor certeza científica, porque hoje, mais do que ontem, as decisões médicas são vitais para o paciente. Entretanto, essas exigências não são correspondidas com a valorização do trabalho do pediatra. O pediatra de hoje encontra-se sobrecarregado com múltiplos empregos, geralmente em condições de trabalho adversas e, freqüentemente, com remuneração aquém do que seria ético.

Até o consultório do pediatra foi invadido por empresas intermediadoras de serviços médicos (convênios) que, de modo geral, remuneram muito mal. Note-se que o problema não é haver pacientes de “convênio”, mas o fato de que os intermediários entre o médico e o cliente agem com lógica mercantilista e visam apenas o lucro de suas empresas.

A realidade do atual mercado de trabalho contrasta com a expectativa dos pediatras. No passado, não muito remoto, a prática da pediatria caracterizava-se pela alta freqüência do exercício liberal da profissão. Nos últimos anos, observa-se que a profissão perdeu, praticamente, seu caráter liberal (autonomia técnica e econômica). Os honorários médicos que eram tratados diretamente com o cliente são decididos hoje por empresas intermediadoras de serviços médicos. Do mesmo modo, mudou-se a relação médico-paciente, passando terceiros a interferir em decisões técnicas. A relação médico-paciente, como se sabe, é a pedra básica da prática médica e, nos dias de hoje, tornou-se uma relação “prestador de serviço-usuário”, com vínculos transitórios. Esse fato reflete um dos grandes conflitos da prática médica atual: a fidelidade que o médico deve ao seu paciente e a que está obrigado a ter com as instituições das quais depende economicamente.

Por outro lado, deve-se ressaltar que as atividades com vínculo de emprego, público ou privado, universitárias ou não, também remuneram o pediatra com baixos salários. Além do mais é freqüente a falta de condições adequadas de trabalho em vários serviços e o número excessivo de atendimentos por jornada de trabalho. Ou seja, as dificuldades ultrapassam o terreno da sobrevivência econômica da profissão e atingem a realização da vocação profissional. Note-se, no entanto, que como em todas as áreas de atividade humana, existem exceções e é possível encontrar, em alguns serviços, uma melhor condição para o exercício da pediatria.

Tendo em vista o contexto atual do exercício da pediatria, tanto no setor público quanto no setor privado, é preciso encontrar caminhos que resgatem a dignidade da profissão. Urge encontrar respostas para questões fundamentais: Como manter incólume a autonomia profissional do pediatra, cada vez mais ameaçada, preservando-se a boa qualidade da assistência prestada, como remunerar adequadamente o trabalho do pediatra?

A tarefa de revalorizar o exercício da pediatria é de responsabilidade de todos: das sociedades de pediatria, da universidade, dos serviços de formação de pediatras e de cada um dos médicos pediatras. É vital buscar o resgate da relação médico-paciente, da autonomia do trabalho médico, da melhor assistência pediátrica a todas as crianças (evitando-se políticas equivocadas em relação à saúde infantil), da boa formação técnica e ética dos pediatras, além da valorização da consulta do pediatra e da sua remuneração, que é parte intrínseca do ato médico. Neste trabalho não é lícita a omissão de ninguém, sob qualquer pretexto, sendo vital a participação de todos, tanto do pediatra prático quando do professor de pediatria ou do diretor de serviço médico. Ressalta-se a necessidade de encontrar aliados na sociedade civil e no meio médico, uma vez que todas as especialidades médicas vivem problemas semelhantes e nenhuma solução será encontrada isoladamente. De fato, uma observação geral do movimento atual evidencia que o conjunto das entidades médicas nacionais trabalha, coordenadamente, com várias propostas que podem efetivamente ajudar a melhorar o panorama do exercício da profissão no país. Na pauta dos movimentos da classe médica estão: a Lei do Ato Médico, a regulamentação da abertura de novas escolas médicas, a melhor formação profissional na graduação e na residência médica, a educação médica continuada, as condições do exercício profissional e a remuneração no setor público, valorização e adequação do trabalho médico no setor de saúde suplementar com a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), além de ações pontuais peculiares a cada especialidade. Nesse sentido, releve-se o trabalho que vem sendo realizado nessa área pela Sociedade Brasileira de Pediatria e por suas filiadas, como a Sociedade de Pediatria de São Paulo. Pode-se citar como exemplos desse trabalho: a participação da pediatria ma CBHPM (antiga reivindicação dos pediatras), melhor remuneração no SUS do pediatra na sala de parto, participação do pediatra no Programa de Saúde da Família, valorização do trabalho clínico em consultório nas Unimeds, além da promoção de uma ampla discussão e reflexão sobre o exercício da pediatria, que hoje, praticamente, envolve todos os pediatras, inclusive aqueles das universidades.

É verdade que atualmente parece existir uma menor procura da pediatria pelos jovens médicos, conforme sugerem a diminuição de candidatos à Residência e o concurso do Titulo de Especialista em Pediatria (TEP). Porém, a pediatria continua sendo uma das maiores especialidades médicas do país. Segundo a pesquisa “Perfil dos Pediatras do Brasil”, em 1.999 existiam 31.532 pediatras no Brasil (estima-se que hoje existam em torno de 35 mil), 78,72% deles satisfeitos por exercer a profissão. Em que pese os conflitos e os dilemas, a vocação pediátrica continua vencendo porque o trabalho do pediatra, realizado sob a égide da ciência e da ética, confere à pediatria seu caráter de profissão de serviço e lhe outorga sua nobreza e dignidade.

 

Autor: Prof. Dr. José Hugo de Lins Pessoa
Professor Titular de Pediatria da Faculdade de Medicina de Jundiaí, SP; Presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo – gestão 2007-2009

Texto publicado na Revista Paulista de Pediatria, Vol. 22, nº 04, Dezembro 2004, pg 188-9.


 



 Escrito por Pedro Carrancho às 03h03
[] [envie esta mensagem] []




UMA ESPECIALIDADE AVILTADA....

OS PEDIATRAS DE TODO O PAÍS PRECISAM IR À LUTA...

Caro(a) colega,

nunca se falou tanto das dificuldades que a pediatria atravessa. Vivemos momento delicado na evolução do nosso exercício profissional. Os setores público e privado, contaminados pela frenética incorporação da tecnologia em saúde, contribuem para desmerecer o valor de uma prática médica fundada em ações preventivas e educativas. O SUS descarta a importância da pediatria na dinâmica das políticas públicas. Os planos e seguros de saúde aviltam a remuneração do trabalho pediátrico. Ambos laboram na lógica dos procedimentos, enquanto a pediatria assiste o paciente na perspectiva da medicina plena. Ambos operam em elevado grau de miopia diante das tendências que se afirmam no atendimento médico à população.

A sociedade encontra-se em fase de transição para uma época em que prevalecerão as ações preventivas sobre as curativas e o cuidado sobre a terapêutica. Os pediatras não trabalham com procedimentos. Sua consulta é completa. Diagnosticam, orientam, educam, cuidam e tratam. Diferem do que fazem os especialistas. O mercado ainda privilegia a especialização e desmerece o pediatra. Precisamos reverter esse quadro. O papel das filiadas é decisivo. Sem nossa mobilização a pediatria se apequena. O Dia do Pediatra, 27 de julho, será a data para a arrancada do movimento nacional em defesa da pediatria. É hora de começar a lutar para valer.

Um abraço cordial,
Dioclécio Campos Júnior
O e-mail do presidente é:
sbp@sbp.com.br



 Escrito por Pedro Carrancho às 02h50
[] [envie esta mensagem] []




REMUNERAÇÃO MÉDICA....

JÁ PASSOU DA HORA DE O GOVERNO PAGAR UMA REMUNERAÇÃO JUSTA AOS MÉDICOS...

Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

FALTA DE MÉDICOS COMPROMETE SERVIÇO PÚBLICO DE SAÚDE NO PAÍS

Faltam médicos em serviços públicos de saúde. Esse problema está deteriorando a qualidade dos serviços. Alguns estão funcionando próximos à inviabilidade. A percepção dessa realidade pelo Ministério da Saúde ainda não atingiu um nível importante, capaz de mudar a orientação do Ministério sobre o problema. A causa apontada está na carência de uma política decente de recursos humanos. Os planos de cargos, carreiras e remuneração oferecidos aos médicos, no serviço público, não são capazes de atrair e de fixar profissionais. Isso fica cada vez mais evidentes. Soluções? A EC-29, Emenda Constitucional 29 ou Emenda da Saúde está em discussão no Congresso Nacional. Ela objetiva criar um financiamento sério para a Saúde pública no Brasil. Outra solução: o Piso Salarial Nacional para os médicos. Ele já foi aprovado pelo Congresso em 1993, tendo sido vetado pelo então Presidente da República, Sr. Itamar Franco. Agora está novamente em trâmite no Congresso, em projeto de lei que visa reformar o salário mínimo profissional estipulado pela Lei 3999/1961. A aprovação desses projetos seriam decisivos para reverter a situação.
Enquanto aguardamos pela sensibilidade e preocupação de governantes e congressista para com essa questão grave, o sistema público de saúde vai capengando. Existe o mal, existe a cura, existem os responsáveis para fazer a cura.
Mostramos aqui três situações diferentes, em unidades diferentes da federação, São Paulo, Paraná e Pernambuco, que mostram a inviabilização progressiva e irreversível de unidades de saúde, inclusive de serviços essenciais, por falta de profissionais médicos disponíveis para atender em condições precárias por salários ruins. Essa questão parece até repetitiva. E é. O problema repete, recorre.

FONTE: Fenam


 Escrito por Pedro Carrancho às 02h42
[] [envie esta mensagem] []




APOSENTADORIA ESPECIAL AO MÉDICO DO SERVIÇO PÚBLICO...

MÉDICO DO SERVIÇO PÚBLICO-APOSENTADORIA ESPECIAL...

>


 Escrito por Pedro Carrancho às 15h40
[] [envie esta mensagem] []




RESOLUÇÃO-ATENDIMENTO MÉDICO

ATENDIMENTO MÉDICO-SÓ EM CONSULTÓRIO-RESOLUÇÃO CRMES

 


DOENÇA RARA

O QUE É UMA DOENÇA RARA?-CONTINUAÇÃO-FINAL

Para algumas doenças raras, como a febre Mediterrânea familiar, o síndroma do X frágil e a fibrose quística, já existem protocolos de tratamento e programas médicos, sociais e educacionais definidos nalguns países, assim como programas de rastreio mais ou menos bem dirigidos.

Estes novos métodos pré-natal e rastreio em fase assintomática para as doenças raras permitem que seja feita uma cobertura médica efectiva mais cedo, melhorando significativamente a qualidade e o tempo de vida. Outros programas de rastreio devem ser introduzidos mal existam testes fiáveis e tratamentos eficazes. O progresso qualitativo e quantitativo no prognóstico e no tratamento clínico está a levantar novas questões de saúde pública acerca das políticas de rastreio generalizado e direccionado de algumas doenças.

Doenças raras: desde a perda da esperança de tratamento até ao ponto em que os doentes se encarregam do assunto

Há uma grande esperança no progresso científico e terapêutico. Deles se espera também uma mudança profunda. No entanto, para as doenças raras actualmente:
-  não há um número suficiente de programas de investigação públicos
-  os medicamentos desenvolvidos para tratar pequenos números de doentes permanece muito limitado.
As doenças raras, ainda mais do que as outras doenças crónicas, caracterizam-se pelo facto dos doentes e as suas famílias serem muito pró-activos já que muitas vezes:
-  conhecem a sua doença e as suas particularidades tão bem como os profissionais
-  tratam do seu próprio tratamento.

As organizações de doenças raras foram criadas como resultado da experiência ganha pelos doentes e respectivas famílias ao serem tantas vezes excluídos dos sistemas de saúde, tendo que tomar conta da sua própria doença.

rare diseases - maladies rares - enfermedades raras - malattie rare - doenças raras - seltene krankheiten - 25.1 kbPara além da sua vocação de tornar as doenças raras mais conhecidas pelo mundo médico e pela sociedade em geral, estas organizações são um bom meio para partilhar experiência e disseminar informação. O seu envolvimento nos cuidados diários faz com que seja natural a continuidade numa contribuição activa para o progresso terapêutico, desde a colaboração em testes clínicos à criação de centros de tratamento integrado.


Autor: François Faurisson
Editor: Julia Fitzgerald
Tradutora: Marta Jacinto
Fotos: © Eurordis; © Sabine Grimm/
Mastozytose e.V.; © Noelle Barandou / Vaincre la Mucoviscidose ;

03/2004



 Escrito por Pedro Carrancho às 22h28
[] [envie esta mensagem] []




DOENÇA RARA

O QUE É UMA DOENÇA RARA?-CONTINUAÇÃO

Doenças raras: falta de conhecimento e de sensibilização do público

mother & child - mère et enfant - madre & bambino - mãe & criança - Mutter u. Kind - 18.2 kbO conhecimento médico e científico acerca de doenças raras é escasso. O número de publicações científicas sobre doenças raras continua a aumentar, em particular aquelas que identificam novos sindromas, no entanto apenas menos de 1000 doenças, essencialmente aquelas que ocorrem mais frequentemente, beneficiam de um conhecimento mínimo. A aquisição e a difusão do conhecimento científico é a base vital para a identificação das doenças e, ainda mais importante, para a investigação de novos procedimentos de diagnóstico e terapêuticos.

Facilmente descuradas por médicos, investigadores e políticos, apenas as doenças raras que atraiam a atenção do público beneficiam de uma política de investigação pública e/ou assistência médica. Normalmente são as associações e os grupos profissionais que fazem a consciencialização do público. O progresso feito no tratamento destas doenças permite àqueles que sofrem delas viver melhor e durante mais tempo, tendo como resultado maior sensibilização da opinião pública acerca da doença.

Doenças raras: factores de exclusão Quase todas as pessoas com uma doença rara encontram os mesmos problemas: atraso e falha no diagnóstico, falta de informação acerca da doença, falta de referências para profissionais qualificados, falta de disponibilidade de cuidados com qualidade e de benefícios sociais, fraca coordenação dos cuidados de internamento e de consulta externa, autonomia reduzida, e dificuldade na reintegração no mundo do trabalho e ambientes social e familiar.

Muitas doenças raras envolvem insuficiências sensoriais, motoras, mentais ou físicas. As pessoas afectadas pelas doenças raras são mais vulneráveis psicológica, social, cultural e economicamente. Obviamente, estas dificuldades podem ser reduzidas através da implementação de políticas públicas apropriadas.

Em muitos casos as doenças raras não são diagnosticadas devido à escassez de conhecimento científico e médico. Na melhor das hipóteses, alguns dos sintomas são reconhecidos e tratados. As pessoas podem viver anos a fio em situações precárias sem cuidados médicos competentes uma vez que estão excluídos do sistema de cuidados de saúde com uma doença não diagnosticada.
O grau de conhecimento de uma doença rara determina tanto a rapidez com que é diagnosticada como a qualidade das coberturas médica e social. A percepção do doente da sua qualidade de vida está mais ligada à qualidade dos cuidados do que à gravidade da doença ou ao grau das deficiências associadas.

Doenças raras: sistemas públicos de saúde e cuidados de saúde inadequados

Todos aqueles que sofrem de doenças raras e respectivas famílias falam da luta para serem ouvidos, informados e dirigidos a corpos médicos competentes, quando estes existem, por forma a serem correctamente diagnosticados. Como resultado, há atrasos sem sentido, múltiplas consultas médicas e prescrição de medicamentos e tratamento impróprios ou mesmo perigosos para a saúde.

patient and drugs | patient et médicaments | paciente y medicinas | paziente e medicine | paciente e medicinas | Patient und Medizin - 38.1 kbApesar do progresso feito ao longo dos últimos dez anos, acontece muitas vezes o diagnóstico de uma doença rara ser deficientemente comunicado. Muitos doentes e respectivas famílias descrevem a forma insensível e pouco informativa como o diagnóstico inicial é dado. Este problema é comum entre os médicos, que não estão organizados nem treinados em boas práticas de comunicação de diagnósticos. Após o diagnóstico, os doentes e respectivas famílias referem casos de cuidados seriamente desadequados.

Não existe qualquer protocolo para a boa prática clínica para a vasta maioria das doenças raras. Nos casos em que tal protocolo existe, este conhecimento permanece isolado quando devia ser partilhado. Para além deste facto, a segmentação das especialidades médicas é uma barreira para o cuidado global de uma pessoa com uma doença rara.

As famílias e os profissionais de saúde queixam-se frequentemente da dificuldade extrema em dar os passos administrativos necessários para receber benefícios sociais. Existem disparidades grandes e arbitrárias na atribuição da ajuda financeira e do reembolso de custos médicos de país para país e mesmo regionalmente dentro de alguns países. O custo dos tratamentos é muitas vezes mais elevado que o dos tratamentos das outras doenças devido à raridade da doença e ao número limitado de centros especializados. Uma parte significativa destas despesas é suportada pelas famílias.



 Escrito por Pedro Carrancho às 22h25
[] [envie esta mensagem] []




DOENÇAS RARAS...

O QUE É UMA DOENÇA RARA?

O que é uma doença rara ?

Problemática das doenças raras

Cystic Fibrosis patient | patient atteint de Mucoviscidose | patiente Fibrosis Quística | paziente affetto da Fibrosi cistica  | paciente com Cística Fibrose  | Patient mit Zystische Fibrose - 5.6 kbDoenças raras são aquelas que ocorrem com pouca frequência ou raramente na população em geral. Para as pessoas com doenças raras, esta raridade tem muitas consequências desfavoráveis, tanto médicas como sociais.

Médicas: foram feitos poucos estudos destas patologias severas o que, muitas vezes, põe a vida dos doentes em risco. Por se saber tão pouco acerca da maioria das doenças raras, o diagnóstico preciso, se feito, é feito tardiamente.

Sociais: a comunidade médica sabe relativamente pouco sobre as doenças raras e, como resultado, geralmente o sistema público de saúde dá uma cobertura inadequada. A falta de tratamento eficaz deve-se tanto à escassez de investigação, como ao facto do desenvolvimento de medicamentos para um número limitado de doentes não ser lucrativo comercialmente.

Raro: definição e paradoxo

Doenças raras são aquelas que afectam um número limitado de pessoas de entre a população total, definido como menos de uma em cada 2000. Apesar deste número parecer pequeno, traduz-se em aproximadamente 200000 indivíduos quando se considera a UE no seu tamanho actual de 15 Estados Membros, e 230000 quando a Comunidade se expandir ficando com 25 Estados Membros. A maioria das pessoas representadas por estas estatísticas sofrem de doenças que ocorrem com menos frequência, afectando uma em cada 100000 pessoas ou menos.

Estima-se que hoje existam entre 5000 e 8000 doenças raras distintas, afectando entre 6% e 8% da população total, noutras palavras, entre 24 e 36 milhões de pessoas na Comunidade Europeia - equivalente à população conjunta da Holanda, Bélgica e Luxemburgo.

Semelhanças e diferenças nas doenças raras

Semelhanças
Daniel & Marko Grimm - 18.1 kbDevido à sua raridade, apenas as patologias severas foram distinguidas como doenças raras. Estas doenças podem ser caracterizadas quase sempre como:
-  doenças crónicas sérias, degenerativas e que normalmente colocam a vida em risco;
-  doenças incapacitantes, em que a qualidade de vida é comprometida devido à falta de autonomia;
-  doenças em que o nível de dor e de sofrimento do indivíduo e da sua família é elevado;
-  doenças para as quais não existe uma cura efectiva, mas os sintomas podem ser tratados para melhorar a qualidade de vida e a experança de vida.

Diferenças
80% das doenças raras têm origem genética identificada. Estas dizem respeito a entre 3% e 4% dos nascimentos. Outras doenças raras resultam de infecções (bacterianas ou virais) e alergias ou são devidas a causas degenerativas e que proliferam.
Os sintomas de algumas doenças raras podem aparecer à nascença ou na infância, como no caso da atrofia muscular espinal infantil, da neurofibromatose, da osteogenese imperfeita, das doenças do armazenamento lisossomal, da condrodisplasia e do síndroma de Rett. Muitas outras, como a doença de Huntington, a doença de Chron, a doença de Charcot-Marie-Tooth, a esclerose amiotrófica lateral, o sarcoma de Kaposi e o cancro da tiróide, só aparecem na idade adulta.

As doenças raras caracterizam-se pela ampla diversidade de distúrbios e sintomas que apresentam e variam não só de doença para doença, mas também de doente para doente que sofra da mesma doença.

Doenças raras: um novo conceito de saúde pública



 Escrito por Pedro Carrancho às 22h21
[] [envie esta mensagem] []




DOENÇAS RARAS....

DOENÇAS RARAS...

Doenças raras

Doenças raras

Na União Europeia, uma doença é considerada rara quando afecta menos de 5 em cada 10 000 pessoas . Porém, o número de doentes que padecem deste tipo de doenças pode ser elevado, uma vez que existem cerca de 7000 doenças raras. A maioria destas doenças é causada por defeitos genéticos ou por exposição ambiental durante a gravidez ou numa idade mais avançada, muitas vezes combinada com uma propensão genética.

Algumas dessas doenças são formas ou complicações raras de doenças comuns. Embora possam ser detectados sintomas logo à nascença ou na infância, mais de 50 % das doenças raras surgem na idade adulta, pondo frequentemente em perigo a vida dos doentes ou sendo cronicamente debilitantes. Na maior parte dos casos, não existe um tratamento eficaz, mas um rastreio para diagnóstico precoce, seguido de uma prestação de cuidados adequados, pode melhorar a qualidade de vida dos doentes e aumentar a sua esperança de vida.

As doenças raras são um problema grave em termos de saúde pública, sendo consideradas uma prioridade no âmbito quer do programa de saúde quer do programa de investigação da UE. A legislação e o financiamento da UE para projectos de I&D têm em vista promover o desenvolvimento de medicamentos órfãos destinados a doentes com doenças raras. A UE pretende rever as condições de comercialização para medicamentos órfãos em toda a Europa, uma vez que os preços e a acessibilidade destes medicamentos variam muito. A União Europeia promove a prevenção, o diagnóstico e o tratamento optimizados das doenças raras através da criação de redes, da partilha de experiências e acções de formação e da divulgação de conhecimentos.



 Escrito por Pedro Carrancho às 22h15
[] [envie esta mensagem] []




DOENÇAS RARAS...

DOENÇAS RARAS-DIA DE COMEMORAÇÃO

Um dia para as doenças raras? Sim, foi o que aconteceu, pela primeira vez, no dia 29 de Fevereiro de 2008! Este dia foi escolhido por ser, também ele, raro, uma vez que 29 de Fevereiro acontece uma vez em cada quatro anos. E vai continuar araredisease comemorar-se todos os anos no último dia de Fevereiro: Um Dia Raro para Pessoas Muito Especiais… A organização deste dia de sensibilização é coordenada pela Eurordis a nível europeu e pelas Alianças Nacionais a nível nacional, realizando-se várias actividades por toda a Europa. Em Portugal, as comemorações estão a cargo de várias associações, entre as quais Raríssimas, Associação Portuguesa dos Hemofílicos, Associação de Pais e Amigos de Portadores da Síndroma de Rubinstein-Taybi, Associação Portuguesa de Doenças do Lisosoma e PXE Portugal - Pseudoxantoma Elástico, entre outras.

Em 2009, o tema central é o mesmo de 2008: Doenças Raras: Uma Prioridade de Saúde Pública, e irá abarcar o período 2008-2011, mas será dado um destaque especial aos Cuidados Centrados nos Doentes.

Uma doença rara afecta no máximo uma em cada duas mil pessoas. Actualmente conhecem-se entre 6000 e 8000 doenças raras, sendo que 80 por cento têm origem genética e 75 por cento afectam o indivíduo na primeira infância. Se para algumas existem terapias, para outras só se conhecem algumas formas de prevenção. Mas há doentes que podem ter uma vida plena, lembram as associações, se os cuidados não lhes forem negados, se houver apoios e não lhes barrarem o caminho.

Existem medidas que são necessárias implementar: uma rede nacional de centros de referência de doenças raras, melhor acesso aos cuidados adequados, como fisioterapia e terapia da fala, melhorar os mecanismos de gestão integrada através de figuras como um médico responsável por doente, uma espécie de “gestor”, promover investigação e formação relacionada com a especificidade destas doenças e assegurar formas de cooperação internacional entre associações e comunidade científica.

Se para alguns doentes a melhor qualidade de vida passa por ter menos dor, para outros significa poder desenvolver projectos e sucesso profissionalmente. Quando nasce uma criança com uma doença rara numa família há uma série de sonhos que caem, lembraram os especialistas, mas há muitos que depois que voltam a nascer. Em última instância, o objectivo das Associações de Doenças Raras é ser garante dessa esperança para os doentes, ao mesmo tempo que tentam defender a equidade nos acessos à saúde, melhor informação, mais fundos e mais investigação, concluem os responsáveis.

É preciso o reconhecimento da diferença. Somos todos diferentes, por uma série de pontos de vista. Quando reconhecemos essa diferença de forma positiva não é estigmatizante…



 Escrito por Pedro Carrancho às 22h12
[] [envie esta mensagem] []




CRISE GLOBAL...

FINANCIAMENTO DA SAÚDE-CRISE GLOBAL-CONTINUAÇÃO 2

Em âmbito regional, isso aumentará o gasto total em cuidados de saúde em 14% na Europa e na Ásia Central; 37% no Leste Asiático e Pacífico; 45% no Sul da Ásia; 47% na América Latina e no Caribe; 52% na África Subsaariana; e 62% no Oriente Médio e Norte da África. Em conseqüência desse impulso demográfico, um maior número de indivíduos entrará na força de trabalho.

"Se isso será uma 'dádiva demográfica' de um crescimento econômico mais rápido ou uma 'praga demográfica' de maior desemprego e maiores distúrbios sociais dependerá das políticas públicas que promovem o crescimento econômico e da força de trabalho", afirma Jacques Baudouy, Diretor do Departamento de Saúde, Nutrição e População do Banco Mundial, que patrocinou o novo estudo.

De acordo com o novo relatório, a reforma do setor de saúde em qualquer parte do mundo é um empreendimento complexo e embora a experiência internacional indique que há muitos modelos para escolher - quer sob a forma de sistemas nacionais de serviços de saúde, fundos de seguro de saúde social, seguro de saúde voluntário privado, seguro de saúde de base comunitária ou compra direta por parte do consumidor - não há um caminho único a seguir no caso dos

países que desejarem oferecer cuidados médicos de boa qualidade a seus cidadãos ao custo mais baixo, tanto para as famílias como para as economias nacionais.

A ajuda ao desenvolvimento para doenças específicas está aumentando... mas está funcionando?

A ajuda ao desenvolvimento para a saúde aumentou de forma significativa nos últimos anos, elevando-se a mais de US$10 bilhões em 2003. A maior parte dos aumentos recentes concentrou-se na África e em determinadas doenças e intervenções, levantando importantes questões a respeito do modo como tal ajuda deturpa os sistemas de saúde quando direcionados de forma estreita e específica.

O relatório afirma que direcionar a ajuda ao desenvolvimento para doenças específicas pode ser eficaz quando os países em desenvolvimento dispõem de muito pouco dinheiro para financiar os respectivos orçamentos de saúde. No entanto, ao desenvolverem seus sistemas de saúde, o fato de terem mini-sistemas de saúde distintos para cada doença específica é o caminho para o desperdício e ineficiência. Além disso, dada a severa escassez de pessoal de saúde treinado em muitos países africanos, esses programas competem entre si na contratação dos poucos profissionais qualificados necessários para dirigir os sistemas de saúde pública.

A experiência dos países de alta renda

O relatório afirma que os países de alta renda têm um importante histórico de reformas do financiamento da saúde, uma vez que seus sistemas evoluíram de convênios de saúde voluntários e de base comunitária para fundos formais de seguro público e para sistemas de seguro de saúde baseados em financiamento. Quase todos os países de alta renda, com exceção dos Estados Unidos, conseguiram cobertura de saúde universal ou quase universal. Os sistemas financiados por impostos existem há tempo, mais recentemente com sistemas de seguro social. A vontade política foi elemento crítico para conseguir a cobertura universal, juntamente com o crescimento econômico.

Embora os países de alta renda operem em contextos muito diferentes em comparação com os países de baixa renda, sua experiência oferece certos exemplos aos países de renda mais baixa e média:

  • O crescimento econômico é o fator mais importante no caminho rumo à cobertura universal.
  • Gestão e capacidade administrativa melhores constituem um elemento crítico para a expansão da cobertura, tal como sucede com um sólido compromisso político.
  • No caso de países de renda baixa e média em transição para a cobertura universal, a despesa pública geral e as contribuições para o seguro de saúde social são as duas fontes principais de financiamento público. Ambos acumulam receitas públicas em um ou vários fundos comuns. Como as questões críticas são o fundo comum e o pré-pagamento, não é tão importante a escolha final entre um seguro de saúde social ou o sistema nacional de serviços de saúde.

"A saúde é um setor extremamente complexo e os reformadores não devem esquivar-se de lidar diretamente com essas complexidades em suas reformas de políticas da saúde", afirmam George Schieber e Pablo Gottret, co-autores do novo relatório e economistas seniores em saúde do Banco Mundial. "Novas modas e soluções mágicas não oferecerão respostas eficazes para os desafios de financiamento da saúde que os países enfrentam em todos os níveis de renda. Nesta encruzilhada global crítica da saúde o relatório oferece opções de políticas baseadas em evidências internacionais e princípios econômicos para os formuladores de decisões em níveis tanto global como nacional diante dos quais surgem esses desafios e oportunidades enormes."




Permanent URL for this page: http://go.worldbank.org/WDFVAPCOA0

>
> src="http://siteresources.worldbank.org/SITEMGR/Resources/WebStatsUtil.js">> src="http://siteresources.worldbank.org/scripts/omniture/g9/s_code_remote.js"> > src="http://siteresources.worldbank.org/fsrscripts2/foresee-trigger.js"> type="text/javascript">



 Escrito por Pedro Carrancho às 21h55
[] [envie esta mensagem] []




CRISE GLOBAL...

FINANCIAMENTO DA SAÚDE-CRISE GLOBAL-CONTINUAÇÃO 1

Por outro lado, em última análise, compete aos países em desenvolvimento enfrentar os desafios de reforma dos sistemas de financiamento da saúde, a fim de criar orçamentos operacionais suficientes e assegurar que todos os seus cidadãos tenham acesso a cuidados de saúde eficazes, protegendo ao mesmo tempo sua população contra o empobrecimento provocado por despesas médicas elevadas e por outros revezes, tais como perda de emprego ou desastres naturais.

Diferenças de gastos em saúde entre países ricos e pobres

De acordo com o relatório, os gastos globais em saúde em 2002 foram de US$3,2 trilhões, cerca de 10% do produto nacional bruto (PIB) global; no entanto, somente cerca de 12% dessa cifra foram gastos nos países de renda baixa e média. Por outro lado, os países de alta renda gastam cerca de 100 vezes mais em saúde por pessoa do que os países de baixa renda, embora nos países em desenvolvimento os pobres arquem com 90% dos efeitos causados por doenças do mundo. Pior ainda, a maior parte do escasso gasto em saúde nos países em desenvolvimento é custeada pelas próprias pessoas de baixa renda, porque a maioria dos países pobres não pode prestar a seus cidadãos nem mesmo os serviços mais básicos de saúde.

"Este relatório mostra como nos países em desenvolvimento as pessoas de baixa renda enfrentam a ruína quase certa ao lidarem com doenças catastróficas sem proteção financeira oferecida rotineiramente pelos sistemas de saúde dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)", afirma Jean-Louis Sarbib, Vice-Presidente Sênior da Rede de Desenvolvimento Humano do Banco Mundial que produziu o novo relatório. "Essa desigualdade tem conseqüências tremendas para a saúde das pessoas de baixa renda do mundo inteiro, porque sofrer de uma doença grave e ter de pagar um médico do próprio bolso constituem uma receita automática para a pobreza."

No nível nacional, esses problemas também restringem a produtividade e o crescimento econômico, ao mesmo tempo em que muitos países em desenvolvimento presenciam aumentos constantes de população e expectativa de vida mais longa. O relatório afirma que, segundo projeções, a população mundial passará dos atuais 6 bilhões a 7,5 bilhões em 2020 e a 9 bilhões em 2050. Praticamente todo esse crescimento ocorrerá nos países de renda baixa e média. As populações em 50 dos países mais pobres do mundo atingirão o dobro em 2050. Por si sós essas mudanças demográficas nos próximos 20 anos levarão a maior parte dos países de renda baixa e média a enfrentar aumentos anuais de 2% a 3% em gastos em cuidados de saúde.



 Escrito por Pedro Carrancho às 21h53
[] [envie esta mensagem] []




CRISE GLOBAL...

FINANCIAMENTO DA SAÚDE-CRISE GLOBAL...

Novo relatório do banco mundial adverte sobre crise global no financiamento da saúde

Serão necessários de US$25 a US$70 bilhões por ano em ajuda externa adicional para cumprir as Metas de Desenvolvimento do Milênio em saúde
Disponible en: العربية, Français, English, Spanish
Comunicado de prensa Nº:2006/418/HD

Contatos:
Washington:
Phil Hay (202) 473-1796 - escritório
(202) 409-2909 - celular
Phay@worldbank.org
Olivia Elee (202) 458-7318 - oescritório
Oelee@worldbank.org


WASHINGTON, 25 de maio de 2006 - Um novo relatório do Banco Mundial adverte que os sistemas de cuidados de saúde no mundo inteiro estão tendo dificuldades para arcar com fortes aumentos de custos, em um momento em que os países se empenham em enfrentar crises de HIV/AIDS e prevenir a possibilidade de uma pandemia de gripe aviária, persistindo ao mesmo tempo o enorme hiato de saúde entre países ricos e pobres.

Apesar de um enfoque global inédito na saúde como questão humanitária e de segurança nacional e de aumentos drásticos em ajuda ao desenvolvimento para a saúde, só no ano passado três milhões de pessoas morreram de HIV/AIDS. A expectativa média de vida na África é atualmente de 47 anos. Sem a devastação do HIV/AIDS, seria agora de 62 anos. A tuberculose é curável com medicamentos de baixo custo e, no entanto, 5.000 pessoas morrem dessa doença todos os dias; ocorre o mesmo com a malária, que diariamente tira a vida de 3.000 pessoas, na maioria crianças.

O novo relatório - Health Financing Revisited-A Practitioners Guide (Reexame do Financiamento da Saúde - Guia do Profissional) - levanta sérias preocupações a respeito das atuais iniciativas globais para ampliar o alcance dos sistemas de cuidados de saúde com vistas a melhorar a saúde de milhões das pessoas mais pobres do mundo até 2015, conforme proposto nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O relatório afirma que a comunidade internacional, por sua vez, deve cumprir a promessa de aumentar substancialmente sua ajuda ao desenvolvimento e, ao mesmo tempo, torná-la previsível e sustentável. O financiamento proveniente de fundações privadas e parcerias globais, quase insignificante em 1990, representa hoje cerca de 20% da ajuda total para a saúde. Entretanto, muitos esforços dos doadores distorceram as prioridades de despesa dos países, aumentaram os custos de transação e fragmentaram a prestação de serviços de saúde.



 Escrito por Pedro Carrancho às 21h51
[] [envie esta mensagem] []




UNIMED

COOPERATIVISMO MÉDICO MUNDIAL,LIDERADO PELO SISTEMA UNIMED

A Unimed, o mais sólido e abrangente organismo econômico não mercantil ligado à assistência privada no setor de saúde, constituindo-se possivelmente no principal braço suplementar ao Estado nessa área, presente em 75% do território nacional, com 377 cooperativas, constituídas por mais de 106 mil médicos cooperados, completou 40 anos em dezembro.

É também o maior sistema de cooperativismo médico do mundo. “Se nossas cooperativas constituíssem uma só empresa, estaríamos entre as 25 maiores do Brasil”, salienta Celso Barros, presidente da Unimed do Brasil, a Confederação Nacional das Cooperativas Médicas.

A sigla significa União dos Médicos, e a primeira cooperativa nasceu na cidade de Santos, a fim de oferecer uma opção mais digna para o trabalho médico, e uma medicina sem intermediários entre o profissional e os
clientes.

Hoje, atende a mais de 14,5 milhões de clientes, e a 73 mil empresas contratantes. Conta com 80 hospitais, 89 pronto-atendimentos e 52 laboratórios próprios.

Na última década, o cooperativismo se consolidou como uma organização de trabalho viável e promissora, com distribuição de renda mais justa e mais democrática.

“Adubado pelo trabalho e regado pela determinação, o sonho daqueles médicos no final da década de 60 frutificou e não pára de crescer”, resume o presidente da Unimed do Brasil.

Reconhecimento
Uma das marcas mais fortes na Pesquisa Folha Top of Mind, há 14 anos consecutivos a Unimed é a mais lembrada pelos brasileiros, citada por 34% dos entrevistados, na categoria planos de saúde.

Em 2007, foi eleita, ainda, pela sexta vez consecutiva, a marca de planos de saúde em que os brasileiros mais confiam, na pesquisa Marcas de Confiança, conduzida no Brasil pela Revista Seleções/Instituto Marplan. Conquistou, também, o eneacampeonato na categoria Assistência Médica, do Top of Mind Fornecedores de RH, considerado o ‘Oscar’ de Recursos Humanos no país.

O ranking ‘Melhores e Maiores’ – edição 2007 –, promovida pela revista Exame, considerada a principal referência jornalística sobre o desempenho empresarial no país, conta com nove grandes singulares do Sistema: Unimeds Rio, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza, Vitória, Cuiabá, Belém, Nordeste-RS. E a Unimed Seguros e a Central Nacional Unimed constam do ranking da Exame/Você S.A. ‘Melhores Empresas para se Trabalhar’.

Patrocínio
A Unimed tornou-se, ao longo das últimas décadas, um dos maiores patrocinadores de esportes no Brasil. Futebol, tênis, saltos ornamentais, natação e atletismo; são inúmeras as modalidades e centenas de atletas de diferentes perfis que fizeram e fazem parte dos projetos de patrocínio das cooperativas.

Outra ação de destaque no marketing esportivo da Unimed está no futebol. Pelo sexto ano consecutivo, a Unimed é patrocinadora oficial do Campeonato Brasileiro. Também patrocina equipes de futebol da primeira divisão do campeonato brasileiro, como o Fluminense (RJ); o Grêmio e o Internacional (RS).

O apoio ao tênis também já é tradição na Unimed, por meio da realização de um dos maiores torneios infanto-juvenis do país, o Circuito Unimed de Tênis Infanto-Juvenil Brasileiro, promoveu neste ano sua oitava temporada, atraindo a participação de cerca de 1400 jovens, entre eles atletas Top 10 do Brasil. Esta iniciativa gerou um retorno de mídia de R$ 2,5 milhões, em 2006, e de R$ 5 milhões, em 2007.

Programa de Responsabilidade Social
Há seis anos, foi lançado o programa de Responsabilidade Social da Unimed, a fim de incentivar suas cooperativas a desenvolver projetos e ações locais em RS. Esse programa passou a contar, há cinco anos, com a certificação anual das cooperativas que comprovem seu compromisso com estas ações.

Em 2005, R$ 509 milhões foram utilizados em projetos sociais pelas cooperativas do Sistema, voltados para os públicos interno e externo. Em 2006, houve um incremento de 18,18%, com R$ 603 milhões empregados em RS. Também houve expressivo crescimento do número de cooperativas que consolidaram seu Balanço Social: 114, em 2004; 144, em 2005; 174, em 2006; 187, em 2007; sempre em relação ao ano anterior.

Gerenciamento de Resíduos
Em 2007 a Unimed do Brasil intensificou o Movimento Renovação, para estimular os estabelecimentos de saúde do Sistema Unimed a implementar o Programa de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde (GRSS) em todo o país, o que deverá envolver tanto os hospitais das cooperativas quanto as comunidades locais.

Projeto Memória
Para documentar as quatro décadas de criação da Unimed, a Unimed do Brasil, responsável pela gestão institucional da marca no país, está desenvolvendo o Projeto Memória, que irá contar sua história em uma exposição nacional itinerante, além de publicar um livro, disponibilizar um Centro Virtual e apresentar um documentário. A história de dezenas de Unimeds já consta do Acervo do Projeto, no Portal Unimed (
www.unimed.com.br).

Fonte: Casa de notícia


Palavras-chave: unimed



 Escrito por Pedro Carrancho às 21h39
[] [envie esta mensagem] []




MEDICAMENTOS

XAROPES CONTRA A TOSSE...CUIDADO...

O Comitê Internacional de Controle de Narcóticos, órgão que monitora a implementação das regras da ONU sobre o uso de drogas no mundo, divulgou nesta quinta (19) o seu relatório anual, citando um perigo que deve ser totalmente inesperado para muita gente: os xaropes contra tosse. De acordo com o estudo, locais tão diferentes quanto o estado americano do Texas, o Irã e Bangladesh verificaram o avanço do uso dos xaropes como droga recreativa.

 

Os princípios ativos desse tipo de remédio, como a codeína, têm semelhança química com a morfina e outros narcóticos, o que tem estimulado sua utilização, em especial por adolescentes, adultos jovens e usuários de múltiplas drogas, afirma o relatório. Entre os efeitos experimentados pelos viciados nesse tipo de substância está a euforia e o entorpecimento.

 

O consumo dos xaropes como droga tem a ver principalmente com a facilidade de obter os remédios sem receita médica em vários países. O desvio de substâncias lícitas para o uso como drogas ilícitas é uma das grandes preocupações do relatório do comitê. De acordo com o governo de Bangladesh, 4,3% dos pacientes que procuram tratamento médico por causa de dependência química ficaram viciados nos xaropes. Já no Irã, as estatísticas apontam 100 mil pessoas dependentes desse tipo de medicamento, enquanto o Texas identificou os xaropes como uma das drogas farmacêuticas mais utilizadas para fins recreativos.

 

Entre as principais fontes desse tipo de droga, além das compras legais em farmácias, estão as vendas ilegais (sem receita), o comércio clandestino e o roubo de estoques em hospitais.  

 

Leia mais notícias de Ciência e Saúde



 Escrito por Pedro Carrancho às 21h31
[] [envie esta mensagem] []




CIRURGIA INTRAUTERINA...

CIRURGIA INTRAUTERINA...

Obstetras do Hospital das Clínicas da USP dominaram uma técnica delicada que pode salvar a vida de fetos com malformação na uretra, o canal que conduz a urina para fora do corpo. A cirurgia, feita com laser e não-invasiva, ajuda os futuros bebês a expelirem o líquido normalmente. Sem essa correção feita ainda na barriga da mãe, eles podem morrer ou, no mínimo, necessitar com urgência de um transplante de rim.

 

Rodrigo Ruano, médico responsável pelo procedimento, explica que o problema é detectado por exames de ultrassom por volta do quinto mês de gravidez: nas imagens, fica claro que a bexiga do feto está anormalmente inchada, por causa do acúmulo de líquido. "Nessa fase da gravidez, o líquido amniótico [a popular 'bolsa d'água] normalmente é formado pela urina do bebê, que também deglute esse líquido, o qual vai para os pulmões. Se houver a obstrução da uretra e o líquido secar, a formação dos pulmões também fica comprometida", conta o médico.

 

Caso o feto continue a não conseguir urinar, o acúmulo de líquido pode chegar até os rins, fazendo com que eles inchem também. Sem intervenção, nenhum dos resultados possíveis é bom para o bebê, diz Ruano. Ele pode morrer ainda no útero, chegar a nascer mas morrer logo após o parto por incapacidade de usar seus pulmões, ou então precisar de ajuda urgente para sobreviver aos problemas nos rins. Além do transplante, sessões de diálise são outra opção disponível. 

Sutileza

A técnica usada pelos médicos do Hospital das Clínicas envolve uma abertura mínima na barriga da mãe, com apenas 2,2 mm de diâmetro. "Usamos uma anestesia de gravidez nela e também anestesiamos o feto", explica Ruano. É feita uma punção no útero e no bebê, guiada por um endoscópio.

 

"Vamos até o pedacinho da bexiga do feto onde ocorre a obstrução, normalmente formada por uma membrana", conta o obstetra. A situação é bem mais comum em fetos do sexo masculino. Uma vez atingido o local exato, o laser queima essa obstrução e permite que o líquido volte a ser expelido normalmente pelo futuro bebê. O procedimento tem obtido bom grau de sucesso, mas infelizmente, em alguns casos, o canal da uretra simplesmente não se forma, e nessas circunstâncias a cirurgia não é viável.

 

Segundo Ruano, a técnica pode ser aplicada em outros hospitais. "O detalhe é que é preciso ter o instrumental adequado e o treinamento para chegar até a bexiga com precisão, porque são estruturas de dois, três milímetros", diz o obstetra.



 Escrito por Pedro Carrancho às 21h28
[] [envie esta mensagem] []




MORTE DE RN

HERPES-BEIJO MATERNO-MORTE DE RN

Bebê de 11 dias morre depois de contrair herpes da mãe

Investigação na Grã-Bretanha revela que vírus teria sido transmitido por beijo ou durante a amamentação.

Da BBC

Tamanho da letra

Uma menina de 11 dias de idade morreu depois de ter contraído herpes da mãe, segundo concluiu um inquérito em Lancashire, na Inglaterra.


Jennifer Schofield teve falência dos órgãos vitais depois de contrair o vírus, em 2006, provavelmente por um beijo da mãe ou durante a amamentação.


A mãe da menina, Ruth, de 35 anos, pediu ao governo que faça mais para informar as grávidas sobre os riscos.


O juiz investigador do caso, James Adeley, determinou que ninguém foi responsável por não ter identificado o vírus na bebê.


A infecção pelo vírus da herpes simplex (VHS), neste caso, foi do tipo que se transmite através de uma ferida na boca.


Segundo o juiz, a mãe provavelmente contraiu o VSH nas últimas semanas da gravidez depois de apresentar sintomas semelhantes aos de gripe dias antes de dar à luz.


A bebê começou a se sentir mal e morreu no Lancaster Royal Infirmary em dezembro de 2006.


Desde perder a filha, Ruth Schofield começou uma campanha para chamar a atenção para a doença, que, segundo estimativas, causa a morte de seis bebês a cada ano no Reino Unido.


Schofield já escreveu para o primeiro-ministro, pedindo que clínicas e hospitais passem a disponibilizar mais informações sobre a doença.


"Eu fiquei totalmente devastada e com o coração partido com a morte de Jennifer. A dor não diminuiu", disse ela.


"É preciso ser feito mais, já que isso pode acontecer com qualquer um sem que eles saibam."


Leia mais notícias de Ciência e Saúde


 Escrito por Pedro Carrancho às 21h23
[] [envie esta mensagem] []




SITES MEDICOS DE SAÚDE

SITES DE INFORMAÇÕES SOBRE SAÚDE

1. HealthiNation

O HealthiNation é um site de informações sobre saúde que tem como diferencial a forma como apresenta seus resultados: em vídeos, sendo o conteúdo dividido pelos temas saúde geral, saúde do homem, saúde da mulher e histórias da vida real, que descreve em detalhes histórias de pessoas que lutam ou já lutaram contra doenças.

De modo geral, o HealthiNation tem uma navegação simples e um mecanismo de busca de vídeos eficiente, sendo os mesmos bastante informativos. Toda vez que um determinado tema é acessado por meio de um vídeo, o site traz também uma série de informações produzidas por profissionais de saúde.

Mas fique ligado: devido à forma de apresentação de conteúdo, o arquivo de doenças do HealthiNation ainda é restrito, sendo indicado mais para quando você quiser informações sobre temas gerais.

 

2. Medpedia

Lançada no fim do ano passado, a Medpedia é uma enciclopédia médica online com textos sobre doenças em geral, anatomias, procedimentos, medicações e hospitais. Ela traz informações técnicas escritas por profissionais com formação em medicina.

Várias universidades conceituadas do mundo inteiro contribuem com material, incluindo os departamentos de medicina de Harvard, Stanford, UC Berkeley e Universidade de Michigan. O projeto também conta com o apoio de várias instituições, como o Instituto Nacional da Saúde, Centro de Controle de Doenças, e outros grupos de pesquisa do governo norte-americano.

Segundo a empresa, a intenção é catalogar as mais de 30 mil doenças e condições conhecidas, cerca de 10 mil remédios que possam ser prescritos, milhares de procedimentos técnicos e milhões de hospitais e postos médicos no mundo inteiro.

O sistema da página será vantajoso tanto para o site, que apresentará conteúdo completo, quanto para os médicos, que poderão se promover nas suas áreas, construindo perfis e enviando artigos clínicos, explicações sobre doenças e todas as infinidades de assuntos que o setor possui. 

 

3. WebMD

O WebMD, empresa líder mundial no setor de informação em saúde e proprietária do maior portal médico mundial, reúne mais funcionalidades e opções do que qualquer outra empresa online deste tipo sendo, simplesmente, a melhor ferramenta de investigação sobre o mercado da saúde.

O valor real do WebMD é visto em sua pesquisa: de algo simples como "dor nas costas" para algo complexo como "espondilite anquilosante", o site tem de tudo.

Além do seu serviço de informações, a busca de remédios do WebMD é uma  ferramenta útil na hora de saber sobre um determinado medicamento, por exemplo.

Esse aspecto tem contribuído muito com a medicina, permitindo informar os profissionais de saúde, que podem buscar artigos recentes em bibliotecas eletrônicas de todo o mundo, atualizando os seus conhecimentos e tendo a possibilidade de participar de discussões online sobre os diversos assuntos da área da saúde.

 

4. Portal da Saúde

Site do Ministério da Saúde do Brasil, reúne informações sobre doenças em geral, orientações e métodos de prevenção de enfermidades, além de destacar os programas governamentais voltados ao assunto.

 

5. ABC da saúde

Site médico desenvolvido para esclarecer as dúvidas do público sobre temas de saúde. Nele é possível encontrar mais de 630 artigos escritos por especialistas com o objetivo de promover a qualidade de vida através da prevenção e controle de doenças e problemas de saúde coletiva. 

 

Outros sites voltados ao tema:

Saúde - Promove a abordagem de assuntos ligados à saúde numa linguagem acessível ao grande público, com matérias, notícias atualizadas e links para páginas de diversas especialidades. Oferece ainda dicas de saúde, culinária light, esportes, serviços e compras.

Saúde e Vida Online - Elaborado por médicos, oferece informações básicas sobre medicina em geral, saúde odontológica e veterinária. Com uma linguagem simples, o acesso é fácil e o conteúdo é basicamente informativo e preventivo.

Wellsphere - Página gringa útil para buscas sobre o tema, visa informar o internauta, fornecendo informações sobre prevenção de doenças.

Jornalista: Aline Nogueira

» Veja mais notícias clicando aqui



 Escrito por Pedro Carrancho às 21h15
[] [envie esta mensagem] []




LACTENTE JOVEM FEBRIL

EXAME PARA AUXÍLIO DIAGNÓSTICO DE INFECÇÃO EM LACTENTE JOVEM FEBRIL...

 Procalcitonina e proteína C reativa podem indicar infecção bacteriana grave em lactentes febris


Autora: Laurie Barclay

De acordo com os resultados de um estudo retrospectivo, reportado no Online First, da edição de 21 de janeiro da revista Archives of Disease in Childhood, procalcitonina (PCT) e proteína C reativa (PCR), juntamente com os testes laboratoriais atualmente utilizados, podem facilitar o tratamento de lactentes menores que três meses, examinados em prontos-socorros, por febre de origem desconhecida.

“Embora a maioria das crianças apresentem-se com quadros mais leves, é importante identificar as com infecção bacteriana grave (IBG), a fim de iniciar a antibioticoterapia precocemente”, escrevem Izaskun Olaciregui, do Hospital Donostia, em São Sebastião, Espanha, e colaboradores. “A escala de Rochester inclui a boa aparência geral em uma criança previamente hígida, a ausência de infecção focal e certos valores laboratoriais (leucócitos totais de 5.000 – 15.000, ≤ 1.500 neutrófilos, sedimentos da urina com ≤ 10 leucócitos por campo, e ≤ 5.000 leucócitos por campo, nas fezes de pacientes com diarreia) como indicadores de bom prognóstico; o valor preditivo negativo desta escala foi de 98,9% para IBG e de 99,5% para bacteremia. O objetivo deste estudo foi determinar a habilidade da PCR e da PCT em prever IBG, nos lactentes febris com menos de três meses de idade, e compará-las com os critérios de Rochester”.

A população do estudo consistiu em lactentes com menos de três meses de idade, examinados em pronto-socorro, entre janeiro de 2004 e dezembro de 2006, por uma síndrome febril, sem causa evidente. Aspectos clínicos, PCT, PCR e contagem de leucócitos tiveram suas habilidades de distinguir infecções bacterianas graves comparadas. Os marcadores laboratoriais foram avaliados com as curvas características de operador receptor e analisados com regressão logística multivariada.

Entre 347 pacientes estudados, 23,63% apresentavam infecção bacteriana grave. Os pacientes com este quadro possuíam dosagens de PCT e PCR e contagens de leucócitos, totais e neutrófilos, significativamente aumentadas, em comparação com os pacientes sem IBG. O outro critério avaliado não diferenciava os pacientes com e sem tal infecção.

Tanto a PCT, quanto a PCR, foram melhores indicadores de IBG do que a contagem de leucócitos, com uma área abaixo da curva característica de operador receptor de 0,77 para PCT (intervalo de confiança [IC] de 95%, 0,72 – 0,81), de 0,79 para PCR (IC de 95%, 0,75 – 0,84) e de 0,67 para leucometria (IC de 95%, 0,63 – 0,73).

Entre os 15 lactentes que apresentaram sepse, bacteremia, meningite bacteriana ou outras infecções bacterianas mais invasivas, o valor diagnóstico da PCT foi maior do que o da PCR (área abaixo da curva característica de operador receptor, 0,84 e IC 95%, 0,79 – 0,88; contra 0,68 e IC 95%, 0,63 – 0,73, respectivamente). Entre os lactentes nos quais a duração da febre foi menor do que 12 horas, as diferenças entre PCT, PCR e contagem de leucócitos foram estatisticamente significantes, tanto para o grupo com IBG, quanto para os sem tal infecção, com valor preditivo crescente da PCT e decrescente, da PCR.

As limitações deste estudo incluem o desenho retrospectivo; dados da história e do exame físico obtidos de registros clínicos; culturas não realizadas em um pequeno percentual dos lactentes; e dosagens de PCT através do emprego de um método semi-quantitativo.

“PCT, PCR e contagem de leucócitos possuem valores preditivos intrínsecos para IBG, em lactentes febris abaixo dos três meses de idade”, escrevem os autores do estudo. “O valor diagnóstico da PCT é maior do que o da PCR para infecções bacterianas mais invasivas e para febre de curta duração”.

Os autores do estudo não declararam relações financeiras relevantes.




 Escrito por Pedro Carrancho às 20h55
[] [envie esta mensagem] []




LETRA DE MÉDICO

A  LETRA DO MÉDICO...

“Letra de médico” pode atrapalhar tratamento

 

Letra de médico já virou sinônimo de garrancho. A comparação se deve ao fato de grande parte das receitas emitidas por profissionais da Medicina serem ilegíveis tanto para farmacêuticos quanto para pacientes. O problema costuma ser tão comum que a caligrafia dos médicos consta como uma das principais reclamações relativas a receituário feitas ao Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR).

 

"A má caligrafia dos médicos já se tornou um problema crônico. Geralmente, ela tem como causa o acúmulo de serviço enfrentado pelos profissionais, mas acredito que isso não seja justificativa. Muitas vezes, as receitas são constituídas de verdadeiros garranchos, em total desrespeito aos cidadãos e a outros profissionais que as manuseiam", comenta o presidente do Conselho Regional de Farmácia do Paraná, Dennis Armando Bertolini.

Ciente do problema, o presidente do CRM-PR, Hélcio Bertolozzi Soares, afirma que uma caligrafia pouco clara pode gerar riscos à saúde e mesmo à vida dos pacientes. Quando o que foi escrito na receita não é facilmente legível, os pacientes podem tomar doses incorretas dos remédios que lhes foram prescritos ou mesmo tomar medicamentos errados, caso haja desentendimento por parte dos farmacêuticos. "Existem medicamentos com nomes bastante semelhantes. Se a letra do médico não for clara, os produtos podem ser facilmente confundidos e os usuários dos mesmos ter o estado de saúde piorado", declara Hélcio. "Orientamos os farmacêuticos a nunca fornecerem ou manipularem medicamentos quando tiverem dúvidas sobre o que está escrito".

Junto aos médicos, o CRM-PR tem realizado trabalhos de conscientização. Em visitas feitas a profissionais que atuam no interior do Estado, representantes da entidade têm alertado sobre a importância da emissão de receitas nas quais nomes de medicamentos, doses, substâncias e formas de utilização se apresentem de forma nítida. "Para emitir receitas, os médicos podem tanto escrever de forma manual quanto utilizar computador e máquina de escrever", finaliza o presidente do CRM-PR.


FONTE: O Estado do Paraná / Paraná OnLine

 



 Escrito por Pedro Carrancho às 19h44
[] [envie esta mensagem] []




 
 

O PERFIL DO MEDICO BRASILEIRO

http://www.ensp.fiocruz.br/perfil_medicos/o_perfil.html

Classificação:

ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA-TRAÇA O PERFIL DO MÉDICO NO BRASIL



Categoria: Link
 Escrito por Pedro Carrancho às 19h11
[] [envie esta mensagem] []




ESCOLAS MEDICAS

ESCOLAS MEDICAS BRASILEIRAS....CONSIDERAÇÕES FINAIS....

Considerações Finais

Como se pode observar, a área do ensino médico foi invadida, nos últimos anos, por empresários da educação superior, nas várias gestões do MEC15. Em alguns cursos a mensalidade oscila entre R$3.500,00 e R$ 3.996,00, sendo a mensalidade média, em torno de R$ 2.600,00. Existe, em algumas escolas, total desconhecimento dos princípios fundamentais do ensino médico, que está centrado em quatro pilares da ciência/arte de Hipócrates: ouvir, ler, ver e fazer19. Em determinadas escolas o ensino é baseado, geralmente, apenas no ouvir e ler. Em geral, o ver e o fazer, fundamentais no curso de medicina, só são possíveis com corpo docente habilitado, laboratórios bem equipados e ensino ambulatorial e hospitalar em sintonia com a comunidade. Os estudantes muitas vezes não têm chance de iniciação científica, nem tampouco de conhecer os princípios da boa relação médico/paciente. Há falta de hospitais de ensino, o que inviabiliza o funcionamento dessas escolas. Dessa forma, ficam prejudicados o ensino do internato nos dois últimos anos do curso e a residência médica, que são fundamentais para a capacitação do médico recém-formado que, em algumas  escolas,  tem muita informação tecnicista e pouca ou nenhuma formação humanitária. Ademais, atualmente, somente 45% dos médicos recém-formados têm acesso imediato à residência médica. Oxalá que o MEC, com o implemento das novas regras para criação de cursos médicos e com o processo de avaliação através do ENADE, venha melhorar o dramático panorama atual da maioria das escolas de medicina do país. Afinal, o quadro atual é de responsabilidade do MEC.
 Finalizando lembramos que, nos meados da década de 1910, o famoso relatório de Abraham Flexner recomendou, após avaliação, o fechamento de 120 dentre os 155 cursos médicos existentes, nos Estados Unidos e Canadá.
                       



 Escrito por Pedro Carrancho às 18h40
[] [envie esta mensagem] []




ESCOLAS MÉDICAS

ESCOLAS MÉDICAS BRASILEIRAS

LEGISLAÇÃO...

Novo Instrumento para  Abertura de Cursos de Medicina7

O MEC, através da Secretaria de Educação Superior (SESu) e do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais ( INEP ),  define novo instrumento para a abertura de  cursos de medicina no país, que foi publicado  no dia 14 de abril/08. Eis os princípios gerais para autorização de cursos médicos: “ser criados por instituições nas quais haja articulação com a oferta de outros cursos já existentes e bem avaliados na área de saúde; integração ao sistema local e regional de saúde, por meio Sistema Único de Saúde (SUS);  número de vagas a serem ofertadas  de acordo com a dimensão e qualificação do corpo docente, com a proposta pedagógica e   com a  infra-estrutura da instituição; infra-estrutura mínima para os três primeiros anos do curso, incluindo laboratórios e biblioteca;  disponibilidade de hospital de ensino próprio ou conveniado por pelo menos 10 anos, situado na mesma localidade e  que possua programa de residência médica credenciado pela Comissão Nacional de Residência Médica; núcleo docente  estruturante, composto por docentes com dedicação preferencial ao curso, com alta titulação e experiência na área específica, responsáveis pela formulação da proposta pedagógica  e  sua implementação integral”. Segundo o secretário de Educação Superior, Ronaldo Mota, ao adotar critérios rígidos e garantir sua implementação, tanto para a abertura de novos cursos como para reconhecimento e renovações do reconhecimento dos já existentes, certamente o MEC poderá cooperar na efetiva melhoria da qualidade do ensino médico. “Não autorizar cursos que falhem em demonstrar todos esses predicados acima, bem como diminuir vagas, ou mesmo suspender processos seletivos, se necessário, daqueles existentes que demonstrarem deficiências, devem ser partes dos instrumentos de garantia de mais qualidade no futuro próximo”, finalizou Mota. Interessante ressaltar ainda, que segundo os termos da Portaria n° 1476, do MEC, de fev/2007, as escolas que receberam parecer negativo do Conselho Nacional de Saúde, terão de apresentar nova documentação para comprovar a existência de hospital-escola, próprio ou conveniado, por período mínimo de dez anos. Contudo, apesar dessas novas medidas, o MEC não atendeu, ainda, à solicitação da classe médica no sentido de determinar o parecer decisivo do CFM, a respeito do credenciamento e reconhecimento dos cursos médicos.
 
 Avaliação – ENADE 11

O ENADE - Exame Nacional de Desempenho de Estudantes ( graduação )- avalia o conhecimento dos alunos e tem escala de um a cinco. A avaliação é feita com formandos e ingressantes. Os estudantes são escolhidos aleatoriamente para a realização de prova com questões de múltipla escolha e discursivas, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais(INEP). No dia 29/04/08, o MEC divulgou o resultado da avaliação inicial de 103 cursos médicos, dentre outros, submetidos ao ENADE. Os cursos avaliados em 2007 foram avaliados, também, em 2004.  Dezessete faculdades em todo o país obtiveram notas baixas (1 e 2 )  no ENADE e devem ser supervisionadas pelo MEC, sendo 4 federais( Amazonas, Pará, Alagoas e Bahia) e 13 privadas.  Três outras faculdades com notas baixas ( duas municipais e uma estadual) não serão supervisionadas pelo MEC, por se tratarem de cursos do Sistema Estadual da Educação Superior, que devem ser supervisionados pelos Conselhos Estaduais de Educação. No processo de supervisão os cursos são notificados e devem formular uma explicação plausível pelo mau desempenho. Logo após, uma comissão deve ser formada pelo MEC para realizar vistorias. A comissão deverá sugerir novas posturas ao curso e um contrato de compromisso deve ser firmado, podendo, se necessário, determinar cortes de vagas e até mesmo a suspensão de processos seletivos.

 



 Escrito por Pedro Carrancho às 18h29
[] [envie esta mensagem] []




ESCOLAS MÉDICAS

ESCOLAS MÉDCIAS BRASILEIRAS

LEGISLAÇÃO...

Questionamentos das Entidades Médicas2, 3,13,15,19

As entidades médicas ( CFM, CRMs, AMB, FENAM e  Associações Médicas Regionais, Sindicatos, dentre outras ) vêm acusando o MEC de permissividade diante do problema, uma vez que esse Órgão vem credenciando cursos médicos de maneira indiscriminada. Somente no período de janeiro/2000 a março/2008, foram credenciadas 75 escolas médicas, sendo 8 federais, 8 estaduais, 1 municipal e 58 privadas. Em alguns estados as entidades médicas ( Associação Médica, CRM e Sindicatos ) moveram ações jurídicas para evitar o funcionamento de alguns cursos.

Em Minas Gerais13, atualmente em situação crítica com 27 escolas, 8 não passaram pelo crivo do MEC, uma vez que  gestores dessas escolas se aproveitaram de brechas transitórias da Constituição Estadual, felizmente já sanadas, quando foram aprovadas somente a nível estadual, em conflito direto com as normas vigentes, uma vez que  escolas médicas  privadas estão ligadas às normas  do Sistema Federal de Ensino Superior. Seis delas já foram questionadas juridicamente e duas estão sendo investigadas.  Em São Paulo2, dentre outras medidas, as entidades da classe médica tiveram que recorrer ao Ministério Público Federal, com objetivo de sustar a intenção da UNIP de implantar 8 escolas médicas- uma na capital e 7  no interior – além de  outras duas na região Centro-Oeste, sendo  uma em Goiânia e outra em Brasília.  Em 13/08/2003, o CFM, a AMB e o CRMSP12 impetraram mandato de segurança, no Supremo Tribunal de Justiça – STJ – com pedido de liminar contra o ato do ministro da educação, que homologou a implantação de novos cursos de medicina em SP.

 Alguns fóruns das entidades médicas têm sido muito importantes, como o ENEM3 – Encontro Nacional das Entidades Médicas- e vários simpósios, sempre com manifestações contrárias à abertura indiscriminada de escolas médicas.  Segundo o presidente da AMB, José Luiz G. do Amaral15, “ao longo dos anos, temos visto, em sucessivas gestões do MEC, prevalecer o interesse dos empresários da indústria da educação superior”.
 
Novos Tempos (?) - Novo Instrumento  para  Abertura de  Cursos de Medicina e o ENADE



 Escrito por Pedro Carrancho às 18h26
[] [envie esta mensagem] []




ESCOLAS MÉDICAS

ESCOLAS MÉDICAS BRASILEIRAS

LEGISLAÇÃO...

Art.36 – O reconhecimento de cursos de graduação em direito, em medicina, odontologia e psicologia deverá ser submetido, respectivamente, à manifestação do Conselho Federal da OAB, ou  ao Conselho Nacional de Saúde.

Já o Art. 35 do Decreto Federal 6303 de 12/12/2007 estabelece8 que “ a instituição deverá protocolar pedido de reconhecimento de curso, no período entre metade do prazo previsto para a integralização de sua carga horária e setenta e cinco por cento de prazo”.

 Somente os cursos reconhecidos é que podem expedir diplomas.

Projetos  em Tramitação no Congresso17

Uma visão geral desses projetos é de suma importância para podermos visualizar as perspectivas que são interessantes.

O projeto de lei – PL 65/03 do deputado Arlindo Chinaglia ( Jornal do CFM – nov/07 ), prevê a proibição de criação de novos cursos médicos e da ampliação das vagas nas escolas existentes, nos próximos dez anos. Objetivos do projeto: 1)” proteger a população do país contra a gravíssima ameaça resultante de cursos de Medicina de má qualidade, no Brasil  ou no exterior”;2) “ proteger os médicos brasileiros formados em instituições de bom nível, ainda a grande maioria, do aviltamento das suas condições de trabalho – contra a invasão do mercado de trabalho por diplomados em Medicina, sem adequada condições de exercê-la”;  O relator desse projeto, deputado Átila Lira, em audiência pública em 23/08/07, propõe substitutivo abordando critérios de autorização, reconhecimento, renovação do reconhecimento dos cursos de medicina, acolhendo pontos importantes tais como: associação com hospitais de ensino que realizem a  maioria dos atendimentos pelo SUS: a existência de infra-estrutura adequada, acesso a serviços de saúde, clínicas, hospitais com as especialidades básicas para a formação médica; corpo docente e técnico qualificado para a realização de pesquisas de qualidade ;  comprovação de necessidade social do curso e  o pronunciamento em caráter consultivo do Conselho Federal de Medicina. .
Ao projeto de Chinaglia foram apensos e aprovados, por unanimidade, quatro outros projetos, no substitutivo de Lira, em 14/11/07, pela  Comissão de Educação e Cultura da Câmara.  São os projetos - PL 3624/04 do Deputado Rafael Guerra e o PL –16/07 do Deputado Pinotti que, de modo geral, tratam das condições para funcionamento e credenciamento das escolas médicas; O PL-6.395/05, do deputado Sândi Júnior que  visa acrescentar parágrafo à Lei 9394/96, que trata das Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em que condicionaria o credenciamento e o reconhecimento de cursos de graduação na área da saúde, às manifestações prévias e favoráveis  do Conselho Nacional de Saúde, para as escolas vinculadas ao  Sistema Federal de Ensino Superior, e dos Conselhos Estaduais de Saúde e do Distrito Federal, para os cursos ligados ao  Sistema Estadual de Ensino Superior.  Já o projeto de Marcos Medrado- PL 1.037/07 -   também voltado para a Lei 9394/06, procura exigir parecer do Conselho Federal da OAB, para os cursos de direito, e  do Conselho Federal de Medicina , dos Consehos Federais de Odontologia e Psicologia, para autorização, reconhecimento e renovação do reconhecimento, respectivamente,  para os  cursos  de  medicina, odontologia e psicologia.

 



 Escrito por Pedro Carrancho às 18h22
[] [envie esta mensagem] []




ESCOLAS MÉDICAS

ESCOLAS MÉDICAS  BRASILEIRAS-5

LEGISLAÇÃO...

Aspectos da Legislação 4,5,8

                                          
Para melhor entendermos o tremendo descalabro com relação ao credenciamento e reconhecimento de acentuado número de cursos médicos no país, temos que nos ater à análise de alguns aspectos da legislação, que vem sendo desrespeitada pelo próprio MEC.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 19964 – LDB-9394/06 – estabelece no artigo 16, que o Sistema Federal de Ensino Superior compreende as instituições de ensino mantidas pela união, as instituições de ensino mantidas pela iniciativa privada e os órgãos federais da educação. Já o artigo 17 diz respeito ao Sistema de Ensino dos Estados e do Distrito Federal, que compreendem as instituições de ensino mantidas, respectivamente, pelo Poder Público Estadual e pelo Distrito Federal, bem como as instituições de ensino mantidas pelo Poder Público Municipal.

Aspectos importantes da legislação estão contidos também no Decreto Federal n° 5773 de 09/05/20065, no que se refere à regulação, supervisão e avaliação das instituições da educação superior. Podemos destacar:
 Art. 2 – A avaliação da educação superior no Sistema Federal de Ensino é feita pelo SINAES – Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, referencial básico para os processos de regulação e supervisão da educação superior;
 Art. 3 – As competências para as funções de regulação, supervisão e avaliação serão exercidas pelo MEC, pelo Conselho Nacional de Educação ( CNE ), pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira ( INEP ) e pela  Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior ( CONAES );
 Art.4 – O Ministro da Educação é autoridade máxima da educação superior no Sistema Federal de Ensino, com funções de homologar deliberações do CNE, as avaliações do INEP, pareceres do CONAES e de expedir normas e instruções para a execução  de leis, decretos e regulamentos.      
Art.10 – São considerados atos autorizativos, os atos administrativos para credenciamento e recredenciamento das instituições da educação superior, e atos de autorização, os de reconhecimento e renovação do reconhecimento de cursos superiores. Na ausência dos atos autorizativos fica vedada a admissão de novos estudantes . A instituição que oferece cursos antes da devida autorização, terá sobrestados os processos de autorização e o credenciamento em curso.



 Escrito por Pedro Carrancho às 18h19
[] [envie esta mensagem] []




ESCOLAS MÉDICAS

ESCOLAS MÉDICAS BRASILEIRAS-4

 SUDESTE

ES                                               5                                            500
MG                                            27                                          2964
RJ                                             17                                          2460
SP                                             31                                          3226

Subtotal                                   80                                          8880

  SUL
            PR                                               9                                           812
            RS                                             11                                         1080
            SC                                             10                                           584
            Subtotal                                    30                                         2476   
 Total Geral                                    175                                  17.294

Como se pode observar, é realmente preocupante o elevado número de escolas médicas em alguns estados da federação: PB – 6;  PI,   RO , DF  e  T0 –4;  SC- 10, RGS-11,   RJ-17,  MG-27  e SP-31, dentre outros. Daí a razão desse absurdo:  175 cursos médicos, no Brasil.



 Escrito por Pedro Carrancho às 18h14
[] [envie esta mensagem] []




ESCOLAS MÉDICAS

ESCOLAS MÉDICAS  BRASILEIRAS-3

DISTRIBUIÇÃO POR REGIÃO E PELOS ESTADOS

Distribuição das Escolas Médicas10 por região e pelos estados da Federação, vagas 1o ano(  MEC – maio/2008 )

REGIÃO                          NÚMERO ESCOLAS                    VAGAS 1° ANO

NORTE

              AC                                          1                                                40
              AM                                          3                                              342
              PA                                          4                                              390
              RO                                          4                                              310
              RR                                          1                                                20
              TO                                          4                                              360
              Subtotal                               17                                            1462

 
NORDESTE

             AL                                             2                                            130
             BA                                             6                                            600
             CE                                             7                                            642
             MA                                            3                                            250
             PB                                             6                                            600
             PE                                             4                                            490
             P1                                             4                                            362
             RN                                            3                                            262
             SE                                             1                                           100

              Subtotal                                 36                                         3436              

                      
 CENTRO-OESTE

             DF                                             4                                            312
             GO                                            3                                            230
             MS                                            3                                            320
             MT                                            2                                            168
             Subtotal                                 12                                          1030



 Escrito por Pedro Carrancho às 18h11
[] [envie esta mensagem] []




ESCOLAS MEDICAS

ESCOLAS MEDICAS  BRASILEIRAS-2

Até à década de 1950 havia 27 escolas médicas no país. Na década de 60, eram 65, e, na década de 70, 77. Na década de 80, eram 81 os cursos de medicina e, na década de 90, 103. No período de janeiro de 2000 a fevereiro de 2008, foram aprovadas 75 escolas de medicina pelo MEC, sendo 8 federais, 8 estaduais, 1 municipal e 58 privadas. São 175 escolas médicas 9, ou seja, o país  tem mais cursos médicos do que os Estados Unidos e China, respectivamente, com 122 e 150. Portanto, é o 2o país do mundo, em número de escolas médicas, sendo suplantado somente pela Índia15, com 202 cursos médicos. A OMS recomenda a relação de um médico para cada 1000 habitantes. No Brasil, Bueno e Pieruccini1, em 2004, segundo cadastro nacional de médicos do CFM de 2003 e censo populacional do IBGE, mencionam a relação médico/população de 1/622, sendo na região Norte (1/1.345), na região Nordeste (1/1.063), na região Centro-Oeste (1/640), na região Sul (1/615) e, na região Sudeste (1/455). Eis a situação em alguns estados, segundo os mesmos autores: PA(1/1.500), BA(1/1116), PE(1/794), MG(1/642), RGS(1/512,) SP(1/471), DF(1/309), RJ(1/302). Em algumas capitais a situação era pior ainda: Vitória (1/124), Porto Alegre e Campo Grande(1/180), Rio de Janeiro (1/196),   Recife (1/213), Belo Horizonte( 1/237),  São Paulo (1/315) e  Salvador
 (1/334).   No ano de 2006, Povoa e Andrade16, apontam cifras mais elevadas, com base em  dados do censo demográfico do IBGE ,em  2000, e do MS, DATA-SUS-IDB-2002. O Brasil, atualmente, com a população de 186 milhões de habitantes conta com cerca de 320.000 médicos, sendo a relação médico por habitantes, de 1/580.  Em Minas Gerais, essa relação é também de 1/58013.

.



 Escrito por Pedro Carrancho às 18h08
[] [envie esta mensagem] []




ESCOLAS MÉDICAS

ESCOLAS MÉDICAS BRASILEIRAS-1

Escolas Médicas

Edward Tonelli(.)

Introdução

O ensino superior no Brasil teve início com a chegada da Família Real, quando D. João VI autorizou a criação, através de cartas régias, das duas primeiras escolas de medicina, sendo a primeira, em Salvador, em 18 de fevereiro de 1808 e, a segunda, no Rio de Janeiro, em 5 de novembro do mesmo ano.
Convém lembrar que o ensino superior no Brasil só teve início, portanto, 257 anos após a criação da primeira universidade na América Espanhola, que foi a de São Marcos , no Peru, em 1551.  No Brasil a primeira universidade, a Universidade do Brasil, só foi criada 370 anos após a de São Marcos, já  na década de 1920,  por ocasião da visita do rei da Bélgica, que recebeu o primeiro título honorífico da referida instituição.

É interessante lembrar que funcionava, desde 17/06/1801, no Hospital Real, em Vila Rica (Ouro Preto), mediante autorização por carta régia do Príncipe Regente, D. João VI, o ensino médico, a nível do ensino médio. Este se dava, na ocasião, através de aulas públicas de Anatomia, Cirurgia e Obstetrícia, uma vez que o Marquês de Pombal, em 1774, não havia cogitado da instrução de 3o grau, quando implantou as Aulas Avulsas no Brasil 14.

No decorrer do ano de 2008, a primeira Faculdade de Medicina do Brasil, a Faculdade de Medicina da UFBA, está comemorando os 200 anos de sua fundação. Segundo o historiador da medicina, Pedro Salles18, foi muito expressiva a contribuição dessa primeira escola à formação médica no país. Nos idos de 1850 teve notável destaque a Escola Tropicalista Baiana, com menção especial a Oto E.U.Wucherer, José Francisco da Silva Lima e J. L. Paterson, todos estrangeiros, porém os dois primeiros naturalizaram-se brasileiros. Wucherer  descreve a relação entre “opilação e anquilóstomo duodenal ( Gazeta Médica da Bahia1:27,1866-67 )  e encontra  os embriões de filária em urinas quilosas, o que divulgou na mesma revista em 15 de dezembro de 1868 .Silva Lima publica na Gazeta Médica da Bahia, em 1872,  pesquisa  sobre beribéri,  e Paterson identificou epidemia de febre amarela em Salvador, dentre outras estudos.  Em 1908, Manuel Augusto  Pirajá da Silva,  baiano,  que foi membro da Congregação, como lente de Parasitologia,  descobre os ovos com espícula lateral, encontra  os vermes de Schistosoma mansoni  e, em 1912, descreve as cercárias, trazendo grande contribuição ao conhecimento da esquistossomose mansoni, também denominada  doença de Manson-Pirajá da Silva. 

(.) Prof. Emérito e Titular de Pediatria da UFMG. Presidente da Academia Brasileira de Pediatria e Membro da Academia Mineira de Medicina. Membro e do Grupo Fundador da Academia Mineira de Pediatria. Ex-Consultor do CNPq.

Primerias Escolas Médicas e Situação Atual.

Eis a relação9 das 12 primeiras escolas médicas no Brasil, com as respectivas datas de criação, nome do curso, sigla e vagas/ano, segundo dados do MEC( maio/08)

N°    Data da criação          Nome do Curso                   Sigla            Vagas/ano

 

1         18/02/1808             Fac. de Medicina                    UFBA                  160
2         05/11/1808             Fac. de Medicina                    UFRJ                  192
3         01/03/1898             Fac. de Medicina                    UFRS                  140
4         05/03/1911             Fac. de Medicina                    UFMG                 320
5         01/11/1912             Fac. de Medicina                    UFPR                  176
6         10/04/1912             Esc.Medicina e Cirurgia         UNIRIO                140
7         07/12/1912             Fac. Medicina                         FMSP-USP          175
8         03/01/1919             Curso de Medicina                 UFPA                   150
9         04/05/1920             Fac. de Medicina                    UFPE                   140
10       01/01/1929             Fac. de Medicina                    UFF                     160  
11       01/06/1933             Escola Paul. de Medicina       UNIFESP             121
12       04/06/1935             Fac. de Ciências Médicas      UERJ                     92

Obs: essa mesma relação9 menciona as 175 escolas médicas existentes no Brasil, sendo 104 privadas e 71 públicas, da quais, 44 federais, 24 estaduais e 3 municipais .  Nos próximos anos, após o reconhecimento de 50 cursos de medicina, já credenciados, as 175 escolas médicas estarão diplomando 17.294 médicos, anualmente.

 

 



 Escrito por Pedro Carrancho às 17h55
[] [envie esta mensagem] []




ESCOLAS MÉDICAS

ESCOLAS MÉDICAS BRASILEIRAS

Data de Publicação: 25/11/2008
Seção: CRMPR
O placar das escolas médicas no País

De 2000 a 2008 foram abertas 74 escolas médicas no País, sendo 57 delas – ou 77,02% - delas privadas, que se somam a outras oito federais, oito estaduais e uma municipal. Isso significa que em menos de uma década foram abertos mais de 42% dos 175 cursos de Medicina hoje existentes e que fazem parte de uma história de 200 anos. As novas faculdades deste década acrescentaram 6.260 vagas, elevando o tal disponível anualmente para 17.214. O Paraná aparece em sexto lugar entre os Estados, com suas nove escolas e 812 vagas para o primeiro ano, incluindo as 100 vagas da Faculdade Ingá (Uningá), de Maringá, em processo de extinção, decisão do TRF da 1.ª Região, que impede abertura de processo seletivo.
Os números fazem parte da segunda edição da revista Escolas Médicas do Brasil, recém-lançada pelo Prof. Dr. Antonio Celso Nunes Nassif, ex-presidente da Associação Médica do Paraná e da Associação Médica Brasileira. Em seu trabalho, que também pode ser conferido no site exclusivo sobre o tema na internet (www.escolasmedicas.com.br), apresenta detalhes de todas as faculdades e volta a defender um “Projeto Flexner Brasileiro”, referindo-se ao marco da reorganização do ensino médico n América do Norte. De 1906 quando o estudo começou nos Estados Unidos e Canadá, eles detinham 160 escolas em sua maioria com formação deficiente. Trinta anos depois eram fechadas 94 cursos e outros tantos obrigados a se readaptar.
O Prof. Nassif insiste que o controle de abertura de escolas deve ser rígido, pois, diz, “a continuar essa liberação desordenada, a banalização da profissão médica será inevitável. E reforça: “O que não se pode permitir é o desabamento de uma estrutura do ensino superior brasileiro, com a criação de cursos de Medicina sem mínimos recursos, sem hospital na região, sem corpo docente, sem bisturi”. Ele entende ainda a necessidade de recuperar as escolas deficientes e a suspensão de vestibulares e matrículas novas nas comprovadamente irrecuperáveis. A publicação também traz os conceitos do Enade 2007 e do IDD, que retrata um quadro preocupante da formação médica no País.



 Escrito por Pedro Carrancho às 17h46
[] [envie esta mensagem] []




ESCOLAS MÉDICAS

ESCOLAS MÉDICAS BRASILEIRAS

Artigo destaca a necessidade de avaliação das escolas médicas brasileiras
06/05/2008 16h10

Por José Luiz Gomes do Amaral -
Presidente da Associação Médica Brasileira*

Dos 103 cursos de Medicina avaliados pelo Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), 17 serão supervisionados. Esse número não significa que a maioria das 175 escolas médicas do País alcance qualificação mínima. Muitos cursos não foram avaliados, como os 52 que ainda não formaram a primeira turma. O exame é apenas uma dimensão da avaliação do ensino. Também é preciso avaliar a instituição, a estrutura do curso, as instalações e qualificação do corpo docente. Isto também está programado. Com esses dados, será identificada uma enorme quantidade de insuficiências.

A causa do mau desempenho é a péssima qualidade das faculdades e não dos alunos. Apesar de o ensino médio brasileiro ser reconhecidamente fraco, a concorrência nos vestibulares de Medicina é tão grande que acaba selecionando candidatos com potencial satisfatório.

Não causa estranheza surgirem tantas faculdades públicas na lista dos reprovados. A degradação do ensino público tem ocorrido paralelamente à mercantilização do ensino privado. Os professores são mal remunerados, a carreira não é atrativa, as instalações estão degradadas e os laboratórios não tem equipamentos apropriados. Além disso, os hospitais do SUS constituem a arena de aprendizado do estudante de Medicina. A deterioração da estrutura física e organizacional do sistema público de atendimento afeta intensamente a formação do aluno de Medicina.

A distribuição desigual dos médicos entre as diferentes regiões do País e a concentração de escolas médicas não guardam relação direta de causa e efeito. Nos Estados do Sul e Sudeste estão os candidatos com maior poder aquisitivo para enfrentar o desafio das caríssimas mensalidades das faculdades particulares. Coincidentemente, nessas regiões existe oportunidade de trabalho na Medicina privada. Dos 40 milhões de brasileiros que tem planos de saúde, a maioria vive nas grandes cidades da região Sul e Sudeste. Os brasileiros da região Norte e Nordeste, particularmente aqueles que residem em cidades do interior, são dependentes do serviço público e no SUS não há perspectiva de carreira para o médico.

*O artigo traz interpretações do autor que não precisam, necessariamente, condizer com a posição oficial da Sociedade Brasileira de Infectologia ou o Conselho Federal de Medicina, onde foi originalmente publicado.

Fonte:
CFM




 Escrito por Pedro Carrancho às 17h42
[] [envie esta mensagem] []




NOVA ESPECIALIDADE

HOSPITALISTA-UMA NOVA ESPECIALIDADE

A formação do hospitalista

No Brasil, a especialização ainda não foi criada. Os interessados buscam estágios e residência nos EUA, por meio da recém-criada Sociedade Brasileira de Medicina Hospitalar. Jackson Memorial Hospital (JMH), da Universidade de Miami, Mayo Clinic, em Rochester, e Brigham and Womens Hospital, da Harvard Medical School, em Boston, recebem brasileiros.

O mercado no Brasil
O Hospital Mãe de Deus, na Capital, criou em 2005 a primeira equipe de médicos contratada pelo hospital para atender a intercorrências de pacientes internados. A iniciativa existe também no Complexo da Santa Casa e se assemelha ao trabalho do hospitalista, que teria maior carga horária e atuação mais ampla.

Há projetos embrionários em outras instituições que se baseiam em benefícios já comprovados pelos pioneiros como redução de mortalidade, custos e tempo de internação.

O perfil nos EUA
82% dos hospitalistas são clínicos, com idade média de 37 anos, especialização em medicina interna e pelo menos um ano em medicina hospitalar
Está apto a reconhecer, diagnosticar e tratar doenças prevalentes
É capaz de antecipar problemas e, rapidamente, responder a crises ou mudanças no estado do paciente
Assume a liderança nas iniciativas relacionadas à segurança do paciente, como as de elaboração de protocolos

A especialidade
A Medicina Hospitalar surgiu na metade da década de 90, nos Estados Unidos. Hoje reúne mais de 20 mil médicos. A expectativa é de que, até 2012, somem 30 mil, um número maior do que o de cardiologistas no país.



 Escrito por Pedro Carrancho às 17h30
[] [envie esta mensagem] []




REMUNERAÇÃO MÉDICA

A REMUNERAÇÃO MÉDICA

 

Remuneração médica

 

 

TCBC Paulo Roberto Corsi

 

 

Nesses tempos de profundas, e tantas vezes justificadas, desconfianças em relação ao futuro, assistimos atônitos ao aviltamento do exercício sofrendo com as transformações da economia mundial e sua remuneração vem se moldando às diferentes conjunturas, sempre negativamente. No Brasil, país dos planos e mais planos, a remuneração médica está engessada há anos ao ladodo crescente aumento de impostos e do custo de vida. O conseqüente empobricemento da classe médica é muito ruim para todos, médicos e, principalmente, doentes.

A falta de trabalho ou de sua remuneração merecida mexe profundamente com o humor as pessoas e sua relação com a vida. A injustiça retira os horizontes e diminui a capacidade de sonhar ou planejar o progresso profissional. O trabalho excessivo é a saída para a manutenção (e apenas manutenção) da qualidade de vida. O necessário "corte de despesas" impede o aperfeiçoamento profissional e tecnológico obrigatório nesses tempos.

A clássica afirmação jurídica "a vida é o bem maior" só é lembrada no momento do cálculo da indenização paga a uma vítima de suposto erro médico. Aqueles que mantêm o bem maior são remunerados com valores irrisórios.

Segundo uma visão simplista, a tão discutida proliferação de escolas médicas, que joga muitos profissionais malformados no mercado de trabalho em retração, é a maior culpada desse estado de coisas. Mais médicos, maus médicos e mercado retraído tornam obrigatória a aceitação de remuneração cada vez menor dos atos médicos. Os valores pagos atualmente não condizem com a responsabilidade, dedicação, tempo e custo da formação profissional. Tem sido uma unanimidade: salários de serviços públicos, de hospitais privados e a remuneração de atividade médica liberal seguem na mesma aviltante direção.

A conseqüência dessa cascata de fatores é um atendimento médico deficiente, com prejuízo para o doente.

As tentativas da população leiga de aderir aos movimentos médicos não deram bom resultado. Divulgar nosso descontentamento com o rendimento mensal de R$ 1.000,00 se volta contra nós mesmos, uma vez que esse valor é bem superior ao da média da população.

Sem estímulos, a classe médica não tem fortalecido suas entidades que, pulverizadas (e até há pouco tempo não profissionais), vão se esvaziando. Sem representatividade e sem dinheiro, uma vez que as taxas de contribuição já começam a pesar no bolso do médico, nossas sociedades ainda não conseguiram obter melhorias na remuneração médica. Estamos perdendo nosssa única estrutura de defesa profissional legítima: as entidades médicas.

O lado bom da crise é a resultante união das entidades médicas, que parece segura e definitiva. Esse avanço transcende às atuais diretorias e não pode deixar de existir nas próximas eleições. Unidas, as entidades poderão acompanhar as complexas e rápidas modificações do mercado de trabalho e intervir, de forma mais efetiva e precisa, para assegurar uma remuneração justa e condições de trabalho mais adequadas. As principais metas parecem ser: maior participação política da classe nas decisões de saúde e diminuição do número de profissionais médicos. A mais importante lei de mercado é a da "oferta e procura" — quanto maior o númerdo de médicos, mais baixa será a remuneração.

Aceito o risco de parecer repetitivo, mas qualquer discussão sobre os problemas relacionados à defesa profissional do médico passa por entidades médicas fortes. Unir as afinidades dos cirurgiões brasileiros em torno do CBC continuará sendo nossa função.

 


 Escrito por Pedro Carrancho às 17h08
[] [envie esta mensagem] []




MEDICINA

COMO ESTUDAR MEDICINA NA FRANÇA...

Estudantes internacionais: cursar Medicina na França?

Os estudantes internacionais de graduação que desejam solicitar transferência dos estudos

iniciados para a França, independentemente de estarem no primeiro ou no último ano,

deverão obrigatoriamente ingressar no 1.° ano do PCEM. Não há nenhuma possibilidade

de integrar um curso de medicina já em andamento. Como explicado neste artigo, ao final

desse ano o estudante deverá passar por um concurso. Caso seja aprovado, poderá, então,

solicitar uma análise das matérias já cursadas em seu país de origem para tentar obter na

França o nível equivalente.

Por ser uma área regulamentada, a medicina na França e no Brasil apresenta diminutas

possibilidades de exercício da profissão com um diploma estrangeiro. Na França, nenhum

dos diplomas mencionados assegura a um estrangeiro o direito automático ao exercício da

profissão. O estudante brasileiro que queira realizar uma formação francesa na área médica

deve portanto optar por uma pós-graduação, um estágio ou uma residência na França.

Os titulares de um diploma de graduação poderão realizar formações de pós graduação,

estágios ou residência na França.

Fonte:

CampusFrance Brasil



 Escrito por Pedro Carrancho às 17h38
[] [envie esta mensagem] []




SAÚDE

UNIÃO EUROPÉIA-SISTEMA DE SAÚDE

Sistema de saúde francês é o melhor da União Européia

27/06/2006
Estudo foi divulgado pela organização sueca Heath Consumer Powerhouse

Estudo da organização sueca Health Consumer Powerhouse apresentado nesta segunda-feira, 26 de junho, em Bruxelas, divulga o ranking dos melhores sistemas de saúde dos 25 Estados-membros da União Européia (EU). Segundo o relatório, o modelo francês é o melhor, somando 576 pontos entre 750 possíveis. O ranking avalia 28 indicadores distribuídos em cinco categorias: direitos dos doentes e transparência, tempo de espera para tratamento médico, resultado dos tratamentos, cobertura dos serviços e recursos farmacêuticos. A Holanda, com 572 pontos, ocupa a segunda posição, seguida da Alemanha (571), Suécia (566), Suíça (563),Luxemburgo (546), Bélgica (533), Áustria (498), Finlândia (496), Dinamarca (473), Itália (471), Eslovénia (466), Malta (463), Hungria (453), Reino Unido (436), Portugal (435), Espanha e Grécia (434). A Lituânia, com 340 pontos, ocupa a última posição.

 



 Escrito por Pedro Carrancho às 17h31
[] [envie esta mensagem] []




SAÚDE

SISTEMAS DE SAÚDE NO MUNDO...

A ciranda dos sistemas de saúde

 

A reforma do sistema de saúde alemão está praticamente definida. Mudanças sensíveis estão por vir. Uma comparação com os vizinhos europeus mostra que a Alemanha está entre os países que mais gastam com o setor.

 

Ter um plano de saúde na Alemanha é obrigatório para os cidadãos que dispõem de renda até um determinado teto estipulado pelo governo. Existem no país diferentes seguradoras públicas, capazes de se auto gerir e que disputam as parcelas do mercado. Cada um dos planos públicos de saúde oferece ao assegurado um nível de cobertura específico, mas que acaba se assemelhando, considerando que todos são obrigados a respeitar o catálogo de "coberturas obrigatórias" determinado pelo governo. Os custos dos planos são divididos igualmente entre o empregador e empregado.

Via de regra, o cidadão pode escolher livremente os médicos e os hospitais que procura. Aqueles que têm uma renda acima do limite estipulado pelo governo - hoje 3375 euros mensais - podem optar por um plano de saúde privado. O mesmo vale para autônomos e funcionários públicos. Neste caso, o leque de coberturas e os custos mensais com o plano podem variar bastante. A Alemanha ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de gastos públicos com a saúde.

Holanda

Nos Países Baixos, os pacientes são obrigados - exceto em casos de emergência - a procurar um "médico de família", que pode ser escolhido livremente. Este clínico geral é quem decide se há necessidade de tratamento com algum especialista ou se o paciente deverá ser enviado a um hospital. A escolha do especialista ou da clínica pode ficar então a cargo do paciente.

É interessante observar que, na Holanda, apenas seis por cento do contingente de doentes são enviados a um especialista. Os "médicos de família" são geralmente muito bem qualificados, sendo obrigados pelo Estado a absolverem com freqüência cursos de aperfeiçoamento. Os custos com planos de saúde no país perfazem 10,25% dos salários, o que significa quase 30% menos do que o assegurado alemão é obrigado a gastar.

França

O sistema de saúde francês foi considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o melhor do mundo. Aqui, o Estado exerce um papel central, ao controlar as relações entre as diversas instituições financeiras, os médicos e os pacientes. Desde 1996, o Parlamento decide sobre o montante de verbas a ser destinado às seguradoras públicas de saúde, às quais estão ligados mais de 60% dos franceses. O restante da população possui planos de saúde especiais, com diferentes tabelas de custos e coberturas.

Na França, há liberdade total de escolha para o paciente. Quem fica doente, pode decidir se procura um clínico geral ou se vai direto a um especialista. Alguns gastos por parte do assegurado, como o pagamento adicional pelos medicamentos, são muito altos: em muitos casos, o paciente arca com até 70% destes custos. Por outro lado, as contribuições para o plano público de saúde são pagas praticamente pelo empregador. Os empregados são obrigados a destinar apenas 0,75% de seus salários às seguradoras.

Reino Unido

O sistema britânico de saúde é estatal, sendo financiado pelas contribuições dos assegurados. No país não existem caixas independentes a serem escolhidas livremente pelos cidadãos. Para o paciente, os resultados são sensivelmente piores que em outros países europeus: no Reino Unido, espera-se, via de regra, cerca de 18 meses por uma operação. Por isso, o país envia pacientes até mesmo para a França ou Alemanha para tratamento.

Aos idosos, são muitas vezes negadas formas de assistência extremamente essenciais. Um exemplo: pessoas acima de 60 anos não podem mais receber próteses para articulação coxo-femural. Só se consegue cobertura para tal pagando por um seguro privado adicional, que permite o tratamento em uma clínica particular cara. As contribuições para os planos públicos de saúde no país giram em torno de peno menos 10% da renda mensal.

Suíça

O número de médicos por cidadão é no país o mais alto do mundo (perfazendo um total de 14 mil profissionais). A qualidade dos serviços é apontada como uma das melhores do mundo. Desde 1996, todo cidadão que vive na Suíça é obrigado a ter um plano de saúde, que pode ser escolhido livremente entre as mais de cem seguradoras do país. Estas respeitam uma legislação relativamente liberal - se comparada a outros países europeus - e são fiscalizadas por um departamento federal. Aos cidadãos são oferecidos diversos tipos de planos de saúde, entre eles alguns modelos que incluem um sistema de bônus. Os prêmios dependem, no caso, da renda do paciente. Todo cidadão suíço é obrigado a pagar do próprio bolso parte dos custos de suas visitas ao médico.

 

Ali Akinci / sv



 Escrito por Pedro Carrancho às 17h27
[] [envie esta mensagem] []




SAÚDE

SISTEMA DE SAÚDE

NA INGLATERRA

Saúde da Inglaterra tem gasto extra de £230 milhões
 

 

19/09/2006
Mais da metade dos fornecedores de saúde terminarão o ano com débito de £131 milhões

O Sistema de Saúde da Inglaterra revelou nesta sexta-feira, 15 de setembro, que a região oeste do país teve um gasto extra na saúde de £230 milhões de abril de 2005 a abril deste ano. Mais da metade dos fornecedores de saúde da região terminarão 2006/2007 em débito de £131 milhões. A estratégia do governo é centralizar o atendimento clínico em um ‘super’ hospital, ao invés de disponibilizar atendimento em hospitais de diferentes distritos. Além disso, pretende diminuir o numero de instituições destinadas ao atendimento de emergência. O porta voz disse ainda que não pretende diminuir o nível de atendimento à população e nem fechar os 19 hospitais em Bedfordshire, Cambridgeshire, Essex, Hertfordshire, Norfolk and Suffolk.



 Escrito por Pedro Carrancho às 17h20
[] [envie esta mensagem] []




SAÚDE...

SISTEMA PUBLICO DE SAÚDE-O MAIOR DO MUNDO

NO  BRASIL

O Sistema Único de Saúde, o SUS, completa 20 anos neste domingo. Fruto da grande mobilização social ocorrida na redemocratização do País, o SUS foi criado pela Constituição de 1988, tornando-se hoje a única forma de acesso aos serviços de saúde para, pelo menos, 140 milhões de pessoas, o que representa 75% dos brasileiros. O SUS contribuiu para expandir a distribuição de medicamentos, ampliar a oferta de vacinas para todas as faixas etárias, reduzir as taxas de mortalidade infantil e materna, além de criar e fortalecer programas reconhecidos internacionalmente, como o DST/AIDS e o Saúde da Família. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, foi um dos idealizadores do SUS 20 anos atrás. Temporão entende a universalidade do sistema como uma grande conquista para a população brasileira.

"Há vinte anos, a sociedade brasileira tinha três tipos de brasileiros. Uma parte da população rica, que podia pagar diretamente consultas, exames e internações. Uma outra parcela da população, que eram os trabalhadores com carteira assinada, que tinham direito à saúde da previdência social naquela época. E a grande maioria da população que não tinha direito a absolutamente nada, ou seja, eles eram objetos da filantropia e da caridade. Apenas em 1988, com a nova constituição e a estruturação do Sistema Único de Saúde, todos os brasileiros passam a ter direito à saúde como um direito de cidadania. Isso, por si só, já justifica essa política”, diz José Gomes Temporão, ministro da Saúde.

O ministro da Saúde reconhece que, mesmo com vários avanços, o Sistema Único de Saúde enfrenta dificuldades, como o fato de que os recursos destinados ao financiamento da saúde não são suficientes.

"É evidente que o sistema se defronta com algumas fragilidades. A principal delas, eu destacaria, é o subfinanciamento. Ou seja, esse subfinanciamento crônico evidentemente coloca obstáculos à ampliação da cobertura e do acesso dos brasileiros às políticas e também a qualidade desses serviços, conclui Temporão.

Temporão lembra, ainda, que os brasileiros que usam plano de saúde privado também utilizam o SUS, embora pensem que não. Eles fazem uso dos serviços do Sistema Único de Saúde quando precisam de um transplante de órgãos, quando têm uma doença crônica grave e necessitam tomar um medicamento de alto custo, quando em uma emergência telefonam para o SAMU 192 ou quando compram um medicamento na farmácia ou um alimento no supermercado fiscalizados pela Anvisa. Em todos esses casos, o Sistema Único de Saúde está presente, oferecendo os seus serviços.



 Escrito por Pedro Carrancho às 16h57
[] [envie esta mensagem] []




SAÚDE

SISTEMAS DE SAÚDE...

NOS ESTADOS UNIDOS

EUA: Sistema de saúde está a beira do colapso financeiro 
 (11/09/2008 07:52:00) 
   
 Gastos com tratamentos chegam a quase um quinto do PIB americano. Mesmo assim, cerca de 50 milhões de pessoas não têm plano médico 
   
 
O maior sistema de saúde do mundo vive uma crise inédita em sua história. Uma crise que vem aumentando a cada ano e já se tornou a maior preocupação dos cidadãos daquele país. Estamos falando do sistema de saúde americano. O país mais rico do mundo gasta muito em saúde e mesmo assim não obtêm os resultados que gostaria, e seu futuro é incerto.

O gasto com saúde nos Estados Unidos chegou em 2007 a US$ 2,3 trilhões, e a perspectiva, se nada mudar, é de que em 2016 chegue a US$ 4,2 trilhões. Esse montante equivale a 16% do Produto Interno Bruto (PIB) e, daqui a oito anos, eles deverão estar gastando 20% do que é produzido para pagar a conta da saúde.

Apesar dessa montanha de dinheiro, 47 milhões de cidadãos não têm seguro-saúde. Os preços dos prêmios de seguro-saúde subiu quatro vezes mais rápido do que os salários nos últimos seis anos. O país vive uma epidemia de obesidade e doenças crônicas, como diabetes e males cardíacos. E, de cada dólar gasto em saúde, somente quatro centavos vão para estratégias de prevenção.

Muitos podem estar pensando: ``O que tenho eu a ver com os problemas do sistema de saúde dos ianques? Os nossos problemas já bastam.`` Além de vivermos em um mundo globalizado, onde as aspirações e desejos de consumo são compartilhados, costumamos importar estratégias e métodos, portanto acompanharmos o que se desenrola lá pode nos ajudar a não repetirmos os erros aqui. Os vizinhos do norte estão em ano eleitoral e o debate está acirrado. Nos próximos artigos vamos mostrar quais são as propostas dos dois principais partidos para tentar reverter o tsunami da saúde nos Estados Unidos.


Fonte: G1
 



 Escrito por Pedro Carrancho às 16h55
[] [envie esta mensagem] []




PEDIATRIA

FALTA DE ESPECIALISTAS EM PEDIATRIA-BAIXA REMUNERAÇÃO

A decoradora Silvana Hirsch, 25, tem dificuldade de marcar consulta com um pediatra para sua filha Maria Luiza, de nove meses. A maior parte dos médicos da lista do seu plano de saúde se desligaram da empresa. O caso não é isolado. Por conta da baixa remuneração, muitos especialistas na área estão deixando de atender em consultório. A crise enfrentada pela categoria já afetou o mercado e tem afastado os estudantes de medicina da pediatria em todo o Brasil.


“Estamos até organizando uma campanha para estimular os médicos a não atenderem mais por meio dos planos de saúde”, admite o presidente da Sociedade Baiana de Pediatria (Sobape), Fernando Barreiro. Ele explica que as empresas de assistência médica privada pagam, em média, de R$ 30 a R$ 40 reais por consulta. Com este valor, o profissional primeiro paga os custos do consultório (aluguel, secretária, luz, telefone, etc.) e só depois reserva uma parte para sua remuneração.


Ainda de acordo com Barreiro, os preços pagos pelo Sistema único de Saúde (SUS) também estão fazendo muitos pediatras desistirem de atuar na rede pública. O valor de uma consulta, por exemplo, é de R$ 10. “Os profissionais estão migrando para outras áreas ou atuando apenas em hospitais privados, que pagam melhor e oferecem condições dignas de trabalho”, desabafa.


Remuneração- O valor pago pelas consultas é tão baixo que não vale a pena lutar por pequenos aumentos, garante o presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed), José Caires Meira. “Hoje, tem médico que trabalha até 60 horas semanais para receber de R$ 2600 a R$ 3000, quando o ideal seria R$ 7.503,00, para uma jornada de 20h”, calcula.


A procura pela residência médica (especialização) em pediatria dá a medida da situação, segundo o gerente médico do Centro de Pernambués, Wilson Endruveit. “Enquanto em dermatologia, por exemplo, a concorrência é de cerca de 100 alunos por vaga, em pediatria, é comum não chegar a três”, diz.


Para Gabriela Sampaio, pediatra há sete anos, o problema é que tanto o SUS como os planos de saúde não levam em consideração o fato de que as consultas pediátricas, por seu caráter preventivo, duram praticamente o dobro do tempo de uma avaliação médica de outras especialidades, podendo durar até uma hora.


Além disso, numa consulta desta especialidade, quase não são realizados procedimentos técnicos, que também são remunerados. “Ou seja, nós trabalhamos o mesmo número de horas, e às vezes até mais, por estarmos 24 horas disponíveis para acudir pais e mães, mas recebemos muito menos. É natural que os estudantes prefiram anestesia, dermatologia e cirurgia ortopédica, áreas que pagam melhor", acredita Gabriela.


Revalorização – A médica pediatra e coordenadora do curso de medicina da Faculdade de Tecnologia e Ciência (FTC), Leda Solano Souza, acredita em uma melhora da situação a curto prazo. Segundo ela, a crise da especialidade já começa a ser revertida. “Com a diminuição do número de pediatras no mercado, está se iniciando um movimento inverso e a pediatria está sendo procurada pelos estudantes novamente”, explica.


    type="text/javascript">


 Escrito por Pedro Carrancho às 16h11
[] [envie esta mensagem] []




REMUNERAÇÃO MÉDICA

PERFORMANCE-REMUNERAÇÃO MÉDICA

Entrevista: Remuneração por Performance Médica & Bonificação.

Dr. César Abicalaffe
Médico com MBA pela Universidade Federal do Paraná e Mestrado em Economia em Saúde pela Universidade de York, Reino Unido. Consultor do Instituto Ébera e diretor da Impacto Auditoria Médica.

infoEcom: A remuneração por performance médica vem sendo discutida no mundo?

Abicalaffe: Mais da metade dos planos de saúde nos Estados Unidos tem adotado programas de remuneração por performance (P4P). Estes programas atingem mais de 80% de todos os beneficiários de planos de saúde neste país. Já no Reino Unido, o sistema de saúde inglês (NHS) implementou um programa ousado, onde os médicos têm quase um terço de seu ganho ligado a sua performance.

infoEcom: O senhor acredita que a remuneração por perfomance é uma tendência?

Abicalaffe: Alguns autores comentam que os médicos devem se dar conta de que não é mais uma questão de quando ou se esta forma de remuneração vai ocorrer, mas como isso ocorrerá.
No Brasil, várias operadoras de saúde tem adotado o conceito de “Consulta Bonificada e remuneração por performance médica” através da utilização da Matriz Gerencial, um sistema muito interessante oferecido pela ECOM.

infoEcom: Como é feita a remuneração por performance?

Abicalaffe: O que temos sugerido é o uso de indicadores para se produzir uma medicina com qualidade, efetividade, centrada no paciente, onde os incentivos financeiros estejam alinhados com a prestação de um serviço de alta qualidade, onde o paciente é o maior interessado.
Pode-se utilizar cinco macro-indicadores, cada um com pesos atribuídos de acordo com os critérios da operadora e avaliados individualmente para cada especialidade medica. São eles: Custos (e.g. custo médio da consulta), Utilização (e.g. fisioterapia por consulta ortopédica), Resolubilidade ou efetividade (e.g. tempo médio de permanência hospitalar), Atenção à Saúde (e.g. mamografias solicitadas em mulheres com mais de 40 anos de idade no último ano) e Satisfação do usuário (e.g. se o paciente recomendaria ou não o médico para um familiar).

infoEcom: O que o paciente ganha com isso?

Abicalaffe: Temos a firme convicção de que o conceito de performance deve ser ampliado para não ficarmos apenas monitorando os processos da atenção e sim os seus resultados. São estes que agregarão, efetivamente, valor ao nosso paciente.

 

 

 



 Escrito por Pedro Carrancho às 15h52
[] [envie esta mensagem] []




REMUNERAÇÃO MÉDICA

PERFORMANCE-REMUNERAÇÃO MÉDICA

Entrevista: Remuneração por Performance Médica & Bonificação.

Dr. César Abicalaffe
Médico com MBA pela Universidade Federal do Paraná e Mestrado em Economia em Saúde pela Universidade de York, Reino Unido. Consultor do Instituto Ébera e diretor da Impacto Auditoria Médica.

infoEcom: A remuneração por performance médica vem sendo discutida no mundo?

Abicalaffe: Mais da metade dos planos de saúde nos Estados Unidos tem adotado programas de remuneração por performance (P4P). Estes programas atingem mais de 80% de todos os beneficiários de planos de saúde neste país. Já no Reino Unido, o sistema de saúde inglês (NHS) implementou um programa ousado, onde os médicos têm quase um terço de seu ganho ligado a sua performance.

infoEcom: O senhor acredita que a remuneração por perfomance é uma tendência?

Abicalaffe: Alguns autores comentam que os médicos devem se dar conta de que não é mais uma questão de quando ou se esta forma de remuneração vai ocorrer, mas como isso ocorrerá.
No Brasil, várias operadoras de saúde tem adotado o conceito de “Consulta Bonificada e remuneração por performance médica” através da utilização da Matriz Gerencial, um sistema muito interessante oferecido pela ECOM.

infoEcom: Como é feita a remuneração por performance?

Abicalaffe: O que temos sugerido é o uso de indicadores para se produzir uma medicina com qualidade, efetividade, centrada no paciente, onde os incentivos financeiros estejam alinhados com a prestação de um serviço de alta qualidade, onde o paciente é o maior interessado.
Pode-se utilizar cinco macro-indicadores, cada um com pesos atribuídos de acordo com os critérios da operadora e avaliados individualmente para cada especialidade medica. São eles: Custos (e.g. custo médio da consulta), Utilização (e.g. fisioterapia por consulta ortopédica), Resolubilidade ou efetividade (e.g. tempo médio de permanência hospitalar), Atenção à Saúde (e.g. mamografias solicitadas em mulheres com mais de 40 anos de idade no último ano) e Satisfação do usuário (e.g. se o paciente recomendaria ou não o médico para um familiar).

infoEcom: O que o paciente ganha com isso?

Abicalaffe: Temos a firme convicção de que o conceito de performance deve ser ampliado para não ficarmos apenas monitorando os processos da atenção e sim os seus resultados. São estes que agregarão, efetivamente, valor ao nosso paciente.

 

 

 



 Escrito por Pedro Carrancho às 15h52
[] [envie esta mensagem] []




RESOLUÇÃO-ATENDIMENTO MÉDICO

ATENDIMENTO MÉDICO-SÓ EM CONSULTÓRIO-RESOLUÇÃO CRMES

Nova resolução - Proibido o atendimento médico fora das dependências do consultório médico
06/02/2009 às 17:08

RESOLUÇÃO CRM-ES nº 218/2009

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Espírito Santo, no uso das atribuições que lhe confere a Lei 3.268, de 30 de setembro de 1957, regulamentada pelo Decreto nº 44.045, de 19 de julho de 1958 e a Lei nº 11.000, de 15 de dezembro de 2004,

CONSIDERANDO que os Conselhos de Medicina são os órgãos supervisores e fiscalizadores do exercício profissional, e das condições de funcionamento dos serviços médicos prestados à população;

CONSIDERANDO que o Código de Ética Médica estabelece os princípios norteadores da boa prática médica;

CONSIDERANDO a necessidade de estabelecer as normas mínimas para o bom atendimento médico;

CONSIDERANDO que o alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional;

CONSIDERANDO que o médico deve envidar o máximo esforço na busca da redução de riscos na assistência aos seus pacientes;

CONSIDERANDO que é dever do médico utilizar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento ao seu alcance em favor do paciente;

CONSIDERANDO que é vedado ao médico prescrever tratamento ou outros procedimentos sem exame direto do paciente, salvo em casos de urgência/emergência e impossibilidade comprovada de realizá-lo, devendo, nesse caso, fazê-lo imediatamente cessado o impedimento.

CONSIDERANDO que de acordo com as normas mínimas para funcionamento de consultas médicas, com Resolução CFM nº. 1.886/2008 a unidade tipo I é o consultório médico e que deverá conter materiais necessários para seu funcionamento;

CONSIDERANDO, a Resolução RDC n.º 50, de 21/02/2002, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária;

CONSIDERANDO, finalmente, o que ficou decidido em Sessão Plenária realizada em 27/01/2009;

RESOLVE:

Artigo 1º - Os estabelecimentos Públicos, privados e filantrópicos ou de qualquer natureza, que se proponham a prestar atendimento médico aos seus pacientes, deverão estar estruturados de acordo com a presente Resolução.

Artigo 2º - Fica proibido, sob qualquer hipótese, o atendimento médico fora das dependências do consultório médico, definido na Resolução do CFM nº. 1886/2008, com área física e instalações normatizadas pela Vigilância Sanitária, com devido alvará da mesma, salvo em caso de urgência/emergência e impossibilidade comprovada de realizá-lo, devendo, nesse caso, fazê-lo imediatamente cessado o impedimento.

Artigo 3º – Ficam todos os médicos obrigados a cumprirem esta Resolução, no caso do descumprimento o responsável técnico responderá eticamente perante o CRM-ES, independente de ação civil e criminal. No caso de serviços públicos, ficam responsáveis os Diretores Técnicos e Superiores Hierárquicos Médicos devidamente inscritos neste Conselho.

Artigo 4º - Esta Resolução entra em vigor na data de sua aprovação em plenária.

Publique-se.
Vitória/ES, 27 de Janeiro de 2009.

Dr. ALOIZIO FARIA DE SOUZA
Presidente do CRM-ES

Dr. SEVERINO DANTAS FILHO
Secretário-Geral do CRM-ES

ver todas

 
2006 . Conselho Regional de Medicina do Espirito Santo - Todos os direitos reservados

  
Nova resolução - Proibido o atendimento médico fora das dependências do consultório médico
06/02/2009 às 17:08

RESOLUÇÃO CRM-ES nº 218/2009

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Espírito Santo, no uso das atribuições que lhe confere a Lei 3.268, de 30 de setembro de 1957, regulamentada pelo Decreto nº 44.045, de 19 de julho de 1958 e a Lei nº 11.000, de 15 de dezembro de 2004,

CONSIDERANDO que os Conselhos de Medicina são os órgãos supervisores e fiscalizadores do exercício profissional, e das condições de funcionamento dos serviços médicos prestados à população;

CONSIDERANDO que o Código de Ética Médica estabelece os princípios norteadores da boa prática médica;

CONSIDERANDO a necessidade de estabelecer as normas mínimas para o bom atendimento médico;

CONSIDERANDO que o alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional;

CONSIDERANDO que o médico deve envidar o máximo esforço na busca da redução de riscos na assistência aos seus pacientes;

CONSIDERANDO que é dever do médico utilizar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento ao seu alcance em favor do paciente;

CONSIDERANDO que é vedado ao médico prescrever tratamento ou outros procedimentos sem exame direto do paciente, salvo em casos de urgência/emergência e impossibilidade comprovada de realizá-lo, devendo, nesse caso, fazê-lo imediatamente cessado o impedimento.

CONSIDERANDO que de acordo com as normas mínimas para funcionamento de consultas médicas, com Resolução CFM nº. 1.886/2008 a unidade tipo I é o consultório médico e que deverá conter materiais necessários para seu funcionamento;

CONSIDERANDO, a Resolução RDC n.º 50, de 21/02/2002, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária;

CONSIDERANDO, finalmente, o que ficou decidido em Sessão Plenária realizada em 27/01/2009;

RESOLVE:

Artigo 1º - Os estabelecimentos Públicos, privados e filantrópicos ou de qualquer natureza, que se proponham a prestar atendimento médico aos seus pacientes, deverão estar estruturados de acordo com a presente Resolução.

Artigo 2º - Fica proibido, sob qualquer hipótese, o atendimento médico fora das dependências do consultório médico, definido na Resolução do CFM nº. 1886/2008, com área física e instalações normatizadas pela Vigilância Sanitária, com devido alvará da mesma, salvo em caso de urgência/emergência e impossibilidade comprovada de realizá-lo, devendo, nesse caso, fazê-lo imediatamente cessado o impedimento.

Artigo 3º – Ficam todos os médicos obrigados a cumprirem esta Resolução, no caso do descumprimento o responsável técnico responderá eticamente perante o CRM-ES, independente de ação civil e criminal. No caso de serviços públicos, ficam responsáveis os Diretores Técnicos e Superiores Hierárquicos Médicos devidamente inscritos neste Conselho.

Artigo 4º - Esta Resolução entra em vigor na data de sua aprovação em plenária.

Publique-se.
Vitória/ES, 27 de Janeiro de 2009.

Dr. ALOIZIO FARIA DE SOUZA
Presidente do CRM-ES

Dr. SEVERINO DANTAS FILHO
Secretário-Geral do CRM-ES

ver todas

 
2006 . Conselho Regional de Medicina do Espirito Santo - Todos os direitos reservados
  
.: Voltar :.
Data de Publicação: 17/11/2008
Seção: CRMPR
Aposentadoria especial ao médico do serviço público

Decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) assegura, a partir de agora, aposentadoria especial (25 anos de trabalho) para todos os servidores públicos que desenvolverem atividades de risco ou sob condições especiais que prejudiquem a sua saúde ou integridade, o que inclui os médicos. Prevista na Constituição Federal de 1988, mas nunca regulamentada, a aposentadoria especial passou a ser possível devido ao julgamento pelo STF de Mandado de Injunção interposto por servidor público do Distrito Federal, que pretendia ver a matéria regulada pelo Supremo.
De acordo com o acórdão, publicado em 26 de setembro, inexistindo “disciplina específica da aposentadoria especial do servidor, impõe-se a adoção, via pronunciamento judicial, daquela própria aos trabalhadores em geral – artigo 57, § 1º, da Lei 8.213/91”, que é a regra já aplicável aos trabalhadores do setor privado. Os médicos já podem solicitar o benefício. Contudo, é importante observar que, ao ter deferida qualquer aposentadoria, o médico servidor público tem obrigatoriamente de se afastar da carreira. Para voltar a atuar no serviço público, terá de fazer novo concurso.
.: Voltar :.



 Escrito por Pedro Carrancho às 02h31
[] [envie esta mensagem] []




MÉDICOS DOS SERVIÇOS PÚBLICOS...

MAL REMUNERADOS,OS MÉDICOS EVITAM OS SERVIÇOS PÚBLICOS...

Brasil: Cada vez mais faltam médicos no serviço público.

Centenas de cidades brasileiras não têm qualquer tipo de atendimento médico público ofertado a seus habitantes. Esse é apenas um aspecto da falta de médicos na rede pública brasileira. O país tem médicos em número suficiente, segundo os critérios da OMS. O serviço público é que tem falta de médicos porque não tem atrativos e suas políticas de gestão, na área de recursos humanos, não são construídas com o objetivo de fixar os profissionais. Salários de médicos, bem menores que os de mercado, acabam virando apenas o que se chama de ”bico”, um salariozinho adicional, que só serve se somado a várias outras atividades melhor remuneradas. Com isso, todo mundo que trabalha nos serviços de saúde sabe das conseqüências. Um levantamento do Ministério da Saúde constata essa falta de cobertura médica. As despesas com aquisição e manutenção de veículos, os custos com deslocamento de pessoas, o consumo de combustível decorrentes dessa situação nunca foram exatamente quantificados.


O gestor de Saúde se vê na situação de avaliar cuidadosamente a defasagem brutal que vai se impondo entre a remuneração do médico nos serviços públicos de saúde e os serviços privados, remunerados pelo mercado. Cada vez mais vai ficando insustentável a indiferença com a insatisfação crescente dos médicos da rede pública em relação a seus planos de cargos, carreira e salários. A matéria a seguir é mais uma ilustração dessa situação, como tantas outras que temos postado aqui no FAX SINDICAL. A matéria que mostramos, mais um retrato do apagão da saúde no serviço público, refere-se à situação crítica notada no Paraná e, em geral, na Região Sul. Refere-se à crise nos serviços públicos de saúde nos estados do Sul, que, em média, apresentam melhor IDH e melhor distribuição de renda que outras regiões do país. Por aí dá para pensar nos efeitos nocivos dessa distorção em outras regiões, mais carentes e mais dependentes de serviços públicos. A matéria pode ser conferida na página http://tinyurl.com/5zpz5w


Norte e sudoeste paranaense são as regiões mais afetadas, segundo levantamento do Ministério da Saúde.

Levantamento do Ministério da Saúde apresentado na última quarta-feira (26), mostra que as regiões Norte e Centro-Oeste são as que possuem melhor cobertura de médicos residentes em todo o país. De 455 municípios brasileiros onde há falta total desse tipo de profissional, 88 ficam no Norte (19,3%) e 23 no Centro-Oeste (5,1%). No Nordeste, o problema aparece em 117 municípios (25,7%), no Sul em 106 localidades (25,5%) e no Sudeste em 111 (24,4%) da amostra.

O dado demonstra a fragilidade da região sul do país. A composição apresenta um dos piores índices no levantamento.

Segundo o Ministério da Saúde, 55 dos 496 municípios do Rio Grande do Sul não possuem médicos residentes. O Paraná vem logo na seqüência. Das 399 cidades, 33 não têm cobertura. Já em Santa Catarina são 28 municípios do total de 293.

Em percentuais, o Rio Grande do Sul possui o pior índice dos três estados. 11% dos municípios gaúchos não têm cobertura médica de residentes. Santa Catarina está com 9,5% e o Paraná 8,2%.

Acima da média

No cenário global, o Brasil atende, em média, ao parâmetro recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O considerado ideal é um profissional (médico/enfermeiro/parteiro) para cada grupo de mil habitantes. No caso brasileiro, esta proporção está em 1,15 para cada mil moradores.

 



 Escrito por Pedro Carrancho às 02h14
[] [envie esta mensagem] []




REMUNERAÇÃO MÉDICA....

UMA REMUNERAÇÃO INDIGNA DO PROFISSIONAL MÉDICO....

 

Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões — Vol. 28 – n

o

2— I

EDITORIAL

REMUNERAÇÃO MÉDICA

TCBC Paulo Roberto Corsi

Nesses tempos de profundas, e tantas vezes justificadas, desconfianças em relação ao futuro, assistimos atônitos ao

aviltamento do exercício sofrendo com as transformações da economia mundial e sua remuneração vem se moldando às

diferentes conjunturas, sempre negativamente. No Brasil, país dos planos e mais planos, a remuneração médica está

engessada há anos ao ladodo crescente aumento de impostos e do custo de vida. O conseqüente empobricemento da classe

médica é muito ruim para todos, médicos e, principalmente, doentes.

A falta de trabalho ou de sua remuneração merecida mexe profundamente com o humor as pessoas e sua relação com

a vida. A injustiça retira os horizontes e diminui a capacidade de sonhar ou planejar o progresso profissional. O trabalho

excessivo é a saída para a manutenção (e apenas manutenção) da qualidade de vida. O necessário “corte de despesas”

impede o aperfeiçoamento profissional e tecnológico obrigatório nesses tempos.

A clássica afirmação jurídica “a vida é o bem maior” só é lembrada no momento do cálculo da indenização paga a uma

vítima de suposto erro médico. Aqueles que mantêm o bem maior são remunerados com valores irrisórios.

Segundo uma visão simplista, a tão discutida proliferação de escolas médicas, que joga muitos profissionais malformados

no mercado de trabalho em retração, é a maior culpada desse estado de coisas. Mais médicos, maus médicos e

mercado retraído tornam obrigatória a aceitação de remuneração cada vez menor dos atos médicos. Os valores pagos

atualmente não condizem com a responsabilidade, dedicação, tempo e custo da formação profissional. Tem sido uma

unanimidade: salários de serviços públicos, de hospitais privados e a remuneração de atividade médica liberal seguem na

mesma aviltante direção.

A conseqüência dessa cascata de fatores é um atendimento médico deficiente, com prejuízo para o doente.

As tentativas da população leiga de aderir aos movimentos médicos não deram bom resultado. Divulgar nosso

descontentamento com o rendimento mensal de R$ 1.000,00 se volta contra nós mesmos, uma vez que esse valor é bem

superior ao da média da população.

Sem estímulos, a classe médica não tem fortalecido suas entidades que, pulverizadas (e até há pouco tempo não

profissionais), vão se esvaziando. Sem representatividade e sem dinheiro, uma vez que as taxas de contribuição já começam

a pesar no bolso do médico, nossas sociedades ainda não conseguiram obter melhorias na remuneração médica. Estamos

perdendo nosssa única estrutura de defesa profissional legítima: as entidades médicas.

O lado bom da crise é a resultante união das entidades médicas, que parece segura e definitiva. Esse avanço transcende

às atuais diretorias e não pode deixar de existir nas próximas eleições. Unidas, as entidades poderão acompanhar as

complexas e rápidas modificações do mercado de trabalho e intervir, de forma mais efetiva e precisa, para assegurar uma

remuneração justa e condições de trabalho mais adequadas. As principais metas parecem ser: maior participação política da

classe nas decisões de saúde e diminuição do número de profissionais médicos. A mais importante lei de mercado é a da

“oferta e procura” — quanto maior o númerdo de médicos, mais baixa será a remuneração.

Aceito o risco de parecer repetitivo, mas qualquer discussão sobre os problemas relacionados à defesa profissional

do médico passa por entidades médicas fortes. Unir as afinidades dos cirurgiões brasileiros em torno do CBC continuará

sendo nossa função.



 Escrito por Pedro Carrancho às 02h08
[] [envie esta mensagem] []




SALARIO MINIMO PROFISSIONAL ...

A EXPECTATIVA DA APROVAÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO PROFISSIONAL DO MÉDICO...

Relator do projeto que define salário do médico está otimista 
 (11/02/2009 12:00:00) 
   
 Segundo o parlamentar, a primeira mudança, feita após ouvir as entidades médicas, foi na carga horária, definida em 20 horas semanais  
   
 
O deputado Mauro Nazif (PSB/RO) demonstrou estar otimista quanto à aprovação do Projeto de Lei 3.734/2008, de autoria do deputado Ribamar Alves (PSB-MA), que define o salário mínimo profissional do médico em R$ 7 mil. Relator do projeto na Câmara, Nazif, em entrevista exclusiva à TV FENAM, falou sobre as alterações que fez na proposição.

Segundo o parlamentar, a primeira mudança, feita após ouvir as entidades médicas, foi na carga horária, definida em 20 horas semanais ou quatro horas diárias. A segunda alteração, considerada a mais importante, foi quanto ao ponto que estabelecia o índice de reajuste. De acordo com o projeto original, o reajuste seria baseado no salário mínimo. Agora, com as alterações de Nazif, o reajuste terá como base o INPC.

“Já houve projetos do mesmo teor que foram aprovados pelas duas Casas (Câmara e Senado) e vetados pelo presidente da República por inconstitucionalidade, devido ao reajuste estar baseado no salário mínimo. O INPC é considerado constitucional pelo governo e essa alteração vai tornar o trâmite do projeto mais rápido na Casa”, assinalou o deputado.

Outro ponto foi quanto ao prazo para o projeto entrar em vigor, definido para 90 dias após sua publicação. “Entendemos que esse projeto é muito importante para os profissionais que estão padecendo, trabalhando em um, dois ou três empregos. Com o salário mínimo de R$ 7 mil por 20h/semanais, ele vai poder investir mais na sua profissão, vai poder se atualizar, estudar, pagar cursos e a tendência é, sem duvida, melhorar a qualidade de vida do médico. Certamente, a maior beneficiária vai ser a população que utiliza os serviços desses profissionais nas unidades de saúde,” comentou.

Mauro Nazif também explicou que mesmo o salário sendo para a iniciativa privada, quando aprovado, servirá de incentivo e de base para a remuneração na rede pública de saúde. “Por tabela, e é isso o que acontece, certamente o piso será acompanhado no setor publico, e esse é um dos objetivos da relatoria do projeto”, concluiu o parlamentar

Fonte: Fenam
 



 Escrito por Pedro Carrancho às 02h03
[] [envie esta mensagem] []




OS SALÁRIOS DOS MÉDICOS DO SUS...

OS SALÁRIOS DOS MÉDICOS DO SUS EM RELAÇÃO AOS DE OUTROS PROFISSIONAIS DOS SERVIÇOS PÚBLICOS...

Os médicos e o SUS, uma relação conflituosa

Edmundo Machado Ferraz

Tamanho do texto? A A A A

>
Apesar da evolução do País, é indiscutível a redução da qualidade do atendimento médico em todo o território nacional. Apenas 5% da população utiliza a medicina privada no Brasil. Os outros 145 milhões dependem unicamente do Sistema Único de Saúde (SUS), que é magnificamente planejado, mas não dispõe de recursos orçamentários que financiem a sua atuação.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já demonstrou que o investimento público mínimo por habitante é de US$ 500. No Brasil, o setor público gasta 3,5% do produto interno bruto (PIB) com a saúde. Essa quantia equivale a menos de US$ 300 por habitante, bem abaixo do mínimo recomendável.

Recentemente, a crise financeira internacional afetou todas as grandes economias mundiais. Para evitar falências bancárias e de outras instituições financeiras medidas econômicas foram elaboradas e executadas com grande rapidez. Surgiu dinheiro para tudo: bancos, montadoras de automóveis, indústria de construção civil, comércio, operações de crédito, junção de empresas, aquisição de eletrodomésticos, operações de socorro financeiro para todos os gostos e peculiaridades. Ninguém falou em dinheiro extra para a saúde e a educação, que nunca foram prioridades, para nenhum governo, desde a época das capitanias hereditárias.

O trabalho médico mal remunerado, cada vez mais realizado em condições precárias, a dificuldade de manter o processo de educação continuada em razão do rápido avanço tecnológico, além do acúmulo de novas informações, que complicam e encarecem o exercício profissional do médico, são alguns dos percalços da profissão no País.

Assim, o médico e outros profissionais de saúde têm o "privilégio" do duplo emprego e de uma remuneração indigna, que induz o leigo a imaginar que aquela remuneração deveria ser multiplicada por dois e ainda embutida outra fonte de remuneração proveniente do consultório, além de eventuais "bicos" privados, que constituem exceção, e não regra.

A realidade salarial dos médicos é muito diferente, pois a maioria deles não consegue o duplo emprego e não tem consultório. Ao contrário, faz uma "ponta" de atendimento em consultório alheio, do tipo uma hora por semana, para não atender ninguém.

A maior parte dos profissionais é oriunda de Secretaria estadual ou municipal de Saúde, e não do cargo de médico do Legislativo ou do Judiciário, que ganha melhor, mas representa menos da metade do que ganham os seus respectivos patrões, todos pagos por nós, contribuintes.

Os salários dos médicos da rede pública situam-se entre R$ 1.200 e R$ 1.800 por carga de 20 horas semanais. Considerando a teoria do duplo emprego, seria uma renda entre R$ 2.400 e R$ 3.600 por 40 horas semanais.

Bem diferente, por exemplo, do cargo, recém-criado, de carcereiro da Polícia Federal, aprovado pelo Congresso Nacional, com salário inicial de R$ 12 mil, no mesmo dia em que a Associação Médica Brasileira (AMB) fazia uma ruidosa e concorrida manifestação no Legislativo federal para solicitar um salário de médico do serviço de R$ 7.500 para um regime de 20 horas semanais e de R$ 15 mil para 40 horas. O salário de carcereiro foi aprovado sem problemas e a proposta da AMB ainda não foi votada em plenário.

Podemos concluir, claramente, que o duplo emprego é uma falácia, só prejudica o médico, que ainda é erroneamente rotulado como "vilão" da grande tragédia do mau atendimento prestado à população. É preciso reconhecer, contudo, que precisamos trabalhar num sistema em que possamos ser avaliados em presença, eficiência e qualidade de atendimento.

Médico e educador são profissionais de carreira de Estado, concebida como tal, contratados em cargo único, no regime de CLT, com salário digno, em horário integral - horário que possa ser ajustado entre plantão ou complementação ou diário contínuo e sem o pretenso "guarda-chuva" de uma estabilidade do servidor público que muito beneficia os que nada fazem.

E o valor do salário? O salário é o que a AMB preconiza e que pode ser negociado por meio de um plano de cargos e salários para que possa ser atingido de acordo com entendimento mútuo.

Greve de médico é inadmissível no serviço público, mas não a luta pela dignidade no trabalho e por condições adequadas de atendimento do usuário do SUS. A vida não tem preço, mas a medicina tem custo e o governo precisa arcar com sua responsabilidade. A população não pode pagar o preço de não ter alternativa de tratamento.

A grande maioria dos hospitais públicos não possui orçamento e o que arrecada do SUS, com suas tabelas irrisórias, não paga o custo do serviço prestado, o que constitui perfeita receita de insolvência.

O problema, contudo, não é apenas de recursos, mas também de gestão profissional. O que se faz é administrar a escassez, a falta de planejamento e de competência e as limitações do serviço público tradicional, engessado, sem criatividade e dotado de uma fiscalização ineficiente e sem agilidade. Hoje existem outros modelos de gestão pública eficientes, já testados, porém solenemente ignorados.

O diálogo, portanto, precisa ser estabelecido. É inadiável. O atendimento médico não pode ser improvisado. Necessita de planejamento e execução profissional e de novos modelos de gestão pública para que possa atingir o seu objetivo, que é a melhoria do atendimento de saúde de nossa sofrida população, que nada tem que ver com essa discussão entre médicos, que lutam pela restauração de sua dignidade e condições mínimas adequadas de atendimento, e os governos atuais, que herdaram o produto do descaso acumulado por sucessivas administrações.

Edmundo Machado Ferraz é presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgiões


 Escrito por Pedro Carrancho às 01h59
[] [envie esta mensagem] []




SALÁRIOS DIGNOS PARA OS MÉDICOS...

O EXEMPLO DE RONDÔNIA...SALÁRIO DIGNO PARA OS MÉDICOS...

RONDÔNIA APROVA PISO SALARIAL DE 9 MIL PARA MÉDICOS.

Em Rondônia o piso salarial dos médicos estaduais foi elevado de R$ 7,2 mil e para 9 mil reais. Os recentes acordos feitos em Estados do norte e do nordeste apontam para uma valorização do conhecimento médico dentro do serviço público. Os novos planos de cargos e salários poderão ter o dom de atrair e fixar os médicos dentro do serviço público.

No sudeste, na maioria dos Estados, os salários são indignos e não representam qualquer atrativo. Os políticos com mandato e poder de decisão da região não mostraram, até o momento, nenhum interesse sério em formular uma política decente de recursos humanos para os médicos do serviço público.

Por enquanto, aos médicos que ainda resistem no serviço público em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, resta olhar com uma pontinha de inveja o salário mais justo dos colegas de Rondônia.

A Assembléia Legislativa aprovou o piso salarial no dia 18/11/08. A notícia pode ser conferida em

http://www.rondonoticias.com.br/showNew.jsp?CdMateria=79517&CdTpMateria=7

Technorati : , , , , ,
Del.icio.us : , , , , ,



 Escrito por Pedro Carrancho às 01h48
[] [envie esta mensagem] []




SALARIO MÍNIMO PROFISSIONAL

O NOVO SALÁRIO MÍNIMO PROFISSIONAL DO MÉDICO-UMA LUTA DE TODOS NÓS,MÉDICOS.....

[FAX143]NOVO MÍNIMO DOS MÉDICOS NO CONGRESSO.

O site da Fenam, publicou na página: FENAM [FENAM] ,matéria que transcrevemos abaixo sobre o otimismo do relator do projeto que define um novo salário mínimo profissional para os médicos. Apesar da descrença de alguns círculos e do desinteresse de alguns grupos, a idéia está progredindo no Congresso. O apoio do movimento sindical tem sido fundamental para fixar um salário mínimo profissional digno para os médicos brasileiros. Nas lutas da categoria profissional, sempre nas pautas de reivindicação tem aparecido o salário mínimo profissional nos patamares definidos oficialmente pela FENAM. Em alguns estados brasileiros (Ex.: Ceará, Amazonas, Rondônia, entre outros), acordos já foram firmados tendo como parâmetro o salário mínimo profissional defendido pela FENAM. É interessante a leitura da matéria.

09/02/2009
O deputado Mauro Nazif (PSB/RO) demonstrou estar otimista quanto à aprovação do Projeto de Lei 3.734/2008, de autoria do deputado Ribamar Alves (PSB-MA), que define o salário mínimo profissional do médico em R$ 7 mil. Relator do projeto na Câmara, Nazif, em entrevista exclusiva à TV FENAM, falou sobre as alterações que fez na proposição.

 

Segundo o parlamentar, a primeira mudança, feita após ouvir as entidades médicas, foi na carga horária, definida em 20 horas semanais ou quatro horas diárias. A segunda alteração, considerada a mais importante, foi quanto ao ponto que estabelecia o índice de reajuste. De acordo com o projeto original, o reajuste seria baseado no salário mínimo. Agora, com as alterações de Nazif, o reajuste terá como base o INPC.

“Já houve projetos do mesmo teor que foram aprovados pelas duas Casas (Câmara e Senado) e vetados pelo presidente da República por inconstitucionalidade, devido ao reajuste estar baseado no salário mínimo. O INPC é considerado constitucional pelo governo e essa alteração vai tornar o trâmite do projeto mais rápido na Casa”, assinalou o deputado.

Outro ponto foi quanto ao prazo para o projeto entrar em vigor, definido para 90 dias após sua publicação. “Entendemos que esse projeto é muito importante para os profissionais que estão padecendo, trabalhando em um, dois ou três empregos. Com o salário mínimo de R$ 7 mil por 20h/semanais, ele vai poder investir mais na sua profissão, vai poder se atualizar, estudar, pagar cursos e a tendência é, sem duvida, melhorar a qualidade de vida do médico. Certamente, a maior beneficiária vai ser a população que utiliza os serviços desses profissionais nas unidades de saúde,” comentou.

Mauro Nazif também explicou que mesmo o salário sendo para a iniciativa privada, quando aprovado, servirá de incentivo e de base para a remuneração na rede pública de saúde. “Por tabela, e é isso o que acontece, certamente o piso será acompanhado no setor publico, e esse é um dos objetivos da relatoria do projeto”, concluiu o parlamentar

Categorias do Technorati , , , , , , , ,



 Escrito por Pedro Carrancho às 01h37
[] [envie esta mensagem] []




RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE...

PARA MELHORAR A RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE...

O que melhora a relação médico-paciente

Por parte do médico:

-         Prestar um atendimento humanizado, marcado pelo bom relacionamento pessoal e pela dedicação de tempo e atenção necessários.
-         Saber ouvir o paciente, esclarecendo dúvidas e compreendendo suas expectativas, com registro adequado de todas as informações no prontuário.
-         Explicar detalhadamente, de forma simples e objetiva, o diagnóstico e o tratamento para que o paciente entenda claramente a doença, os benefícios do tratamento e também as possíveis complicações e prognósticos.
-         Após o devido esclarecimento, deixar que o paciente escolha o tratamento sempre que existir mais de uma alternativa. Ao prescrever medicamentos, dar a opção do genérico, sempre que possível.
-         Atualizar-se constantemente por meio de participação em congressos, estudo de publicações especializadas, cursos, reuniões clínicas, fóruns de discussão na internet etc.
-         Ter consciência dos limites da Medicina e falar a verdade para o paciente diante da inexistência ou pouca eficácia de um tratamento.
-         Estar disponível nas situações de urgência, sabendo que essa disponibilidade requer administração flexível das atividades.
-         Indicar o paciente a outro médico sempre que o tratamento exigir conhecimentos que não sejam de sua especialidade ou capacidade, ou quando ocorrer problemas que comprometam a relação médico-paciente.
-         Reforçar a luta das entidades representativas da classe médica (Conselhos, Sindicatos e Associações) prestando informações sobre condições precárias de trabalho e de remuneração e participando dos movimentos e ações coletivas.

Por parte do paciente:

-         Lembrar-se de que, como qualquer outro ser humano, o médico tem virtudes e defeitos, observando que o trabalho médico é uma atividade naturalmente desgastante.
-         Considerar cada médico principalmente por suas qualidades, lembrando que em todas as áreas existem bons e maus profissionais. Ter claro que o julgamento de toda a classe médica por conta de um mau médico não faz sentido.
-         Não exigir o impossível do médico, que só pode oferecer o que a ciência e a Medicina desenvolveram. Da mesma forma, jamais culpar o médico pela doença.
-         Respeitar a autonomia profissional e os limites de atuação do médico. Ele não pode ser responsabilizado, por exemplo, por todas as falhas dos serviços de saúde, muitas vezes sucateado por seus gestores. Nesse sentido, é direito do paciente denunciar e reivindicar para que o Estado cumpra sua obrigação. Existem órgãos competentes para isso, como os Conselhos de Saúde e o Ministério Público, além da direção dos próprios serviços.
-         Não exigir dos médicos exames e medicamentos desnecessários, lembrando que o sucesso do tratamento está muito mais na relação de confiança que se pode estabelecer com o médico.
-         Seguir as prescrições médicas (recomendações, dosagens, horários etc.) e evitar a automedicação.
-         Ter consciência dos seus direitos



 Escrito por Pedro Carrancho às 01h29
[] [envie esta mensagem] []




ATESTADOS MÉDICOS

CUIDADO AO FORNECER ATESTADOS MÉDICOS.....

Em Opinião de Conselheiro, Antonio Pereira Filho aborda emissão de atestados falsos


Opinião do conselheiro

Os riscos da emissão de atestados falsos


Antonio Pereira Filho
Conselheiro do Cremesp

Em geral, os atestados médicos de dispensa do trabalho, de declaração de higidez, de óbito – ou de outra natureza qualquer – são documentos revestidos de fé pública e, assim sendo, em princípio, exprimem a verdade. Por isso, se o médico emissor de um atestado faltar com a verdade ou se não tiver executado o ato médico que ensejou o atestado, fica sujeito a sanções éticas, cíveis e penais.

A primeira coisa que o médico deve atentar, ao emitir o atestado médico, é assegurar-se de que este tenha decorrido de um ato médico, seja uma consulta, uma cirurgia ou um procedimento médico qualquer. Freqüentemente, nós médicos somos abordados por parentes, vizinhos, amigos e amigos dos amigos para “quebrarmos o galho” e fornecermos um “atestado”, atitude que contraria frontalmente os argumentos expostos até aqui. Não podemos ceder nesse momento, e devemos solicitar que a pessoa marque uma consulta, para que possamos atestar o resultado desse ato médico.

Além desse tipo de situação constrangedora envolvendo atestados falsos, existem outras a que os médicos devem ficar atentos. Por exemplo, quando o atestado falso decorre de uma consulta, mas não espelha a verdade ou, pior ainda, além de não espelhar a verdade, sequer decorre de uma consulta.

Para exemplificar melhor essas situações e evitar que os médicos corram riscos desnecessários, ou cometam atos que contrariem os valores e princípios da ética médica, vamos pontuar os casos mais freqüentes envolvendo solicitações de atestados e que podem acarretar processo civil, criminal ou ético:

- Atestado para academia ou para natação: o médico emite o atestado sem examinar a pessoa, e esta é acometida por um infarto do miocárdio durante a prática esportiva.
- Atestado para dispensa do trabalho: se o empregador conseguir comprovar que o trabalhador não estava doente como o médico atestou, poderá acioná-lo, já que o profissional infringiu o Artigo 116, por emissão de atestado falso.
- Atestado para dispensa de educação física nas escolas: similarmente, em constatando-se que o aluno pratica esporte fora da escola, a autoridade educacional poderá acionar o médico pelo mesmo artigo.
- Atestado de óbito: o médico não verifica o óbito, ou atesta o óbito sem ter sido o médico assistente do falecido. Além de infringir o Artigo 114,  poderá se ver envolvido em processos criminais, tornando-se cúmplice de fraude contra seguradoras; ou pode vir a acobertar crime, se a morte foi violenta e não natural.
- Atestar que assistiu o parto normal no domicílio, sem tê-lo feito: além de infringir o Artigo 110 do Código de Ética, poderá ter de responder à Vara da Infância e da Adolescência, por colaborar com adoção fraudulenta.
- Atestar que a pessoa está viva e não pode locomover-se: se isso não for verdade, poderá responder como cúmplice de criminoso que recebe a aposentadoria da pessoa falecida.
- Atestado de doença: da mesma forma, se não for verdade, o médico poderá colaborar com fraudador, para que este receba benefícios securitários de seguradoras privadas ou do Estado.

Esses são apenas alguns exemplos. Muitos outros poderiam ser citados, mas o objetivo é apenas alertar os colegas dos riscos que envolvem um atestado não verdadeiro, entre eles, muita dor de cabeça e altos custos com advogados por ter “quebrado um galho”.


 



 Escrito por Pedro Carrancho às 22h09
[] [envie esta mensagem] []




ATESTADO DE ACOMPANHAMENTO MÉDICO....

ATESTADO DE ACOMPANHAMENTO MÉDICO - HÁ OBRIGAÇÃO EM ACEITAR?

Sérgio Ferreira Pantaleão

O empregador é obrigado a abonar as faltas que por determinação legal, não podem ocasionar perda da remuneração, desde que formalmente comprovadas por atestado médico.

A legislação determina alguns requisitos para que os atestados médicos tenham validade perante a empresa. No entanto, não são raros os casos de empregados que se utilizam de atestados médicos para se ausentarem do trabalho, mesmo sem apresentar nenhuma patologia que justifique essa ausência.

A legislação não prevê a questão do abono de faltas no caso do empregado que se ausenta do trabalho para acompanhar seu dependente em uma consulta médica ou internamento, independente de idade ou condição de saúde.

 LEGISLAÇÃO

O atestado médico, para abono de faltas ao trabalho, tem limitações regulamentadas por lei. O Decreto 27.048/49 que aprova o regulamento da Lei 605/49, no artigo12, §1º e 2º, dispõe sobre as formas de abono de faltas mediante atestado médico:

Art. 12:

§ 1º: A doença será comprovada mediante atestado passado por médico da empresa ou por ela designado e pago.

§ 2º: Não dispondo a empresa de médico da instituição de previdência a que esteja filiado o empregado, por médico do Serviço Social da Indústria ou do Serviço Social do Comércio, por médico de repartição federal, estadual ou municipal, incumbido de assunto de higiene ou saúde, ou, inexistindo na localidade médicos nas condições acima especificados, por médico do sindicato a que pertença o empregado ou por profissional da escolha deste.

Os atestados médicos de particulares, conforme manifestação do Conselho Federal de Medicina, não devem ser recusados, exceto se for reconhecido favorecimento ou falsidade na emissão, assim estabelecendo:

"O atestado médico, portanto, não deve "a priori" ter sua validade recusada porquanto estarão sempre presentes no procedimento do médico que o forneceu a presunção de lisura e perícia técnica, exceto se for reconhecido favorecimento ou falsidade na sua elaboração quando então, além da recusa, é acertado requisitar a instauração do competente inquérito policial e, também, a representação ao Conselho Regional de Medicina para instauração do indispensável procedimento administrativo disciplinar".

Portanto, o atestado médico para abono de faltas ao trabalho deve obedecer aos dispositivos legais, mas, quando emitido por médico particular, a priori deve ser considerado, pelo médico da empresa ou junta médica de serviço público, como verdadeiro pela presunção de lisura e perícia técnica.

Entretanto, a legislação trabalhista não disciplina quanto ao abono de faltas em virtude de atestado de acompanhamento médico (aquele que é fornecido à mãe ou ao pai que acompanha o filho até o médico), tampouco se manifesta quanto a obrigatoriedade das empresas em recepcioná-lo.

Embora não temos a manifestação da Legislação a respeito, é preciso se atentar para os Acordos e Convenções Coletivas que tendem a garantir situações mais benéficas como complemento às dispostas em lei ou até pelos próprios procedimentos internos das empresas que podem estabelecer tal garantia.

Em um procedimento interno de uma empresa qualquer, encontramos uma dessas garantias a qual estabelecia que "Nos casos dos atestados de acompanhantes para filhos até 14 (quatorze) anos, a ausência é abonada, no limite de 01 dia/mês."

EMPRESAS - FACULDADE EM ABONAR

Se por um lado o empregador não deve esta obrigação, por outro há uma busca em manter a qualidade de vida e condições saudáveis de trabalho para seu empregado, condições estas que podem ser ameaçadas pela enfermidade na família deste, já que poderá refletir diretamente no seu desempenho profissional.

Ora, se um empregado que trabalha em turnos, por exemplo, e que poderia agendar e levar seu filho ao médico após sua jornada normal de trabalho não o faz, fica evidente sua intenção em faltar ao serviço sem justificativa legal.

Por outro lado, se ocorrer a necessidade urgente em função de um fato grave e inesperado, ainda que a jornada de trabalho seja em turnos, há que se levar em consideração a imprevisibilidade e necessidade urgente de atendimento ao filho, o que poderia ser considerado justificável a ausência do empregado.

Cabe ao empregador aceitar ou não os atestados apresentados pelo empregado que não estejam previstos em lei. Se a lei, acordo ou convenção coletiva não disciplina sobre a obrigação de o empregador recepcionar o atestado de acompanhamento médico, é uma faculdade aceitar ou recusar.

No entanto, para que seja aceito, o gestor de Recursos Humanos deve estabelecer um procedimento interno regulamentando as condições em que serão aceitos, para que todos sejam atingidos por este regulamento. Não há como um departamento aceitar e outro não, conforme suas convicções.

A empresa poderá determinar ainda que os atestados de acompanhante (filho, pai, mãe, irmão e etc.) somente justificam a ausência do período, mas não abonam, caso em que as horas devem ser compensadas dentro de um determinado prazo para não incorrer em prejuízos salariais.

Não obstante, há que se atentar para o entendimento jurisprudencial que vem demonstrando que a mãe, o pai, tutor ou responsável que, não havendo outra possibilidade, precisar se ausentar do trabalho para acompanhar o filho menor até o médico, deve ter esta ausência justificada pela empresa, já que esta garantia de cuidado do filho, além de estar estabelecido na Constituição Federal, é um dever estabelecido no exercício do pátrio-poder, consubstanciado no dever dos pais de cumprir funções de sustento, educação e assistência aos filhos, conforme define o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Podemos confirmar este entendimento jurisprudencial no julgado recente do TRT/MG que julgou improcedente a demissão por justa causa da empregada que se ausentou do trabalho para levar seu filho ao médico. Veja maiores detalhes.

>


Guia Trabalhista | CLT | Rotinas Trabalhistas | CIPA | PPP | Auditoria Trabalhista | Prevenção Riscos Trabalhistas | Planejamento Carreira | Terceirização | RPS | Modelos Contratos | Gestão RH | Recrutamento e Seleção | Segurança e Saúde | Cálculos Trabalhistas | Cargos e Salários | PLR | Direito Previdenciário | Departamento Pessoal | Direitos Trabalhistas | Boletim Trabalhista | Cursos | Publicações | Simples Nacional | Contabilidade | Tributação | Normas Legais



 Escrito por Pedro Carrancho às 21h53
[] [envie esta mensagem] []




O QUE OS BEBÊS SENTEM....

SABER INTERPRETAR O COMPORTAMENTO DE UMA CRIANÇA QUE AINDA NÃO FALA É UMA DAS ATRIBUIÇÕES DO BOM PEDIATRA...

Pediatras tentam saber o que os bebês sentem

Cintia Végas

As tendências, desafios, oportunidades e obrigações dos pediatras, assim como dos profissionais de saúde que lidam com o público infantil, estarão sendo discutidas, até o próximo sábado, na Sociedade Paranaense de Pediatria, em Curitiba, durante o 31.º Encontro Paranaense de Pediatria, que começou ontem. Um dos principais desafios dos profissionais de pediatria é interpretar o que as crianças pequenas, que normalmente ainda não sabem se expressar direito verbalmente, estão sentindo.

O pediatra, ao longo de sua carreira, deve desenvolver a capacidade de interpretar o choro, as expressões faciais e corporais dos bebês. "Para ser pediatra, a pessoa deve realmente gostar de trabalhar com crianças", afirma a presidente da entidade e coordenadora do evento, Eliane Maluf. "Para quem realmente tem afinidade com a área, a dificuldade de comunicação com as crianças pequenas não se torna uma barreira. Entretanto, para quem não está preparado, a comunicação se torna um obstáculo que impede o bom desempenho profissional."

Com as crianças maiores, a relação deve ser de amizade e confiança. Segundo Eliane, muitos pequeno pacientes temem ir ao médico, associando o consultório ou a própria figura do pediatra a injeções, remédios e exames desconfortáveis. Então, choram, esperneiam e pedem para ir embora. "Se o pediatra conseguir manter uma boa relação com as crianças maiores, que já sabem falar, vai conseguir saber delas próprias o que está doendo ou incomodando", explica a médica. Isto facilita o diagnóstico."

Para que as crianças não se sintam em ambiente estranho, muitos médicos deixam de usar roupas brancas, enfeitam o consultório com quadros, figurinhas e brinquedos. "Tornar o ambiente agradável evita que as crianças se sintam ameaçadas", garante Eliane. "Em um lugar cheio de brinquedos, elas se sentem mais à vontade e familiarizadas. As angústias e temores acabam sendo esquecidos."

A relação positiva com os pais não deve ser deixada de lado. Muitas vezes, principalmente quando a criança é tímida ou ainda não sabe falar, são eles que entram no consultório para apresentar uma queixa ou expor o problema do filhos. De acordo com Eliane, o pediatra deve trabalhar em parceria com os responsáveis pelas crianças, também sabendo entender suas ansiedades, preocupações e inexperiências. "O médico pediatra precisa orientar os pais para que eles ajudem na recuperação do filho, tomando os cuidados adequados e dando a atenção necessária à criança doente. Com o tempo, o bom profissional aprende a identificar os sentimentos dos pais, criando também uma relação de confiança com eles. O pediatra, na verdade, é um médico da família".



 Escrito por Pedro Carrancho às 21h40
[] [envie esta mensagem] []




COMO ESTÁ A NOSSA PEDIATRIA....

 

 

 

DO EDITOR MÉDICO

O EXERCÍCIO DA PEDIATRIA

E A ESTATIZAÇÃO DA MEDICINA

Não há como negar; a Medicina brasileira sofreu profundas

modificações nas duas últimas décadas, a ponto de ¡á se afirmar

que o médico, hoje em dia, é um

operário da saúde.

O médico,

afirmam, está perdendo (se é que ¡á não perdeu) a posição privilegiada

que ocupava na sociedade, posição essa decorrente do

seu natural campo de ação, o ser humano. A dignidade do médico

resultava de sua especial relação com as pessoas, assenhoreando-

se de segredos de seu cliente e de sua família. Dotado

de conhecimentos sobre a vida e a morte, o médico poderia

assumir (como muitas vezes assumiu) uma postura verdadeiramente

divina.

E como foi possível chegar o médico ao "operariado"?

Muitos fatores poderiam ser lembrados, mas três são, a meu

ver, os principais, e obviamente ínter-relacionados e por isso

um não prevalece sobre os outros dois: a ordem de citação não

é a ordem de importância. Em primeiro lugar, o "boom" das

Escolas e Faculdades de Medicina ocorrido sobretudo na década

de 60 (de 1960 a 1969 foram criadas no Brasil 37 novas Escolas,

praticamente uma Escola a cada 3 meses e meio), do que resultou

um súbito aumento do número de profissionais a partir do

final do citado período, sem nenhum preparo para o adequado

aproveitamento de todos eles. Resultado: um contingente significativo

de jovens médicos acorreu para o Sudeste do País (mais

especificamente o eixo Rio/São Paulo) em busca de ensino (sob

a forma de Residência) e emprego, saturando o mercado de trabalho

por aqui e permitindo que outras áreas do País continuassem

carentes de médicos. Em segundo lugar, a estatização da

prestação de serviços médicos através da Previdência Social

(mais recentemente o Inamps) que, se por um lado permitiu a

extensão da assistência médica a contingentes da população

até então abandonados, por outro lado

e por isso mesmo,

isto é, atendimento de massa

determinou a despersonificação

Uma das conseqüências de tudo isso foi o médico perder

uma de suas trincheiras, talvez a que mais definisse sua posição

anterior: o consultório particular. Afirma-se que, doravante, o

médico será não mais do que um empregado, obrigado a ter

vários patrões, e que a clínica particular é coisa do passado, o

que é uma verdade em termos. De fato, a estratificação da atual

sociedade brasileira permite prever a sobrevivência do consultório

particular na prática médica por muitos anos, porém reservado

a um número muito pequeno de profissionais.

É exatamente aqui o ponto de entrada neste comentário do

pediatra, esse médico geral de crianças. A estatização da medicina

é algo intrínsecamente bom, embora, no Brasil, esteja longe

de dar o melhor de si. Contudo, o ideal seria que o médico conservasse,

também, sua

atividade particular. Pois bem, defendo a

idéia do pediatra poder, muito mais facilmente do que qualquer

outro médico, associar atividade em clínica particular à atividade

estatizada, desde que

terrível ressalva!

ele tenha sido

São Paulo, março de 1980

EDUARDO MARCONDES

Editor médico

exposto, em sua graduação e/ou em seu programa de Residência,

a um mínimo de treinamento em Pediatria Preventiva e

Puericultura. Se isso ocorrer, o pediatra seguramente poderá

investir parte do seu tempo em clínica particular: se ele teve

instrução adequada em sua formação e se ele tiver um pouco

de paciência, certamente construirá sua clínica particular, usufruindo

não só os ¡ustos honorários (palavra que parece estar

sendo banida do dicionário da prática médica) mas também, e

talvez sobretudo, a gratificação emocional de se sentir um

médico amado. Tudo isso por uma característica muito especial

da Pediatria: a supervisão de saúde de uma criança é realmente

de baixo custo e centenas de milhares de famílias brasileiras

ainda têm condições mesmo com sacrifício (e qual o filho que

não merece esse sacrifício?), de servir-se de pediatra particular

no atendimento de suas crianças, disso tenho plena convicção.

Como Professor de Pediatria, tenho orgulho da doutrina do

Instituto da Criança e dos esforços que estão sendo feitos para

oferecer a estudantes e residentes um bom treinamento em

Puericultura. Muitos dos que terminam a Residência têm tentado

a clínica particular como atividade profissional e todos têm

conseguido, mesmo em São Paulo. Duas razões para o sucesso:

o bom atendimento prestado em função do que aprenderam e as

características da Pediatria como referido acima.

Costumo contar aos alunos e residentes o seguinte: 3 a 5

consultas anuais bastam para a supervisão de uma criança

sadia, que é a parte mais significativa da clientela do pediatra

em seu consultório particular. E como ¡á disse, muitas e muitas

famílias podem pagar por isso. Pois bem, no momento em que

uma criança se torna cliente particular de um pediatra, sua mãe

recebe um carne que lhe dá direito a 10.000 telefonemas e

10.000 perguntinhas sem marcar consulta, e por aí vai o pediatra

consolidando sua clientela particular.

do médico perante o cliente. É uma triste realidade, mas as

pessoas ignoram o nome dos médicos que as atendem: e, o que

é pior, os médicos não têm o menor interesse em dizer seus

nomes. Em terceiro lugar, esse terrível subproduto da tecnologia

médica, a desenfreada especialização, a perda da visão do ser

humano como tal, o retalhamento da pessoa, a responsabilidade

setorizada, situação essa cada vez mais preeminente, tal o privilégio

das especializações nos currículos de graduação das

Escolas de Medicina do País.

 



 Escrito por Pedro Carrancho às 21h32
[] [envie esta mensagem] []




ALCOOLEMIA-TRANSITO-INFRATOR-DIREITOS

O INFRATOR -DIREITOS-ALCOOLEMIA

A relevância da embriaguez na produção de acidentes de trânsito é fato notório em todas as partes do mundo. Nos Estados Unidos – 1991: 19.900 pessoas morreram em acidentes de trânsito ligados ao álcool; 318.000 pessoas ficaram feridas em acidentes automobilísticos relacionados ao álcool. Custo: US$ 46,1 bilhões em 1990, sendo US$ 5,1 bilhões envolvendo despesas médicas. Desde a década de 1970, nos EUA, os índices de acidentes vêm sofrendo significativa redução. Em 1991, o número de acidentes foi 20% menor do que em 1982. A redução foi maior entre os jovens de 16 a 20 anos. Os números são mais expressivos se considerado o aumento de veículos e de milhas rodadas anualmente (40% de acréscimo entre aqueles anos). Na Nova Zelândia – 1987: 3% das mortes de crianças até 14 anos; 20,1% das mortes de adultos (entre 25 e 34 anos). No Canadá – 1990: 50% do número de motoristas mortos em acidentes de trânsito apresentavam dosagem excessiva de álcool (27,3% acima de 1,5 g/l). Na Noruega – 1989 a 1990: dentre 50% dos mortos em acidentes de trânsito, 28,3% denotavam consumo de álcool, sendo 27% acima do limite permitido (0,5 g/l). No Chile – 1991: 50% dos acidentes de trânsito tiveram motoristas alcoolizados como protagonistas. No Brasil, antes da entrada em vigor do Código de Trânsito, em 1997, estávamos perdendo cerca de 40 mil vidas por ano e ferindo 450 mil. Vigente a Lei n. 9.503/97, baixamos esse índice, hoje outra vez em ascensão por causa da ausência de fiscalização eficiente.

Nosso Direito Constitucional consagra o princípio segundo o qual ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo. Art. 5.º, II, da Constituição Federal. Essa regra também decorre implicitamente dos princípios da presunção de inocência, segundo os quais ninguém pode ser considerado culpado antes de a sentença condenatória penal transitar em julgado (art. 5.º, LVII, da CF), e do direito do réu ao silêncio (art. 5.º, LXIII, da CF), seguindo a Convenção Americana de Direitos Humanos (1969), o Pacto de São José da Costa Rica e a Convenção Americana dos Direitos e Deveres do Homem (1948). Em face disso, não pode a lei infraconstitucional impor a obrigação da sujeição do motorista suspeito ao exame de "bafômetro" (etilômetro), sob pena de configurar-se presunção contra ele. Negando-se, não responde por crime de desobediência. Embora a regra mencionada refira-se mais ao direito ao silêncio do preso, Art. 5.º, LXIII, da CF, ela é aplicável a qualquer pessoa, detida ou não. O preceito significa que, na verdade, em nosso Direito, não se pode compelir o indivíduo a produzir prova contra si mesmo (nemo tenetur se detegere).

Segundo Damásio E. de Jesus, advogado em São Paulo, autor de diversas obras, presidente do Complexo Jurídico Damásio de Jesus, sob o ponto de vista penal, considera intransponível, no atual estágio de desenvolvimento das garantias constitucionais, a superação do direito ao silêncio, reconhecido no art. 5.º, LXIII, da Constituição Federal, com o intuito de obrigar o condutor a colaborar na produção de prova contra si mesmo. De fato, é prova reconhecidamente inadmissível a coleta de sangue do condutor contra a sua vontade ou a submissão forçada ao conhecido teste do "bafômetro" (etilômetro). Essa limitação é imposta pela necessidade de tutela a direitos fundamentais, como esclarece Antonio Magalhães Gomes Filho: "No Brasil, o direito ao silêncio do acusado, que já era mencionado pelo art. 186 do Código de Processo Penal, embora com a sugestiva admoestação de que poderia ser interpretado em prejuízo da própria defesa, foi elevado à condição de garantia constitucional pelo art. 5.º, LXIII, da Carta de 1988, que determina: ‘o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado (...)’; e a Convenção Americana sobre Direitos Humanos também assegura ‘a toda pessoa acusada de delito (...) o direito de não ser obrigada a depor contra si mesma, nem a declarar-se culpada (...)’ (art. 8.º, g). (...) De qualquer modo – e isso é o que interessa ao presente estudo – o direito à não auto-incriminação constitui uma barreira intransponível ao direito à prova de acusação; sua denegação, sob qualquer disfarce, representará um indesejável retorno às formas mais abomináveis da repressão, comprometendo o caráter ético-político do processo e a própria correção no exercício da função jurisdicional".

Com essa atitude, não se desprotege a ordem social. Na área criminal, mantido o delito de embriaguez ao volante, Art. 306 do CTB, o fato pode ser provado mesmo na ausência do exame do "bafômetro", de acordo com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça: "Havendo outros elementos probatórios, de regra, lícitos, legítimos e adequados para demonstrar a verdade judicialmente válida dos fatos, não há razão para desconsiderá-los sob o pretexto de que o art. 158 do CPP admite, para fins de comprovação da conduta delitiva, apenas e tão-somente, o respectivo exame pericial".

Essa rápida visão da doutrina constitucional e processual penal brasileira demonstra claramente os percalços os quais surgiriam em função de eventual constrangimento imposto ao condutor para que produzisse prova contra si mesmo. Idêntica conclusão poderíamos extrair de eventual ilícito administrativo criado para punir a recusa a tal colaboração do condutor. Ora, se o direito à não-auto-incriminação adquiriu um statusconstitucional, é evidente que nenhuma outra regra, muito menos de cunho administrativo, pode servir de instrumento de persuasão para que o indivíduo viole as suas próprias convicções e, especialmente, os seus direitos fundamentais. Se assim ocorre no campo administrativo, igualmente sucederá no Direito Penal, porquanto inadmissível a configuração de crime de desobediência, Art. 330 do Código Penal, em razão de o condutor negar a sua colaboração para a realização dos testes de embriaguez.

Uma incursão na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, quanto à aplicação do direito à não-auto-incriminação, revela de igual forma a aversão aos meios de prova os quais violem tal garantia, destacando, especialmente na primeira ementa, a impossibilidade de que o Poder Público imponha medidas contra quem exerce tal prerrogativa. Vejamos:

"Ementa: Comissão Parlamentar de Inquérito – privilégio contra a auto-incriminação – direito que assiste a qualquer indiciado ou testemunha – impossibilidade de o poder público impor medidas restritivas a quem exerce, regularmente, essa prerrogativa – pedido de habeas corpusdeferido. O privilégio contra a auto-incriminação – que é plenamente invocável perante as Comissões Parlamentares de Inquérito – traduz direito público subjetivo assegurado a qualquer pessoa, que, na condição de testemunha, de indiciado ou de réu, deva prestar depoimento perante órgãos do Poder Legislativo, do Poder Executivo ou do Poder Judiciário. O exercício do direito de permanecer em silêncio não autoriza os órgãos estatais a dispensarem qualquer tratamento que implique restrição à esfera jurídica daquele que regularmente invocou essa prerrogativa fundamental. Precedentes. O direito ao silêncio – enquanto poder jurídico reconhecido a qualquer pessoa relativamente a perguntas cujas respostas possam incriminá-la (nemo tenetur se detegere) – impede, quando concretamente exercido, que quem o invocou venha, por essa específica razão, a ser preso, ou ameaçado de prisão, pelos agentes ou pelas autoridades do Estado. Ninguém pode ser tratado como culpado, qualquer que seja a natureza do ilícito penal cuja prática lhe tenha sido atribuída, sem que exista, a esse respeito, decisão judicial condenatória transitada em julgado. O princípio constitucional da não-culpabilidade, em nosso sistema jurídico, consagra uma regra de tratamento que impede o Poder Público de agir e de se comportar, em relação ao suspeito, ao indiciado, ao denunciado ou ao réu, como se estes já houvessem sido condenados definitivamente por sentença do Poder Judiciário.
Pois bem. Ainda que o condutor exerça o direito à não-auto-incriminação, é possível, diante dos indícios configuradores de crime de trânsito (art. 306 do CTB), encaminhá-lo à autoridade de polícia judiciária a qual, de imediato, expedirá a requisição para o exame clínico. Em razão da pesquisa do médico oficial, será possível aferir se o condutor dirigia, de forma anormal, sob o efeito de álcool ou substância análoga, o que se mostrará suficiente para a configuração do art. 306 do CTB, haja vista ser desnecessário estabelecer, para efeitos penais, a dosagem de concentração do álcool no organismo do condutor. Como ensina a doutrina, basta a prova da ingestão dessas substâncias e a influência por elas exercidas na forma de condução do veículo automotor em via pública. Constatando-se o comportamento anormal à direção – ziguezagues, velocidade incompatível com a segurança etc. – já será possível a imposição de sanções penais (art. 306). Ressalto que, no exame clínico, serão observados: hálito, motricidade (marcha, escrita, elocução), psiquismo e funções vitais, entre outras pesquisas médicas, cuja realização, em vários casos, independerá da colaboração do condutor do veículo automotor.

É bem verdade que dificuldades práticas envolvem o exame clínico, sendo elas as responsáveis pelo baixo estímulo demonstrado pelas autoridades policiais e seus agentes na sua realização. Conforme constatamos no Curso de Aperfeiçoamento aos Policiais Rodoviários Federais, realizado no Complexo Jurídico Damásio de Jesus (São Paulo, 2002), o deslocamento da guarnição policial até as Delegacias de Polícia e ao Instituto Médico Legal enseja um longo tempo para o encerramento da ocorrência e, especialmente nas rodovias federais, na ausência de vigilância por período prolongado. Esses fatos, porém, não podem servir de desculpa e, principalmente, de inércia para o Poder Público. Bastaria o deslocamento de médicos legistas aos locais de fiscalização para a realização imediata dos exames, conduzindo-se os condutores aos Distritos Policiais para a lavratura do auto de flagrante no caso de resultados positivos no exame clínico. Nas cidades, a solução também pode ser a mesma ou, em virtude de menores distâncias e do maior contingente de policiais militares, a imediata requisição de exame nos Distritos Policiais. Basta, a nosso ver, qualificar os agentes da autoridade policial e estimulá-los a realizar os procedimentos necessários, sempre à luz das garantias e de direitos fundamentais.

Concluímos diante do exposto que o exame clínico é a melhor maneira de se conduzir ocorrências que envolvam condutores sob influência de álcool, evitando que os direitos dos cidadãos sejam feridos, resultando em não punição do condutor no final do processo, o que ocasionará mais uma vez descrédito das leis de trânsito perante a sociedade. Segundo Damásio E. de Jesus, além da fiscalização necessária para reduzirmos as mortes e feridos decorrentes de acidentes de trânsito agravados por condutores sob influência de álcool, outras medidas preventivas deveriam ser adotadas como é em outros países, tais como: aumento de idade para o consumo de bebidas alcoólicas, aumento na incidência de impostos para comercialização (com elevação do preço final), restrição para funcionamento, locais e horários para estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas, emprego aleatório do "bafômetro" ou de instrumentos de medição do consumo, observadas as determinações legais, inspeção veicular (adotada em vários Países, como a Suécia, desde 1965), inspeção veicular obrigatória anual (que tem por objetivo a verificação das condições do veículo para trafegar), inspeção veicular obrigatória aleatória (a qual tem por objetivo a verificação das condições do veículo, do condutor e dos passageiros). Essa inspeção poderia, a exemplo do que ocorre na Suécia, ser normatizada em lei federal, mas executada por órgãos estaduais, incluindo representantes da Secretaria Estadual da Saúde, representantes da Secretaria Estadual da Segurança Pública, representantes de Municípios, representantes da Polícia Civil, representantes da Polícia Militar, representantes do Corpo de Bombeiros, representantes das empresas de seguros, representantes de associações de motoristas profissionais (liberais), representantes de associações de empresas de transporte, representantes de empresas concessionárias de rodovias estaduais e federais. A composição cumpriria ser de 60% dos membros ligados a órgãos públicos; 40% dos membros ligados à iniciativa privada, deferindo-se a execução à Polícia Militar Rodoviária (Estadual ou Federal). Aos Municípios deveria ser delegada a fiscalização dos limites urbanos (art. 23, III, do CTB, que atribui às Polícias a tarefa fiscalizadora). O "Colégio" seria o órgão competente para processar eventuais recursos, sugerir alterações na legislação nacional de trânsito, desenvolver campanhas de prevenção, celebrar convênios (com os Municípios) para a delegação de atividades de fiscalização, fixar programa de atividades fiscalizatórias: locais, horários, freqüências.

Referência Bibliográfica
Jesus, Damásio. Limites à prova da embriaguez ao volante: a questão da obrigatoriedade do teste do bafômetro. Abril, 2004.


Marcus Vinicius B. Bueloni
Diretor da ABPTRAN. – Associação Brasileira de Profissionais do Trânsito. Especialista em Gestão e Normatização de Trânsito pelo
CEAT



 Escrito por Pedro Carrancho às 10h46
[] [envie esta mensagem] []




MEMÓRIA

 Saúde

4 passos para turbinar sua memória
É tudo tão simples que mal dá para acreditar, aproveite!
Sofrer com brancos na hora de fazer uma prova ou realizar uma apresentação em público. Esquecer compromissos, datas importantes, nomes e fisionomias. Com o estresse e o excesso de informações a que somos expostos no dia-a-dia, os lapsos de memória são cada vez mais freqüentes e, acredite, eles não têm nada a ver com a idade.(lentidão de aprendizagem pode ser dislexia, identifique)

Já existem pesquisas apontando que a memória não se degenera com o passar dos anos. Um jovem de 25 anos tem apenas 3% a mais de células cerebrais que uma pessoa de 70 anos. Os neurologistas sabem que outros fatores têm muito mais influência sobre a deterioração da memória, quando em comparação à idade avançada. São eles:
  • Estresse: que produz cortisol e noradrenalina, hormônios inimigos da memória. 
  • Traumas psicológicos e recalques: casos em que se esquece o que é insuportável lembrar. 
  • Ansiedade e depressão. 
  • Cansaço. 
  • Drogas e medicamentos.
No combate aos efeitos, causados por eles, os especialistas contam com um esquadrão poderoso. A receita inclui desde uma alimentação caprichada (encontre uma dieta saudável que vai ajudar você a manter o peso) até exercícios e -- comemore! -- passatempos de jornal. Veja abaixo e tire proveito dessas descobertas!
1. Alimentos para a memória(saiba mais sobre os orgânicos)
Para garantir que os neurotransmissores serão eficazes na transmissão de informações entre células nervosas, invista em alimentos antioxidantes. A quantidade a ser ingerida dever ser recomenda pelo seu médico.
Vitamina B12
Frutos do mar, algas, peixe, laticínios, grãos germinados, levedo, alface.

Vitamina B15
Amêndoa do damasco, arroz, grãos germinados, levedo.

Vitamina C
Hortaliças e frutas: limão, laranja e cenoura; pimenta vermelha seca
(saiba mais sobre o efeito ardido e use-o a favor da dieta).

Vitamina E
Óleo de gérmen de trigo, grãos germinados, abacate, gema de ovo.

Colina
Gema de ovo
(ovo faz bem, veja os motivos), espinafre cru, soja germinada, levedo, nozes.

Selênio
Levedo, ovo, alho e cebola.

Zinco
Frutos do mar, peixe, laticínios, gérmen de trigo, levedo, maxixe.
2. Exercícios físicos e meditação
Exercícios físicos para melhorar a capacidade respiratória e, por sua vez, o fluxo sangüíneo no cérebro e sua oxigenação, os exercícios físicos regulares são amplamente recomendados. (faça em casa suas aulas favoritas)
Meditação aliada à respiração profunda, melhora a memória, a percepção, a concentração, a agilidade motora e reduz o estresse. Para meditar, basta reservar poucos minutos do dia, escolher um local tranqüilo e uma posição mais confortável. Preste atenção em sua respiração e não dê corda aos pensamentos que vão surgir. Tente deixar a mente em branco. (escolha a melhor técnica e comece a meditar)
3. Jogos mentais
Quem diria. Jogos como palavras cruzadas, Su Doku, xadrez, puzzles, leituras diversificadas e outros exercícios que estimulem a atividade mental são essenciais para combater a falta de memória.
4. Terapia
Fatos traumáticos que estão esquecidos em um canto do inconsciente continuam a gerar sofrimento, isso porque eles se manifestam em outras circunstâncias aparentemente sem importância. O pai da psicanálise, Sigmund Freud, dizia que tudo aquilo sobre o qual não podemos falar torna-se um sintoma. Sofrimento recalcado é como uma ferida com pus. Vai latejar até você drená-la. Terapia é uma alternativa eficiente para esses casos. (veja aqui se você está pronto para enfrentar seus fantasmas)
texto6Ds


 Escrito por Pedro Carrancho às 10h36
[] [envie esta mensagem] []




ALCOOLEMIA...

Nova lei limita consumo de álcool ao volante para meio copo de chope
Bafômetro passa a ser obrigatório e os infratores pagam multa, além de ter a carta suspensa
Beber e dirigir é uma combinação perigosa. Mas parece que o número de acidentes nas rodovias e estradas não estava sendo suficiente para convencer os motoristas a abandonarem o volante depois de umas doses de álcool. Sendo assim, o presidente resolveu apelar para a caneta: com a chamada Lei 13, a punição para os condutores bêbados fica muito mais rigorosa.
 
 
 
 
De 6 decigramas de álcool por litro de sangue, a tolerância baixou para 2 (o equivalente a meio copo de chope ou dois bombons de licor, por exemplo). Mesmo pequenas doses de álcool trazem alterações de comportamento, principalmente se você bebe de estômago vazio , explica a psiquiatra especializada em dependência química, Vânia Maria Baggio Foloni, do Hospital Bandeirantes.
Quem for pego embriagado no volante leva multa de R$ 955, além de ter a carta de habilitação suspensa por um ano. A nova lei também obriga o motorista a fazer o teste do bafômetro, que antes era opcional. Caso se recuse, ele estará sujeito às mesmas punições doa condutores que dirigem alcoolizados.

E, no que depender do Ministério da Saúde, a rigidez só tende a aumentar. A idéia é regulamentar um dispositivo que proíba totalmente o consumo de álcool pelo motorista. Dependendo do peso e de outras características, a pessoa tem maior ou menor
sensibilidade ao álcool , afirma o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração. Por isso que, para maior segurança, a lei passa a ser tão rigorosa.

A seguir, os dois especialistas falam das mudanças que a bebida causam no nosso organismo e alertam para a importância de evitar, a todo custo, encarar o volante após ingerir qualquer dose mesmo mínima! de álcool.

Existem mesmo pessoas mais fracas para a bebida?
Os termos "fracas" e "fortes" referem-se a pessoas que ingerem álcool menos e mais freqüentemente. Essa freqüência vai determinar a tolerância à bebida: quem bebe sempre vai precisar de doses cada vez maiores para alcançar o prazer. Já pessoas que não têm o hábito de beber e as que ingerem álcool com estômago vazio podem apresentar alterações em seu comportamento, mesmo com uma dose apenas, de qualquer tipo de bebida alcoólica.

Como varia o efeito da bebida em uma pessoa de estômago vazio em relação a outra que acabou de comer?
Em média 45 gramas de etanol (120 ml de aguardente) com estômago vazio fazem o sangue ter concentração de 0,6 a 1,0 grama de álcool por litro. Após refeição, a concentração é de 0,3 a 0,5 grama por litro. Os mesmos 45 gramas de etanol, sob a forma de cerveja (1,2 litros da bebida), resultam em 0,4 a 0,5 gramas de etanol por litro de sangue, com estômago vazio e 0,2 a 0,3 gramas por litro, após uma refeição mista.
Os 2 decigramas de álcool que passam a ser permitidos pela nova legislação são suficientes para alguém agir de maneira alterada?
Dependendo do organismo, o álcool pode provocar mudanças, mesmo em doses consideradas baixas: os reflexos motores e a capacidade de raciocínio ficam mais lentas. Então, a lei tem caráter preventivo, dados os altos índices de acidentes ocorridos sob o efeito do álcool.

O que embebeda mais: destilados ou fermentados? Por quê?
O Os uísques e as aguardentes em geral, incluindo a nossa cachaça, têm um teor alcoólico entre 40% e 50%. O
vinho tem por volta de 12%. As cervejas ficam entre 4% e 6% de álcool. Quem bebe um litro de cerveja, ingere aproximadamente a mesma quantidade de álcool de quem bebe uma dose de bebida destilada. O que também corresponde a cerca de dois copos de tamanho médio de vinho.

É verdade que a bebida tira a fome?
O álcool, em geral, é uma fonte energética. Por exemplo, uma garrafa pequena de cerveja tem de 70 a 125 calorias. Um copo de vinho tem cerca de 85 calorias. Justamente por ser uma fonte de energia, o álcool em excesso pode tomar o lugar dos alimentos nutritivos e interferir com o metabolismo de alguns
nutrientes. Quem bebe sempre, e muito, acaba perdendo a fome. O excesso de álcool também aumenta os riscos de câncer, principalmente da boca, faringe, laringe e esôfago.

Como o álcool afeta nossos reflexos motores?
O etanol afeta o sistema nervoso central, que fica inibido. Há diminuição da sensibilidade para outros estímulos, levando ao relaxamento e à sedação e afetando áreas do cérebro responsáveis pelo movimento, memória, julgamento e respiração. Portanto o indivíduo reagirá de maneira mais lenta do que sem a bebida alcoólica, podendo ocasionar um acidente.

Por que quem bebe cheira mal?
Para metabolizar o álcool, o organismo produz acetaldeído, substância nociva para o organismo, mesmo em pequenas quantidades. O organismo procura livrar-se do álcool, destruindo suas moléculas e, com isso, expele pequenas quantidades na urina, suor, hálito. 

O
IMC do paciente pode interferir nos efeitos da quantidade de álcool presente no organismo?
O álcool não se dissolve em gordura, e sim na água do corpo. O tecido muscular tem água, então em homens com maior quantidade de músculos e com mais água do que gordura diluem o álcool mais facilmente, em comparação às mulheres.

O que interfere na velocidade com que o álcool é absorvido pelo organismo?
São, basicamente, três fatores: a concentração de álcool em uma bebida (quanto maior a concentração, mais rápida a absorção); o tipo de bebida (bebidas gaseificadas tendem a ter absorção de álcool mais rápida); o horário da sua última refeição (a comida deixa a absorção do álcool mais lenta). A concentração de álcool no sangue (CAS) pode se elevar significantemente dentro de 20 minutos depois de ingerida a bebida.

É possível comparar, em teor alcoólico, vinho, uísque, vodca e cachaça?
São equivalentes: uma lata de cerveja; uma taça de vinho; 50 mL de uísque e 50mL de cachaça.

Etanol no sangue

Etanol no sangue (gramas/litro): 0,1 a 0,5
Estágio: Sobriedade
Sintomas: Nenhuma influência aparente

Etanol no sangue (gramas/litro): 0,3 a 1,2
Estágio: Euforia
Sintomas: Perda de eficiência, diminuição da atenção, julgamento e controle

Etanol no sangue (gramas/litro): 0,9 a 2,5
Estágio: Excitação
Sintomas: Instabilidade das emoções, incoordenação muscular. Menor inibição. Perda do julgamento crítico

Etanol no sangue (gramas/litro): 1,8 a 3,0
Estágio: Confusão
Sintomas: Vertigens, desequilíbrio, dificuldade na fala e distúrbios da sensação.

Etanol no sangue (gramas/litro): 2,7 a 4,0
Estágio: Estupor
Sintomas: Apatia e inércia geral. Vômitos, incontinência urinária e fezes.

Etanol no sangue (gramas/litro): 3,5 a 5,0
Estágio: Coma
Sintomas: Inconsciência, anestesia. Morte

Etanol no sangue (gramas/litro): Acima de 4,5
Estágio: Morte
Sintomas: Parada respiratória



 Escrito por Pedro Carrancho às 10h24
[] [envie esta mensagem] []




 
 

CALCULADORAS PEDIATRICAS

http://www.pediatriconcall.com/fordoctor/pedcalc/calcmain.aspx

Classificação:

CÁLCULOS PEDIÁTRICOS DIVERSOS



Categoria: Link
 Escrito por Pedro Carrancho às 20h28
[] [envie esta mensagem] []




Consultório Pediátrico-Dr. Pedro Carrancho

 
 
 Meus links indicados:
 
 
 PCS HOME PAGE-A PÁGINA DO PEDIATRA
 BLOG DE PEDRO CARRANCHO
 CONSULTÓRIO MÉDICO VIRTUAL DE PEDRO CARRANCHO
 
 
 
 
 
 
 
 Página Pediátrica-Dr. Pedro Carrancho
 Tópicos e Dicas -Testes de Autoavaliação-Artigos Diversos
Sou pediatra,formado em 1971,pela FMUFES,com residência médica em pediatria no Hospital dos Servidores do Estado-RJ,serviço do Prof. Dr.Luis Torres Barbosa.Consultório:R.Mesquita Neto,29 - B. República-Vitoria-ES-29070-140,Tels:27-32270459/33279974(fax).
E-mail: pedrocarrancho@hotmail.com
Blog: http://pedro.carrancho.zip.net/casosclinicos
Homepage: http://members.tripod.com/~pevece/index.html
Enviar sua mensagem  
 
 
 

>



 Escrito por Pedro Carrancho às 20h00
[] [envie esta mensagem] []




 
 

PEDIATRIA,ESPECIALIDADE EM EXTINÇÃO

A pediatria, como especialidade médica, no Brasil, surgiu em 1899.Há 10 anos, de todos os médicos do país, 13,5% eram pediatras e na década de 80, 25% dos estudantes de medicina optavam por esta especialidade e hoje,apenas, 7%!!!
                O pediatra é considerado essencial aos sistemas de saúde."A pediatria não é uma área de atividade dentro da Medicina: ela é toda a Medicina"(Pedro de Alcantara).Mesmo assim, em virtude de uma série de fatores, não só no sistema público como no privado, há um crescente desinteresse,pelos médicos recém-formados, por esta especialidade.

                No setor público, absurda e catastroficamente, estão tentando substituir os pediatras pelos médicos generalistas do PSF(Programa de Saúde da Família), ao passo que,no setor privado(convênios,credenciamentos,cooperativas,etc.), a remuneração é péssima, o retorno financeiro é mínimo,30% dos atendimentos representam reconsultas não-remuneradas e, nos consultórios particulares, 40% do valor das consultas são para pagamentos de vários impostos e despesas diversas.
                Torna-se urgente e fundamental, no setor público, a integração dos pediatras às equipes do PSF,com remuneração,no mínimo,equiparada e,no setor privado, impõe-se,de imediato, uma modalidade diferenciada de remuneração para especialidade de pediatria, que, diferentemente de muitas outras, não tem valores agregados à consulta(equipamentos,exames,etc...), o que a torna desvalorizada, porém, a de menores custos para os convênios,credenciamentos,cooperativas,etc.
 
 
Pedro Carrancho
         



Categoria: ARTIGOS
 Escrito por Pedro Carrancho às 18h08
[] [envie esta mensagem] []




ESCOLHENDO O PEDIATRA....

Assim que descobrir que está grávida, comece a pesquisar e procurar por um médico pediatra, mas sem ansiedade.

Não é necessário esperar para o bebê nascer para ver quem vai ser o médico do seu filho, e depois com tantas tarefas, ficará dificil analisar qual médico seria melhor.

Comece perguntando entre seus amigos e familiares que médico que eles conhecem ou já ouviram recomendações.

O pediatra deve ser um profissional atualizado. Não deixe de perguntar se em caso de emergências ele atende também de madrugada.

É muito importante para os pais conhecerem o médico e confiar nele. Alguns pais preferem os médicos mais velhos, por sua experiência na prática. Outros preferem médicos jovens. Esses são apenas um dos pontos que contam na hora de decidir por um médico. Outros pontos são também se o médico é homem ou mulher. Alguns pais preferem homens, enquanto outros preferem mulheres. As razões podem ser as mais diversas. Também é difícil para alguns pais ouvir conselhos de médicos que não são casados e não têm filhos. Mas isso apesar de ser relativo, influencia na hora de escolher o médico. Se você não tem um médico fixo e consulta em um Hospital ou Posto de Saúde, procure informar-se quais são os médicos que ali fazem plantão.

Ao levar seu filho para as consultas, observe como o médico conversa com você e trata o seu filho. Nem todos os pediatras são adoráveis e brincalhões com as crianças como muitas mães e pais esperam. Não é raro ver pessoas muito decepcionadas com a consulta pediátrica pois, o médico apesar de ser bom na prática da medicina não consegue interagir com os pais esclarecendo dúvidas nem trazendo um conforto ou acalmando uma mãe que entrou no consultório achando que o filho tinha alguma doença grave. É fundamental para os pais poderem conversar e esclarecer qualquer tipo de dúvida com seu médico. E, pode parecer bobeira mas os pais em geral adoram que o médico elogie seus filhos, seja a beleza ou a saúde. Pergunte para qualquer pessoa se isso não é verdade!

Considere todos esses fatores na hora de escolher um médico para o seu filho, vai ser melhor para você e seu filho não vai ter medo de ir ao médico.

Fonte: www.meubebezinho.com.br

escolher um(a) pediatra

Escolher um pediatra pode ser um bicho de sete cabeças ou muito simples. Geralmente seguimos recomendações de outros pais, escolhemos dos que têm acordos com os nossos seguros de saúde ou ficamos com o que existir no centro de saúde da zona.

Eu sempre tive a ideia de ter como pediatra dos meus filhos aquele que já foi o meu pediatra. É super hiper recomendado (por muita gente a começar por mim), mas a verdade é que também já tem uns aninhos e é hiper ocupado. Ele é director de pediatria no hospital de santa maria, gere o centro brazelton, está envolvido com a humpar e etc etc. Para além disto tudo não tem convenção com os nossos seguros de saúde.

Como tal fizemos nova pesquisa e encontramos uma pediatra também altamente recomendada, de uma família de pediatras e que tem convenção com um dos nossos seguros.

A minha mãe sempre disse que deviamos marcar consulta com o pediatra ainda grávidos. Diz ela que quando esteve grávida leu os livrinhos todos e recomendavam que se fizesse isso.

Eu sempre tive ideia de o fazer, mas não sabia até que ponto isso seria ainda prática corrente. Também li muitos livrinhos e posso dizer que nem um abordava este assunto.

Quando pesquisamos pela pediatra fiquei muito contente ao descobrir que esta considerava a consulta pré-natal muito importante e faz disso prática comum. Era mais um ponto a favor.

Questões para colocar à pediatra:

Vai ver o bebé logo à maternidade?

Quando é a primeira consulta?

Também dá consultas em algum hospital público?

Podemos telefonar-lhe em qualquer altura se nos virmos numa situação de emergência? E para tirar dúvidas? Podemos contactar via email?

Vou querer amamentar em exclusivo até aos 6 meses, mas devo regressar ao trabalho aos 5 meses e meio e o bebé terá de entrar na creche antes disso. Acha que é possível?

Se não, qual é o mais tarde que aconselha começar a introduzir novos alimentos?

E se não conseguirmos amamentar? Que quantidade e que leite devemos dar ao bebé?

Vacinas e teste do pezinho... não sabemos nada.

O banho do bebé? De gato até cair o cordão ou pode ser logo de banheira? Quais os cuidados a ter com o umbigo?

Sobre os antecedentes familiares médicos, nomeadamente os rins poliquísticos do pai e a talassemia da mãe. Existe algum cuidado a ter logo de início?

Tem alguma recomendação para nós?

Há aqui uma série de perguntas que se calhar até já sabemos a resposta e muitas outras que eu sei que são matéria para mais tarde. Mesmo assim, não quero deixar de inclui-las todas aqui. Mais vale perguntar a mais que de menos e os pais devem aproveitar a entrevista com o pediatra para fazer todas as perguntas que tenham, mesmo as mais disparatadas.

Por isso, e porque sei que de certeza existem mais perguntas a fazer deixem as vossas sugestões de perguntas. A entrevista vai ser na quinta feira à tarde.

Fonte: um-dia-chega-a-oriana.blogspot.com



 Escrito por Pedro Carrancho às 23h36
[] [envie esta mensagem] []




ESCOLHENDO O PEDIATRA....CONTINUAÇÃO

Que pediatra escolher?

Dr. Leopoldo ou Dra. Mônica? O mais brincalhão ou o outro mais famoso? Assim como passam boa parte da gestação planejando como será o quartinho do bebê ou que roupinhas devem comprar, os pais também devem pensar com antecedência em procurar o profissional responsável por acompanhar o desenvolvimento e a saúde da criança. A escolha do pediatra exige a consideração de inúmeros fatores, de modo que a futura relação entre médico, criança e pais seja baseada em confiança e tranqüilidade.

Esta não é uma decisão que será tomada de um dia para o outro. Por se tratar de um cargo tão importante, é comum que os pais recorram a parentes, amigos e ao próprio obstetra em busca de indicações. De início, o próprio casal deve definir qual o tipo de profissional que buscam para cuidar de seu filho. Depois, o ideal é conversar com alguns pediatras, sem compromisso, até encontrar algum com quem tenham mais afinidade. É importante verificar não apenas se o médico é habilitado à função pela Sociedade Brasileira de Pediatria, mas também tentar conhecer um pouco sobre seus métodos de trabalho e suas linhas de pensamento. Não deixe passar nenhuma dúvida.

Uma das características mais apreciadas pelos pais é a disponibilidade. Nunca se sabe quando o bebê precisará de atendimento, então o ideal é saber onde encontrar o pediatra em qualquer dia da semana. Normalmente o médico fornece também o número do telefone celular ou de casa, para ser utilizado em situações de emergência. Procure saber se atende de madrugada e nos fins de semana e, caso contrário, se existe alguém para substituí-lo nestas ocasiões.

É fundamental que o pediatra esteja sempre atualizado, principalmente no que diz respeito ao seu campo de atuação. Se julgar necessário, dê preferência a profissionais ligados a instituições de ensino ou hospitais renomados. Avalie o aspecto e a higiene do consultório, se fica localizado a uma distância razoável de sua residência e se oferece outras facilidades (como estacionamento próximo, por exemplo). As consultas devem trazer tranqüilidade à família e não ser uma fonte de estresse.

Cada pediatra tem sua própria maneira de lidar com seus pacientes. Nem todo médico brinca com o nenê, mas alguns traços devem estar presentes em sua personalidade. Deve, por exemplo, demonstrar calma ao se deparar com reclamações do pequeno na hora de tomar algum remédio ou aplicar uma vacina. No primeiro ano de vida, as consultas geralmente ocorrem uma vez por mês. Assim, é necessário que o profissional disponha de tempo para conhecer melhor seu paciente e que não haja pressa para atender o próximo. Os pais podem colaborar para tornar a consulta mais dinâmica, anotando suas dúvidas para esclarecê-las no dia marcado. Além disso, a criança precisa de carinho e atenção e o médico deve mostrar sensibilidade para ganhar sua confiança.

Quanto mais conhece seu paciente, maiores são as chances do pediatra acertar nos diagnósticos. Quando necessário, deve solicitar exames e o que mais for preciso para se chegar à origem do problema. O estado emocional da criança também deve ser levado em consideração e o médico sensível consegue diferenciar uma doença orgânica de outra causada pela chegada de um irmãozinho, por exemplo.

O pediatra deve transmitir segurança aos pais. Quando não há confiança, os responsáveis acabam por não seguir as recomendações do médico e os resultados podem ser terríveis para o bebê. Nestes casos, o melhor a fazer é procurar outro profissional. A união de esforços entre o pediatra e os pais é essencial para que esta relação dure muitos anos e traga benefícios para a criança.

Fonte: www.gerber.com.br

Escolhendo um pediatra



 Escrito por Pedro Carrancho às 23h34
[] [envie esta mensagem] []




ESCOLHENDO O PEDIATRA DO SEU FILHO-CONTINUAÇÃO

A escolha do pediatra

A indicação de outros pais, a aparência do consultório médico, a disponibilidade de atendimento do médico, sua impressão sobre o médico. Tudo isso é importante na hora de escolher o pediatra.

Ele é seu parceiro no desenvolvimento saudável do bebê. Este é o motivo da importância de escolhê-lo bem. Procure vários pediatras até encontrar um de seu agrado.

Quando começar? Ainda durante a gravidez. Peça a indicação de uma amiga, veja a lista do seu plano de saúde. Sentir-se a vontade com a pessoa escolhida para ser o pediatra do seu filho é tão importante quanto encontrar o berço certo.

Começando a procurar

Nunca é tarde demais para mudar de pediatra

Quando definir uma pequena relação, marque uma consulta e vá acompanhada do pai do bebê.
Lembre-se de verificar a especialidade do pediatria e seu tempo de experiência. Estas informações podem ser obtidas facilmente. Prepare uma lista de perguntas:

Pergunte ao seu obstetra, aos seus pais ou aos amigos a opinião deles. Descubra o porquê deles gostarem ou não de certos médicos. Os motivos podem não ser os mesmos que os seus.

A entrevista

Durante a primeira consulta com o futuro pediatra, você poderá descobrir muito sobre ele. Ele deve ser uma pessoa com a qual você se sinta totalmente à vontade para discutir qualquer problema relacionado à criança e à família. Cada entrevista deve durar pelo menos 15 ou 20 minutos. Se o médico se recusar a recebê-la para a entrevista, risque-o da lista!

Impressões, aspectos da personalidade e instinto são fatores que podem influenciar na sua decisão. Alguns pontos importantes a observar são:

Preste atenção na aparência do consultório. É claro, limpo e alegre? É calmo e seguro?

Preste atenção nas pessoas que trabalham com o pediatra. Elas gostam de crianças?

Observe o interesse do pediatra por você e por suas expectativas em relação ao bebê.

Analise se o estilo e a personalidade do pediatra combinam com você.
Eis alguns pontos importantes que devem ser discutidos com o pediatra nesta entrevista inicial:

Sua disponibilidade (ou de seus ajudantes) em caso de emergências.

A conveniência dos dias e horários de atendimento.

A opinião do pediatra sobre suas opções de alimentação do bebê.

A opinião do pediatra sobre seus planos para cuidar do bebê.

Seu interesse ou suas especializações sobre saúde e desenvolvimento infantil.
Eis algumas perguntas específicas que você deve fazer:

Quais são os dias e horários de atendimento no consultório?

Se não for dia de consulta, onde posso encontrá-lo?

É fácil entrar em contato pelo telefone?

O que fazer em caso de emergência se não conseguir encontrá-lo?

Posso ligar quando tiver alguma pergunta que não exija consulta médica? Essas consultas "pelo telefone" serão cobradas?

Quanto tempo dura cada consulta? (Se a resposta for menos de 15 minutos, esqueça!)

Com que hospitais trabalha? Tem plano de saúde? Qual?

Qual a sua posição em relação à amamentação?

Quando devo levar o bebê para a primeira consulta? (Uma boa resposta seria durante a primeira semana, sobretudo se você tiver ficado pouco tempo no hospital.)

Como você poderá me ajudar a entender o desenvolvimento do meu filho?

Se a criança tiver problemas de comportamento e se não conseguirmos controlá-los, como você poderá nos ajudar?

Que conselhos daria para a mãe que trabalha fora?

Conhece bem alguma creche ou escolinha para bebês e crianças pequenas?

Nunca é tarde demais para mudar de pediatra

Se o hospital, onde será realizado o parto, ou seu obstetra já indicou um pediatra, nunca é tarde demais para verificar se ele é, de fato, a melhor opção. Marque uma entrevista. Verifique os pediatras associados ao seu plano de saúde e marque uma entrevista com alguns deles.

Se já tiver levado seu filho a um pediatra mas não tiver gostado dele, nunca é tarde demais para mudar. Procure aquele que satisfaça melhor suas expectativas. Peça indicações e procure informações sobre dias e horários de atendimento adequados.

Assim que tiver um bom relacionamento com o pediatra, você ficará menos apreensiva e mais confiante quanto ao nascimento do bebê.

Fonte: www.pampers.com.br

Escolhendo o pediatra



 Escrito por Pedro Carrancho às 23h32
[] [envie esta mensagem] []




ESCOLHENDO O PEDIATRA DO SEU FILHO....

Como escolher o pediatra

Dia 27 de julho, é o dia do pediatra, uma figura tão importante no desenvolvimento da criança que muitas mães confiam a ele a solução de quaisquer tipos de problemas, com ligações desesperadas na madrugada por conta de problemas muitas vezes simples ou presentes em datas comemorativas. Para fazer a escolha pelo médico ideal, é preciso procurar o profissional ainda durante a gestação.

O caminho mais seguido pela maioria das mães é pegar indicações com amigos e familiares. É importante selecionar alguns nomes e, em seguida, verificar se o profissional é habilitado pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

Agende uma entrevista com diferentes profissionais para conhecê-los e aproveite para tirar todas as suas dúvidas. Veja como é o estilo de trabalho do pediatra e tente também conversar com outros clientes.

Na conversa também será importante observar seu comportamento, se ele tem paciência de fato com as crianças e se trata bem seus clientes. A aparência do pediatra e de seu local de trabalho são itens que também devem pesar na escolha, afinal, o consultório deve ser um lugar limpo, agradável e arejado.

Os horários de trabalho também devem ser analisados. Muitos profissionais atendem a emergências e, para isto, fornecem os telefones celulares ou de suas residências. Algumas clínicas contam com celulares próprios e também realizam atendimento aos sábados e domingos para que os pais corram diretamente para os consultórios.

Depois de escolhido o médico, os pais devem acompanhar os filhos em todas as consultas. Durante o primeiro ano de vida, as visitas ao pediatra deverão ser mensais, para que o profissional avalie o crescimento e desenvolvimento da criança. Quando o filho já for adolescente, ele não precisa necessariamente de acompanhamento, mas o pediatra deve ter assistentes que auxiliem no atendimento. Também é importante conversar sempre antes e depois das consultas.

Fonte: www.afamiliacresceu.com.br

Como escolher o pediatra?

Um dos principais fatores necessários para a escolha do obstetra é a disponibilidade do profissional para acompanhar o trabalho de parto e o período pós-parto, que pode durar até 40 dias após o nascimento do bebê. O profissional deve ser de fácil acesso e fornecer bip, celular e demais meios de contato para que a paciente possa localizá-lo a qualquer hora.

Uma boa opção para a escolha do obstetra é ouvir a indicação de parentes e amigos e até do próprio ginecologista, que são, na opinião do dr. Abner Augusto Lobão Neto, obstetra, coordenador do pré-natal especializado da Unifesp e chefe do pronto-socorro de obstetrícia, uma ótima opção. Segundo o médico, a paciente deve procurar um obstetra com quem tenha empatia e que, logo na primeira consulta, entenda as preocupações e necessidades da gestante.

Além disso, é necessário conhecer um pouco mais sobre a formação do profissional, verificar se é formado em uma faculdade de primeira linha e se fez residência médica num hospital universitário. A especialização (mestrado ou doutorado) também deve ser levada em conta? O obstetra deve ter um espírito de atualização permanente, além de estar disposto a escutar todas as angústias da paciente e, por mais simples que sejam, as dúvidas nunca são idiotas?, afirmou, acrescentando que o atendimento deve ser feito de uma forma global, holística.

Uma dica para conhecer melhor a formação do profissional é começar a conversa, na primeira consulta, falando um pouco da própria ocupação profissional, para então perguntar algo com relação a formação do médico. A maioria dos médicos não se incomoda em falar sobre a sua carreira, por isso a irritação pode ser um sinal de má formação.

Fonte: www.bebe2000.com.br



 Escrito por Pedro Carrancho às 23h28
[] [envie esta mensagem] []




ESCOLHENDO O PEDIATRA DO SEU FILHO....

Uni-duni-tê, o pediatra é...
Atenção ao escolher o médico responsável pela saúde do seu filho
Confiar a saúde de seu filho a alguém é assunto sério. Ao eleger o pediatra do seu bebê, você estará colocando nas mãos dele a responsabilidade de fazer com que tudo corra da melhor maneira possível ao longo do desenvolvimento do pequeno. É uma relação íntima, em que você deve se sentir segura com as orientações dele e à vontade para se abrir em qualquer ocasião e até ligar de madrugada, se preciso.

O ideal é que o mesmo médico acompanhe a criança do nascimento à adolescência. Assim, ele conhecerá como ninguém o pequeno paciente, e poderá apresentar diagnósticos mais precisos. Para o bebê, a familiaridade com o pediatra colabora para tornar as consultas mais agradáveis.
Achar um profissional competente e com toda essa empatia exige alguma pesquisa. Melhor fazê-la, de preferência, antes do bebê nascer. Assim, o pediatra pode acompanhá-lo já no primeiro dia de vida se for necessário ou se você quiser.

Para garantir que você não erre na escolha, Minha Vida conversou com o pediatra Fábio Ancona, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria. Ele conta o que as mães devem observar e exigir de um bom profissional. Confira!

Qualificação nota dez
Além do curso médico, o profissional deve ter concluído dois anos de residência em pediatria geral. Para receber o título de especialista em pediatria, concedido pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pela Associação Médica Brasileira, o médico deve ser aprovado em um concurso, fazendo um teste específico dessa área , explica Ancona. Não se acanhe em perguntar onde ele estudou e fez residência, nem de procurar no site da Sociedade Brasileira de Pediatria (www.sbp.com.br) se ele é membro da instituição. Na primeira conversa, verifique também se ele segue as recomendações da Organização Mundial da Saúde, como defender o aleitamento materno , diz Ancona.

Não está na lista telefônica
A melhor maneira de encontrar um pediatra de confiança é pedir indicação para amigos, familiares e colegas que tenham filhos pequenos. Também vale procurar por um profissional associado à Sociedade Brasileira de Pediatria, através do site da instituição (
www.sbp.com.br). Nesse endereço é possível encontrar a relação dos pediatras associados em cada região do país.

Em cidades muito grandes, os pais devem levar em a distância do consultório pediátrico em relação à sua residência, orienta Ancona. É importante se informar a respeito dos hospitais em que o profissional tem permissão para atuar na emergência.

O ideal é que o pediatra atue em hospitais que aceitem o convênio de saúde da família do bebê, para não acontecer da criança precisar ser atendida por outro médico em casos de emergência , diz o pediatra.

Uma relação muito especial
A simpatia entre os pais, a criança e o pediatra deve ser recíproca. Se a intenção é encontrar um médico para acompanhar o desenvolvimento do seu bebê por toda a infância, é essencial que se estabeleça entre vocês uma relação amigável. Repare se ele dá atenção suficiente a suas preocupações e se lhe interroga de forma completa, investigando todos os detalhes da saúde e comportamento do bebê. Desconfie de profissionais que fazem consultas fast-food de 15 minutos ou menos.

Também atente para o modo como ele trata o bebê. Se doentes, as crianças ficam chorosas ou podem simplesmente estranhar o ambiente um comportamento comum a partir dos sete meses. O médico deve ser paciente e tratar com delicadeza e bom-humor o pequeno.

Rejeite médicos impacientes ou agressivos. Em situações como essa, a postura correta de um pediatra é de acolhimento , explica Ancona. Um bom médico também deve se fazer disponível, deixando um número de telefone em que poderá ser contatado facilmente para esclarecer dúvidas e orientar os pais em emergências.

Quem vê cara, vê qualidade
Como qualquer outro profissional da área da saúde, a primeira coisa a checar no consultório do pediatra é se o ambiente é extremamente limpo. Verifique também a limpeza das roupas que o pediatra está vestindo na hora de atender seus pacientes e se ele lava as mãos antes e depois de examinar o bebê. Olho também na maca. É extremamente importante que o médico utilize lençóis descartáveis, que deverão ser trocados a cada novo paciente , alerta Ancona.

Até agora, qual a sua maior dificuldade nos cuidados com
seu bebê? Por quê?


 Escrito por Pedro Carrancho às 23h14
[] [envie esta mensagem] []




ESCOLHENDO O PEDIATRA DO SEU FILHO....

Como definir o pediatra ideal para o meu filho?

A escolha de um pediatra para o seu filho é tão importante quanto a definição da babá. Portanto, fica a pergunta: como escolher o profissional que irá cuidar da sua "preciosidade" desde o nascimento até a adolescência? Uma decisão importante e muito difícil que deve ser tomada mesmo antes do bebê nascer. O pediatra estará na sala de parto para realizar a primeira avaliação.

Segundo a pedagoga Maria Bernadete Colombini, pode-se começar por nomes indicados pelo obstetra e por pediatras recomendados por amigos próximos ou familiares. Selecione alguns nomes e certifique-se de que o profissional é habilitado pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

Marque uma entrevista para conhecer o médico, como trabalha e a sua maneira de pensar e assim decidir com qual deles tem mais afinidade e lhe passa mais confiança. Na entrevista, é importante que os pais tirem todas as dúvidas.

Alguns fatores são imprescindíveis para uma escolha correta. Confira as dicas:

  • O pediatra deve ser um profissional atualizado
  • O seguimento do médico deve ser igual ao que você confia (se gostar da homeopatia o seguimento do pediatra deve andar nesse sentido)
  • Aparência do pediatra e do consultório. Ele trata bem seus pacientes? É atencioso e sabe ouvir? O lugar é limpo, conservado e agradável?
  • Como são seus horários. É disponível para qualquer eventualidade? Atende emergências de madrugada e fins de semana?

As consultas de rotina no primeiro ano de vida normalmente são mensais. O pediatra avalia crescimento e desenvolvimento da criança. Esse é um bom momento para a mamãe verificar se o tratamento prestado pelo profissional está agradando ou não aos pais e ao filho.

Os pais devem acompanhar seus filhos em todas as consultas, pois, além dos pequenos se sentirem protegidos e seguros, bom currículo e atualização indicam boa capacidade técnica, mas não asseguram conduta ética do profissional.

Nos casos de adolescentes, não precisam de acompanhamento dos pais na consulta, mas devem existir assistentes na sala atuando com o pediatra. Ter o hábito de conversar sempre antes e depois da consulta é fundamental para esclarecimentos tanto dos adolescentes como dos pais.

Vale lembrar que nem todos pediatras são brincalhões com as crianças. O mais importante é que os pais consigam conversar e esclarecer suas dúvidas com o médico. Mas nada os impede de trocar de pediatra se em qualquer momento a relação de confiança entre pais/criança/médico for quebrada.

O ideal no médico escolhido seria a união da capacidade técnica ao bom relacionamento com os pais e a criança.

Bruno Thadeu

 



 Escrito por Pedro Carrancho às 23h08
[] [envie esta mensagem] []




NÓS,PEDIATRAS,PRECISAMOS SER VALORIZADOS...

04/01/2009 - 09:01 | Atualizada em: 04/01/2009 às 09:01 por Luiz Freitas

Baixos salários esvaziam pediatria

Baixa remuneração e desvalorização da carreira. Falta de renovação do quadro, mudança de especialidade ou até mesmo de profissão. Essa tem sido a rotina vivida por profissionais essenciais à manutenção da saúde: os pediatras, médicos especializados no tratamento de crianças, que começam a escassear no mercado potiguar. Com dificuldades para manter um consultório e sendo obrigados a mudar de especialidade para obter melhor retorno financeiro, a falta de clínicos pediatras tem levado a uma realidade de consultórios lotados e perda de qualidade no atendimento.

Para o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed), Geraldo Ferreira Filho, a raiz estrutural do problema decorre do mecanismo remuneratório dos profissionais. ‘‘O pediatra vive basicamente de consultas. Não tem máquinas nem procedimentos que agregem valor. É o ato médico puro, essencialmente clínico’’.

‘‘A necessidade do pediatra é suprema. Incluir a pediatria no Programa de Saúde da Família é uma forma de valorizar a especialidade. A pediatria é essencialmente clínica. O paciente pediátrico é diferenciado, com características próprias. É uma especialidade básica, primária como a clínica médica. São os pediatras que fazem o trabalho de filtro, que tratam o grosso da população infantil’’.

Atualmente o profissional pediatra é remunerado na forma de consultas. Ao atender um paciente, ele será pago por aquele primeiro atendimento, mas o paciente terá direito, no período de um mês, a retornar o seu atendimento. ‘‘Esse retorno não é pago. Se o pediatra atende uma criança gripada, será remunerado por essa consulta, mas se o paciente retornar cinco, seis vezes em um mês, não terá nenhum adicional’’.

Segundo a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHTM), um conjunto de normas montadas com base em estudos que buscam melhorar o atendimento em clínicas médicas, uma consulta pediátrica deveria ser remunerada em R$ 54. Entretanto, a realidade de mercado está longe disso.

‘‘A maioria dos planos de saúde se recusa a adotar a classificação e pagam 26, 28 ou 30 reais por consulta. A Associação Médica Brasileira (AMB) já calculou que um pediatra que faça 200 consultas por mês, terá um faturamento bruto de R$ 6 mil por mês, mas se for descontar todas as despesas com a manutenção do consultório, sobrariam menos de 500 reais. Ou seja, o pediatra trabalha para receber pouco mais do que um salário-mínimo. Essa é a razão pela qual há uma grande fuga da especialização e o fechamento de consultórios’’.

O pagamento dos profissionais da rede pública também não é satisfatório. ‘‘Os profissionais que são contratados para trabalhar como pediatras nos ambulatórios ganham uma remuneração de R$ 520 mais uma gratificação de R$ 670. Pouco mais de mil reais, o que faz com que o médico não consiga viabilizar-se financeiramente’’. Segundo o dirigente, a alternativa seria diminuir o tempo de validade da consulta. ‘‘A possibilidade de retorno deveria ficar restrita a 15 dias para que se pudesse cobrar uma nova consulta’’.

Embora não seja valorizada, a pediatria é ainda a segunda especialidade com mais adeptos dentre os médicos que atuam no estado. ‘‘A ginecologia e a pediatria lideram. A pediatria responde por cerca de 15% a 17% dos médicos potiguares’’. Geraldo Ferreira estima que seis pediatras sejam formados por ano. ‘‘Mas nas turmas mais recentes já não se encontram mais esses profissionais. Por uma questão mesmo de mercado os estudantes dão preferência as especialidades que tem valores agregados, aquelas que possibilitam ganhar mais com um mesmo paciente por meio de procedimentos, como o uso de equipamentos, exames, utilização de materiais e medicamentos’’.

Médicos reclamam de desvalorização

Médica pediátrica com 30 anos de profissão, Lucinete Santos da Silva afirma: ‘‘Quem faz pediatria é por amor. É uma profissão maravilhosa, supergratificante, mas a valorização do pediatra no campo profissional em geral é pequena quando comparada com outros profissionais’’. Ela cita o exemplo dos médicos anestesistas. ‘‘Como se trata de um grupo pequeno, eles fizeram uma cooperativa, fazem lobby e conseguiram convencer o governo a lhes pagar uma remuneração melhor. Como o pediatra é um clínico geral infantil, ele não tem o respaldo, a força para fazer esse tipo de coisa’’.

A baixa remuneração seria um problema crônico. ‘‘Em algumas cidades do interior paga-se apenas R$ 8 reais por consulta ao pediatra, enquanto a um oftalmologista esse valor é de R$ 32 reais. Isso tem afastado os profissionais que estão iniciando a carreira. Para sobreviver, o pediatra precisa tirar plantões. Mas mesmo assim são plantões básicos, ou seja, o mínimo que se pode pagar por um plantão é o que se paga ao pediatra’’.

Afora a alternativa dos plantões, outra vertente é a sub-especialização. ‘‘As pessoas estão procurando se especiliazar em dermatologia pediátrica ou em cirurgia infantil, por exemplo. Isso tem feito com que o clínico geral pediatra esteja cada vez mais raro no mercado’’. Ela fala com a experiência de quem teve que seguir esse caminho. ‘‘Eu tive que fazer um estágio em UTI pediátrica para assumir um plantão mais valorizado que o próprio plantão em pediatria’’, afirma Lucinete, que além de intensivista pediátrica, atua como perita na Junta Médica do Estado e já havia se especializado em medicina no trânsito. O resultado seria uma jornada de trabalho ainda mais atribulada que a de outras especialidades médicas. Ela acumula o trabalho na Junta Médica, com os plantões nas UTIs pediátricas.

“Pediatras são espécie em extinção”

O pediatra João Bosco Lima Barbosa, 22 anos de formado e especialista em terapira intensiva, compara a especialização em pediatria a um mico-leão dourado. ‘‘É uma espécie em extinção’’. Ele relata que o próprio governo federal está desestimulando a procura pela especialidade ao não colocá-la como integrante do Programa de Saúde da Família (PSF). ‘‘O profissional médico tem a oportunidade de ao se formar fazer o PSF, mas como a pediatria não faz parte desse programa, a procura pela residência pediátrica vem caindo. A remuneração do pediatra é muito pouca, está defasada justamente porque o profissional não é valorizado’’, afirma.

‘‘Em tempos de globalizacão se fala muito em humanização. O pediatra é e deve ser visto como clínico geral das crianças. As demais especialidades dividem o homem, enquanto a clínica o enxerga como um todo. Além do mais é a que mais abrange o lado social. Para tratar uma criança, se precisa ver todo o contexto social em que ela vive. O médico que trata a criança não pode vê-la como um adulto em miniatura, pois ela é um paciente com uma condição especial, diferenciada. Quem trata o adulto não trata a criança e vice-versa’’.

O trabalho no consultório também vem sendo prejudicado, segundo o médico que mantém um consultório há 20 anos. ‘‘É mais cômodo para a população procurar atendimento nos pronto-socorros. 90% dos atendimentos nos pronto-socorros não são de urgência nem emergência. A pediatria é essencialmente ambulatorial, mas essa procura pelos pronto-socorros termina esvaziando os consultórios’’.

De acordo com o médico, ‘‘a solução é sempre dividir o consultório com outro colega, com outra vítima. Os que faziam consultório sozinhos estão em clínicas ou formaram parcerias. É inviável ficar sozinho. Com esse contexto, o médico recém-formado vislumbra o PSF e não procura mais a especialidade. A valorização está caindo. A saída seria colocar a pediatria no PSF’’.

João Bosco aponta que por outro lado, há uma demanda reprimida muito grande por vagas em leitos de UTI pediátrica no Rio Grande do Norte. ‘‘Há poucos leitos, sempre tem lista de espera. Aqui só temo uma UTI privada, do Papi, e duas públicas, do Varela Santiago e do Maria Alice Fernandes. A cirurgia cardíaca pediátrica também tem bastante demanda’’. Ele atua na UTI do Varela Santiago e do Papi.

Estudantes já rechaçam especialidade

Segundo a pediatra Maria Spinelli, 27 anos de formada, a pediatria vem sendo bastante penalizada nos últimos tempos.‘‘Na verdade hoje o estudante que sai da faculdade de medicina não tem procurado a especialização em pediatria. A clínica médica não tem tido o mesmo valor de antigamente. Hoje se buscam especialistas ou até mesmo superespecialistas. A pediatria tem perdido espaço para outras especialidades, o que tem levado a um quadro de profissionais cada vez menor. Muitos profissionais estão mudando de especialidade ou até mesmo abandonando a própria Medicina’’.

O resultado desse cenário seriam consultórios abarrotados e um serviço de pouca qualidade. ‘‘A quantidade de pediatras está muito abaixo do que é necessário para a populacão’’. A ironia é que a especialidade estaria sendo novamente valorizada, agora pela falta de profissionais. ‘‘Estamos vivendo esse momento de valorização porque há uma demanda muito grande. Não faltam pacientes, o problema é a baixa remuneração’’.

A médica Maria Spinelli classifica os planos de saúde como verdadeiros ‘‘atravessadores’’. ‘‘Há um déficit muito grande de profissionais em consultórios e a quantidade deles que oferecem um serviço particular é ainda menor. Os planos de saúde captam o cliente, fazem o convênio e os encaminham ao médico, repassando o valor da consulta pela tabela mais baixa possível’’.

Segundo a pediatra, que atua em consultório e trabalha em uma unidade de saúde há 23 anos, a deficiência de médicos pediatras atendendo em consultórios seria um agravante. Maria Spinelli aponta que há uma verdadeira filosofia pronto-socorrista no Rio Grande do Norte. ‘‘A quantidade de consultas em pronto-socorro é maior que em outros estados. Muitas das queixas que chegam lá deveriam ser atendidas em um consultório. O resultado é que o médico do pronto-socorro precisa ser mais agressivo na conduta da consulta para poder dar um diagnóstico da doença. Como trabalha sob pressão e não conhece o histórico daquela criança, ele pede mais exames, o que onera mais o trabalho médico, a cooperativa’’.

Na cooperativa na qual atua, existem 122 pediatras cooperados, mas muitos já não estão fazendo consultório. ‘‘O trabalho nos consultórios fica prejudicado porque como é mal remunerado o pediatra terá que fazer uma consulta mais rápida, para atender mais pacientes”.





 Escrito por Pedro Carrancho às 23h00
[] [envie esta mensagem] []




A PEDIATRIA ENTRA EM CRISE....

PEDIATRIA ENTRA EM CRISE

24/05 - Pouca valorização profissional e falta de retorno para os hospitais, que vêm reduzindo ou interrompendo o atendimento, afastam médicos especialistas e prejudicam crianças. A falta de pediatras na rede pública e na área de convênios mobiliza entidades de classe e abre o debate sobre essa importante especialidade médica. Preocupados com o fechamento dos serviços para atender crianças em hospitais e com a pouca valorização da profissão, representantes do movimento nacional SOS Pediatria, que reúne as sociedades Brasileira e Mineira de Pediatria, Conselho Regional de Medicina, Associação Médica de Minas, Sindicato dos Médicos e Associação Nacional de Médicos, querem discutir a questão e buscar soluções. Segundo eles, as condições de trabalho não atraem mais profissionais em número necessário. De acordo com diretor de Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Mário Lavorato, o problema é nacional e só será resolvido quando houver mudanças no modelo de assistência. Atualmente, as áreas da medicina em que os serviços são bem pagos envolvem procedimentos complexos e que contam com recursos de alta tecnologia, como cirurgias e exames. Como na pediatria muitos casos têm solução rápida, a especialidade não assegura grande retorno financeiro aos hospitais. Por isso, muitos interromperam o atendimento na pediatria. O último em Belo Horizonte foi o Hospital Life Center. “Houve contratação de muitos pediatras, alguns até deixaram seus empregos para criar o serviço no Life Center, mas depois foram dispensados”, garante o diretor da SBP, Mário Lavorato. O Life Center informou, em nota oficial, que o encerramento das atividades no setor de pediatria foi justificado pela “adequação ao planejamento estratégico do hospital, cujo foco passou a ser os procedimentos de alta complexidade”. O hospital investiu na abertura dos centros de cardiologia, hemodinâmica, neurologia, neurocirurgia e oncologia. O Mater Dei é um dos poucos hospitais que mantêm o atendimento completo na área de pediatria - três consultórios para pronto atendimento, exames 24 horas, ala reservada a internação e brinquedoteca. Apesar de não ser um setor é rentável, o objetivo é oferecer atendimento integral à família. “A pediatria não é uma área que dá lucro, mas mesmo assim a mantemos, porque a criança de hoje será o adulto de amanhã. Se for bem atendido desde pequeno, poderá criar um vínculo com a instituição. Não vemos a situação de uma forma isolada. A partir da consulta com o pediatra, outros atendimentos podem surgir”, explica o diretor-clínico do Mater Dei, Henrique Salvador. RETORNO - Para os pediatras que trabalham em consultórios a situação é ainda mais difícil. Segundo o diretor da Sociedade Brasileira, Mário Lavorato, só em impostos o profissional gasta 40, 6% do que ganha. Pela própria fragilidade das crianças, muitas vezes o pediatra precisa marcar a segunda consulta - até 30 dias depois da primeira avaliação, o que é considerado um retorno - sem ser remunerado. Um levantamento feito por empresa de consultoria mostrou que 27% das consultas prestadas por pediatras são consideradas retornos. “A tendência é que cada vez mais a prevenção seja valorizada e isso é o que os pediatras fazem, acompanhando a saúde das crianças. É preciso que o pediatra seja valorizado, pois, caso contrário, toda a sociedade vai sofrer com a falta desses profissionais. Atualmente, por causa desses problemas, a procura por essa especialidade já tem diminuído nas vagas de residência médica”, afirma Mário Lavorato. Fonte: Estado de Minas

Imprimir



 Escrito por Pedro Carrancho às 22h47
[] [envie esta mensagem] []




CUIDADO COM O "DR. GOOGLE"...

O EFEITO GOOGLE NA MEDICINA

A cada dia que passa o EFEITO GOOGLE na medicina cresce e se multiplica em diferentes direções. Maior conseqüência uma revisão radical nos currículos das faculdades de medicina de todo o mundo no sentido de formarem médicos mais adequados aos novos comportamentos dos pacientes: quando se sentam em frente aos seus médicos, sabem quase tanto quanto eles no tocante a especialização, mas e provavelmente muito mais em relação ao seu problema específico.

Assim, e a cada novo dia, milhões de pessoas antes de se dirigirem à consulta marcada, mergulham em diferentes verbetes que traduzem sua possível doença, sintomas, correlações, e se preparam para visitar o médico. PRINCIPAL CONSEQUÊNCIA: sensível redução nos diagnósticos humanamente errados e realizados pelos médicos, que numa proporção pequena, mas considerável acabava resultando no agravamento da doença, e até mesmo, morte do paciente. Em decorrência, e sem nenhum exagero, as pesquisas dos pacientes no GOOGLE, prevenindo diagnósticos equivocados, estão salvando vidas.

Mas, e muitas vezes, os pacientes, depois de varrerem o GOOGLE e visitarem os principais e mais renomados centros de medicina de todo o mundo em busca de informações, mais os blogs e sites dos maiores especialistas, e ainda o dos laboratórios farmacêuticos, permanecem insatisfeitos e inseguros, muito especialmente pela linguagem utilizada: quase inacessível. E, com o passar do tempo, saem em busca de seus iguais, com os mesmos problemas de saúde, e vão se organizando em redes, em redes sociais. E aí falam tudo, em linguagem absolutamente compreensível, tiram suas dúvidas junto com outros pacientes que estão passando ou acabaram de passar pelo mesmo problema, e assim, convertem-se em autoridades no assunto. Da mesma forma que hoje compradores de livros de uma AMAZON preferem se referenciar nos comentários de outros compradores de livros do que no dos críticos, portadores de doenças sentem-se mais a vontade e confiantes trocando informações com outros pacientes.

Recentemente uma dessas histórias mereceu uma grande matéria da revista NEWSWEEK. Contando a iniciativa da jornalista AMY TENDERICH, 37 anos, da cidade de São Francisco na Califórnia (USA). Portadora de diabetes do tipo 1 e insatisfeita com as informações dos médicos que visitou decidiu ir atrás de mais informações na internet. E tudo o que encontrou foram textos frios e científicos que não levavam nem informação, nem conforto e muito menos esperança. Decidiu ir à luta e criou seu BLOG:  diabetesmine.com. Em pouco tempo toda uma cadeia de internautas com problemas de diabetes foi se formando criando uma rede social específica que se comunica o tempo todo e cujos resultados se sintetizam nas declarações de AMY à revista: “Meu blog está completando 3 anos e nesses 3 anos aprendi com outros portadores de diabetes e repassei para eles centenas e centenas de informações que os médicos nunca nos disseram... Quem sabe e até porque não soubessem...”.

A internet, e o “DR. GOOGLE”, mudaram a prática da medicina; ao menos, da parte dos pacientes; falta agora, as instituições de ensino de medicina correrem atrás e fazerem sua parte; assim como as Associações Médicas socorrerem os já formados para torná-los mais adequados aos NOVOS PACIENTES. Nós, os velhos pacientes, utilizando todos os recursos que o mundo moderno nos oferece em defesa de nossa saúde.

MML – MAXIMILIAN KENVY, LOS ANGELES (USA) especial para o MADIAMUNDOMARKETING.




 Escrito por Pedro Carrancho às 22h19
[] [envie esta mensagem] []




CUIDADO COM O "DR. GOOGLE"...

O EFEITO GOOGLE NA MEDICINA

A cada dia que passa o EFEITO GOOGLE na medicina cresce e se multiplica em diferentes direções. Maior conseqüência uma revisão radical nos currículos das faculdades de medicina de todo o mundo no sentido de formarem médicos mais adequados aos novos comportamentos dos pacientes: quando se sentam em frente aos seus médicos, sabem quase tanto quanto eles no tocante a especialização, mas e provavelmente muito mais em relação ao seu problema específico.

Assim, e a cada novo dia, milhões de pessoas antes de se dirigirem à consulta marcada, mergulham em diferentes verbetes que traduzem sua possível doença, sintomas, correlações, e se preparam para visitar o médico. PRINCIPAL CONSEQUÊNCIA: sensível redução nos diagnósticos humanamente errados e realizados pelos médicos, que numa proporção pequena, mas considerável acabava resultando no agravamento da doença, e até mesmo, morte do paciente. Em decorrência, e sem nenhum exagero, as pesquisas dos pacientes no GOOGLE, prevenindo diagnósticos equivocados, estão salvando vidas.

Mas, e muitas vezes, os pacientes, depois de varrerem o GOOGLE e visitarem os principais e mais renomados centros de medicina de todo o mundo em busca de informações, mais os blogs e sites dos maiores especialistas, e ainda o dos laboratórios farmacêuticos, permanecem insatisfeitos e inseguros, muito especialmente pela linguagem utilizada: quase inacessível. E, com o passar do tempo, saem em busca de seus iguais, com os mesmos problemas de saúde, e vão se organizando em redes, em redes sociais. E aí falam tudo, em linguagem absolutamente compreensível, tiram suas dúvidas junto com outros pacientes que estão passando ou acabaram de passar pelo mesmo problema, e assim, convertem-se em autoridades no assunto. Da mesma forma que hoje compradores de livros de uma AMAZON preferem se referenciar nos comentários de outros compradores de livros do que no dos críticos, portadores de doenças sentem-se mais a vontade e confiantes trocando informações com outros pacientes.

Recentemente uma dessas histórias mereceu uma grande matéria da revista NEWSWEEK. Contando a iniciativa da jornalista AMY TENDERICH, 37 anos, da cidade de São Francisco na Califórnia (USA). Portadora de diabetes do tipo 1 e insatisfeita com as informações dos médicos que visitou decidiu ir atrás de mais informações na internet. E tudo o que encontrou foram textos frios e científicos que não levavam nem informação, nem conforto e muito menos esperança. Decidiu ir à luta e criou seu BLOG:  diabetesmine.com. Em pouco tempo toda uma cadeia de internautas com problemas de diabetes foi se formando criando uma rede social específica que se comunica o tempo todo e cujos resultados se sintetizam nas declarações de AMY à revista: “Meu blog está completando 3 anos e nesses 3 anos aprendi com outros portadores de diabetes e repassei para eles centenas e centenas de informações que os médicos nunca nos disseram... Quem sabe e até porque não soubessem...”.

A internet, e o “DR. GOOGLE”, mudaram a prática da medicina; ao menos, da parte dos pacientes; falta agora, as instituições de ensino de medicina correrem atrás e fazerem sua parte; assim como as Associações Médicas socorrerem os já formados para torná-los mais adequados aos NOVOS PACIENTES. Nós, os velhos pacientes, utilizando todos os recursos que o mundo moderno nos oferece em defesa de nossa saúde.

MML – MAXIMILIAN KENVY, LOS ANGELES (USA) especial para o MADIAMUNDOMARKETING.




 Escrito por Pedro Carrancho às 22h18
[] [envie esta mensagem] []




TERMOMETRO DE MERCÚRIO

MERCÚRIO EM QUEDA
O termômetro de mercúrio, inventado por Daniel Gabriel Fahrenheit, foi um grande progresso em 1714.
Mas a benção do século 18,  vem demonstrando ser a maldição do século 21, pois segundo a Academia Americana de Pediatria, afirma que mercúrio contido nos tubinhos é altamente tóxico.
Inalado como vapor, ou absorvido por meio de alimentos contaminados , ele pode causar
danos aos rins , pulmões, e acarretar um grande número de problemas neurológicos, principalmente em crianças pequenas e fetos.
Em alguns casos , um termômetro quebrado pode causar danos imediatos.
Milhões de termômetros jogados fora todos os anos, despejam toneladas de mercúrio no meio
ambiente, segundo alerta de Lynn Goldman, pediatra e professora de saúde e meio ambiente da Johns Hopkins University e autora do relatório da Academia.
Foi proibida a venda de termômetros de mercúrio em sete estados americanos em mais de vinte cidades. Algumas das principais redes americanas deixaram de comercializá-los.  



 Escrito por Pedro Carrancho às 17h50
[] [envie esta mensagem] []




TABAGISMO

5/1/2009 - são radioativos

Pais que fumam com frequência abrem a janela ou ligam o ventilador para eliminar a fumaça do ar, mas especialistas agora identificaram outra ameaça à saúde dos filhos relacionada ao fumo da qual não é tão fácil de se livrar: o fumo de terceira mão.

Esse é o termo usado para descrever a mistura invisível, porém tóxica, de gases e partículas impregnadas nos cabelos e roupas de fumantes, sem mencionar travesseiros e carpetes, que permanecem por muito tempo após a fumaça sair de um recinto. O resíduo inclui metais pesados, cancerígenos e até materiais radioativos com que crianças pequenas podem entrar em contato e ingerir, principalmente quando estão engatinhando ou brincando no chão.

Médicos do Hospital de Crianças MassGeneral em Boston cunharam o termo fumo de terceira mão para descrever essas substâncias químicas em um novo estudo que se focou nos riscos que elas representam a bebês e crianças. O estudo foi publicado na edição deste mês do periódico Pediatrics.

Todo mundo sabe que o fumo de segunda mão é prejudicial, mas disso eles não sabiam, disse o doutor Jonathan P. Winickoff, autor líder do estudo e professor assistente de pediatria da Escola de Medicina de Harvard.

Quando os filhos estão fora de casa, eles talvez fumem. Ou então fumam no carro. Ou colocam a criança no assento traseiro, abrem a janela e fumam, pensando que não há problema porque a fumaça de segunda mão não está chegando às crianças, continuou o doutor Winickoff. Precisávamos de um termo para descrever essas toxinas do tabaco que não são visíveis.

Fumo de terceira mão é aquele cheiro que sentimos quando um fumante entra no elevador após ter saído para acender um cigarro, ele disse, ou em um quarto de hotel onde pessoas fumaram. Seu nariz não mente, ele disse. Isso é tão tóxico que seu cérebro diz a você: saia daqui.

O estudo relatou as atitudes com relação ao fumo de 1.500 lares nos Estados Unidos. Foi constatado que a vasta maioria de fumantes e não-fumantes tinha consciência de que o fumo de segunda mão era prejudicial a crianças. Cerca de 95% dos não-fumantes e 84% dos fumantes concordaram com a afirmação de que inalar fumaça do cigarro dos pais pode prejudicar a saúde de bebês e crianças.

Mas um número muito menor de entrevistados tinha consciência dos riscos do fumo de terceira mão. Como o termo é novo, os pesquisadores perguntaram aos participantes se concordavam com a afirmação de que "respirar o ar de um recinto onde pessoas fumaram no dia anterior pode prejudicar a saúde de bebês e crianças." Apenas 65% dos não-fumantes e 43% dos fumantes concordaram com a afirmação, o que os pesquisadores interpretaram como reconhecimento dos riscos do fumo de terceira mão.

A crença de que o fumo de segunda mão prejudica a saúde das crianças não foi independentemente associada a rígidas proibições de fumo em lares e carros, descobriram os pesquisadores. Por outro lado, a crença de que o fumo de terceira mão era prejudicial aumentava muito a probabilidade de que o indivíduo também seguiria proibições rígidas de fumo no lar, disse o doutor Winickoff.

Isso nos diz que temos uma nova e importante mensagem para a saúde, ele disse. O que ouvimos em diversos grupos foi, ligo o ventilador e a fumaça desaparece. Isso nos fez perceber o que muitas pessoas pensam sobre o fumo de segunda mão elas estão nos dizendo que sabem que é prejudicial, mas que descobriram uma maneira de contornar isso.

Os dados foram coletados em uma pesquisa nacional por seleção aleatória de telefones entre setembro e novembro de 2005. A amostragem foi equilibrada por raça e idade, com base em informações do censo.

O doutor Philip Landrigan, pediatra que lidera o Centro de Crianças de Saúde Ambiental na Escola de Medicina Mount Sinai de Nova York, disse que o termo fumo de terceira mão é novíssimo e tem implicações comportamentais.

A mensagem central aqui é a de que simplesmente fechar a porta da cozinha para fumar não protege as crianças dos efeitos da fumaça, ele disse. Existem cancerígenos nessa fumaça de terceira mão, e eles representam um risco a qualquer um de qualquer idade que entrar em contato com eles.

Entre as substâncias do fumo de terceira mão estão o cianureto de hidrogênio, usado em armas químicas; butano, usado em fluidos de isqueiros; tolueno, encontrado em solventes; arsênio; chumbo; monóxido de carbono; e até polônio-210, um cancerígeno altamente radioativo que foi usado para matar o ex-espião russo Alexander V. Litvinenko em 2006. Onze dos componentes são altamente cancerígenos.

Fonte: Portal Terra



 Escrito por Pedro Carrancho às 17h26
[] [envie esta mensagem] []




CALENDÁRIO PEDIATRICO DA SBP

As vacinas são substâncias que, ao serem administradas, induzem o sistema imunológico a produzir anticorpos específicos. Estes por sua vez tornam o organismo imune ou mais resistente a determinadas doenças.

A Sociedade Brasileira de Pediatria - SBP é o órgão que regulamenta o Calendário Vacinal infantil no Brasil. Em 2008 eles lançaram uma nova atualização que deve ser seguida por todos. Veja aqui o calendário:

vacina2008

Algumas vacinas podem ser encontradas gratuitamente em postos de saúde enquanto outras só estão disponíveis em clínicas particulares.

Quais as vacinas gratuitas disponíveis na rede pública para crianças?
São elas: Hepatite B, BCG-id, Rotavírus, DTP, Hib, VOP (Sabin) e  SCR (Tríplice viral).

Quais as vacinas particulares mais recomendadas para crianças?
DTPa (Tetra acelular), Penta (acelular), Hexa (acelualr), Peneumocócica conjugada (Prevenar), Meningococo conjugada (Meningite C), Varicela (catapora), Hepatite A, Gripe

Quais as vacinas que podem causar reação no bebê?
A Tríplice pode provocar febre e reações locais, como dor e vermelhidão. Essas reações são menos frequentes com a Tríplice acelular (não disponível na rede pública). A Prevenar também pode provocar reações locais e febre.

Cerca de 20-40 dias após a aplicação da BCG surge uma reação local com a formação de um pequeno tumor que some espontaneamente.

Vacine seu filho! Os cuidados com a saúde do nosso bebê são a maior prova de amor que podemos dar!

Leia mais:

  • Presentes para o Dia das Crianças 2008...
  • Dicas de Presente de Natal para Crianças e Bebês...
  • Carnaval 2009 com as crianças - Dica de viagem


  •  Escrito por Pedro Carrancho às 17h20
    [] [envie esta mensagem] []




    QUANDO PROCURAR O PS PEDIÁTRICO

    Quando levar o bebê para tratamento de urgência?

    Especialistas em Pediatria publicaram, na revista médica The Lancet, um

    checklist para identificar sete sintomas e sinais de doenças graves que acometem bebês

    antes dos dois meses de idade, que requerem tratamento de urgência em hospital e que

    podem ser reconhecidos por mães, babás ou profissionais da área de saúde.

    Cerca de quatro milhões de bebês morrem no mundo antes de completarem um

    mês. Três quartos deles morrem antes da primeira semana de vida - principalmente por

    doenças infecciosas, complicações do parto e prematuridade.

    Os sete sinais e sintomas são:

    1. Dificuldade para se alimentar;

    2. História de convulsão;

    3. Movimentação presente apenas quando o bebê é estimulado

    4. Freqüência respiratória igual ou acima de 60 movimentos respiratórios / minuto;

    5. Respiração com esforço, caracterizada por movimentos torácicos severos;

    6. Temperatura axilar acima de 37,5° Celsius;

    7. Temperatura axilar abaixo de 35,5° Celsius.

    Martin Weber, da Organização Mundial de Saúde de Jakarta, afirma que a

    mortalidade infantil pode ser reduzida apenas quando cuidados médicos estão

    disponíveis para o atendimento de crianças. Para isso é essencial que as famílias saibam

    reconhecer estes sinais de gravidade e encaminhem ao hospital os bebês que precisam

    de assistência médica imediata.



     Escrito por Pedro Carrancho às 16h58
    [] [envie esta mensagem] []




    UMA ESPECIALIDADE EM EXTINÇÃO....

    JORNAL DO CREMERJ

    Opinião

    PEDIATRIA - Uma especialidade em extinção?
     
     

             Há três anos, então Presidente da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro, escrevi artigo sobre o pediatra e essa bela e essencial especialidade, marcando o dia comemorativo do pediatra. Alertava, à época, que “o pediatra não tem tempo de descansar, refletir, estudar e se relacionar adequadamente com o paciente e sua família. A família do pediatra também se ressente da falta do seu convívio”. Advertia, também, que “muitos dos pediatras não têm acesso à Internet, livros e periódicos devido a condições econômicas precárias. Estes estão tristes e desmotivados para a profissão”. Lembrava, ao final, da honra da pediatria “a história da pediatria foi e continua sendo escrita por nomes conhecidos, mas também por anônimos pediatras que, com dedicação e amor à profissão e ao seu semelhante, cuidam das nossas crianças e adolescentes, escrevendo a cada dia uma linha da gloriosa história da pediatria”, e clamava “a sociedade não pode deixar que esta história termine. Caso isso aconteça, terá um final bastante infeliz”.
            
     Hoje, o quadro só agravou. Temos cada vez menos médicos dispostos a abraçar essa especialidade. Sobram vagas para residência em pediatria em vários serviços pelo Brasil afora, vagas antes disputadas por um grande número de recém-formados e preenchidas pelos melhores preparados. Lutamos pelo aumento de vagas para a residência médica, melhoria das bolsas pagas e das condições de trabalho e estudo dos futuros  pediatras. Mas o que assistimos, hoje, é o esvaziamento dessa fundamental especialidade.
            Vários são os motivos que levam o médico recém saído da faculdade a escolher uma especialidade. Influência de pais, parentes ou professores especialistas, afinidade, melhor remuneração, atrativo científico,  adaptação à sua personalidade, amor àquele segmento da medicina, busca do sucesso e da fama, e muitos outros que certamente cada um de nós há de ter em mente.
             Entretanto, o que faz um médico não escolher ou desistir de uma especialidade antes tão admirada e procurada?
    Baixa remuneração, condições adversas de trabalho, consulta demorada, complexa e remunerada de forma inadequada, grande envolvimento emocional com o paciente e sua família, levando a sofrimentos e preocupações, poucas perspectivas a curto e médio prazo de melhoria, mercado fechado para a autonomia, aumento da concorrência com a inclusão de médicos com formação cada vez mais precária, desvirtuando e  agravando a baixa remuneração, podendo-se acrescentar a essa lista dezenas de motivos pelos quais o médico não quer ser pediatra.
              Mas não é só com a pediatria que esse fenômeno está ocorrendo. As especialidades “sem procedimento”, ou seja, sem um ganho a mais do da consulta médica, correm os mesmos riscos, já que o salário é baixo e as consultas são pagas pelos ditos convênios a preço vil. 
              Um economista diria simplesmente que é um problema de mercado, oferta e procura, e teria razão. Contudo, trata-se de um ofício essencial que lida com a saúde e as doenças dos seres humanos nas suas duas primeiras décadas, que se refletirão para o bem ou para o mal nas décadas seguintes até o final das suas vidas. Relembro que o acesso dos médicos mais novos ao consultório é a cada dia mais complicado e que a consulta pediátrica é muito complexa e demorada. Além da coleta da anamnese, do exame físico, dos pedidos e interpretações de exames complementares e prescrição e orientação, cuida do crescimento e desenvolvimento, da prevenção das doenças da infância e do adulto, da prevenção dos acidentes, orienta o calendário vacinal, e utiliza diversos gráficos e parâmetros.
              Quais as complicações desse esvaziamento? Atendimento cada vez mais precário das nossas crianças e adolescentes, tanto no serviço público quanto no privado, pediatras especialistas em menor número do que os não capacitados adequadamente para o atendimento, inclusão de médicos de outras especialidades e não médicos aproveitando o espaço que aumenta a cada dia. Mais uma vez, pode-se acrescentar outras dezenas de (maus) exemplos como os citados.
               O que se pode fazer para reverter essa situação? Melhorar a remuneração dos generalistas, incentivando
    o retorno desses ao mercado, remunerar também pela complexidade da consulta, assim como se remunera no consultório pelos procedimentos como eletrocardiograma, endoscopia, biópsia, etc, remunerar pela avaliação do crescimento e desenvolvimento e demais métodos utilizados pelo pediatra, claro que com valores relativos e pertinentes, valorização da prática pediátrica com a inclusão do pediatra no PSF, além de iniciativas que beneficiariam a todas a especialidades, como plano de carreira, cargos e salários, oportunidade de reciclagem anual ou semestral, acesso facilitado à Internet, artigos e livros, regular o número de vagas oferecidas nas faculdades pela necessidade do mercado, para que haja equilíbrio entre oferta e procura, sem prejudicar nenhuma das partes envolvidas, e exigir graduação  e  residência médica de boa qualidade, oferecendo tantas vagas para a residência quanto o número de formandos. Muito mais pode ser feito com resultados positivos. Temos que continuar a luta pela melhoria de vida de nossos pacientes e sua família, como temos feito nos últimos cem anos. Licença maternidade ampliada, licença paternidade, Estatuto da Criança e do Adolescente, segurança infantil, entre outras, mas urge lutarmos, também, pela melhoria de vida nossa e das nossas famílias.
              Sabemos que é muito difícil para nós, pediatras, colocar como ponto de honra a remuneração, já que nenhuma outra especialidade se envolve tanto com as questões sociais de seus pacientes como os pediatras. Mas se não o fizermos, morreremos como profissionais e como cidadãos.
             Da concepção ao  nascimento, da alta da maternidade ao final da adolescência, a responsabilidade sobre a saúde desses brasileiros é do pediatra. A sociedade não pode ficar alheia a esse cataclismo que se abate sobre o nosso país. Tampouco os pediatras.

                Sidnei Ferreira. Responsável pela Câmara Técnica de Pediatria do CREMERJ Professor de Pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro



     Escrito por Pedro Carrancho às 22h03
    [] [envie esta mensagem] []




    O PEDIATRA ESTÁ DESAPARECENDO....

    OU SE VALORIZA OS PEDIATRAS,PAGANDO-LHES SALÁRIOS DIGNOS OU A ESPECIALIDADE DESAPARECE....

    Dengue expõe desinteresse de alunos por pediatria

     

    Inês Calado
    Do JC OnLine

    A epidemia de dengue no Rio de Janeiro - em apenas um dia, foram registrados mais de 2 mil casos na capital fluminense - evidenciou um problema: a falta de pediatras. Na semana passada, médicos de outros estados foram chamados para ajudar no combate à doença. Em Pernambuco, onde foi confirmada nessa quarta a morte de uma criança de oito anos, vítima de dengue hemorrágica, a situação também preocupa. Segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS), a concorrência dos últimos três anos nos concursos de residência médica no Estado para pediatria não chegou a dois candidatos por vaga. No Hospital da Restauração, maior emergência pública do Norte e Nordeste, nenhuma das quatro vagas oferecidas este ano foi preenchida. Os números mostram o desinteresse dos recém-formados pela especialidade. Situação que pode agravar ainda mais um quadro de epidemia, já que as crianças são pacientes mais vulneráveis.

    Até a década de 80, 25% dos estudantes formados nas universidades federais do País queriam ser pediatras. Hoje apenas 7% dos alunos escolhem a especialidade. A médica Délia Duarte, coordenadora de pediatria clínica do Hospital da Restauração, na área central do Recife, confirma a mudança. "Quando me formei, em 1976, a prova de residência era pior que o vestibular. Hoje quase nenhum estudante escolhe pediatria", afirma. 

    Dois motivos pesam bastante: trabalha-se muito e ganha-se pouco. Nas emergências - tanto públicas como particulares -, o salário-base é o mesmo, mas o que diferencia, por exemplo, o valor do contracheque de um cirurgião para o de um pediatra são as gratificações por produtividade. Com as gratificações, os médicos de outras áreas podem ganhar até 50% mais. "A profissão é valorizada pela sociedade de uma forma geral, mas não pelos órgãos públicos e donos de hospitais", afirma a presidente da Sociedade Pernambucana de Pediatria, Lúcia Trajano. 


    src=http://www2.uol.com.br/JC/integracao/topo.jpg

    Concorrência da residência médica em 2008 
    Pernambuco

    ÁREAVagasInscritosCandidatos/vaga
    Anestesiologia121089,0
    Cirurgia geral411884,6
    Clínica médica512845,6
    Dermatologia36923,0
    Infectologia671,2
    Medicina da família e comunidade970,8
    Medicina preventiva e social210,5
    Neurocirurgia4338,3
    Neurologia6284,7
    Oftalmologia6579,5
    Obstetrícia/ginecologia36661,8
    Ortopedia/traumatologia14302,1
    Otorrinolaringologia4348,5
    Pediatria*32591,8
    Psiquiatria2147,0
    Radiologia e diagnóstico por imagem89011,3
    Fonte: SUS
    *Vagas oferecidas nos hospitais da Restauração, Imip, Barão de Lucena e Oswaldo Cruz

    No Hospital Barão de Lucena, das nove vagas oferecidas para o concurso de residência em pediatria, quatro não foram preenchidas. Para a coordenadora de residência médica da unidade, Gracília Barros, o que mais desestimula os novos médicos é a qualidade de vida de um pediatra. "Nosso expediente não termina no consultório. Atendemos 24 horas e nosso paciente não é apenas a criança, mas seus pais, avós... lidamos com todos eles ao mesmo tempo", ressalta. Sem falar que o tempo gasto em uma consulta pediátrica é, muitas vezes, maior que o desprendido em outros tipos de consulta, o que, no final das contas, acaba pesando também no bolso dos profissionais.

    A coordenadora de pediatria dos Hospital das Clínicas, Clezilce Brasileiro, que também ensina na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), diz que muitos alunos gostam da disciplina, mas acabam escolhendo outra área devido ao volume de trabalho e à baixa remuneração. "E quando fazem pediatria, geralmente partem para uma especialização, deixando de lado o atendimento clínico, exatamente a área mais carente de profissionais", acrescenta. A médica Taciana Schuler, 26 anos, está no 2º ano de residência no Instituto Materno Infantil (Imip), referência no atendimento a crianças. Ela diz que já entrou na faculdade de medicina pensando em fazer pediatria, mas não quer ficar apenas como generalista. "Vou continuar trabalhando como pediatra, mas como certeza irei fazer alguma especialização na área", fala.

    A carência não é exclusiva das emergências pediátricas públicas. De acordo com o médico José Carneiro Leão Filho, supervisor do programa em residência médica do Hospital Oswaldo Cruz, que também atende na rede particular, todas as equipes de pediatras estão com "buracos" na escala. "Trabalhamos em esquema de revezamento para dar conta da demanda, que é muita alta", revela. Com 55 anos, a pediatra Délia Duarte diz que, semanalmente, recebe de duas a três propostas de trabalho para atuar como plantonista.

    Estudante do 8º período de medicina da Universidade de Pernambuco (UPE), Thiago Arruda, 22, é um dos únicos da turma que pensa em fazer pediatria. Ciente dos pontos negativos apontados pelos futuros colegas de profissão, Thiago não desanima. "É claro que penso sobre isso, mas vocação é vocação. Não conheço nenhum pediatra triste, portanto prefiro fazer o que gosto". Foi pensando assim que a médica Ana Cláudia Egito, 26, escolheu fazer residência em pediatria no Imip. Formada em 2006 pela Universidade de Pernambuco (UPE), Ana e mais duas estudantes foram as únicas de uma turma de 70 alunos a optar pela área. Entre os residentes do Imip, sua escolha também é uma exceção. "Penso em fazer UTI pediátrica ou ficar apenas no atendimento clínico, que é minha vocação", acredita.

     
    Endereço: http://jc.uol.com.br/2008/04/10/not_165798.php
     
    Copyright (c)1997-2009, Jornal do Commercio-Recife-PE Brasil Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site para fins comerciais.



     Escrito por Pedro Carrancho às 21h55
    [] [envie esta mensagem] []




    PEDIATRIA

    PEDIATRIA-UMA DAS ESPECIALIDADES MAIS ESCOLHIDA???

    15/11/2001 - 09h25

    Profissões: Pediatria é a especialização mais escolhida

    da Folha de S.Paulo

    De todos os médicos do Brasil, 13,5% são pediatras, a especialização mais escolhida entre as 66 reconhecidas pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), segundo pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz para o conselho, Ministério da Saúde e outros órgãos médicos em 1996.

    A preferência ocorre, segundo Eduardo Vaz, secretário-geral da Sociedade Brasileira de Pediatria, porque o pediatra é um médico que não necessariamente atua para curar doenças, mas para acompanhar o desenvolvimento da criança.

    Isso gera um laço pessoal entre o médico e o paciente, que acaba formando uma imagem idealizada da profissão. "Há pediatras que, quando os pais de uma criança perdem o emprego, fazem a consulta sem cobrar, devido ao relacionamento que se desenvolveu entre eles", disse ele.

    Para Luiz Sá Júnior, conselheiro do CFM, o atendimento humanizado, como na pediatria, é uma das diferenças entre a medicina praticada no passado e a atual. "Antes, o médico estava a serviço do paciente, hoje é o contrário."



     Escrito por Pedro Carrancho às 21h40
    [] [envie esta mensagem] []




    PARA O JOVEM QUE PRETENDE FAZER MEDICINA

    PARA O JOVEM QUE PRETENDE FAZER MEDICINA....

    Medicina exige muito estudo antes , durante e depois da faculdade

    17/07/2008 12:33:58

     

     

     

    MEDICINA EXIGE MUITO ESTUDO ANTES, DURANTE E DEPOIS DA FACULDADE
    Curso sempre aparece entre os mais disputados nos grandes vestibulares do país; graduação tem seis anos de duração

    Medicina, curso tradicionalmente mais disputado nas universidades de norte a sul do país, é o tema do Guia de Carreiras do G1 desta semana. A graduação está no topo da lista de concorrência do vestibular 2007 das universidades Estadual Paulista (Unesp), com 114,8 candidatos por vaga, e de Campinas (Unicamp), com 78,9, e das federais de São Paulo (Unifesp ), do Paraná (UFPR) e do Rio Grande do Sul (UFRGS), entre muitas outras. Mas, segundo professores, não é só para entrar na faculdade que medicina exige dedicação. Quem quer cuidar da saúde humana precisa estudar muito durante a faculdade e também depois de formado.
    Nesta reportagem você vai ler sobre o curso de graduação e saber quais são as universidades mais bem conceituadas segundo o Ministério da Educação (MEC). O G1 mostra ainda que a maioria dos profissionais da área está concentrada no Sudeste do país.
    Para falar sobre o exercício da profissão, entrevistamos o médico Drauzio Varella, que já atendeu detentos do presídio do Carandiru, e há quase 40 anos cuida de pacientes com câncer. “Gosto de tratar de doentes graves”, diz.

    Profissão

    Com duração de seis anos, a graduação de medicina é a mais longa do país. A maioria dos cursos divide esse período em três ciclos de dois anos. Veja o infográfico aqui.
    Ao concluir os seis anos de faculdade, o estudante ganha o diploma de médico e pode exercer atividades como consultas pediátricas e ginecológicas e fazer partos. No entanto, a maioria opta por cursar uma residência médica em uma determinada área. Essa especialização pode durar de dois anos (caso de pediatria, clínica medida e outras) até cinco, para quem escolhe neurocirurgia. Mas, em geral, são feitas em três anos, como é o caso de dermatologia e obstetrícia. É preciso passar por um processo seletivo para conseguir vaga no programa de residência de grandes hospitais.
    “É desejável que a residência médica complemente os estudos de um médico. Diria que só não faz residência quem não consegue passar numa”, afirma o diretor acadêmico do curso da Unifesp, Miguel Roberto Jorge. A universidade teve nota máxima no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) do MEC no ano passado.
    Em três universidades consultadas pelo G1, os vários tipos de cirurgias estão entre as residências mais escolhidas. O que não quer dizer que se trata de uma área promissora. Pessoas do setor entrevistadas preferem não indicar especialidades em ascensão porque, dizem, o mercado de trabalho na medicina está sujeito a mudanças constantes.
    A dica dos especialistas é que os alunos escolham uma área pela qual tenham muito interesse. “Tem que fazer o que gosta e não o que dá muito dinheiro, porque é uma profissão que exige muito de você”, resume Joaquim Edson Vieira, secretário do centro de desenvolvimento de educação médica da Universidade de São Paulo (USP ). A instituição mantém o maior complexo hospitalar público do país, que é o Hospital das Clínicas.
    Os formados em medicina podem trabalhar diretamente com pacientes, fazer pesquisas na área, analisar exames, fazer diagnósticos por imagens, administrar centros de saúde, ensinar, entre outras atividades.

    Dedicação

    Professores das universidades consultadas concordam que para ser um bom profissional na área, é preciso muita dedicação e manter-se atualizado ao longo da vida. “O aluno tem que ser muito estudioso, acompanhar as mudanças da área e ter um ensino continuado após se formar”, recomenda o professor, Ajácio Brandão, coordenador do curso da Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre (FFFCMPA ). A instituição, criada em1966, também ficou entre as mais bem avaliadas no Enade de 2005.
    Para o professor Jorge, da Unifesp, durante a faculdade, o aluno deve “aprender a aprender sozinho”, porque a graduação dá uma formação básica em seis anos, mas o profissional precisa “continuar aprendendo durante a vida toda”, diz.

    Salário

    Dados do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) apontam que um residente da rede pública que trabalha 20 horas por semana ganha cerca de R$ 2.500. No setor privado, o salário é de R$ 2.300. Quem opta por trabalhar 24 horas semanais recebe cerca de R$ 2.800 em instituições públicas e R$ 2.400 nas particulares. Segundo o sindicato, uma pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que a média salarial dos médicos no Brasil é de R$ 7.000.

    Globo G1:
    http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,AA1327205-5604,00.html

    [Fonte: Globo G1]



     Escrito por Pedro Carrancho às 21h12
    [] [envie esta mensagem] []




    MEDICAMENTOS PERIGOSOS...

    Dar antiinflamatórios para crianças sem recomendação médica traz riscos à saúde

    Quem tem filhos costuma usar os antiinflamatórios como remédios coringas. Afinal, eles combatem os sintomas servem em casos de febres, tombos que provocam inchaços, garganta inflamada e muito mais. No entanto, o uso indevido destes remédios pode provocar sérias conseqüências para as crianças.

    “Sangramento gastrointestinal, toxicidade para os rins e o fígado, além de alergia, são os principais riscos do mau uso”, enumera Sandra Oliveira Campos, pediatra da Universidade Federal de São Paulo, em entrevista para a SAÚDE!. “E, quando o fígado ou os rins são afetados, pode haver desde uma alteração transitória de seu funcionamento até lesões graves.”

    Outra ameaça, bem mais corriqueira e tão problemática quanto, é a de mascarar doenças sérias, deixando que evoluam — atrasando o atendimento médico adequado quando a condição ainda está no começo.

    Isso porque essa classe de medicamento não atua na raiz dos males que acometem a criança. Seu papel é minimizar o mal-estar que eles provocam. Afinal ela é a reação orgânica a alguma agressão, seja um trauma, como uma pancada, seja a presença de um invasor, que pode ser um vírus, uma bactéria ou até mesmo um corpo estranho, como um espinho fincado na pele.

    Em qualquer uma dessas situações, as células do sistema imunológico são convocadas para eliminar os responsáveis pelos danos. O organismo usa armas como as moléculas de prostaglandina, que disparam dor e febre. A maioria dos antiinflamatórios inibe justamente essa produção de prostaglandinas no local. Por isso, agem como analgésicos e antitérmicos.

    São freqüentes os estudos que mostram o impacto dos antiinflamatórios no corpo dos adultos. Alguns deles sacudiram a indústria farmacêutica, levando governos de diversos países, inclusive o brasileiro, a retirar alguns remédios do mercado. “Mas esses trabalhos que avaliam eficácia e segurança quase nunca contemplam crianças abaixo de 12 anos por questões éticas”, esclarece Rogério Hoefler, do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Cebrim).

    Por não saber até que ponto o uso de alguns antiinflamatórios em crianças seria confiável, a FDA, agência que fiscaliza o setor de medicamentos nos Estados Unidos, prefere a cautela de indicar a maioria desses medicamentos para quem está com mais de 12 anos. “No Brasil, as recomendações variam conforme a droga e a existência ou não de estudos acompanhando pacientes pediátricos”, compara Hoefler. Alguns são liberados só para adolescentes de 14 anos, outros recebem sinal verde a partir do segundo aniversário.

    Segundo a pediatra Sandra Oliveira Campos, um dos raros antiinflamatórios que a FDA autoriza para os pequenos é o ácido acetilsalicílico, droga famosa pelo efeito analgésico. “É que ela é muito útil em algumas situações, como em doenças reumáticas na infância, embora haja o risco de a criança desenvolver síndrome de Reye, se ela estiver infectada pelo vírus da catapora ou da gripe.” A propósito, um erro freqüente em relação ao uso desse medicamento é oferecê-lo quando o pequeno tem uma infecção viral.

    Outro engano é apelar para esse remédio por qualquer bobagem. “Os adultos temem a febre, uma resposta natural e necessária do corpo”, analisa Paul Checchia, diretor médico da unidade pediátrica de terapia intensiva do Hospital Infantil St. Louis, em Missouri, nos Estados Unidos.

    Em tese, quando se toma antiinflamatório sem um bom propósito, ele atrapalha as defesas que tentam expulsar um intruso. E a infecção se prolonga ou até vai mais longe. “O antiinflamatório alivia o inchaço na área afetada, além de cortar a dor e a febre. A criança aparenta estar melhor, enquanto uma bactéria nociva não pára de se multiplicar”, exemplifica Hoefler.

    Para Sandra Oliveira Campos, o importante é fazer bom uso dessas drogas. “E isso significa obedecer às dosagens e ao tempo de tratamento indicados pelo médico, que também leva em conta outros medicamentos que a criança eventualmente estiver tomando”, diz ela.



     Escrito por Pedro Carrancho às 20h53
    [] [envie esta mensagem] []




    GUIAS PRÁTICOS DE MEDICINA....

    Guias práticos de medicina podem induzir a erros

    10 de dezembro de 2008 • 10h36 • atualizado às 11h00

    Dr. Darshak Sanghavi

    Estados Unidos


    A cada ano, as revistas médicas publicam milhares de novos estudos, e poucos médicos têm tempo ou dispõem dos conhecimentos necessários a ler todos eles. Para ajudá-los, uma série de organizações públicas e privadas resume as conclusões desses estudos na forma de diretrizes clínicas atualizadas, que são as receitas seguidas pelos médicos para tratar toda sorte de problemas, de unhas encravadas a ataques cardíacos.

    » Brasil: especialistas discutem tratamento do câncer

    Ao criar padrões nacionais de tratamento, esses grupos exercem grande influência sobre a prática da medicina. Mas o processo de criação dessas diretrizes pode ser idiossincrático e propenso a erros, especialmente no que tange à saúde infantil, e isso pode resultar em súbitas reversões de padrão, o que confunde médicos e pais.

    Ao longo do ano passado, por exemplo, a Associação Pediátrica Americana reverteu abruptamente sua recomendação de que bebês saudáveis não sejam alimentados com amendoins e outras comidas potencialmente alergênicas, sem mencionar dados novos que justifiquem a reversão.

    Semanas depois de a Associação Cardíaca Americana ter anunciado com muito alarde que crianças tratadas com medicamentos para corrigir problemas de atenção deveriam passar por testes cardíacos, a academia pediátrica promulgou novas diretrizes desencorajando o uso desses testes.

    Na metade do ano passado, a associação promulgou uma controvertida diretriz sob a qual solicitava aos médicos que verificassem os níveis de colesterol no sangue de milhões de crianças pequenas, e em alguns casos receitassem medicamentos fortes para reduzir o colesterol desses pacientes.

    O Dr. Roger Suchyta, diretor executivo associado da academia pediátrica, me informou que a diretriz havia sido revisada por 14 comitês e pelo conselho diretor antes da publicação.

    Mas acrescentou que os padrões acadêmicos não requeriam revisão sistemática da literatura científica existente antes que diretrizes sejam promulgadas. As diretrizes podem, portanto, depender da opinião pessoal de alguns médicos, e não de dados objetivos.

    A diretriz quanto ao colesterol, por um equívoco, não foi avaliada pela Associação Cardíaca Americana ou pelo Colégio Americano de Cardiologia, que também costumam revisar diretrizes. "Ninguém pensou em fazê-lo", diz o Dr. Suchyta.

    O comitê que redigiu a diretriz também sofria de falta de tempo, diz um dos seus integrantes, o Dr. Jatinder Bhatia, especialista em tratamento neonatal, da Geórgia.

    O painel precisa revisar as diretrizes a cada cinco anos, e este ano teria de considerar "grande número de relatórios", ele disse, entre os quais complexas normas sobre leite em pó para crianças e suplementos vitamínicos ¿uma carga total de 1.178 páginas de texto, das quais as recomendações sobre o colesterol representavam apenas 11 páginas.

    O comitê tampouco avalia a qualidade das provas oferecidas em apoio a determinadas recomendações, como a de iniciar os testes de colesterol com crianças aos dois anos, em certos casos, e em outros começar tratamentos com medicamentos de redução de nível de colesterol em pacientes a partir dos oito anos.

    As diretrizes clínicas foram desenvolvidas inicialmente nos anos 80, quando funcionários do programa federal de saúde Medicare pediram que médicos determinassem o uso apropriado de marca-passos, que então representavam uma tecnologia nova e dispendiosa.

    "Com base naquele esforço, decolou todo o conceito de desenvolvimento de diretrizes", disse o Dr. Elliott Antman, ex-presidente do comitê de desenvolvimento de diretrizes da Associação Cardíaca Americana, que participou da redação do primeiro conjunto de diretrizes.

    Para produzir as mais recentes diretrizes sobre ataques cardíacos, ele estima, o grupo investiu centenas de milhares de dólares na revisão e avaliação de provas clínicas e na criação de uma equipe de dezenas de especialistas. Poucas organizações investem recursos dessa ordem na formulação das diretrizes.

    Um relatório publicado pelo Journal of the American Medical Association constatou que apenas cerca de um terço das diretrizes clínicas revisam provas médicas atualizadas. Menos de metade delas seguem um formato padronizado.

    Suchyta diz que o único grupo que financia revisões abrangentes de saúde pediátrica é a Agência de Pesquisa e Qualidade da Saúde, uma organização federal. Mas até agora ela financiou apenas cerca de uma dúzia de revisões independentes, que servem de base a diretrizes clínicas confiáveis.

    A despeito dessas lacunas no que tange a provas, a academia pediátrica promulgou centenas recomendações de tratamento. Ela é uma das principais organizações contribuintes para a Central Nacional de Diretrizes (www.guideline.gov), um banco de dados públicos criado pela Associação Médica Americana que contém a sabedoria consolidada da medicina do país em forma de 2.200 diretrizes.

    Entre os colaboradores domésticos, a academia pediátrica só é superada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças e pelo Colégio Americano de Radiologia.

    Muitas das recomendações da academia ¿sobre tópicos diversos como aleitamento materno, circuncisão e deficiências de aprendizado, podem despertar controvérsias. E isso pode resultar em reversões preocupantes ao longo do tempo, porque as provas médicas empregadas para justificar as diretrizes não são avaliadas em termos de qualidade.

    Ao padronizar a qualidade do serviço médico por meio de incentivos financeiros relacionados à qualidade do desempenho, grandes organizações de seguros-saúde, como o plano Medicare, podem terminar premiando os médicos que respeitem mais as diretrizes.

    Mas antes que isso aconteça, seria preciso que estabelecêssemos padrões melhores para os nossos padrões ¿especialmente os utilizados no tratamento de crianças.

    Tradução: Paulo Migliacci

    The New York Times

     

    COMENTARIOS
    0 Comentários COMENTAR

    Seja o primeiro a comentar

    type="text/javascript">



     Escrito por Pedro Carrancho às 20h45
    [] [envie esta mensagem] []




    DOENÇAS ALÉRGICAS-ALTERAÇÕES AMBIENTAIS

    As pesquisas médicas indicam que as doenças alérgicas vêm aumentando consideravelmente nas últimas duas décadas, principalmente entre as crianças. Um dos motivos apontados, segundo os especialistas, é a modificação dos hábitos cotidianos, conseqüência da maior ocidentalização no estilo de vida.

    Esse é um dos aspectos que será discutido durante a palestra `Controle Ambiental`, ministrada pelo médico alergista imunologista pediátrico Arnaldo C. Porto Neto, presidente do Comitê de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul e professor associado ao Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina de Passo Fundo (RS).

    De acordo com o médico, os maiores vilões que influenciam no aumento das doenças alérgicas estão dentro da própria casa, convivendo no ambiente familiar. `As mudanças que ocorrem nas residências, como o uso de carpete, cortinas, e uma maior quantidade de objetos diversos, e as alterações na área de ventilação, determinam o acúmulo de alérgenos, principalmente aqueles que são provenientes dos ácaros.

    Mudanças comportamentais têm levado a um tempo maior de permanência dos indivíduos no domicílio, aumentando, assim, a exposição a esses alérgenos`, explica Dr. Arnaldo Porto Neto.

    As crianças são as maiores vítimas dos ácaros. Com maior sensibilidade e expostas a esse ambiente, elas tornam-se vulneráveis ao desenvolvimento de alergias respiratórias ou até mesmo sofrendo com o agravamento de doenças já estabelecidas, como a asma e a rinite. Em países de clima tropical, como o Brasil, esse quadro é ainda mais acentuado.

    `A quantidade desse ácaro em determinados tipos de ambientes é bem maior. Ele é responsável pela maioria das doenças alérgicas respiratórias na população infantil`, alerta o especialista.

    Outro aspecto destacado pelo Dr. Arnaldo Porto Neto é a questão da poluição ambiental nos grandes centros urbanos. Segundo ele, a emissão de quantidades exageradas de determinados tipos de gases como ozônio, dióxido de enxofre, monóxido de carbono, favorece também para o agravamento da doença alérgica.

    Prevenção

    O médico ressalta ainda que é fundamental a adoção de medidas preventivas. Ele explica que quando os pais já são alérgicos, existe uma margem de 50% a 70% de possibilidade dos filhos nascerem também com tendência a doenças alérgicas. Por isso, ele aponta a necessidade da prevenção primária, que deve começar dentro de casa.

    `Pais que são alérgicos já deveriam ter um tipo de moradia diferente: casas sem umidade, bem ventiladas, sem carpetes. E devem também evitar fumar dentro de casa ou perto da criança. A fumaça de cigarro é o poluente principal no ambiente familiar. É importante também evitar bichinhos de pelúcia que acumulem pó, cortinas. São medidas, que já se sabe, são eficazes para retardar o aparecimento da sensibilidade alérgica a esses ácaros`, aponta o médico.

    No caminho da prevenção primária existe ainda o fator alimentação. Dr. Arnaldo destaca que é importante essa preocupação já na fase intra-útero, especialmente no último trimestre da gravidez.

    `É preciso evitar certos alimentos que potencialmente poderiam passar a proteína alergênica por meio da placenta e sensibilizar já o feto`, alerta.

    Ele afirma que é primordial a alimentação com o leite materno nos primeiros seis meses da criança. Se isso não for possível, o médico indica o uso de leites chamados hipoalergênicos, com baixos teores de proteína alergisante de vaca, evitando a alergia alimentar nos primeiros dois anos de vida.

    `Já que as doenças alérgicas são genéticas, temos que começar a diminuir a exposição da criança a esses aspectos alérgicos, tanto alimentares, quanto ambientais`, enfatiza.

    Fonte: CDN

     

    Comentários

     


     Escrito por Pedro Carrancho às 20h36
    [] [envie esta mensagem] []




    UTI DE PEDIATRIA-FALTA DE VAGAS....

    Crianças com risco de vida não encontram vagas nas UTIs pediátricas de Maceió

    “O Problema é que não é apenas o Sistema Único de Saúde (SUS) que está sem leitos para a receberem crianças que necessitam de uma UTI pediátrica. Os hospitais particulares também enfrentam essa realidade. A situação na Saúde está um verdadeiro caos. Não quero criar pânico na população, mas sim prevenir acerca do desespero em precisar de uma vaga e não encontrá-la”, diz o Defensor Público, Ricardo Melro

    O Defensor Público Geral, Eduardo Antônio Lopes e o Defensor Público, Ricardo Melro receberam, na madrugada da última quarta-feira (28), uma denúncia por telefone, de uma pessoa cujo nome não foi identificado, em que a menor de apenas 2 anos e 4 meses estava correndo risco de morte, devido a uma pneumonia,  e não conseguia vaga em nenhuma unidade de saúde da rede pública.
     
    “A criança deu entrada no Pronto Socorro perto das 21 horas. Mas só conseguimos transferi-la uma hora da manhã de quinta, quando encontramos vagas em um hospital particular, onde ela continua internada na UTI”, explica Ricardo Melro.  
     
    “O Problema é que não é apenas o Sistema Único de Saúde (SUS) que está sem leitos para a receberem crianças que necessitam de uma UTI pediátrica. Os hospitais particulares também enfrentam essa realidade. A situação na Saúde está um verdadeiro caos. Não quero criar pânico na população, mas sim prevenir acerca do desespero em precisar de uma vaga e não encontrá-la”, diz.
     
    Quanto à solução para o problema, o Defensor afirma que hoje não é possível lançar uma ação civil pública (acp) pedindo o aumento de leitos, pois já existe uma ação com este objetivo na qual consta uma liminar que foi suspensa pelo Tribunal Regional Federal, da 5 Região. “O Projeto já existe, foi feito por técnicos em Alagoas e que embasou a acp que está na Justiça Federal. O referido projeto encontra-se nas mãos de autoridades, cabendo a elas executa-las. Até porque se o recurso é público, tem que ser gasto com o que for mais urgente para a população. E o bom senso diz que é a Saúde”, desabafa o Defensor.
     
    A ação foi impetrada há mais de um ano e pede o aumento de 30 leitos no SUS da capital. “Caso seja atendido, vai obrigar o Estado e Município de Maceió a ampliar o espaço, viabilizando recursos para construir ou ampliar a UTI onde eles quiserem. E também existe uma outra ação do Ministério Público Federal (MPF) para aumentar os leitos nos interiores do Estado”, afirma.
     
    Segundo o Defensor, o Governo do Estado mantém leitos de UTI na Santa Mônica, o mesmo acontece com o Governo Federal no Hospital Universitário, enquanto em Maceió não tem um só leito de UTI neonatal, nem dispõe de um hospital público, uma maternidade pública ou um pronto socorro municipal, que por isso vive refém do setor credenciado. “Só temos alguns prontos-socorros. Não é admissível que uma capital beirando quase um milhão de habitantes, disponha apenas de postos de saúdes”, diz.
     
    “Obviamente o Estado de Alagoas tem sua parcela de responsabilidade. Uma vez que, não consegue atender a população no interior do Estado, pelo mesmo motivo da falta de estrutura. O que faz a demanda vir para Maceió”, diz.
     
    Ele ressalta que toda essa situação beira o ilícito penal e essa omissão criminosa deve ser apurada pelos promotores que atuam na área criminal do Ministério Público.




     Escrito por Pedro Carrancho às 20h09
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    PUNÇÃO-ASPIRAÇÃO-PULMONAR

      1 / 1 LILACS 
               
    seleciona
    para imprimir
    Fotocópia
    experimentalDocumentos relacionados
    Id:6275
    Autor:Martins, J. L; Carrancho, P. V; Brant, J. C; Zaganelli, F. L.
    Título:A PAP - puncao-aspiracao pulmonar para o diagnostico bacteriologico das pneumonias agudas das criancas. / Pulmonary puncture-aspiration (PPA) in the bacteriological diagnosis of acute pneumonia in children
    Fonte:J. pediatr. (Rio J.);51(5/6):324, 1981.
    Idioma:Pt.
    Resumo:Os autores apresentam o resultado do emprego da PAP (Puncao-aspiracao-pulmonar) para o diagnostico bacteriologico das pneumonias agudas na crianca, em 13 pacientes com quadro clinico e radiologico de pneumonia aguda, admitidos no HINSG, Vitoria-ES, no periodo de 20/4 a 17/9/71. Dos 13 casos, a bacteriologia (bacterioscopia ao Gram) foi positiva em 9 e negativa em quatro casos. Na cultura foram isolados Staphylococcus aureus em cinco casos, Escherichia coli em um caso, associacao de germes em tres casos e resultado negativo em quatro casos. Dada a simplicidade da tecnica e as minimas complicacoes observadas (dois casos de discreta hemoptise e um caso de pequeno pneumotorax), os AA concluem tratar-se de um procedimento util para o diagnostico das pneumonias agudas na infancia
    Descritores:Biópsia por Agulha
    Pneumonia
    Responsável:BR1.1 - BIREME



    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 19h50
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    FEBRE EM LACTENTE JOVEM

    FEBRE...

    Atualização
    Febre, em especial, no lactente jovem
    Pedro V. Carrancho
    Médico pediatra - USB - República - Vitória - ES.

    A febre' uma manifestação comum, é muito frequente nas crianças. Apesar de causar grande angústia e preocupação aos pais, na maioria das vezes, felizmente, é resultado de doenças infantis de bom prognóstico, principalmente viróticas.
    Por tratar-se de sintoma preocupante, o pediatra, quase sempre, é levado a prescrever um antitérmico, unicamente visando reduzir o desconforto, a irritação e a falta de apetite que se instalam na criança febril.
    Sabe-se que a febre exerce um papel na defesa orgânica, atuando contra a multiplicação de microrganismos e associando-se à diminuição da morbidade por doenças infecciosas.
    Por isso, surgem controvérsias quanto à utilização de antitérmicos em todo paciente febril, uma vez que, além de mascarar a evolução de um caso grave, podem determinar efeitos adversos.
    A febre não é uma doença, é apenas reação do organismo diante de alguma agressão de natureza variada.
    Teoricamente, a vigilância cuidadosa e o acompanhamento constante seriam a conduta mais lógica e acertada e não a receita precipitada de antitérmico, mas sabemos que, na prática, isso não ocorre.
    Em apenas 2% a 4% das crianças, na faixa etária de seis meses aos seis anos, a febre pode ocasionar uma convulsão, geralmente autolimitada e que não deixa sequelas.
    O uso de antitérmico profilático só se justifica em raros casos, como, por exemplo, na administração da vacina tríplice DPT em crianças com antecedentes pessoais e/ou familiares de convulsão.
    No lactente jovem, aquele com até três meses de idade, a febre, sem nenhum sinal de localização ao exame físico, constitui-se num dilema e desafio para nós, pediatras.
    Por ser uma faixa etária de risco, há de se ter um grande cuidado no manejo destes pacientes, uma vez que quanto mais jovens forem maiores serão as probabilidades de ocorrência de infecção bacteriana grave.
    Diante de um lactente febril (>38ºC), cujo exame físico se apresenta, aparentemente, normal, constituem-se exames fundamentais: o sedimento urinário, o leucograma e um Rx de tórax (se houver algum sinal ou sintoma respiratório).
    A conduta a ser adotada deverá levar em conta não só as alterações detectadas nesses exames, como também a idade do paciente.
    A escola norte-americana costuma adotar normas de rotina, consideradas muito rígidas por muitos médicos, levando em consideração não só a idade, como também a presença ou não de estado toxêmico e o grau de facilidade que terá o pediatra em manter contato com a família da criança.
    Se houver toxemia, recomendar-se-á sempre a internação e a solicitação de cultura de sangue, urina e LCR. Se não houver toxemia, para os lactentes de um a três meses, será feito tratamento domiciliar com ceftriaxona ou, havendo possibilidade, observação em casa por 24 horas e um pedido de urocultura.
    Se o lactente tiver de três meses a três anos, apresentará uma febre >39ºC, mas sem toxemia, a ceftriaxona é recomendada naqueles com leucocitose >15.000 ou neutrófilos não segmentados >1.500.
    Entre nós há uma tendência de se colher LCR em todo lactente jovem febril (>38ºC) e sem foco de infecção definido, sob a observação hospitalar por 24 horas, uma vez que se torna muito difícil, num serviço público, manter o contato com a família ou um controle clínico após 24 horas.








    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 15h18
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    A CRIANÇA FEBRIL

    A CRIANÇA FEBRIL

    A CRIANÇA FEBRIL

     

     

            A febre pode ser benéfica ou prejudicial, dependendo das situações. Quando moderada, pode acelerar mecanismos imunológicos contra  algumas bactérias e vírus, entretanto, quando muito alta, poderá ter efeito contrário, prejudicando a resposta imune e, também, precipitar convulsões em crianças susceptíveis.

            Sabe-se que a temperatura corporal é variável entre indivíduos, entre grupos etáreos e durante o período das 24hs. A atividade física, a alimentação, a ingesta de líquidos quentes, etc...tendem a elevar a temperatura.

            Em geral, considera-se febre uma temperatura retal acima de 38ºC ou axilar acima de 37ºC. Além destas, podem ser medidas, ainda, as temperaturas oral e timpânica.

            A criança exposta a um ambiente superaquecido poderá ter sua temperatura elevada, sem ter febre. Neste caso, a temperatura do pé e do abdômen serão similares, contudo, se houver febre, a temperatura será mais baixa na extremidade(pé), devido à vasoconstricção.

            Como pediatra, costumamos observar que os pais, com frequência, atribuem a febre à erupção dentária, porém, isto não é verdadeiro, em que pese poder ocorrer um elevação na temperatura durante o episódio.

            Geralmente, o risco de bacteremia(presença de bactérias no sangue) aumenta com a magnitude da febre, sobretudo em crianças mais jovens, abaixo dos 2 anos de idade. Cerca de 10% dos lactentes febris, com menos de 2 meses de idade, têm infecções bacterianas graves, por isso, há uma tendência a hospitalizá-los. Já nas crianças maiores febris, há de se distinguir entre uma infecção por virus(virose) ou uma bacteremia oculta, quando não se tem uma fonte identificável de origem. Se, associada à febre, surgem pequenos pontos vermelhos(petéquias) na pele, que não se limitem à área acima da linha mamilar, teremos que afastar uma infecção bacteriana sistêmica grave.

            Há casos em que o pediatra se depara com uma criança com febre persistente, com duração de 7 ou mais dias, com exames clínico e laboratoriais normais, caracterizando o que chamamos de febre de origem obscura. Nessas situações, são úteis alguns testes simples, como a verificação da VHS(velocidade de hemossedimentação) e a relação  A/G (albumina/globulina), para afastarmos uma doença mais séria.

     

    DR. PEDRO VIEIRA CARRANCHO-Médico Pediatra

    E-mail: pedrocarrancho@hotmail.com

     



    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 15h04
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    TRABALHO SOBRE PARASITOSES INTESTINAIS

    PARASITOSES INTESTINAIS


       


    >

    Base de dados :LILACS
    Pesquisa :80149 [Identificador único]
    Referências encontradas :1 [refinar]
    Mostrando:1 .. 1   no formato [Detalhado]


    página 1 de 1 

     

      1 / 1 LILACS 
               
    seleciona
    para imprimir
    Fotocópia
    experimentalDocumentos relacionados
    Id:80149
    Autor:Carrancho, Pedro Vieira; Figueiredo, Angela Fátima de; Rangel, Suely R; Queiroz, Watson Helvécio de F.
    Título:Incidência de parasitoses intestinais em crianças previdenciárias atendidas em ambulatório, INAMPS-ES / Intestinal parasitosis in outpatient children, INAMPS, ES
    Fonte:Clín. pediatr. (Rio J.);13(5):17-8, 21, set.-out. 1989. Tab.
    Idioma:Pt.
    Resumo:Foram realizados 102 exames de fezes em crianças da faixa etária de um a 12 anos, atendidas no ambulatório de pediatria do INAMPS/ES, PAM Goiabeiras, utilizando-se o método de Hoffman-Pous-Janner & Baermann na análise de uma amostra de fezes de cada paciente. Encontrou-se um percentual de 60,80% de positividade para protozoários e/ou helmintos. Os parasitas mais freqüentes foram: 1) Ascaris lumbricoides; 2) Trichocefalus trichiurus; e 3) Giardia lamblia. A associaçäo mais comum de parasitas foi Ascaris lumbricoides + T. trichiurus. A faixa etária de dois a sete anos foi a mais acometida (AU)
    Descritores:Doenças Parasitárias/epidemiologia
    -Contagem de Ovos de Parasitas
    Assistência Ambulatorial
    Protozoários/parasitologia
    Helmintos/parasitologia
    Brasil
    Limites:Lactente
    Pré-Escolar
    Criança
    Humanos
    Masculino
    Feminino
    Responsável:BR1.1 - BIREME

     

     


    página 1 de 1 

      

     



    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 15h02
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    TRABALHO SOBRE IVAS

    ARTIGO SOBRE I VAS-INFECÇÃO DE VIAS AÉREAS SUPERIORES


       


    >

    Base de dados :LILACS
    Pesquisa :69154 [Identificador único]
    Referências encontradas :1 [refinar]
    Mostrando:1 .. 1   no formato [Detalhado]


    página 1 de 1 

     

      1 / 1 LILACS 
               
    seleciona
    para imprimir
    Fotocópia
    experimentalDocumentos relacionados
    Id:69154
    Autor:Carrancho, Pedro Vieira.
    Título:Prevalência das infecçoes de vias áereas superiores: em crianças previdenciárias atendidas em ambulatório / Prevalence of the superior aereal ducts infections: in previdenciary childrens care in ambulatory
    Fonte:Clín. pediatr. (Rio J.);12(3):52-4, maio-jun. 1988. Tab.
    Idioma:Pt.
    Resumo:O autor apresenta a incidência de IRA (Infecçöes Respiratórias agudas) - 47,5% - em 518 crianças previdenciárias, atendidas em ambulatório, demonstrando a alta prevalência das IVAS (infecçöes de Vias Aéreas Superiores) - 92,68% -, sobretudo na faixa etária de 1 a 5 anos, bem como a ocorrência, a elas associadas, de diarréia (10,5%), otite (5,2%) e vulvovaginites (3,5%). Conclui chamando a atençäo para a importância que devem merecer as IRA, pela alta taxa de mortalidade que determinam bem como recomenda maiores cuidados nas IVAS, em face das conseqüências imediatas ou tardias que a elas podem se associar (pneumonias bacterianas, GNDA e a D. reumática) (AU)
    Descritores:Infecções Respiratórias/complicações
    Diarréia/etiologia
    Otite/etiologia
    Vulvovaginite/etiologia
    -Doença Aguda
    Assistência Ambulatorial
    Limites:Recém-Nascido
    Lactente
    Pré-Escolar
    Criança
    Humanos
    Masculino
    Feminino
    Responsável:BR1.1 - BIREME

     

     



    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 14h59
    [] [envie esta mensagem] []




    NOTICIAS MEDICAS PEDIATRICAS

    ATÉ QUANDO USAR FRALDAS....

    A SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) preconiza que o processo nunca deve ocorrer antes dos 18 meses porque a criança não está preparada. Segundo os pediatras, no período entre 18 e 30 meses uma criança saudável costuma estar "madura" para fazer xixi na privada (com assento redutor).

    Eduardo Anizelli/Folha Imagem
    Pedro Aquino tem 2 anos e 8 meses e já está habituado a usar o banheiro; fim das fraldas exige paciência e disponibilidade dos pais
    Pedro Aquino tem 2 anos e 8 meses e já está habituado a usar o banheiro; fim das fraldas exige paciência e disponibilidade dos pais

    As idades, porém, são apenas parâmetros. Cada criança tem seu ritmo e sua maturidade. Meninas costumam sair da fralda antes, e irmãos não seguem o mesmo padrão.

    Retirar a fralda é um marco no desenvolvimento infantil. Estudos consideram, inclusive, que esse é o primeiro grande estresse da vida de uma criança. "É um dos primeiros passos para ela se tornar autossuficiente", diz a nefrologista pediátrica Denise Mota, doutora em epidemiologia e professora da Universidade Federal de Pelotas (RS).

    Para urinar no banheiro, a criança precisa lembrar que tem de caminhar até o vaso ou penico, baixar as calças, sentar, urinar, puxar as calças, dar a descarga e lavar as mãos. É um processo complexo, que deve ser treinado em etapas.

    "Quando o Pedro tinha dois anos, comecei a falar que ele já estava moço e que moços não usam fralda. Mas percebi que tinha de partir dele", diz Wendy Aquino, 29.

    Cerca de três meses depois, ela começou a notar que o menino anunciava que estava fazendo xixi na fralda. Foi a senha para que ela iniciasse o processo sob orientação pediátrica. Hoje, aos 2 anos e 8 meses, Pedro já está habituado a usar o banheiro.

    Teste de paciência

    Além das habilidades infantis, o fim das fraldas exige também paciência e disponibilidade dos pais. "Se a criança sentar e depois de três segundos levantar, dizendo que não quer, sem problema. Depois de cinco minutos, convide de novo", orienta Albert Bousso, professor de pediatria da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein e do Hospital Universitário da USP.

    Os pais precisam ainda ter desapego material porque a urina (e as fezes) vão escapar no sofá, na cadeira, na cama, no chão, no tapete -e até nos móveis ultramodernos da casa de amigos.

    A pior coisa a fazer é obrigar a criança a sentar-se na marra. Ou brigar, bater e gritar por causa dos inevitáveis escapes.

    "As mães e os pais têm de entender que, da mesma forma que a criança tem de cair para aprender a andar, que ela demora para ser alfabetizada, o controle da urina não ocorre de uma hora para outra. Pode levar de dois a quatro meses, com fatores positivos [como incentivo dos pais quando ele acerta] presentes", diz o pediatra.

    Valorizar o momento

    A nefrologista Denise Mota descobriu, em estudo feito em Pelotas (RS), que, apesar da preconização da SBP e do discurso dos pediatras, entre as mães pesquisadas não há consenso sobre o melhor momento para tirar as fraldas.

    A retirada, para elas, pode ocorrer em momentos tão díspares quanto antes de o bebê ter 18 meses ou com uma falante criança de três anos. "Pela praticidade da fralda, as mães começam o processo quando a criança está quase com três anos e sem orientação pediátrica", afirma.

    A falta de aconselhamento pode levar a um processo inadequado e gerar problemas na criança. "A retirada precoce da fralda, ou seja, antes dos 18 meses, é associada ao prolongamento do treinamento e a alguns problemas tardios de enurese (urina que escapa à noite) e constipação", afirma Nilzete Brezolin, presidente do Departamento de Nefrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. Um treinamento inadequado também pode levar à recusa da criança em ir ao banheiro.

    Da mesma forma, a demora para retirar a fralda também tem consequências. Segundo o levantamento de Denise Mota, "o treinamento tardio pode resultar em aumento do risco de doenças infecciosas, com diarreia, assim como num aumento da prevalência de constipação e recusa em ir ao banheiro".

    A falta de orientação, segundo Mota, seria resultado do pouco valor que se dá ao controle dos esfíncteres, apesar de ser um marco importante da infância. "As orientações costumam ser pouco utilizadas pelos médicos em consultas de rotina e, quando utilizadas, não são abordados todos os tópicos, tampouco se pergunta aos pais que tópicos gostariam de discutir", diz a médica, no estudo.

    A pediatra Gelsomina Colarusso Bosco, do Hospital e Maternidade São Luiz, concorda. "Infelizmente isso acontece. As mães têm muitas dúvidas, mas ficam sem orientação", diz. Ela costuma pedir à família que decide embarcar rumo ao fim das fraldas descartáveis para abolir três itens: pressa, comparação com irmãos e com outras crianças e cobrança.

    Foi o que fez a dentista Claudia Pessoa Rangel Bourdoukan, 33. "A nossa pediatra foi muito parceira. Queria tirar a fralda antes dos 18 meses porque a Bruna já se incomodava, mas fui orientada a esperar." Começou com 22 meses e, em 60 dias, Bruna se adaptou -mas às vezes o xixi ainda escapa.

    Informação e paciência são as palavras-chaves para saber, inclusive, que o mais fácil de treinar é o cocô. Feito uma vez por dia, e como o hábito do intestino é previsível, dá para se antecipar e perguntar à criança se ela quer ir ao banheiro.

    E o mais difícil é o xixi da noite. Tanto que a fralda noturna não costuma ser riscada da lista do supermercado tão rapidamente. Mas, em geral, o controle dos esfíncteres (inclusive à noite) está completo aos quatro anos. O que não significa o fim dos "acidentes" noturnos. É normal escapar na cama até os seis anos. "Conforme a criança cresce, a capacidade da bexiga também aumenta, e os escapes no meio da noite tendem a reduzir", diz Denise Mota.

    Leia mais



     Escrito por Pedro Carrancho às 14h42
    [] [envie esta mensagem] []




    NOTICIAS MEDICAS PEDIATRICAS

    Pediatra defende bons modos infantis como parte essencial do desenvolvimento

    Para Perri Klass, é importante falar disso nas consultas médicas.
    Pediatra escreve para o jornal "The New York Times".

    Perri Klass Para o 'New York Times'

    Tamanho da letra

    Durante anos, cuidei de uma criança muito rude. Quando ele tinha 3 anos, chamei-o de incontrolável – e falei com sua mãe sobre "definir limites". Aos 4, chamei-o de "exigente". Aos 5, ele ainda gritava com sua mãe se ela não fizesse o que ele queria, ainda me batia quando eu tentava examiná-lo, e sua mãe me perguntava preocupadamente se eu o considerava pronto para o jardim da infância.


    Eu poderia continuar contando a história (ele não passou um período fácil na escola), mas soaria como um conto vitoriano: O Menino Rude. Eu nunca usei a palavra "rude", nem mesmo "modos" ao falar com sua mãe. Não descrevo meus pacientes como rudes ou educados no registro médico. Mas eu transmito julgamentos, assim como todos os pediatras que conheço.

    É sempre admirado – e fácil – lamentar a deterioração dos bons modos; existe uma história frequentemente citada (e contestada) sobre Sócrates reclamando que os jovens atenienses tinham "maus modos e desprezo pela autoridade".

     

    Claro, certas orientações sociais deixaram de valer ou se dissiparam, e claro, a comunicação eletrônica parece ter presenteado adultos e crianças com novas formas de ser rude. Mas o antigo trabalho de criar um filho permanece.

    E esse trabalho é começar com um ser que não pensa nos sentimentos dos outros, sem código de comportamento além de seus próprios confortos e necessidades – e, guiado pelo amor e pela responsabilidade, fazer seu melhor para transformar esse ser no que sua avó (ou Sócrates) possa chamar de um ser humano.


    Meu livro favorito de educação infantil é "Miss Manners' Guide to Rearing Perfect Children", de Judith Martin, que assume a visão de que as boas maneiras são o centro de todo o empreendimento parental. Liguei para ela para perguntar por quê.


    "Cada criança nasce adorável, mas egoísta e o centro do universo", ela respondeu. É um trabalho dos pais ensinar que "existem outras pessoas, e elas têm sentimentos".


    As conversas que todo pediatra tem, várias vezes, sobre "definir limites" e "elogiar constantemente o bom comportamento" são conversas sobre bons modos. E quando está na sala de exames com uma criança que parece não ter nenhum, você começa a pensar no que está acontecendo em casa e na escola. Questões sobre disfunção familiar ou problemas de desenvolvimento cerebral começam a passar por sua mente.

    Barbara Howard, professora assistente de pediatria da Faculdade de Medicina Johns Hopkins e especialista em comportamento e desenvolvimento, me contou que os modos de uma criança é um assunto perfeitamente apropriado para se levantar numa visita ao pediatra.


    "Eles têm um enorme impacto nas vidas das pessoas – por que você não levantaria o assunto?”, disse ela. "Eles te olham nos olhos? Se você estica sua mão, eles a cumprimentam? Como eles interagem com os pais; eles interrompem, pedem coisas, eles abrem a bolsa da mamãe e tiram coisas de lá?"

    Howard sugeriu que todo o conceito de "modos" pode parecer um pouco obsoleto – até que você o reclassifique como "habilidades sociais", um termo muito em voga atualmente. Habilidades sociais são necessárias para o sucesso na escola, ela aponta; elas afetam seu desempenho no pátio de recreio, na sala de aula, no ambiente de trabalho.


    Também pensamos nas habilidades sociais como um complexo grupo de desafios que complicam as vidas das crianças – e adultos – no que hoje é chamado de espectro do autismo. Crianças com autismo, seja leve ou grave, têm sérias dificuldades em aprender os códigos sociais, decifrar linguagens corporais sutis ou tons de voz, e aprender as regras do jogo.


    O tratamento para essas crianças pode incluir treinamento sistemático em habilidades sociais, algumas vezes usando scripts para interações humanas comuns. E uma lição, segundo Howard, "é que é possível ensinar essas coisas. Talvez não estejamos ensinando-as tão bem como deveríamos a crianças com desenvolvimento normal".


    É claro, uma das consequências de longo prazo de ser uma criança rude é se tornar um adulto rude – até mesmo um médico rude. Existem valentões no pátio da escola e valentões no ambiente de trabalho; pode ser realmente desconcertante encontrar um adulto com 20 e poucos anos de educação que ainda enxerga o mundo somente em relação a suas próprias necessidades e emoções: eu quero isso, então me dê; estou nervoso, preciso bater; estou ferido, preciso gritar.


    Gosto da abordagem do livro porque deixa um pai respeitar a privacidade intelectual e emocional de uma criança: não estou lhe dizendo para gostar de sua professora; estou pedindo para tratá-la com cortesia. Não é que você não possa odiar o Joãozinho; só não pode bater nele. Seus sentimentos são assunto seu; seu comportamento é público.


    No entanto, essa primeira grande lição intuitiva – de que existem outras pessoas lá fora e que seus sentimentos devem ser considerados – afeta o desenvolvimento moral mais básico de uma criança. Para ela, assim como para um adulto, os bons modos representam uma estratégia para avançar na vida, mas também um compromisso intelectual bem-sucedido com o assunto de ser humano.


    Eu não gostava de atender meu paciente rude. Apesar de sua saúde geralmente boa e seu desenvolvimento normal, não podia deixar de sentir que o mundo adulto havia fracassado em guiá-lo e protegê-lo. Ele era barulhento, exigente e teimoso, mas uma de suas necessidades básicas não havia sido atendida: ninguém havia lhe ensinado bons modos.


    Como pediatra, me preocupo com as trajetórias de crescimento e desenvolvimento infantis: medir o tamanho da cabeça de um bebê, pesar um garoto, perguntar sobre as habilidades de linguagem de uma criança em idade pré-escolar. Os bons modos são outro lado da jornada de cada criança, do desamparo à autonomia. Uma criança que aprende a administrar um pouco de cortesia, mesmo sob a pressão de uma visita ao médico, é uma criança que funciona bem no mundo, uma criança com um prognóstico positivo.

    Leia mais notícias de Ciência e Saúde



     Escrito por Pedro Carrancho às 14h16
    [] [envie esta mensagem] []




    NOTICIAS MEDICAS PEDIATRICAS

    Pediatria discute erro médico

    Publicado em Agenda
    13 de junho de 2007

    erro-medico-mitraud.jpg“Erro médico” é o tema da reunião científica do Departamento de Pediatria, que acontece na próxima quarta-feira, dia 20 de junho, a partir das 11 horas, na sala 34 (antiga 2037) da Faculdade de Medicina da UFMG. O palestrante convidado para falar sobre o assunto é Fernando Mitraud (foto), advogado da Comissão Estadual de Defesa do Médico da AMMG. A reunião é aberta ao público interessado, e a coordenação é do professor Lincoln Marcelo Silveira Freire (PED).

    Leia a seguir entrevista com Fernando Mitraud:

    A CEDM atua na defesa do médico acusado injustamente e justamente?

    A Comissão Estadual de Defesa do Médico não julga, ma sim atua na defesa de profissionais acusados injustamente na justiça cível e criminal, não apoiando, contudo, o mau profissional. Para tanto o médico deve participar de uma reunião (às terças-feiras) no primeiro semestre na Associação Médica e no segundo no Sindicato dos Médicos. O caso é discutido e os membros médicos da comissão definem pela defesa ou não do profissional.

    Quais são os erros mais comuns que o médico pode cometer  que resultam em possíveis acusações?

    Os principais pontos que geram questionamentos e até mesmo processos são oriundos de uma má-relação médico paciente, prontuário mal feito e principalmente orientação ao paciente sobre seu caso e o tratamento.

    O que o médico pode fazer para evitar acusações?

    O médico deve fortalecer a relação médico-paciente e deixar bem claro qual é a patologia e o tratamento a ser instituído e principalmente esclarecer que a obrigação do médico é de meio, ou seja, jamais deve-se prometer a cura. A formalização de contrato de prestação de serviços é viável, especialmente no caso de tratamentos longos e na cirurgia plástica, porém sempre é necessário o termo de consentimento informado, obrigação prevista no Código de Ética Médica, em que o médico esclarece ao paciente sobre a patologia, proposta terapêutica e prognóstico. Além de criar uma situação de cumplicidade com o paciente, permite que ele entenda que isso também é importante para o melhor resultado do tratamento.

    O senhor acredita na existência da “indústria das acusações”?

    Não acredito na indústria do erro médico, mas sim no crescente aumento da oferta de seguro contra o erro médico, muitas vezes divulgado por profissionais da medicina e mesmo advogados. Sou contra o seguro por má prática médica, pois não resolve o problema de processos criminais e éticos. Além disso, o seguro pode levar à inviabilidade da medicina, ao aumento dos processos e majoração das condenações.

    Hoje algumas meninas de 12 anos  já estão com vida sexual ativa. O médico que a acompanha deve comunicar aos pais? Isso é eticamente correto?

    Os menores de idade são pacientes como outro qualquer, tendo direito ao sigilo. Porém, o médico deve analisar cada caso. Por serem menores estão sob a responsabilidade dos pais, que devem ser informados de todos os fatos que levem a mudanças radicais em suas vidas, tais como uso de drogas, vida sexual ativa sem cuidados e outras situações que demandem a participação direta dos pais como responsáveis que são.

    Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG
    Foto: AMMG
    (31) 3248 9651 -
    divulga@medicina.ufmg.br

     



     Escrito por Pedro Carrancho às 14h09
    [] [envie esta mensagem] []




    NOTICIAS MEDICAS DE PEDIATRIA

    04/01/2009 - 09:01 | Atualizada em: 04/01/2009 às 09:01 por Luiz Freitas

    Baixos salários esvaziam pediatria

    Baixa remuneração e desvalorização da carreira. Falta de renovação do quadro, mudança de especialidade ou até mesmo de profissão. Essa tem sido a rotina vivida por profissionais essenciais à manutenção da saúde: os pediatras, médicos especializados no tratamento de crianças, que começam a escassear no mercado potiguar. Com dificuldades para manter um consultório e sendo obrigados a mudar de especialidade para obter melhor retorno financeiro, a falta de clínicos pediatras tem levado a uma realidade de consultórios lotados e perda de qualidade no atendimento.

    Para o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed), Geraldo Ferreira Filho, a raiz estrutural do problema decorre do mecanismo remuneratório dos profissionais. ‘‘O pediatra vive basicamente de consultas. Não tem máquinas nem procedimentos que agregem valor. É o ato médico puro, essencialmente clínico’’.

    ‘‘A necessidade do pediatra é suprema. Incluir a pediatria no Programa de Saúde da Família é uma forma de valorizar a especialidade. A pediatria é essencialmente clínica. O paciente pediátrico é diferenciado, com características próprias. É uma especialidade básica, primária como a clínica médica. São os pediatras que fazem o trabalho de filtro, que tratam o grosso da população infantil’’.

    Atualmente o profissional pediatra é remunerado na forma de consultas. Ao atender um paciente, ele será pago por aquele primeiro atendimento, mas o paciente terá direito, no período de um mês, a retornar o seu atendimento. ‘‘Esse retorno não é pago. Se o pediatra atende uma criança gripada, será remunerado por essa consulta, mas se o paciente retornar cinco, seis vezes em um mês, não terá nenhum adicional’’.

    Segundo a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHTM), um conjunto de normas montadas com base em estudos que buscam melhorar o atendimento em clínicas médicas, uma consulta pediátrica deveria ser remunerada em R$ 54. Entretanto, a realidade de mercado está longe disso.

    ‘‘A maioria dos planos de saúde se recusa a adotar a classificação e pagam 26, 28 ou 30 reais por consulta. A Associação Médica Brasileira (AMB) já calculou que um pediatra que faça 200 consultas por mês, terá um faturamento bruto de R$ 6 mil por mês, mas se for descontar todas as despesas com a manutenção do consultório, sobrariam menos de 500 reais. Ou seja, o pediatra trabalha para receber pouco mais do que um salário-mínimo. Essa é a razão pela qual há uma grande fuga da especialização e o fechamento de consultórios’’.

    O pagamento dos profissionais da rede pública também não é satisfatório. ‘‘Os profissionais que são contratados para trabalhar como pediatras nos ambulatórios ganham uma remuneração de R$ 520 mais uma gratificação de R$ 670. Pouco mais de mil reais, o que faz com que o médico não consiga viabilizar-se financeiramente’’. Segundo o dirigente, a alternativa seria diminuir o tempo de validade da consulta. ‘‘A possibilidade de retorno deveria ficar restrita a 15 dias para que se pudesse cobrar uma nova consulta’’.

    Embora não seja valorizada, a pediatria é ainda a segunda especialidade com mais adeptos dentre os médicos que atuam no estado. ‘‘A ginecologia e a pediatria lideram. A pediatria responde por cerca de 15% a 17% dos médicos potiguares’’. Geraldo Ferreira estima que seis pediatras sejam formados por ano. ‘‘Mas nas turmas mais recentes já não se encontram mais esses profissionais. Por uma questão mesmo de mercado os estudantes dão preferência as especialidades que tem valores agregados, aquelas que possibilitam ganhar mais com um mesmo paciente por meio de procedimentos, como o uso de equipamentos, exames, utilização de materiais e medicamentos’’.

    Médicos reclamam de desvalorização

    Médica pediátrica com 30 anos de profissão, Lucinete Santos da Silva afirma: ‘‘Quem faz pediatria é por amor. É uma profissão maravilhosa, supergratificante, mas a valorização do pediatra no campo profissional em geral é pequena quando comparada com outros profissionais’’. Ela cita o exemplo dos médicos anestesistas. ‘‘Como se trata de um grupo pequeno, eles fizeram uma cooperativa, fazem lobby e conseguiram convencer o governo a lhes pagar uma remuneração melhor. Como o pediatra é um clínico geral infantil, ele não tem o respaldo, a força para fazer esse tipo de coisa’’.

    A baixa remuneração seria um problema crônico. ‘‘Em algumas cidades do interior paga-se apenas R$ 8 reais por consulta ao pediatra, enquanto a um oftalmologista esse valor é de R$ 32 reais. Isso tem afastado os profissionais que estão iniciando a carreira. Para sobreviver, o pediatra precisa tirar plantões. Mas mesmo assim são plantões básicos, ou seja, o mínimo que se pode pagar por um plantão é o que se paga ao pediatra’’.

    Afora a alternativa dos plantões, outra vertente é a sub-especialização. ‘‘As pessoas estão procurando se especiliazar em dermatologia pediátrica ou em cirurgia infantil, por exemplo. Isso tem feito com que o clínico geral pediatra esteja cada vez mais raro no mercado’’. Ela fala com a experiência de quem teve que seguir esse caminho. ‘‘Eu tive que fazer um estágio em UTI pediátrica para assumir um plantão mais valorizado que o próprio plantão em pediatria’’, afirma Lucinete, que além de intensivista pediátrica, atua como perita na Junta Médica do Estado e já havia se especializado em medicina no trânsito. O resultado seria uma jornada de trabalho ainda mais atribulada que a de outras especialidades médicas. Ela acumula o trabalho na Junta Médica, com os plantões nas UTIs pediátricas.

    “Pediatras são espécie em extinção”

    O pediatra João Bosco Lima Barbosa, 22 anos de formado e especialista em terapira intensiva, compara a especialização em pediatria a um mico-leão dourado. ‘‘É uma espécie em extinção’’. Ele relata que o próprio governo federal está desestimulando a procura pela especialidade ao não colocá-la como integrante do Programa de Saúde da Família (PSF). ‘‘O profissional médico tem a oportunidade de ao se formar fazer o PSF, mas como a pediatria não faz parte desse programa, a procura pela residência pediátrica vem caindo. A remuneração do pediatra é muito pouca, está defasada justamente porque o profissional não é valorizado’’, afirma.

    ‘‘Em tempos de globalizacão se fala muito em humanização. O pediatra é e deve ser visto como clínico geral das crianças. As demais especialidades dividem o homem, enquanto a clínica o enxerga como um todo. Além do mais é a que mais abrange o lado social. Para tratar uma criança, se precisa ver todo o contexto social em que ela vive. O médico que trata a criança não pode vê-la como um adulto em miniatura, pois ela é um paciente com uma condição especial, diferenciada. Quem trata o adulto não trata a criança e vice-versa’’.

    O trabalho no consultório também vem sendo prejudicado, segundo o médico que mantém um consultório há 20 anos. ‘‘É mais cômodo para a população procurar atendimento nos pronto-socorros. 90% dos atendimentos nos pronto-socorros não são de urgência nem emergência. A pediatria é essencialmente ambulatorial, mas essa procura pelos pronto-socorros termina esvaziando os consultórios’’.

    De acordo com o médico, ‘‘a solução é sempre dividir o consultório com outro colega, com outra vítima. Os que faziam consultório sozinhos estão em clínicas ou formaram parcerias. É inviável ficar sozinho. Com esse contexto, o médico recém-formado vislumbra o PSF e não procura mais a especialidade. A valorização está caindo. A saída seria colocar a pediatria no PSF’’.

    João Bosco aponta que por outro lado, há uma demanda reprimida muito grande por vagas em leitos de UTI pediátrica no Rio Grande do Norte. ‘‘Há poucos leitos, sempre tem lista de espera. Aqui só temo uma UTI privada, do Papi, e duas públicas, do Varela Santiago e do Maria Alice Fernandes. A cirurgia cardíaca pediátrica também tem bastante demanda’’. Ele atua na UTI do Varela Santiago e do Papi.

    Estudantes já rechaçam especialidade

    Segundo a pediatra Maria Spinelli, 27 anos de formada, a pediatria vem sendo bastante penalizada nos últimos tempos.‘‘Na verdade hoje o estudante que sai da faculdade de medicina não tem procurado a especialização em pediatria. A clínica médica não tem tido o mesmo valor de antigamente. Hoje se buscam especialistas ou até mesmo superespecialistas. A pediatria tem perdido espaço para outras especialidades, o que tem levado a um quadro de profissionais cada vez menor. Muitos profissionais estão mudando de especialidade ou até mesmo abandonando a própria Medicina’’.

    O resultado desse cenário seriam consultórios abarrotados e um serviço de pouca qualidade. ‘‘A quantidade de pediatras está muito abaixo do que é necessário para a populacão’’. A ironia é que a especialidade estaria sendo novamente valorizada, agora pela falta de profissionais. ‘‘Estamos vivendo esse momento de valorização porque há uma demanda muito grande. Não faltam pacientes, o problema é a baixa remuneração’’.

    A médica Maria Spinelli classifica os planos de saúde como verdadeiros ‘‘atravessadores’’. ‘‘Há um déficit muito grande de profissionais em consultórios e a quantidade deles que oferecem um serviço particular é ainda menor. Os planos de saúde captam o cliente, fazem o convênio e os encaminham ao médico, repassando o valor da consulta pela tabela mais baixa possível’’.

    Segundo a pediatra, que atua em consultório e trabalha em uma unidade de saúde há 23 anos, a deficiência de médicos pediatras atendendo em consultórios seria um agravante. Maria Spinelli aponta que há uma verdadeira filosofia pronto-socorrista no Rio Grande do Norte. ‘‘A quantidade de consultas em pronto-socorro é maior que em outros estados. Muitas das queixas que chegam lá deveriam ser atendidas em um consultório. O resultado é que o médico do pronto-socorro precisa ser mais agressivo na conduta da consulta para poder dar um diagnóstico da doença. Como trabalha sob pressão e não conhece o histórico daquela criança, ele pede mais exames, o que onera mais o trabalho médico, a cooperativa’’.

    Na cooperativa na qual atua, existem 122 pediatras cooperados, mas muitos já não estão fazendo consultório. ‘‘O trabalho nos consultórios fica prejudicado porque como é mal remunerado o pediatra terá que fazer uma consulta mais rápida, para atender mais pacientes”.



     

    Palavras - chaves

    carreira pediatria salários


     Escrito por Pedro Carrancho às 13h59
    [] [envie esta mensagem] []




    COMO OS MÉDICOS PENSAM....

    Como os médicos pensam

    Assim que o paciente começa a relatar os sintomas, eles já traçam um diagnóstico. Quando ficam presos às primeiras impressões, o resultado pode ser trágico

    Jerome Groopman
    Copyright New Yorker


    Tem cerca de 150 células

    Em uma tarde de primavera, há alguns anos, Evan McKinley estava caminhando pela floresta perto de Halifax, na Nova Escócia, nos Estados Unidos, quando sentiu uma dor aguda no peito. McKinley (pseudônimo) era um guarda-florestal de 40 e poucos anos, magro e em muito boa forma. Já estava sentindo o peito incomodar havia alguns dias, mas daquela vez foi mais forte: doía sempre que respirava. Ele voltou devagar pela floresta para o barracão que abrigava seu escritório. Ficou sentado e esperou a dor passar.

    McKinley estava acostumado a carregar mochilas pesadas nas costas e ter dores musculares, mas aquela dor era diferente. Resolveu ir ao médico. Pat Croskerry era o médico responsável pelo pronto-socorro do Dartmouth General Hospital, perto de Halifax, naquele dia. Ouviu atentamente a descrição dos sintomas de McKinley. Observou que ele era musculoso e corado, como seria de esperar de um homem que passava a maior parte do tempo ao ar livre. E também que ele não estava suando - a transpiração pode ser sintoma de alteração cardíaca. McKinley disse que a dor era no meio do peito e não se irradiava para braços, pescoço nem costas. Disse ao médico que nunca havia fumado ou tido excesso de peso, que não havia histórico familiar de ataque cardíaco, derrame ou diabetes e que não sofria de nenhum tipo de estresse. Sua vida familiar ia bem e ele gostava de seu trabalho.

    Croskerry verificou a pressão sanguínea do paciente. Estava normal. A pulsação era típica de um homem atlético. O médico ouviu os pulmões e o coração de McKinley, mas não encontrou nenhuma anormalidade. Quando apalpou entre as costelas e o esterno, McKinley não sentiu dor. As coxas e as panturrilhas não estavam inchadas nem doloridas. Por fim, o médico pediu um eletrocardiograma, uma radiografia do tórax e um exame de sangue para medir as enzimas cardíacas de McKinley. Níveis alterados de enzimas cardíacas indicam danos ao coração.

    Como Croskerry esperava, todos os resultados dos exames foram normais. "Sua dor no peito não me preocupa", disse ele, antes de mandar o paciente para casa. "Você provavelmente se sobrecarregou e distendeu um músculo. Não tenho a menor dúvida de que não é um problema com seu coração."

    Na noite seguinte, quando Croskerry chegou ao pronto-socorro para iniciar seu turno, um colega veio falar com ele. "O caso do homem que você examinou ontem é muito interessante", disse o médico. "Ele deu entrada hoje de manhã com infarto agudo do miocárdio." Croskerry ficou chocado. O colega tentou consolá-lo: "Se eu o tivesse examinado, não teria sido tão cuidadoso a ponto de pedir todos aqueles exames". Mas Croskerry sabia que havia cometido um erro que poderia ter custado a vida do guarda-florestal. McKinley sobreviveu. "É claro que deixei passar", disse Croskerry sobre o infarto de McKinley. "Onde foi que errei? Não foi por conduta inadequada ou negligência. Deixei passar porque meu raciocínio foi excessivamente influenciado pela aparência saudável do paciente e pela ausência de fatores de risco."

    Croskerry, que tem 64 anos, começou sua carreira na psicologia experimental, estudando cérebros de ratos em laboratório. Em 1979, resolveu virar médico e, como estudante de Medicina, ficou surpreso ao perceber como se prestava pouca atenção ao que ele chama de "dimensão cognitiva" da conduta clínica. Esse é o processo pelo qual os médicos interpretam os sintomas do paciente e analisam os resultados dos exames para chegar a um diagnóstico e indicar o tratamento.

    Os alunos passavam os dois primeiros anos da faculdade memorizando informações sobre fisiologia, farmacologia e patologia e passavam os dois últimos aprendendo as aplicações práticas desses conhecimentos: como decifrar um eletrocardiograma, como calcular a dose adequada de insulina para um diabético. Os professores de Croskerry raramente se davam ao trabalho de descrever a lógica em que se apoiavam para fazer um diagnóstico correto e evitar erros.

    Em 1990, Croskerry virou chefe do departamento de emergência do Dartmouth General Hospital e ficou impressionado com a quantidade de erros que os médicos sob sua supervisão cometiam. Fazia listas de equívocos e tentava agrupá-los em categorias. Alguns anos depois, começou a publicar artigos em periódicos de medicina, tomando emprestadas idéias da psicologia para explicar como os médicos tomavam decisões clínicas - principalmente as erradas - nas condições estressantes do pronto-socorro.

    "Os médicos do pronto-socorro precisam tomar um número inusitado de decisões em seu trabalho", afirma. Essas decisões médicas implicam necessariamente uma grande dose de incerteza. Na maior parte das vezes, os pacientes não são conhecidos, e suas doenças são analisadas apenas a partir de pequenos intervalos de tempo e observação. Ao chamar a atenção dos médicos para erros comuns do julgamento médico, ele ajudou a promover um campo emergente da medicina: o estudo sobre como os médicos pensam.

    OBRA

    O médico Jeróme Gropman é
    autor de How Doctors Think
    (Como os Médicos Pensam),
    livro recém-lançado nos Estados
    Unidos. Este artigo, originalmente
    publicado na revista New Yorker,
    é adptado do livro

    Há poucos dados sobre a freqüência de erros de diagnóstico. As pesquisas feitas entre as décadas de 80 e 90 sugerem que eles ocorrem em aproximadamente 15% dos casos, mas Croskerry desconfia que esse número seja significativamente maior. Ele acredita que os erros de diagnóstico são resultado de erros de raciocínio que podem ser facilmente identificados e, muitas vezes, evitados.

    Normalmente os médicos começam a diagnosticar o paciente logo que o vêem. Antes de começar o exame, interpretam a aparência dele: a coloração, a inclinação da cabeça, o movimento dos olhos e da boca, a forma como se senta ou fica em pé, o som da respiração. As teorias dos médicos sobre o que há de errado continuam a evoluir quando ouvem o coração ou pressionam o fígado.

    As pesquisas mostram que a maioria dos médicos já tem em mente dois ou três diagnósticos possíveis poucos minutos depois de entrar em contato com o paciente e que tende a desenvolver seus palpites a partir de informações incompletas. Para fazer diagnósticos, a maioria dos médicos se baseia em atalhos e regras práticas conhecidas pela psicologia como heurística.

    A heurística é indispensável na medicina. Os médicos, especialmente no pronto-socorro, muitas vezes precisam fazer s julgamentos rápidos sobre como tratar um paciente com base em poucos sintomas potencialmente muito sérios. Um médico é treinado para supor, por exemplo, que um paciente com febre alta e dores fortes no lado direito da parte inferior do abdome pode estar com apendicite. Ele imediatamente encaminha o paciente ao serviço de raios-X e entra em contato com o cirurgião de plantão. Assim como a heurística pode ajudar os médicos a salvar vidas, também pode levá-los a cometer erros graves. Fazendo uma retrospectiva, Croskerry percebeu que, quando viu McKinley no pronto-socorro, o guarda-florestal tinha uma onda de dor no peito que pode anteceder um ataque do coração, a angina instável. "Ela não apareceu no eletrocardiograma porque, em 50% desses casos, não aparece", disse Croskerry. "A angina instável dele não apareceu no exame de enzimas cardíacas porque ainda não havia dano ao músculo do coração. E não apareceu na radiografia do tórax porque o coração ainda não havia começado a falhar, então não havia líquido acumulado nos pulmões."

    O erro que Croskerry cometeu é chamado de erro de representatividade. Médicos cometem esses erros quando seu raciocínio é excessivamente influenciado pelo que acontece na maioria dos casos. Não consideram possibilidades que contradigam seus modelos mentais e atribuem os sintomas à causa errada. Croskerry disse que havia observado de imediato a constituição física do guarda-florestal: a maioria dos homens na faixa de 40 anos em boa forma tem pouca probabilidade de ter doença do coração.

    Mais ainda, a dor de McKinley não era característica de doença cardíaca e os resultados do exame físico e dos exames de sangue não indicavam um problema de coração. Mas esse era exatamente o problema. "A cabeça precisa estar preparada para o que é atípico e não se assegurar muito rápido, nem ao paciente, de que está tudo bem", disse Croskerry. Ele poderia ter deixado McKinley em observação e ter feito um segundo exame de enzimas cardíacas ou submetê-lo a um teste de esforço, o que talvez revelasse a origem da dor no peito. Quando Croskerry fala aos alunos e residentes sobre os erros de representatividade, cita Evan McKinley como exemplo.

    Médicos também podem cometer erros quando seu julgamento de um paciente é inconscientemente influenciado por sintomas ou doenças de pacientes que acabaram de ver. Muitas infecções em comum tendem a ocorrer quando há uma epidemia atingindo um grande número de pessoas numa mesma comunidade ao mesmo tempo. Depois de ver seis pacientes com gripe, é comum o médico supor que o sétimo paciente que reclama de sintomas parecidos tenha a mesma doença.

    Os médicos não cometem apenas erros intelectuais. Eles também erram por causa de seus sentimentos em relação ao paciente. Todos queremos acreditar que nosso médico gosta de nós e é movido por nossa situação difícil. Os médicos são incentivados a desenvolver sentimentos positivos por seus pacientes. Importar-se é geralmente tido como pedra angular da medicina humanística. Às vezes, o impulso de proteger um paciente de quem o médico gosta ou que admira pode afetar negativamente seu julgamento.

     



     Escrito por Pedro Carrancho às 18h33
    [] [envie esta mensagem] []




    USO DO GOOGLE COMO CONSULTÓRIO É UMA TEMERIDADE

     Médicos temem 'Google-consultório'

    Estudo diz que site permite identificar corretamente doenças, mas há risco de automedicação e diagnóstico errado

    Emilio Sant'Anna

    Site de pesquisas mais usado na internet, o Google está se tornando uma espécie de consultório virtual dos internautas, para preocupação dos médicos. Pessoas acessam as páginas em busca de informações sobre doenças - desde a simples identificação de sintomas até a interpretação de exames e tratamentos. Surpreendido por um paciente que chegou a seu consultório com sugestão de diagnóstico e tratamento para a doença do filho, o médico Hangwi Tang, do Hospital Princess Alexandra, na Austrália, resolveu testar a precisão de diagnóstico do Google. A internet acertou em 58% dos casos.

    Tang examinou casos publicados ao longo de um ano pela revista médica New England Journal of Medicine sem consultar os diagnósticos corretos. Com a busca por até cinco termos citados nos estudos, o Google forneceu dados permitindo que médicos chegassem a diagnósticos iguais aos publicados.

    O site acertou o diagnóstico de linfoma e síndrome torácica aguda, por exemplo, mas pensou que a febre do Nilo Ocidental fosse a 'doença do enxerto contra o hospedeiro'. Tang concluiu que ferramentas de busca como o Google são boas como complemento para os médicos. Isto é, não podem substituí-los.

    Mesmo assim, o temor é que os resultados da experiência sejam simplificados e levem as pessoas a acreditar que uma busca na internet substitui uma consulta. 'Alguns confundiram nosso estudo com uma defesa do uso do Google como uma ferramenta essencial de diagnóstico', diz Tang. Ele publicou seu estudo, intitulado Dando um Google em busca de um diagnóstico, na edição online de novembro da revista especializada British Medical Journal.

    Alguns comentários publicados em blogs e sites de saúde depois da divulgação da experiência sugeriram que, para muita gente, os sites são tão bons quanto os médicos. Um deles chegou a afirmar que 'são um instrumento de diagnóstico melhor que o estetoscópio'.

    O que alguns na blogosfera esqueceram, diz Tang, é que a internet é útil particularmente nas mãos de um médico ou outro especialista em saúde. 'Os clínicos têm mais referência sobre sintomas inusuais e os termos técnicos para os sintomas', afirma ele. Quanto mais precisos são os termos da busca, mais exato é o diagnóstico. 'Além disso, há muito lixo na web e um especialista pode eliminá-lo rapidamente.'

    CONFIÁVEL?

    Essa busca de informações também chama a atenção no Brasil. O clínico geral e professor convidado da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Flávio Dantas diz que essa é uma tendência natural e relatada com freqüência, mas que precisa de orientações. 'É fundamental oferecer uma fonte confiável para o público', diz.

    Ele alerta que durante as pesquisas é importante verificar o perfil dos sites acessados. As páginas das instituições oficiais, como as universidades e associações médicas, são as mais recomendáveis. 'Quando um site tem interesses comercias e estimula a venda de algum produto, a pessoa deve desconfiar', diz ele. Esse tipo de precaução pode evitar efeitos indesejáveis. 'A pessoa pode achar que tem uma doença que não tem, ou comprar um produto (remédio) e ele ter um efeito adverso', alerta Dantas.

    A assessora comercial Maria Júlia Paim, de 22 anos, utiliza o Google para buscas freqüentes sobre problemas de saúde que tem para se adaptar a anticoncepcionais, assuntos relacionados a depressão e alimentação.

    Para ela, os sites mais confiáveis são geralmente aqueles que aparecem entre os primeiros links do Google, 'por serem também os mais acessados'. 'Geralmente nem passo das primeiras páginas ', conta. Apesar disso, ela diz procurar sempre por informações em sites relacionados a universidades, ou com a identificação do autor. 'Os sites que têm dicas em debates de usuários não são tão confiáveis, apesar de causarem curiosidade', diz.

    Essa curiosidade, segundo o psicólogo Salomão Rabinovich, da Academia Paulista de Psicologia, pode levar a um perigo maior: a automedicação. Além do excesso de informações na rede de computadores, isso é facilitado pela falta de acesso à saúde e de um acompanhamento médico constante. 'Nós temos um problema que é a falta dos médicos de família', diz.

    Nessa busca pela informação, o mais importante é conseguir estabelecer filtros, e não aceitar tudo o que aparece na tela do computador como sendo a verdade. 'Não dar informação nenhuma é ruim. Mas informação em excesso para quem não tem capacidade de entendê-la também pode ser muito ruim', afirma o psicólogo.

    COMO PESQUISAR COM SEGURANÇA
    Confiança: Uma das principais fontes de consulta deve ser o próprio médico. O paciente pode pedir a ele informações sobre sites da internet que tenham informação confiável sobre seu problema

    Oficiais: Os especialistas alertam que os chamados 'sites oficiais' podem ser fontes mais confiáveis. Bons exemplos são as páginas de universidades, instituições de saúde, órgãos governamentais e associações médicas

    Comercial: O internauta deve desconfiar das informações sempre que o site pesquisado tiver fins comerciais e promover a venda de produtos médicos e medicamentos. Geralmente essas informações são tendenciosas ou parciais

    Profissionais: Outra opção válida para os pacientes é procurar informações úteis em sites de profissionais médicos que sejam credenciados, reconhecidos e com credibilidade

    Medicação: Seja qual for a fonte pesquisada na internet, em hipótese nenhuma a pessoa deve medicar-se por conta própria a partir dessas informações

    COM LOS ANGELES TIMES



     Escrito por Pedro Carrancho às 18h09
    [] [envie esta mensagem] []




    ATENDIMENTOS DE URGÊNCIA

    04.02.2009 - 11:53:46

    Médicos decidem limitar número de atendimentos

    PIAUÍ: médicos da rede pública só atenderão 36 pacientes a cada 12 horas nas urgências

    A categoria médica decidiu em Assembléia Geral, realizada na última terça-feira (03), limitar o número de atendimentos na rede pública de saúde. De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos, Leonardo Eulálio, a decisão foi motivada pela excessiva carga de trabalho imposta aos médicos, que chegam a atender mais de cem pacientes em um único plantão.

    "Na verdade, ninguém consegue atender essa grande quantidade de pessoas. Você apenas adia o problema, porque o diagnóstico é feito apenas com base nos sintomas, sem analisar o histórico daquele paciente, que tipo de vida ele leva. Por isso, muitos voltam dias depois com o mesmo quadro clínico porque a raiz do problema não foi tratada", explica o diretor do SIMEPI, Fábio Furtado.

    Leonardo Eulálio afirma que a idéia de restringir o número de atendimentos já foi implementada em outros estados, como Pernambuco, onde o Conselho Regional assinou uma portaria limitando o atendimento a 36 pacientes por médico em uma jornada de 12 horas de trabalho em setores de urgência e emergência. O número cai para 14 pacientes em quatro horas quando se trata de consultas ambulatoriais.

    "Cada tipo de serviço exige um tipo de atendimento diferente e, portanto, um maior ou menor tempo do médico. Para colocar a iniciativa em prática no estado, o sindicato já encaminhou um ofício ao Conselho Regional de Medicina do Piauí para possíveis adaptações à resolução do CREMEPE", ressaltou Leonardo Eulálio.

    Além dessa medida, o SIMEPI levará ao Prefeito Sílvio Mendes, reivindicações a respeito da data base para reajuste salarial, aparelhamento dos hospitais para maior resolutividade, segurança para os profissionais de plantão, condições dignas de trabalho, convocação de concursados para suprir a escala de plantão dos hospitais e clínicas do município e a definição de um prazo para que a Fundação Municipal de Saúde coloque em dia o pagamento da produtividade, que está atrasada há quatro meses.



     Escrito por Pedro Carrancho às 18h01
    [] [envie esta mensagem] []




    PERFIL DA SAÚDE DOS MÉDICOS BRASILEIROS

    O PERFIL DA SAÚDE DOS MÉDICOS BRASILEIROS

    Perfil da saúde dos médicos do Brasil, em livro

    28.05.2008 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos

    Os médicos clamam por atenção e respeito. Há mais de uma década, o Conselho Federal de Medicina (CFM) vem alertando para esse aspecto, que pode, em si, comprometer o atendimento à saúde da população.

    Nesse sentido, a publicação A saúde dos médicos do Brasil, significa o primeiro esforço concreto em âmbito nacional, de pesquisar a saúde daqueles que têm por função promover a saúde.

    A obra é mais uma ação do CFM que, ampliando os horizontes e consolidando suas competências, procura retratar fielmente e compreender as realidades dos médicos brasileiros.

    Assim, por intermédio de seu Centro de Pesquisas e Documentação (CPDOC), planejou e executou amplo estudo com 7.700 médicos de todo o Brasil, de diferentes cidades. Foram avaliados aspectos diversos, como estafa profissional, indicadores psiquiátricos (fadiga, depressão, ansiedade) , doenças relacionadas na Classificação Internacional de Doenças (CID-10 - última atualização), medicamentos utilizados e consumo e abuso de drogas psicotrópicas. E apontadas as precárias condições de trabalho, com jornadas extenuantes, multiplicidade de atividades, desgaste profissional e redução de salários.

    Para o presidente do CFM, Edson de Oliveira Andrade, a pesquisa é o início de uma reflexão. “Não é preciso ir muito longe para constatar que os médicos estão em situação precária”, ressalta.

    O trabalho, desenvolvido por Edson Andrade, Genário Alves Barbosa, Mauro Carneiro, Munir Massud e Valdiney Veloso Gouveia, pode ser conferido no site do CFM, clique aqui.

    A pesquisa “Saúde do Médico”

    Contrariando o imaginário popular, os médicos não são imunes às doenças prevalentes na população em geral. O coordenador do estudo, Genário Barbosa, explica que, com base na relação constante na CID-10, a pesquisa buscou conhecer as patologias mais freqüentes entre os médicos participantes - os quais, no momento em que respondiam ao questionário, foram inquiridos acerca da presença ou não de doença diagnosticada.

    As doenças mais prevalentes foram as que incidem sobre os olhos (26,4%), seguidas pelas que acometem o sistema osteomuscular e tecido conjuntivo (22,2%) e, finalmente, as que atingem o aparelho circulatório (21,8%). Doenças endócrinas, metabólicas e nutricionais (19,1%), bem como as enfermidades do aparelho digestivo (19,7%), também estão entre as mais freqüentes.

    Os participantes da pesquisa foram indagados acerca do uso contínuo de algum medicamento sob recomendação médica. Responderam afirmativamente 1.302 entrevistados, que ainda indicaram os fármacos prescritos. Significativa parcela de médicos faz uso de dois ou três medicamentos e a média dos mesmos, por entrevistado, é de 1,5.

    Dos médicos que responderam à pesquisa, 7,7% disseram ser portadores de transtornos mentais ou comportamentais. Com relação ao uso de medicamentos, em geral receberam 416 prescrições de um total de 1.993, equivalente a 20,9%.

    O estudo tratou, ainda, do uso esporádico e/ou eventual ou regular de substâncias químicas, inclusive fármacos, capazes de alterar o humor, o pensamento e/ou as sensações. Para tanto, apresentou aos participantes uma lista com 15 grupos de substâncias.

    Situação precária

    Na apresentação, às primeiras páginas, o presidente do CFM, Édson de Oliveira Andrade, pondera: “Os médicos estão em situação precária. Essa pesquisa permite que a categoria, as entidades de classe e os gestores de saúde possam refletir a respeito da saúde dos médicos e encontrar alternativas coletivas para os problemas por eles vivenciados”.

    A pesquisa revelou um dado preocupante: distúrbios psiquiátricos, como ansiedade, depressão, além de estafa, afetam mais da metade dos médicos entrevistados. Também apontou um quadro de ideação suicida: “Em cada 100 médicos, cinco sentem-se sem esperança, infelizes e têm pensado em dar fim à própria vida”.

    A publicação é dividida em capítulos com diversas abordagens sobre estresse, síndrome de Burnout, ideação suicida, drogas psicotrópicas e doenças orgânicas. O estudo relacionou as sete doenças/sintomatologias mais comuns entre os médicos entrevistados: dores lombares (21,6%), doenças do aparelho digestivo (18,9%), eczema crônico (14,3%), hipertensão (14%), distúrbios mentais (6,2%), artrose (6,9%) e asma (5%).

    Mostrou, também, que 60% a 80% dos entrevistados são dependentes de nicotina e revelou que 82,2% dos médicos exercem até três atividades em medicina.

    Dos entrevistados, 39,5% trabalham de 41 a 60 horas semanais, número bem superior ao padrão de um trabalhador contratado sob regime de CLT. “Há médicos que trabalham em cinco locais diferentes. Que lazer podem oferecer às suas famílias, se trabalham tantas horas por dia?”, alerta o coordenador do CPDOC.

    A partir de uma amostra dos entrevistados, o livro traz informações quanto à formação profissional, religiosidade e sexualidade dos médicos - quase 40% referem diminuição da libido e cerca de 30% afirmam estar insatisfeitos com a vida sexual.

    Fonte: CFM



     Escrito por Pedro Carrancho às 17h44
    [] [envie esta mensagem] []




    ARMAZENAMENTO DE CONSULTAS...GOOGLE HEALTH

    ORGANIZAÇÃO E ARMAZENAMENTO DE DADOS MÉDICOS-GOOGLE HEALTH

    Google Health reúne e organiza dados médicos

    Quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008 - 14h04

    Kátia Arima, da INFO



     Escrito por Pedro Carrancho às 17h39
    [] [envie esta mensagem] []




    NOVA CARTEIRA DE MÉDICO

    OS MÉDICOS DEVERÃO SE RECADASTRAR PARA OBTENÇÃO DE NOVA CARTEIRA.

    Médicos devem se recadastrar para obter nova carteira médica

    por Saúde Business Web

    23/01/2009
    Médicos devem atualizar, obrigatoriamente, seus dados profissionais para a confecção da nova Carteira de Identidade Médica

    Na resolução 1827/2007, do Conselho Federal de Medicina, médicos que atuam no território nacional devem atualizar, obrigatoriamente, seus dados profissionais para a confecção da nova Carteira de Identidade Médica.

    Deixe o seu comentário sobre esta notícia

    Tem mais informações sobre o tema? Então, clique aqui

    O recadastramento, que será realizado até 11 de maio de 2010, deve ser feito pelo Portal Médico, http://recadastramento.cfm.org.br/crmcad/.

    Quando estiver pronta no Conselho Regional, o médico receberá um aviso para retirar a nova carteira. O documento será emitido pela Casa da Moeda e conterá mais detalhes sobre os profissionais, possibilitando maior segurança.



     Escrito por Pedro Carrancho às 17h31
    [] [envie esta mensagem] []




    OS MÉDICOS DE TODO O BRASIL DEVEM SE UNIR NA BATALHA POR UM SALÁRIO PROFISSIONAL DIGNO



     Escrito por Pedro Carrancho às 17h19
    [] [envie esta mensagem] []




    SALÁRIO MÍNIMO DO MÉDICO

    [FAX143]NOVO MÍNIMO DOS MÉDICOS NO CONGRESSO.

    O site da Fenam, publicou na página: FENAM [FENAM] ,matéria que transcrevemos abaixo sobre o otimismo do relator do projeto que define um novo salário mínimo profissional para os médicos. Apesar da descrença de alguns círculos e do desinteresse de alguns grupos, a idéia está progredindo no Congresso. O apoio do movimento sindical tem sido fundamental para fixar um salário mínimo profissional digno para os médicos brasileiros. Nas lutas da categoria profissional, sempre nas pautas de reivindicação tem aparecido o salário mínimo profissional nos patamares definidos oficialmente pela FENAM. Em alguns estados brasileiros (Ex.: Ceará, Amazonas, Rondônia, entre outros), acordos já foram firmados tendo como parâmetro o salário mínimo profissional defendido pela FENAM. É interessante a leitura da matéria.

    09/02/2009
    O deputado Mauro Nazif (PSB/RO) demonstrou estar otimista quanto à aprovação do Projeto de Lei 3.734/2008, de autoria do deputado Ribamar Alves (PSB-MA), que define o salário mínimo profissional do médico em R$ 7 mil. Relator do projeto na Câmara, Nazif, em entrevista exclusiva à TV FENAM, falou sobre as alterações que fez na proposição.

     

    Segundo o parlamentar, a primeira mudança, feita após ouvir as entidades médicas, foi na carga horária, definida em 20 horas semanais ou quatro horas diárias. A segunda alteração, considerada a mais importante, foi quanto ao ponto que estabelecia o índice de reajuste. De acordo com o projeto original, o reajuste seria baseado no salário mínimo. Agora, com as alterações de Nazif, o reajuste terá como base o INPC.

    “Já houve projetos do mesmo teor que foram aprovados pelas duas Casas (Câmara e Senado) e vetados pelo presidente da República por inconstitucionalidade, devido ao reajuste estar baseado no salário mínimo. O INPC é considerado constitucional pelo governo e essa alteração vai tornar o trâmite do projeto mais rápido na Casa”, assinalou o deputado.

    Outro ponto foi quanto ao prazo para o projeto entrar em vigor, definido para 90 dias após sua publicação. “Entendemos que esse projeto é muito importante para os profissionais que estão padecendo, trabalhando em um, dois ou três empregos. Com o salário mínimo de R$ 7 mil por 20h/semanais, ele vai poder investir mais na sua profissão, vai poder se atualizar, estudar, pagar cursos e a tendência é, sem duvida, melhorar a qualidade de vida do médico. Certamente, a maior beneficiária vai ser a população que utiliza os serviços desses profissionais nas unidades de saúde,” comentou.

    Mauro Nazif também explicou que mesmo o salário sendo para a iniciativa privada, quando aprovado, servirá de incentivo e de base para a remuneração na rede pública de saúde. “Por tabela, e é isso o que acontece, certamente o piso será acompanhado no setor publico, e esse é um dos objetivos da relatoria do projeto”, concluiu o parlamentar

    Categorias do Technorati , , , , , , , ,



     Escrito por Pedro Carrancho às 17h16
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    TÓPICOS DIVERSOS DE PEDIATRIA

    TÓPICOS DIVERSOS DE PEDIATRIA



    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 14h35
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    TÓPICOS DIVERSOS DE PEDIATRIA-CONTINUAÇÃO

    133.SSIHD-HIPOSTENÚRIA,HIPOSMOLARIDADE SÉRICA,AUS. DE INS. RENAL,ICC OU HEPÁTICA.

    134.A F.R. AGUDA É ALTAMENTE PROVÁVEL SE HOUVER EVIDÊNCIAS DE

    135.ECN-O MARCO RADIOGRÁFICO É A PNEUMATOSE INTESTINAL(AR NA PAREDE INTESTINAL).OUTROS=UMA ÚNICA ALÇA INTESTINAL PERSISTENTE DILATADA, MULTIPLAS ALÇAS INTESTINAIS DILATADAS NO QID.

    136.SUB-LUXAÇÃO DA CABEÇA RADIAL(“COTOVELO DA BABÁ”)-MEMBRO SUP. PRÓXIMO AO CORPO+FLEXIONADO NO COTOVELO+PRONADO-REDUÇÃO:SUPINAÇÃO,SEGUIDA DE FLEXÃO,EM MOVIMENTO CONTÍNUO,ATÉ A MÃO TOCAR O OMBRO.OUVE-SE OU SENTE-SE UM ESTALO NO COTOVELO.

    137.ALCOOLIZAÇÃO:LEVE=ATÉ 100MG%,MODERADA=100-200MG%,ACEN-

    TUADA=ACIMA DE 200MG%.ACIMA DE 400MG%=COMA(HIPOGLICEMIA+

    ACIDOSE).

    138.BEXIGA NEUROGÊNICA+RVU=ANTIBIOTICO  PROFILÁTICO CONTRA ITU-SMZ+TM OU NITROFURANTOINA. EM LACTENTE ACIMA DE 2 MESES,USAR AMOXACILINA.

    139.HIPERTIROIDISMO-APETITE EXAGERADO,PERDA DE PESO,IMPULSIVIDADE,FALTA DE ATENÇÃO,LABILIDADE EMOCIONAL,HIATO DA PÁLPEBRA SUP.(ATRASO NA DESCIDA DA PÁLPEBRA) É CARACTERISTICA,TAQUICARDIA,SUDORESE,TREMORES.



    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 14h32
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    TÓPICOS DIVERSOS DE PEDIATRIA-CONTINUAÇÃO

    TOPICOS PEDIATRICOS DIVERSOS-CONTINUAÇÃO

     

    71.RP-RETINOPATIA DA PREMATURIDADE-EX. OFTALMOLÓGICO COM 4 A 6 SEMANAS DE VIDA.OCORRE  EM 90% DO RNPT COM <750G.

    72.CRISES CONVULSIVAS FEBRIS RECORRENTES-DIAZEPAM PROFILATICO-0,3MG/K/DOSE,8-8HS,ATÉ CESSAR A FEBRE.

    73.DOR ABDMINAL NO QIE EM MENINA,COM IRRADIAÇÃO PARA O MEMBRO INFERIOR=TORÇÃO DE OVÁRIO=US.

    80.FENDA PALATINA SUBMUCOSA-ÚVULA BÍFIDA,DIÁTESE MUSCULAR,INCISURA DA BORDA POST. DO PÁLATO DURO-TIMPANOMETRIA.

    87.MICROCEFALIA-RX DE CRANIO-TC.

    92.ATRASO NO DESENVOLVIMENTO-HEMOGR.+VHS,URINA-EAS,UREIA+CREATININA,ELETROLITOS,IONOGRAMA,CA+P+FA,THS+T4,DOSAR HORM. CRSCIM., RX P/ IDADE OSSEA,CARIOTIPO(NA MENINA)

    93.FALA DA CRIANÇA-100% INTELIGIVEL AOS 4 ANOS DE IDADE.

    94.RN DE DIABETICAS-MALFORM. CONG,-COLON ESQ. HIPOPLASICO-SEM ELIMINAR MECONIO-DIST. ABDOMINAL.

    95.ILEO MECONIAL-FIBROSE CISTICA.

    96.ENCEFALITE POR VIRUS HERPES SIMPLES I – LCR COM HTS,PODE AFETAR O LOBO TEMPORAL(RM).PCR DO LCR-CONFIRMA-ACICLOVIR E.V.

    97.HAVA-APNEIA OBSTR. DO SONO-POLISSONOGRAFIA-ADENO-AMIGDALECTOMIA.

    98.AMIGDALITE POR MONONUCLEOSE+ESTREPT. A= 30% COEXISTINDO.

    99.S. PRADER-WILLI:OBESIDADE,MÃOS E PÉS PEQUENOS.

    100.S. BECKWITH-WIEDERMANN-GIGANTISMO,VISCEROMEGALIAS.

    101.USO DE COCAÍNA-PERFURAÇÃO DE SEPTO NASAL.

    102.PSORIASE-PRURIGINOSA,DESCAMATIVAL-FENOMENO DE KOBNER OU ISOMÓRFICO(ÁREAS DE TRAUMA).

    103.LINFOMA DE BURKITT-MASSA ABDOMINAL-QUIMIO+RADIOTER.-S. DA LISE TUMORAL-HIPERPOTASSEMIA-MORTE.

    104.CRIANÇAS QUE APRESENTAM REAÇÃO ANAFILÁTICA AO OVO, NÃO DEVEM RECEBER VACINA CONTRA INFLUENZA.

    105.SINCOPES INDUZIDAS POR EXERCICIO-COM ECG E TESTES ERGOMÉGTRICOS NORMAIS-INVESTIGAR ANOMALIA CORONARIANA CONGENITA-CATETERISMO CARDIACO-ANGIOGRAFIA.

    106.INFECÇÕES NEONATAIS-TOXOPL.CMV,RUBEOLA,SIFILIS=RCIU+PRE-

    MATURIDADE.

    107.CONVULSÃO NEONATAL-CAUSA METABÓLICA MAIS COMUM=HIPOGLICEMIA.

    108.CERCA DE 10-20% DOS CICLOS MENSTRUAIS INICIAIS NA MENINA SÃO ANOVOLATÓRIOS POR ATÉ 5 ANOS.

    109.CRISE CONVULSIVA AFEBRIL NA CRIANÇA-DOSAR: CA,P,MG,CREATININA,ALBUMINA,FA,HORMON.PARATIROIDEO.

    110.TRAUMA ABDOMINAL-SANGUE NO MEATO URETRAL=FRATURA PÉLVICA-URETROGRAFIA RETRÓGRADA.

    111.APGAR:FC,TONUS,ESFORÇO RESP,,IRRITAB. REFLEXA,COR- 7 OU MAIS=BEM, 4-6=ESTIMULO TÁCTIL, 3 OU MENOS=INTUBAR+VENTILAR.

    112.FENILCETONURIA-HPERFENILALANINEMIA-DEF. DE FENILALANINA-HIDROXILASE OU DE TEGTRAHIDROBIOPTERINA.



    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 14h24
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    TÓPICOS DIVERSOS DE PEDIATRIA-CONTINUAÇÃO

    25.OTITE MEDIA SUPURATIVA CRONICA- OTORRÉIA+ALT. MT C/ COLESTEATOMA= CIRURGIA.

    26.SEPSIS P/ STREPTOC. B X S. MEMBRANA HIALINA NO PREMATURO-INDISTIGUÍVEL CLINICAMENTE-RELAÇÃO NB/NS > 0,2 (INFECÇÃO),     COM

    LEUCOPENIA EM 87% DOS CASOS.

    27.INFECÇÃO ESTREPTOCÓCICA NEONATAL-PRECOCE(NAS 24HS)=PNEU-

    MONIA,SEPSIS,MENINGITE.TARDIA-APÓS AS 24HS.

    28.HIDROCELE EM LACTENTE-OBSERVAR ATÉ 1 ANO DE IDADE.

    29.ARJ-PERICARDITE COM DERRAME-PERSISTENTE,PIORA COM POSIÇÃO SUPINA,PULSO VENOSO JUGULAR,< PULSO BRAQUIAL,BULHAS CARDÍACAS ABAFADAS, > DA SILHUETA CARDÍACA-TAMPONAMENTO-PERICARDIOCENTESE-ECG-ELEVAÇÃO DIFUSA DE ST.

    30.MUCOVISCIDOSE-PSEUDOMONAS-AMINOGL.+PIPERACILINA(CARBEN.)

    31.OME CRONICA-DISFUNÇAO DA TUBA AUDITIVA-BETALACT.+COSTIC.

    32.GLICOGENOSE  TIPO 1-D. DE VON GIERKE-DEFIC. DE G6P HEPÁTICA-

    CRISES HIPOGLICÊMICAS+HE+FACIES DE BONECA-TTO. COM GLICOSE NOTURNA POR SNG,ATÉ 2-3 ANOS, REFEIÇÕES FREQUENTES,AMIDO DE MILHO- DOSAR CETONAS E SUBST. REDUTORAS NA URINA,DOSAGEM DA ATIVIDADE ENZIMÁTICA ESPECÍFICA.

    33.ESCLEROSE TUBEROSA-RETARDO MENTAL,CONVULSÕES,ADENOMA SEBÁCEO,LESÕES CUTÂNEAS(NÓDULOS AVERMELHADOS SIMÉTRICOS NA FACE E NASO-LABIAL,MÁCULAS HIPOCRÔMICAS).

    34.S. MÃO-PÉ = ANEMIA FALCIFORME=FEBRE+LEUCOCITOSE.

    35.S. MÃO-PÉ-BOCA= COXSACKIOSE.

    36.ANEMIA FALCIFORME-SEQUESTRO ESPLÊNICO=ESPLENOMEGALIA MACIÇA,HIPOVOLEMIA-TTO PAPA HTS. CRISE APLÁSTICA=HIPERVOL.

    37.VOMITOS NO RN LOGO APÓS NASCER,NAS 24 HS OU PERSISTENTES=OBSTR. INTESTINAL(BILIOSOS)

    38.VOMITOS BILIOSOS NEONATAIS-MEMBR. DUODENAL DISTAL,PANCRE-

    AS ANULAR,D. HIRSCHSPRUNG,ROLHA MECONIAL,ÍLEO PARALÍTICO,ECN,

    S. DE DUPLICAÇÃO,MÁ ROTAÇÃO COM OU SEM VOLVULO(CAUSA MAIS COMUM,VOMITOS PRECOCES-LESÃO PROXIMAL, DISTENSÃO ABDOMINAL-LESÃO DISTAL).

    39.VOMITOS PRECOCES- RX DE ABDOMEN-ALT. OU NORMAL-SGI.

    40.HIPERVIT. A-CEFALEIA GRADUAL,DORES DE EXTREMIDADES,HE,EDE-

    MA TIBIAL.

    41.FÍGADO DE FRANGO – RICO EM VIT. A

    42.HIPERV. C- NAUSEAS,DIARRÉIA,COLICA,NEFOCALCINOSE.

    43.HIPERV. D- ANOREXIA,HIPERCALCEMIA,CRESC. INSATISF.,POLIDIPSIA, POLIÚRIA,NAUSEAS,VOMITOS.

    44.ITU-ESCH. COLI,PROTEUS,PSEUDOMONAS SP.

    45.CEFOTAXIMA-CEFALOSP. 3º GERAÇÃO,É O ÚNICO ANTIB. PARENTERAL APROPRIADO PARA TTO  DA PIELONEFRITE AGUDA-CLAFORAM FR.EMP=

    0,5 G E 1G- 50 A 100MG/K/DIA,CADA 12 OU 6HS,IV.....A SEGUIR,SMZ+TM OU

    NITROFURANTOÍNA= 5 MG/K/DIA,6-6HS,10 DIAS(HANTINA 25MG/5CC)

    46.BRONQUIOLITE-OXIMETRIA DE PULSO-PODE SER O MELHOR PREDITOR DA SEVERIDADE DA DOENÇA. O DIAGN. É CLINICO.



    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 14h20
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    CASOS DE DISTÚRBIOS ÁCIDO-BÁSICOS

    ESTUDO DE CASOS DE DISTURBIOS ÁCIDO-BÁSICOS



    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 02h42
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    DAB-CASO 8

    CASO 8-Um homem de 60 anos, sem-teto, apresenta náuseas,vômitos e pobre ingesta oral 2 dias antes da admissão.O paciente relata uma história de 3 dias de bebedeira antes dos sintomas.

     

    LABORATÓRIO: Na=132, K=5.0, Cl=104, HCO3-=16, BUN=25, Cr=1.3,Álbum=1.0,

    Glicose=75

    GASOMETRIA: pH=7.30, PCO2=29, HCO3-=16, PO2=92

     

    O paciente tem um AG anormal?

    -O paciente está acidêmico, com bicsrb. baixo e PCO2 baixo,sugerindo acidose metabólica.

    -O paciente está hiponatrêmico,com história de náuseas,vômitos e pobre ingesta.Neste cenário, a acidose metabólica tanto pode ser devida a acidose AG normal secundária a vômitos e/ou acidose lática e cetoacidose secundária `a perda extrema de volume e pobre ingesta.Para afastar acidose lática e cetoacidose, nós necessitamos calcular o AG.

     

    Cálculo do AG=Na-(Cl+Bicarb)= 132 –(104+16)=132-120=12

    .

    Notar que o AG parece ser normal e então a acidose lática parece de acôrdo.Entretanto, note também que o paciente está severamente hipoalbuminêmico com alb.=1.0.

     

    Uma vez que o AG é primariamente determinado pelas proteínas plasmáticas carregadas negativamente, tais como a albumina, nos podemos ajustar o valor normal  do AG para mais acuradamente refletir a deficiência albumínica.

     

     

    A correção aproximada  é a redução no AG normal de 2,5mEq/l  por cada 1g% em queda na concentração de albumina no plasma.(N=4g%)

     

    Portanto, neste cenário, o AG normal deve ser:

     

    -queda da albumina= 4 g – 1 g = 3 g%

    -redução normal no AG de 2,5 por cada g de alb. diminuída=2,5 x 3 =7,5

    -ajuste no AG=12 – 7,5 = 4,5

     

    Note agora que  um AG calculado de 12 é alto,quando comparado ao AG ajustado de 4.5.

     

    Confirmação-este paciente tem  uma acidose metabólica com AG elevado, que pode ser devida à acidose lática ou cetoacidose

     

     

     

    --------------------------------------------------------------------------------------------------------

     

     



    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 02h36
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    DAB-CASO 7

    CASO 7- Uma mulher de 50 anos ,insulino-dependente, foi trazida ao PS pela ambulância.Estava semi-comatosa e estava doente há vários dias.A medicação corrente era digoxina e diurético tiazídico para ICC. 

    LABORATÓRIO:Na=132, K=2.7,Cl=79,H0.9, HCO3-=19, Glicose=815, Lactato=0.9

    Gasometria- pH=7,41, PCO2=32, HCO3=19,PO2=82

     

    Qaul é o DAB?

     

    1.História-acidose AG elevado secundária a CAD

                    -alcalose metabólica pelo uso de diuréticos tiazídicos

    2.Olhe o pH:normal,deveria sugerir que não há DAB.Mas lembre-se, o pH pode ser normal na presença de um DAB misto.

    3.Qual é o processo?Olhe para a PCO2 e HCO3-

        PCO2 baixa,indicando uma possível alcalose respiratótia.O HCO3- também baixo indicando uma possível acidose metabólica.Por causa do pH normal, não podemos distinguir o inicio, a alteração primária da resposta compensatória..

        Suspeitamos contudo que a paciente tem CAD, e então deve ter acidose metabólica com AG que deve ser elevado, que podemos confirmar medindo o AG.

    4.Calculo do AG=Na-(Cl+HCO3-)=34. Estando o AG maior que 16, isto é anormal,confirmando a presença de acidose metabólica.

    Por que o pH é normal?Se o paciente tem acidose metabólica, nós suspeitamos um pH baixo, a menos que haja um outro processo agindo para contra-atacar a acidose, ou seja, , alcalose.

    5.Para afastar uma alcalose metabólica, vamos à Delta-ratio.

       Delta-ratio=Var.AG=(AG-12)=(34-12)=22

                           Var.[HCO3-]=(24-HCO3-)=(24-19)=5

                            Delta-ratio=22/5 = 4.4

        Desde que a Delta-ratio > 2, podemos deduzir que há uma alcalose metabólica concorrente.Isto se deve,comumente, ao uso do tiazídico.Notar que CAD está muitas vezes associada com vomito, mas neste caso, não foram mencionados vômitos.

        Uma outra possibilidade é um nível alto pré-existente de HCO3-,devido à acidose respiratória crônica compensada.Mas não temos razão para suspeitar disso,com base na história.

         Confirmação:Acidose metabólica mista AG elevado e alcalose metabólica comumente devida a CAD e uso de diuréticos tiazídicos.

     

     



    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 02h35
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    DAB-CASO 6

    CASO 6-Homem de 72 anos,com história de COPD(doença pulmonar obstrutiva crônica) apresenta-se ao hospital com cetoacidose alcoólica.

    Laboratório: Na=136, K=5.1, Cl=85, HCO3-=25, BUN=28, Cr=1.4,

    Gasometria: pH=7,20, PCO2=60, HCO3-=25, PO2=75

    Urina-cetonas 2+

     

    Se o AG prévio do paciente era 12,qual era a sua concentração de bicarbonato antes do início da ceroacidose?

     

    O paciente está acidêmico, com PCO2 alto e HCO3-  levemente aumentado.Isto deveria sugerir uma acidose respiratória aguda.Enretanto, nós temos dito que o paciente desenvolveu uma cetoacidose alcoólica que deve produzir uma acidose metabólica AG elevado.Neste caso, nós devemos esperar um nível de bicarbonato muito baixo,mas não está.Isto deve sugerir que o paciente ou tem uma alcalose metabólica concorrente ou que o nível de bicarbonato estava muito alta antes do início da acidose metabólica.

     

    O paciente não está vomitando ou tomando diuréticos e não há razão para suspeitar de uma alcalose metabólica.Nós tínhamos falado da  história DPOC,que está comumente associada com acidose resp. crônica.Nestes pacientes, os níveis de bicarbonatos são muito altos, devido à compensação renal.Portanto, nós suspeitamos que o paciente teve um alto nível de bicarbonato antes do início da cetoacidose alcoólica.A acidose metabólica da CAC causou um escape no seu nível de bicarbonato,baixando para um nível normal.

     

    O AG=26,isto confirma nossa suspeita de uma acidose metabólica AG elevado..Em paciente com cetoacidose nos suspeitamos a troca 1:1 na elevação do AG versus redução do nível de bicarbonato.Isto é, a elevação no AG  será equiparada por uma redução igual no bicarbonato.Ver Delta-ratio.Se o AG prévio for 12, então muda em AG=26-12=14.A troca em bicarbonato deve ser 14 da mesma forma,portanto, o nível prévio de bicarbonato devia ser 14+25=39.

     

     



    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 02h34
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    DAB-CASO 5

    CASO 5 –Mulher de 28 anos,com história de S. de Sjogren apresenta-se para uma visita de chechup.Na revisão dos sistemas, ela reporta que há 2 episódios de diarréia aquosa há 2 dias.Fora isso,está bem.NDN ao EF.Exs. laboratoriais:

    Na=138, K=4.2, Cl=108, HCO3-=14.

     

    Por causa de sua história , o médico decide checar os eletrólitos urinários. K=31, Na=100,Cl=105.

     

    Qual é o dist. AB?Qual é comumente a causa?

     

    1.História-Não há dados gasométricos, logo, devemos deduzir o diagnóstico primário pela história e o limitado procedimento realizado.

    O paciente apresenta-se para uma visita ambulatorial assintomático.Além da história de diarréia,não há nenhuma outra história sugestiva de distúrbio acido-basico .Entretanto, seus eletrólitos séricos indicam HCO3- baixo, que sugere acidose.Nós podemos,seguramente, afastar alcalose resp. crônica como base do HCO3- baixo, uma vez que a hiperventilação seria evidente ao exame.Na ausência de outros dados, nós temos que assumir que esse paciente tem uma acidose metabólica.Não dispomos de nenhum eletrólito sérico, assim não podemos calcular o AG, mas com base na história, nós podemos assumir que esse paciente não teve acidose lática,uremia ,cetoacidose e não ingeriu toxinas.Assumindo que o paciente tem acidose AG normal, nosso diagn. diferencial fica entre diarréia x RTA.Temos que considerar RTA nesse paciente por causa da história de S. de Sjogren.

     

    2.AGU-temos dados de eletrólitos urinários e assim vamos distinguir entre RTA e diarréia,vamos poder calcular o AGU, por outro lado conhecido  por Carga de Rede Urinária.Lembrar que o AGU é uma medida indireta da excreção de amônia,que deve ser muito alta na presença de acidose se a função renal não estiver comprometida.

     

    AGU=Na + K – Cl        AGU=100+31-105=26

     

    Um AGU positivo sugere RTA causada em virtude da diarréia,  concentração de cloreto de amônio na urina deverá ser alta e o AGU deverá ser negativo.Um valor positivo sugere que os rins estão incapacitados para adequada excreção de amônio, levando à redução na rede de excreção ácida e então acidose metabólica.

     

    Certificação-Acidose metabólica comumente secundária a acidose tubular renal.

     

    Note que após o trabalho é necessário fazer a distinção dos tipos  diferentes de ATR.S. de Sjogren é mais comumente vista na ATR tipo 1 e está associada com hipopotassemia e um pH de urina que não abaixa alem de 5.3.,mesmo na vigência de carga ácida aumentada.Checar o pH urinário depois de administrar NH4Cl deverá estabelecer o diagnóstico.

     

     

     

     



    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 02h32
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    DAB-CASO 4

    CASO 4-Homem de 70 anos, com relato de CHF(ICC),apresenta  aumentado encurtamento da respiração e pernas edemaceadas.

    GASOMETRIA- pH=7,24, pCO2=60, PO2=52,HCO3=27

     

    Qual é o distúrbio ácido-básico?

     

    1.História-acidose resp. aguda secundária a edema pulmonar agudo.

    2.Olhe o pH=7,24=Acidemia.

    3.Qual é o processo?Ver pCO2 e HCO3-.Ambos altos,anormais,na mesma direção,portanto, menos provável um dist. ab misto,ainda que não afastável.

    Distinção entre a alteração primaria inicial e a alteração compensatória.

    O HCO3- está do lado acima do normal(alcalose)não  consistente com o pH(acidemia)

    A pCO2 está alta,acima do normal(acidose),consistente com o pH,logo é alteração inicial.O HCO3 acima do normal deve ser compensatório.Uma vez que a alteração primária envolve a pCO2 o processo é respiratório,ou seja,ACIDOSE RESPIRATÓRIA

     

    4.O processo resp. é agudo ou crônico?Estimar a extensão da compensação esperada.

       -Se agudo, a compensação esperada é >HCO3-=1mEq/l para cada 10mmHg de variação na pCO2..

     

    pCO2=.1.5 x [HCO3-] + 8(+ ou – 2)=1.5 x 27 + 8(+ou- 2)=40.5=38.5 a 42.5(paciente=60), Alteração na PCO2=60-40=20.Elevação no HCO3-=1mEq/l por cada 10 de variação na PCO2.

    HCO3-=20/10 X 1 = 2.Este deve ser o aumento do HCO3-= 24+2=26.

    Uma vez que o valor atual de PCO2 está aquém  para    o valor estimado,conclui-se ser uma ACIDOSE RESPIRATORIA AGUDA

    Baseado no PCO2, nós podemos também calcular o pH esperado na acidose respiratória aguda.

     

    Var.pH= 0,008 x Var. PCO2=0.008 x(60-40)= 0,16.

    pH esperado= 7.4 – 0.16= 7.24 . O pH atual é consistente com o pH esperado,dist. AB comumente devido a acidose resp. aguda e outros dist. ab mais comumente não estão prfesentes.

     

    Certificação-Acidose resp. aguda,secundária a edema pulmonar.

     

     



    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 02h31
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    DAB-CASO 3

    CASO 3- Uma mulher de 55 a, previamente sadia, dá entrada no OS com queixa de vômitos severos por 5 dias,Hipotensão postural, taquicardia,turgor de pele diminuído.

    LABORATÓRIO:

    Na=140(130-150), K=3.4(3.5 a 5.5.), Cl=77(100-106), HCO3-=9(20-24), Cr=2.1

    GASOMETRIA ARTERIAL: pH=7,23(7.35-7.45), pCO2=22(35-45)

     

    1.História-Acidose AG elevada,secundária a acidose lática, estabelecida pelos vômitos severos persistentes,que pode levar a hipovolemia e/ou

    Alcalose metabólica pelos vômitos persistentes.

     

    2.Olhar o pH=7.23,baixo,ACIDEMIA.

     

    3.Olhar pCO2 e HCO3- .Qual é o processo?

        pCO2 e HCO3-,ambos baixos,anormais na mesma direção,menos comumente acidose mista, mas não está descartada.

    Distinguir entre a alteração inicial e a resposta compensatória.

    O HCO3- baixo representa acidose e está consistente com o pH(acidemia),portanto,deve ser alteração inicial.

    A pCO2 baixa,deve ser a resposta compensatória.Uma vez que a alteração primária envolve o HCO3-,este processo é metabólico,ou seja, ACIDOSE METABÓLICA.

     

    4.Calcular o AG=Na-(Cl+HCO3-)=140-(77+9)=48 (> 16,então é anormal)

     

    5.Calcular a pCO2 estimada,para ver se a compensação é adequada:

        pCO2= 1.5 x [HCO3-] + 8 (+ ou – 2)=1.5x9 + 8 (+ ou -2)=19.5 a 23.5 .A  pCO2 do paciente=22,logo, a compensação é adequada e não há processo resp. isolado presente.

     

    6.AG elevado(48),deve-se calcular o Delta-ratio,para afastar alcalose metabólica concorrente.

    Delta-ratio=(AG-12)/(24-HCO3-)=(48-12)=36 / (24-9)=15,assim, 36/15= 2.4

    Delta-ratio > 2,podemos deduzir que há Alcalose metabólica concorrente, comumente devida aos vômitos.

    Uma outra possibilidade é nível alto pré-existente devido a acidose respiratória compensatória,mas não para suspeitá-la pela historia.

     

    Certificação-Associada acidose metabólica AG elevada e alcalose metabólica,devida a vômitos e acidose lática.

     

     



    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 02h29
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    DAB-CASO 2

    CASO 2-Mulher com 22 anos, com DM tipo 1,apresenta-se no OS com história de 1 dia de náusea,vomito,poliúria,polidipsia e dor abdominal vaga.respiração suspirosa profunda,hipotensão ortostática e membranas mucosas secas.

    LABORATÓRIO: Na = 132, K=6.0, Cl=93, HCO3-=11, Glicose=720, BUN=38,Cr=2.6

    Urina-pH=5, D=1.010, cetonas negativas, glicose positiva,traços cetonas no plasma

    Gasometria: pH=7.27 , HCO3-= 11, pCO2= 23

     

    Qual é o distúrbio ácido-básico?

     

    1.História-cenário químico,dist. AB do paciente:

       -acidose ag elevado secundária a DKA ou

       -acidose AG elevado secundária a acidose lática estabelecida por vômitos e poliúria,que pode levar a hipovolemia e/ou

       -alcalose metabólica, em decorrência de vômitos.

     

    2.Olhe o pH: baixo(7.27)=acidemia.

     

    3.Qual é o processo? Olhe a pCO2 e HCO3-:

        pCO2(23) e HCO3-(11), anormais(baixos) na mesma direção,menos comumente apontam dist. AB misto,mas não está afastado.

    Distinguir a alt. Inicial da resposta compensatória.HCO3- baixo=acidose, consistente com o pH,.deve ser a alteração primária.Para manter a pCO2/HCO3-, a pCO2 é reduzida em resposta.A pCO2 baixa deve ser a resposta compensatória.Uma vez que alteração primária envolve o HCO3-, este processo é metabólico-Acidose metabólica.

     

    4.Cálculo do AG= Na-(Cl+HCO3-)=132-(93+11)=28(>16 é anormal)

     

    5.Calcular a pCO2 estimada(compensação)=1.5 x[HCO3-] +8 (+/- 2)=22.5 a 26,5.

        A pCO2 em 23 do paciente está dentro do normal,podemos deduzir que a compensação é adequada e não há nenhum dist. resp. isolado presente.

     

    6.AG>16,calcular a Delta-ratio= (AG=28 – 12variação)=16

                                                          (HCO3-=24-11variação)=13

                                                           16/13 = 1.2

         Delta ratio entre 1 e 2 = Acidose metabólica pura.

         Confirmação: Acidose AG elevada compensada secundária a CAD.

         Notar ausência de cetonas na urina.Isto é algumas vezes visto na CAD,devido a predominância de beta-hidroxibutirato.O teste dipstick para cetonas detecta acetoacetato mas não betahidroxibutirato.

     

     



    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 02h27
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    CASO 1-DISTURBIO ÁCIDO-BÁSICO

    CASO 1-Paciente de 44 a,moderadamente desidratado,admitido com história de diarréia aguda severa há 2 dias.ELETRÓLITOS:Na=134, K=2.9, Cl=108, HCO3-=16,BUN=31,Cr=1,5, pH=7,31, pCO2=33 mmHg, pO2=93

    -Qual é o dist. AB?

     

    1.H&EF-Baseado no cenário clínico,os dist. AB neste paciente são:

        .Acidose de AG normal por diarréia ou Acidose de AG elevado secundária a acidose lática ,como resultado de hipovolemia e pobre perfusão.

     

    2.OLHAR PARA O PH:

         .pH=7,31 –está baixo=Acidemia

     

    3.QUAL É O PROCESSO?OLHE PARA A PCO2 E HCO3-.

         .PCO2=33 e HCO3-=16 , ambos anormais na mesma direção,portanto,menos comumente , um dist. AB misto.Necessita-se distinguir a alteração inicial da resposta compensatória.Uma PCO2 baixa,representa alcalose e não é consistente com o pH.Um HCO3- baixo, representa acidose  e está consistente com o pH,portanto, deve ser a alteração inicial.A pCO2 baixa deve ser uma resposta compensatória.Uma vez que a alteração primária envolve o HCO3-,este é um processo metabólico=ACIDOSE METABÓLICA.

     

    4.CALCULAR O AG:

           AG=Na –(Cl+HCO3-)= 134 – (108+16)=10.

            AG < 16 = NORMAL        

     

    5.A COMPENSAÇÃO É ADEQUADA?CALCULAR A PCO2 ESTIMADA.

     

            pCO2 = 1.5 x [HCO3-] + 8 (+/- 2)=1.5 x 16  + 8 =32 =30 a 34.

     

            .Uma vez que a pCO2 atual cai dentro da estimada,deduzimos que a compensação é adequada e não há nenhum dist. resp. separado presente.

     

              Confirmação: Acidose AG normal com compensação adequada mais comumente secundária a diarréia severa.

     

    Dados: pH=7.35 a 7.45

                pCO2= 35 a 45 mmHg

                HCO3-=20 a 24

                Na=130 a 150

                K = 3.5 a 5.5

                Ca= 7 a 11

                Ca total= 8.3 a 10mg%

                Mg=1.4 a 2.5

                P = 2.5 a 5.0

                Cl= 100 a 106

                Uréia=15 a 50mg%

                Creatinina= 0,5 a 1,3mg%

                 AG  até16(Normal)

     



    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 02h25
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    INTERPRETAÇÃO DA GASOMETRIA-CONTINUAÇÃO

    4.SE É PROCESSO RESPIRATÓRIO, É AGUDO OU CRÔNICO?

          -um  processo resp. agudo produzirá uma resposta compensatória,que é devida,primatiamente, a um tamponamento intracelular rápido.

           -um processo resp. crônico produzirá uma resposta compensatória mais significante,que é devida,primariamente, a uma adaptação renal,que leva um tempo mais longo para se desenvolver.

     

              -para se certificar se agudo ou crônico, determinar a extensão da compensação-Ver tabela.

     

     

    5.SE ACIDOSE METABÓLICA,ENTÃO OLHE PARA O ANION GAP:

               -se elevado,>16, então acidose devida a KULT(cetoacidose,uremia,ac.lática,toxi-

                 nas).Ver tabela.

               -se AG normal, então, a acidose,comumente,  se deve a diarréia,RTA.

     

                AG=Na – (Cl + HCO3-)   (N abaixo de 16)

     

     

    6.SE PROCESSO METABÓLICO, É GRAU DE COMPENSAÇÃO ADEQUADO?

                -calcular a pCO2 estimada, esta ajudará a determinar se um dist. resp. separado está presente.Ver tabela.(Fórmula de Winter)

     

                 pCO2  =  1.5 x [HCO3-] + 8 (+/- 2)

     

     

    7.SE AG ESTÁ ELEVADO,ENTÃO,CALCULAR O DELTA-RATIO(PROPORÇÃO DELTA- DELTA/DELTA),PARA SE CERTIFICAR DE OUTROS DISTÚRBIO SIMULTÂNEOS.

                 -Delta Ratio compara a alteração  no AG à alteração do Bicarbonato

     

                  Delta ratio=(AG-12)/ (24-HCO3-)

     

                 -se a proporção está entre 1 e 2, então, acidose de AG elevado pura

                 -se <1, então, há uma acidose AG normal simultânea.

                 -se >2, então, há uma alcalose metabólica simultânea presente ou acidose resp. crônica compensada.

     

     

    8.SE AG NORMAL E A CAUSA DESCONHECIDA,ENTÃO, CALCULAR O AGU(ANION GAP URINÁRIO).

     

                    AGU = Na + K – Cl

     

                  -ajudará a diferenciar RTA de outras causas de acidosde de AG não elevado,

                  -em RTA, O AGU é positivo

                  -em diarréia e outras causas de acidose metabólica, o AGU é negativo.

     



    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 02h18
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    INTERPRETAÇÃO DA GASOMETRIA

    PASSO A PASSO PARA A INTERPRETAÇÃO DA GASOMETRIA

     

     

    1.HISTORIA&EXAME FÍSICO-a maioria das informações clínicas úteis advêm da descrição clínica do paciente,pela história e exame físico.A H&P usualmente dão uma idéia do distúrbio ácido-básico que pode estar presente, mesmo antes de colher o sangue

    para gasometria arterial.

     

     

    2.OLHE PARA O PH-Há um distúrbio AB presente?

        -se o pH<7.35= Acidemia

        -se o pH>7.45 = Alcalemia

        -se pH normal, comumente não há distúrbio AB

        -o pH pode estar normal na presença de um dist. AB misto,particularmente se outros parâmetros da gasometria estiverem anormais.

     

     

    3.OLHE PARA A PCO2 E HCO3- :Que processo AB (alcalose,acidose) está contribuindo para o pH anormal? 

         -nos dist. AB simples, ambos os valores são anormais e a direção da alteração anormal é a mesma para ambos os parâmetros.

         -um valor anormal será a alteração inicial e o outro será a resposta compensatória.

     

     

    3a-DISTINGUIR A ALTERAÇÃO INICIAL DA RESPOSTA COMPENSATÓRIA.:

         -a alteração inicial será o valor anormal que se correlaciona com o pH anormal.

         -se alcalose, então o pCO2 estará BAIXO ou  HCO3- estará ALTO

         -se acidose,então o pCO2 estará ALTO ou HCO3- estará BAIXO.

     

         Uma vez que a alteração inicial(base) tenha sido identificada, então o outro parâmetro anormal será a resposta compensatória, se a direção da alteração é a mesma,se não, suspeitar de um dist. misto.

     

     

    3b-UMA VEZ QUE A ALTERAÇÃO QUÍMICA INICIAL E A RESPOSTA COMPENSATÓRIA SEJA DISTINGUIDA,ENTÃO IDENTIFIQUE O DIST. ESPECÍFICO.VER TABELA ABAIXO.

     

           -se o pCO2 é a alteração química inicial,então, o processo é respiratório

           -se  o HCO3- é alteração química inicial, então, o processo é metabólico.

    -----------------------------------------------------------------------------------------------------

    Distúrbio ácido-básico          Alteração química inicial         Resposta compensatória

    ------------------------------------------------------------------------------------------------------

    ACIDOSE RESPIR.                  >pCO2                                         >HCO3-

    ALCALOSE RESP.                   <pCO2                                         <HCO3-

    ACIDOSE METAB.                   <HCO3-                                       <pCO2

    ALCALOSE METAB.                >HCO3-                                        >pCO2

    --------------------------------------------------------------------------------------------------------

        



    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 02h15
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    INTERPRETAÇÃO DE DISTÚRBIO ÁCIDO-BÁSICO

    1º PASSO-determinar o estado do pH.

                     pH< 7.35 = acidemia

                     pH>7.45=alcalemia

                     A ANORMALIDADE PRIMÁRIA FICA NA DIREÇÃO DO DISTÚRBIO APONTADO PELO PH.O CORPO NÃO COMPENSA TOTALMENTE O DAB PRIMÁRIO.

    2º PASSO-determinar o ANION GAP

                     Anion GAP > 20mmOl/l = Acidose metabólica primária sem considerar o nível de bicarbonato.

                     AG= Na - (Cl + HCO3-)

    3º PASSO-determinar o grau de compensação.

                     a.Acidose metabólica

                        paCO2 = 1.5 x (HCO3-) + 8 (+/- 2)

                        Se o paCO2 calculado é inferior ao paCO2 medido, então há Acidose Respiratória associada.

                        Se o paCO2 calculado é superior ao paCO2 medico, então há Alcalose Respiratória associada.

                   b.Alcalose metabólica:

                        Aumento da paCO2 = 0,6 X Aumento do bicarbonato

                   c.Acidose respiratória:

                        -Aguda = para cada 10mmHg de aumento na paCO2 há 1mEq/l de aumento no HCO3-

                        -Crônica=para cada 10mmHg de aumento na paCO2 há 4mEq/l de aumento no HCO3-

                   d.Alcalose respiratória:

                        -Aguda= para  cada 10mmHg de redução na paCO2 há 2mEq/l de redução no HCO3-

                        -Crônica=para cada 10mmHg de redução na paCO2 ´há 4mEq/l de redução no HCO3-

    4º PASSO-Calcular o excesso de AG

                     Excesso de AG= (AG total - 12) + HCO3- medido

                    -Se o HCO3- calculado for >30mmOl/l, há alcalose metabólica associada.

                    -Se o HCO3- calculado for <23mmOl/l, há acidose não-AG associada.

                     Nos DAB primário, alterações no AG = alteração no nível do HCO3-



    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 20h16
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    NO DIA EM QUE SAÍ DE CASA-ZEZÉ DI CAMARGO E LUCIANO

    MINHAS MUSICAS PREFERIDAS



    Categoria: MINHAS MUSICAS PREFERIDAS
     Escrito por Pedro Carrancho às 09h36
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    Minhas músicas preferidas

    http://www.midivoices.com.br/somzera/midivoice/arqs/290/1858.mid

    Classificação:

    Nó dia em que saí de casa-Zezé di Camargo e Luciano



    Categoria: Link
     Escrito por Pedro Carrancho às 09h34
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    GUARAPARI-PRAIA DAS VIRTUDES

    HÁ 1 MÊS ATRÁS, RECLAMAMOS DA FALTA DE POLICIAMENTO NO CENTRO E PRAIA DAS VIRTUDES,ENTRETANTO, AGORA, TEMOS QUE ELOGIAR.ESPERAMOS,NO ENTANTO, QUE CONTINUE ASSIM,SOBRETUDO NO CARNAVAL.



    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 13h52
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    SÍNTESE DOS DIAGNOSTICOS DOS CASOS

    DESDE O INÍCIO DO NOSSO BLOG APRESENTAMOS VÁRIOS CASOS CLINICOS RADIOLÓGICOS E DERMATOLÓGICOS PARA DIAGNÓSTICO.PARA FACILITAR A S AUA CONFERÊNCIA,APRESENTAREMOS UMA SÍNTESE ABAIXO A PARTIR DO DIA 12/12/08:

     

    DIA 12/12/2008:

      -CASOS DERMATOLÓGICOS:-HERPES ZOSTER

                                                  -TINHA CORPORIS

                                                  -PARONÍQUIA

                                                  -ACANTOSE NIGRICANS

    -CASOS RADIOLÓGICOS:-FRATURA RADIO-ULNAR(GALLEAZZI)

    DIA 13/12/08

    -CASO RADIOLÓGICO-ENTEROCOLITE NECROTIZANTE

    DIAS 13 A 15/12/08:

    -CASOS DERMATOLÓGICOS:-TINHA CORPORIS

                                                -ACANTOSE NIGRICANS

                                                -URTICÁRIA

    DIA 15/12/08:

    -CASOS RADIOLÓGICOS:-HISTIOCITOSE DE CÉLULAS DE LANGEHANS

                                           -ENTEROCOLITE NECROTIZANTE

                                           -RUBÉOLA CONGÊNITA+PCA+ALT. ÓSSEAS

                                           -NEFROCALCINOSE+RAQUITISMO

                                           -PAPILOMA LARÍNGEO

                                           -CISTOS LINFOEPITELIAIS DE PARÓTIDAS

                                           -DOENÇA DE CAROLI

    CASOS DERMATOLÓGICOS:-URTICÁRIA PIGMENTAR

                                               -PARONÍQUIA

                                               -LARVA MIGRANS CUTÂNEA

                                               -HERPANGINA

                                               -HERPES SIMPLES

                                               -NEVUS AZUL

                                               -ACNE INFANTIL

                                               -URTICÁRIA

                                               -PILOMATRIXOMA

                                               -EDEMA AGUDO HEMORRÁGICO

                                               -NEVUS DE SUTTON

                                               -NEVUS ACROMICO

                                               -MOLUSCO CONTAGIOSO

                                               -KERION CELSI

                                               -INCONTINENCIA PIGMENTAR

                                               -GRANULOMA ANULAR

                                               -ERISIPELA

                                               -EPIDERMÓLISE BOLHOSA CONGÊNITA

                                               -FURÚNCULO

     

    DIA 18/12/08

    -CASOS RADIOLÓGICOS:-PAPILOMA LARÍNGEO,RUBÉOLA CONG.+PCA, NEFROCALCINOSE+RAQUITISMO

    -CASOS DERMATOLOGICOS:-CASO 1-MELANOSE PUSTULAR NEONATAL TRANSITÓRIA

                                                -CASO 2-DERMATITE PERIORAL GRANULOMATOSA

                                                -CASO 3 -ACROPUSTULOSE INFANTIL

                                                -CASO 4-NEVUS SEBACEUS

                                                -CASO 5-LUPUS NEONATAL

                                                -CASO 6-ICTIOSIS VULGARIS

                                                -CASO 7-TINEA CAPITIS

                                                -CASO 8-EXANTEMA LATEROTORACICO UNILATERAL

                                                -CASO 9-ACRODERMATITE PAPULAR OU GIANOTTI-CROST

    DIA 18/12/08-CASOS DERMATOLÓGICOS(REPETIDOS)

                         -CASO 21- FURÚNCULO

                         -CASO 19-ERISIPELA

                         -CASO 18-GRANULOMA ANULAR

                         -CASO 17-INCONTINENCIA PIGMENTAR

                         -CASO 15-MOLUSCO CONTAGIOSO

                         -CASO 14-NEVUS ACROMICO

     



    Categoria: CASOS APRESENTADOS/DIAGNÓSTICO
     Escrito por Pedro Carrancho às 13h47
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    SISTEMA DE COTAS...

    O sistema de cotas para ingresso de afro-descendentes nas universidades tem gerado muita polêmica, visto que êle,por si só, em nossa opinião, não atende ao princípio fundamental da igualdade entre os cidadãos,conforme estabelece a Constituição e, desta forma, incita,indiretamente, à discriminação racial, jogando brancos contra negros e vice-versa,ampliando aquilo que se deseja combater em sua essência.

    Não consideramos justo o sistema, visto que a capacidade intelectual não pode ser avaliada pela cor da pele ou origem étnica do candidato.Ao estabelecer o sistema de cotas,como um instrumento de justiça,o governo simplesmente está se omitindo,pois, se todos tivessem um ensino público de qualidade,a concorrência se daria em igualdades de condições e não haveria espaço para a disseminação das escolas particulares, onde o nível de ensino,invariavelmente, é melhor.

    Se o que se objetiva é a justiça, estabelecer a igualdade entre os desiguais de qualquer natureza,independentemente da sua cor, que se crie um sistema de cotas,para ingresso não só nas universidades como serviços públicos, levando em consideração,unicamente, as condições econômicas do cidadão,seja êle branco ou negro.

     



    Categoria: ARTIGOS
     Escrito por Pedro Carrancho às 20h50
    [] [envie esta mensagem] []




     
     

    CAPACITAÇÃO E ATUALIZAÇÃO EM VÁRIAS ESPECIALIDADES.

    http://www.conexaomedica.com.br/?pagina=70

    Classificação:

    SITE DE CAPACITAÇÃO E ATUALIZAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA SAÚDE DE VÁRIAS ESPECIALIDADES,VIA INTERNET.HÁ NECESSIDADE DE CADASTRAMENTO.



    Categoria: Link
     Escrito por Pedro Carrancho às 14h03
    [] [envie esta mensagem] []


    [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
     
     
     
     


    BRASIL, Sudeste, VITORIA, REPUBLICA, Homem, de 56 a 65 anos, Portuguese, Spanish, Livros, Medicina


     





       Todas as mensagens
       Link
       Evento
       Medicina pediátrica-CASOS
       ARTIGOS
       CASOS APRESENTADOS/DIAGNÓSTICO
       musica no blog
       MINHAS MUSICAS PREFERIDAS



       UOL - O melhor conteúdo
       BOL - E-mail grátis
       A PÁGINA DO PEDIATRA
       INTERESTING CASES-CASOS INTERESSANTES...
       CASOS CLINICOS PEDIATRICOS-WEB PEDIATRICA
       CASOS CLINICOS DE PEDIATRIA
       UM SITE INTERESSANTE PARA OS PEDIATRAS...
       CURSO DE ATUALIZAÇÃO DE DERMATOLOGIA PEDIATRICA
       QUAL O SEU DIAGNÓSTICO?
       CURSOS DE IMAGENOLOGIA:RX TORAX,TC TORAX,NEUROIMAGEM
       Casos RADIOLÓGICOS EM MEDICINA DE EMERGÊNCIA PEDIÁTRICA
       PATOLOGIA PERINATAL-CASOS
       IMAGEM PEDIÁTRICA ONLINE
       EDUCAÇÃO MÉDICA CONTINUADA PEDIÁTRICA
       RX DE TÓRAX BÁSICO-REVISÃO
       MEDICINA INTENSIVA
       TÓPICOS DE PEDIATRIA DE A-Z,TESTES,SIGLAS,DICAS...
       TÓPICOS-CONTINUAÇÃO,FRASES,CITAÇÕES,AFORISMOS MÉDICOS
       MEDICINA PEDIATRICA
       CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM PNEUMOLOGIA PEDIÁTRICA
       BLOG PEDRO CARRANCHO-PORTALES MEDICOS
       TRADUÇÃO PARA O INGLÊS
       AUTO-AVALIAÇÃO DE CONHECIMENTOS DE PEDIATRIA
       MINHAS MUSICAS PREFERIDAS...ZEZÉ DI CAMARGO E LUCIANO-NO DIA EM QUE SAÍ DE CASA
       CAPACITAÇÃO E ATUALIZAÇÃO EM VÁRIAS ESPECIALIDADES
       HOSPITAL VIRTUAL PEDIATRICO
       TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
       CASOS RADIOLÓGICOS PEDIATRICOS
       IMAGEM E RADIOLOGIA-INTRODUÇÃO À INTERPRETAÇÃO
       SITE OFICIAL DO FLUMINENSE
       HINO OFICIAL DO FLUMINENSE
       HINO POPULAR DO FLUMINENSE
       CURTINDO UMA MÚSICA...PÁGINAS MJSICAIS
       CURTINDO UMA MÚSICA...PÁGINAS MJSICAIS
       CURTINDO UMA MÚSICA...PÁGINAS MJSICAIS
       TANGOS-BOLEROS-FADOS...
       CURTINDO UMA MÚSICA...PÁGINAS MJSICAIS
       CASOS PEDIÁTRICOS...
       CASOS PEDIÁTRICOS...
       CASOS PEDIÁTRICOS...
       DOENÇAS GENÉTICAS DE A-Z
       ABORDAGEM DIAGNÓSTICA NAS EMERGÊNCIAS PEDIÁTRICAS
       DENGUE NA CRIANÇA
       PROVAS DE CONCURSOS PARA PEDIATRIA
       PROVAS DE CONCURSOS PARA PEDIATRIA
       PROVAS DE CONCURSOS PARA PEDIATRIA
       PROVAS DE CONCURSOS PARA PEDIATRIA
       PROVAS DE CONCURSOS PARA PEDIATRIA
       PROVAS DE CONCURSOS PARA PEDIATRIA
       PROVAS DE CONCURSOS PARA PEDIATRIA
       PROVAS DE CONCURSOS PARA PEDIATRIA
       PROVAS DE CONCURSOS PARA PEDIATRIA
       PROVAS DE CONCURSOS PARA PEDIATRIA
       PROVAS DE CONCURSOS PARA PEDIATRIA
       PROVAS DE CONCURSOS PARA PEDIATRIA
       PROVAS DE CONCURSOS PARA PEDIATRIA
       PROVAS DE CONCURSOS PARA PEDIATRIA
       TESTES INTERATIVOS...
       RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR EM PEDIATRIA
       INFECÇÕES E ALERGIAS RESPIRATÓRIAS NA INFÂNCIA
       EXAMES LABORATORIAIS DE A ATÉ Z
       AUTO-AVALIAÇÃO DE CONHECIMENTOS DE PEDIATRIA
       ATLAS DIVERSOS
       LIVROS ONLINE DE TODAS ESPECIALIDADES
       PROVAS DE RESIDÊNCIA MÉDICA-QUESTÕES DE MÚLTIPLA ESCOLHA
       PEDIATRIA ONLINE
       SITE MÉDICO INTERESSANTE-ÓTIMO
       DIRETRIZES EM MEDICINA...
       CURSOS DE PEDIATRIA ONLINE
       TESTES,RCP,NEONAT.,PROTOCOLOS,CASOS,DIRETRIZEZ,ESPECIALIDADES DEIVEERSAS...
       O PACIENTE PEDIATRICO CRÍTICO,EDUCAÇÃO MEDICA CONTINUADA,CASOS DIVERSOS...
       DÊ SEU DIAGNÓSTICO...
       DIAGNÓSTICOS DOS CASOS APRESENTADOS...CONFIRA...
       CUIDADOS HOSPITALARES PARA CRIANÇAS
       MANUAL DE INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS-I
       MANUAL DE PEDIATRIA AMBULATORIAL
       MANUAL DE IMUNOBIOLÓGICOS
       RINITES-CONSENSO II
       MANUAL DE INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS-II
       PROTOCOLOS CLINICOS PEDIÁTRICOS
       DOENÇAS HEMATOLÓGICAS-PROTOCOLOS CLINICOS
       MANUAIS DE ORL PEDIÁTRICA DA IAPO
       ORL PEDIATRICA-CAPÍTULOS SELECIONADOS...
       VISITE O TWITTER DE PEDRO CARRANCHO...
       COMO LER RADIOGRAFIAS DE TORAX
       A CRIANÇA HOSPITALIZADA-PROBLEMAS FREQUENTES
       MANUAL DE GASTROENTEROLOGIA PEDIATRICA
       ATLAS DE VIAS AÉREAS DA CRIANÇA
       MANUAL DE PEDIATRIA
       RCP PEDIATRICA
       COMO FAZER UMA OTOSCOPIA
       ATLAS DE RADIOLOGIA ABDOMINAL
       SOCIEDADE ARGENTINA DE PEDIATRIA
       PEDIATARIA-DIAGNOSTICO E TRATAMENTO
       PEDIATRIA CONTEMPORÂNEA
       PEDIATRIA INDIANA
       PEDIATARIA-CASOS DE MEDICINA MODERNA
       BULAS DE MEDICAMENTOS NA INTERNET
       DIRETRIZES MÉDICAS
       BLOG DE PEDIATRIA-EMERGENCIAS NEONATAIS
       EDUCAÇÃO MEDICA CONTINUADA
       EDUCAÇÃO MÉDICA CONTINUADA PEDIÁTRICA
       ESTUDOS DE CASOS GENÉTICOS....
       MANUAL DE CIRURGIA PEDIATRICA
       ABORDAGEM DE PACIENTES COM DORES ABDOMINAIS....
       ABDÔMEN AGUDO...
       MANUAL MERCK DE PEDIATRIA
       IMAGEM E RADIOLOGIA-INTRODUÇÃO À INTERPRETAÇÃO
       TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
       RADIOLOGIA PEDIATRICA
       CASOS RADIOLOGICOS PEDIATRICOS...
       QUAL O SEU DIAGNÓSTICO?
       DICIONARIO DE AGRESSÕES MÉDICAS À LINGUA PORTUGUESA
       RESSONANCIA MAGNETICA E TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
       TC DE CRANIO
       RADIOLOGIA E IMAGEM
       COMO ESTUDAR PARA PASSAR EM CONCURSOS...
       PORTUGUÊS PARA CONCURSOS-APOSTILA COMPLETA
       ASSUNTOS DE PEDIATRIA NO SCRIBD
       DICIONARIO MÉDICO
       PROVAS DE RESIDÊNCIA MÉDICA-USP- 1996/2000
       DICIONÁRIO EPIDEMIOLÓGICO
       CURSO BÁSICO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
       SEMIOLIOGIA NEUROLOGICA PEDIATRICA
       OFTALMOLOGIA PEDIATRICA
       INTRODUÇÃO À ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA INFANTIL
       URGÊNCIAS PEDIATRICAS
       MANUAL DE NUTRIÇÃO INFANTIL
       BRONQUIOLITE-REVISÃO-2008
       EXAME DE PEDIATRIA-PERGUNTAS
       MANUAL DE CIRURGIA PEDIATRICA
       DISTÚRBIOS HIDROELETROLÍTICOS
       MANUAL DE CIRURGIA PEDIATRICA
       ARTIGOS DE CIRURGIA PEDIATRICA
       ABORDAGEM DO PACIENTE COM DORES ABDOMINAIS
       ABDÔMEN AGUDO
       O EXAME NEUROLÓGICO EM CRIANÇAS.
       CONVULSÕES NEONATAIS-RELATO DE CASO
       ABORDAGEM DAS CEFALÉIAS NA INFÂNCIA
       ABORDAGEM DA CRIANÇA COM SOPRO CARDÍACO
       TRAUMA NO PACIENTE PEDIÁTRICO
       OTITE MÉDIA RECORRENTE NA INFÂNCIA
       CARDIOPATIA CONGÊNITA NO RN-QUANDO SUSPEITAR
       ABDÔMEN AGUDO-ELEMENTOS DIAGNÓSTICOS
       CONSTIPAÇÃO INTESTINAL NA INFÂNCIA
       APENDICITE AGUDA-PADRONIZAÇÃO DA ABORDAGEM DIAGNÓSTICA
       APENDICITE AGUDA NA INFÂNCIA-ESCORE DE ALVARADO
       ABDÔMEN AGUDO NA INFÂNCIA
       URGÊNCIAS ABDOMINAIS NÃO-TRAUMÁTICAS NA CRIANÇA
       TÓPICOS DE CIRURGIA PEDIÁTRICA-1993/2009
       CUARSO DE RADIOLOGIA PEDIATRICA
       AUSCULTA CARDIO-PULMOMAR
       PEDIATRIA GERAL ON-LINE
       PEDRO CARRANCHO-A PEDIATRIA
       369 QUESTÕES DE PEDIATRIA-AUTOAVALIAÇÃO
       NUTARIÇÃO PARENTERAL
       CRISE DE ASMA NA INFANCIA
       OBSTRUÇÕES INTESTINAIS
       DERMATOLOGIA PEDIATRICA
       GUIA PRATICO DE VACINAS
       CONSULTÓRIO PEDIÁTRICO
       URO-NEFROLOGIA PEDIATRICA
       RADIOLOGIA PEDIATRICA
       ORTOPEDIA PEDIATRICA
       PRINCIPIOS DE PEDIATRIA
       TRAUMATOLOGIA ORTOPEDICA-UM GUIA PARA O RESIDENTE
       ATLAS DE ORL PEDIATRICA
       REUMATOLOGIA PEDIATRICA
       SINAIS-CLINICA PEDIATRICA
       GASTROPEDIATRIA
       SINDROME DE KAWASAKI
       GUIA DO TWITTER
       QUAL O SEU DIAGNOSTICO?
       EXAME DE CONHECIMENTOS NOS ESTADOS UNIDOS
       EXAME DE CONHECIMENTOS NOS ESTADOS UNIDOS-2
       EXAME DE CONHECIMENTOS NOS ESTADOS UNIDOS-3
       EXAME DE CONHECIMENTOS NOS ESTADOS UNIDOS-4
       APRESENTAÇÃO DE CASOS DE APLS
       TUTORIAIS MÉDICOS-VIDEOS
       GALERIA DE IMAGENS PARA DIAGNÓSTICO
       VOLUMES DE DERMATOLOGIA
       IMAGINOLOGIA PELA INTERNET
       CID-10



       Dê uma nota para meu blog