Pediatria se mobiliza no Distrito Federal e no Brasil
Começa amanhã a rescisão gradual e coletiva dos contratos com os planos de saúde na capital. SBP planeja diversas ações no País a partir de 27 de julho
14.07.09. Termina nesta quarta-feira, dia 15, o prazo dado pelos pediatras do Distrito Federal às operadoras de planos de saúde. “Com a intransigência das empresas, daremos início, a partir de amanhã, à rescisão dos contratos já anunciada”, disse o dr. Dennis Burns, presidente da Sociedade de Pediatria do Distrito Federal (SPDF) e secretário da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), acrescentando que o rompimento será “gradativo, com prioridade para aquelas cuja remuneração aos médicos é mais baixa”. Como há um prazo de carência para a interrupção do atendimento, que varia de 30 a 60 dias, este será também um “tempo de reflexão para as operadoras”, salienta, assinalando que o objetivo dos médicos é manter a prestação de serviço aos seus pacientes.
O presidente da SBP, dr. Dioclécio Campos Jr., informa também que “a perspectiva de paralisação nacional do atendimento realizado através dos planos de saúde é crescente” e que de todo o País têm chegado manifestações de adesão dos colegas ao movimento, que trata da defesa da medicina de crianças e adolescentes. Dr. Eduardo Vaz, vice-presidente da SBP, informa que nos próximos dias haverá uma reunião da diretoria da entidade, com o Departamento de Defesa Profissional, e que o 27 de julho, Dia do Pediatra, será um marco na mobilização pela valorização da pediatria.
Entenda o movimento
O desrespeito à medicina de crianças e adolescentes e aos pacientes ficou mais claro, na capital federal, com o fechamento, este ano, dos serviços em dois grandes hospitais. “É que em virtude do tratamento que recebem das operadoras, já há muito tempo os pediatras vêm, individualmente, se descredenciando. Os hospitais fizeram várias tentativas de recomposição de equipes de atendimento, com profissionais de dentro e de fora do Distrito Federal que, no entanto, não se sentiram atraídos”, informa dr. Dennis, que ontem enviou mensagem às direções desta instituições. “Os hospitais também têm interesse em atender bem as famílias e queremos contar com seu apoio”, ressalta. Correspondência também foi remetida ao Ministério Público de Defesa do Consumidor, ao Secretário de Saúde, à Agência Nacional de Saúde Suplementar, ao Conselho Nacional de Saúde.
Em abril, os pediatras começaram a tentativa de negociação com as operadoras de planos de saúde do Distrito Federal. No dia 01 de julho, fizeram um movimento de alerta, deixando de receber, por 24 horas, as guias dos planos de saúde. Organizadamente, fizeram uma triagem e 65% dos atendimentos daquele dia foram de urgência ou pessoas que se declararam em “emergência social” e realizados como “cortesia’. Dos demais, foi cobrado o preço estipulado pelos médicos (R$90,00), com a orientação de que o ressarcimento fosse solicitado das operadoras. “Os pacientes são nossos aliados e entendem nossas razões”, comenta o presidente da SPDF.
Reivindicações
“O movimento é por melhores condições de trabalho, e uma remuneração que respeite a criança, o adolescente e o profissional que se especializou para cuidar de sua saúde. O pediatra está, na verdade, reagindo à violência com a qual vem sendo tratado pelas empresas”, diz o dr. Dioclécio. Hoje o valor do atendimento em consultório ou hospital varia de R$24 a R$40 por consulta. Na conta do desrespeito, os médicos colocam também “glosas inexplicáveis, atrasos intermináveis no pagamento, burocracias estranhas no faturamento, entre outros”, assinala o dr. Dennis. A reivindicação é de R$ 90 para os serviços prestados em pronto-socorro dos hospitais particulares e R$120 para os atendimentos em consultório – mais demorados, com orientações sobre nutrição, vacinas, e muitos outros aspectos do crescimento e do desenvolvimento infanto-juvenil. Os pediatras querem também receber pelo atendimento que já fazem hoje, quando um paciente necessita ser visto antes dos 30 dias “de retorno” estipulados pelas empresas após cada consulta, e também nas visitas hospitalares necessárias, deixando claro que o que determina se estará de novo com um paciente é o quadro clínico. Sobre as perspectivas, dr. Dioclécio está otimista: “com os pediatras de todo o país unidos, nosso poder de negociação será muito maior”.
Aqui e em Projetos de Lei e propostas para o sistema de saúde, na capa:
. Conheça na íntegra o PL 227/08 (para o SUS) e oPL 228/08 (para os planos e seguros privados de assistência à saúde), elaborado pela SBP e pela senadora Patrícia Saboya, em tramitação no Congresso Nacional.
. Veja também a proposta da SBP para a AMB (para inclusão na CBHPM) e para a ANS sobre a consulta de puericultura:
No dia 23/6, A Tribuna publicou(página 7), que o Hospital Infantil de Vila Velha estava se recusando a atender crianças por falta de pediatras e a assessoria do hospital informou que "isso se devia à carência no quadro geral da saúde no Brasil", realidade que, em breve, se tornará rotineira nos serviços públicos se não houver providências urgentes.
Há 10 anos, de todos os médicos do País, 13,5% eram pediatras e, na década de 80, cerca de 25% dos estudantes de Medicina optaram pela especialidade.Atualmente, só 7% fazem essa escolha.
Em que pese pediatras serem considerados essenciais, equivocada e absurdamente, ao invés de integrá-los às equipes do Programa de Saúde da Família(PSF), estão tentando substituí-los por médicos generalistas, recém-formados, atraídos por melhores salários, que se julgam aptos a atender desde recém-nascidos até gestantes e idosos!Um absurdo!Um retrocesso!
No setor privado, o valor da consulta é aviltante, o retorno financeiro é mínimo e cerca de 30% dos atendimentos pediátricos,nos consultórios, são reconsultas, não-remuneradas.Já no SUS, o valor da consulta é menor do que aquele pago a um flanelinha para lavar o carro!
A pediatria, como especialidade médica, no Brasil, surgiu em 1899.Há 10 anos, de todos os médicos do país, 13,5% eram pediatras e na década de 80, 25% dos estudantes de medicina optavam por esta especialidade e hoje,apenas, 7%!!! O pediatra é considerado essencial aos sistemas de saúde."A pediatria não é uma área de atividade dentro da Medicina: ela é toda a Medicina"(Pedro de Alcantara).Mesmo assim, em virtude de uma série de fatores, não só no sistema público como no privado, há um crescente desinteresse,pelos médicos recém-formados, por esta especialidade. No setor público, absurda e catastroficamente, estão tentando substituir os pediatras pelos médicos generalistas do PSF(Programa de Saúde da Família), ao passo que,no setor privado(convênios,credenciamentos,cooperativas,etc.), a remuneração é péssima, o retorno financeiro é mínimo,30% dos atendimentos representam reconsultas não-remuneradas e, nos consultórios particulares, 40% do valor das consultas são para pagamentos de vários impostos e despesas diversas. Torna-se urgente e fundamental, no setor público, a integração dos pediatras às equipes do PSF,com remuneração,no mínimo,equiparada e,no setor privado, impõe-se,de imediato, uma modalidade diferenciada de remuneração para especialidade de pediatria, que, diferentemente de muitas outras, não tem valores agregados à consulta(equipamentos,exames,etc...), o que a torna desvalorizada, porém, a de menores custos para os convênios,credenciamentos,cooperativas,etc.
Martins, J. L; Carrancho, P. V; Brant, J. C; Zaganelli, F. L.
Título:
A PAP - puncao-aspiracao pulmonar para o diagnostico bacteriologico das pneumonias agudas das criancas. / Pulmonary puncture-aspiration (PPA) in the bacteriological diagnosis of acute pneumonia in children
Os autores apresentam o resultado do emprego da PAP (Puncao-aspiracao-pulmonar) para o diagnostico bacteriologico das pneumonias agudas na crianca, em 13 pacientes com quadro clinico e radiologico de pneumonia aguda, admitidos no HINSG, Vitoria-ES, no periodo de 20/4 a 17/9/71. Dos 13 casos, a bacteriologia (bacterioscopia ao Gram) foi positiva em 9 e negativa em quatro casos. Na cultura foram isolados Staphylococcus aureus em cinco casos, Escherichia coli em um caso, associacao de germes em tres casos e resultado negativo em quatro casos. Dada a simplicidade da tecnica e as minimas complicacoes observadas (dois casos de discreta hemoptise e um caso de pequeno pneumotorax), os AA concluem tratar-se de um procedimento util para o diagnostico das pneumonias agudas na infancia
A febre' uma manifestação comum, é muito frequente nas crianças. Apesar de causar grande angústia e preocupação aos pais, na maioria das vezes, felizmente, é resultado de doenças infantis de bom prognóstico, principalmente viróticas. Por tratar-se de sintoma preocupante, o pediatra, quase sempre, é levado a prescrever um antitérmico, unicamente visando reduzir o desconforto, a irritação e a falta de apetite que se instalam na criança febril. Sabe-se que a febre exerce um papel na defesa orgânica, atuando contra a multiplicação de microrganismos e associando-se à diminuição da morbidade por doenças infecciosas. Por isso, surgem controvérsias quanto à utilização de antitérmicos em todo paciente febril, uma vez que, além de mascarar a evolução de um caso grave, podem determinar efeitos adversos. A febre não é uma doença, é apenas reação do organismo diante de alguma agressão de natureza variada. Teoricamente, a vigilância cuidadosa e o acompanhamento constante seriam a conduta mais lógica e acertada e não a receita precipitada de antitérmico, mas sabemos que, na prática, isso não ocorre. Em apenas 2% a 4% das crianças, na faixa etária de seis meses aos seis anos, a febre pode ocasionar uma convulsão, geralmente autolimitada e que não deixa sequelas. O uso de antitérmico profilático só se justifica em raros casos, como, por exemplo, na administração da vacina tríplice DPT em crianças com antecedentes pessoais e/ou familiares de convulsão. No lactente jovem, aquele com até três meses de idade, a febre, sem nenhum sinal de localização ao exame físico, constitui-se num dilema e desafio para nós, pediatras. Por ser uma faixa etária de risco, há de se ter um grande cuidado no manejo destes pacientes, uma vez que quanto mais jovens forem maiores serão as probabilidades de ocorrência de infecção bacteriana grave. Diante de um lactente febril (>38ºC), cujo exame físico se apresenta, aparentemente, normal, constituem-se exames fundamentais: o sedimento urinário, o leucograma e um Rx de tórax (se houver algum sinal ou sintoma respiratório). A conduta a ser adotada deverá levar em conta não só as alterações detectadas nesses exames, como também a idade do paciente. A escola norte-americana costuma adotar normas de rotina, consideradas muito rígidas por muitos médicos, levando em consideração não só a idade, como também a presença ou não de estado toxêmico e o grau de facilidade que terá o pediatra em manter contato com a família da criança. Se houver toxemia, recomendar-se-á sempre a internação e a solicitação de cultura de sangue, urina e LCR. Se não houver toxemia, para os lactentes de um a três meses, será feito tratamento domiciliar com ceftriaxona ou, havendo possibilidade, observação em casa por 24 horas e um pedido de urocultura. Se o lactente tiver de três meses a três anos, apresentará uma febre >39ºC, mas sem toxemia, a ceftriaxona é recomendada naqueles com leucocitose >15.000 ou neutrófilos não segmentados >1.500. Entre nós há uma tendência de se colher LCR em todo lactente jovem febril (>38ºC) e sem foco de infecção definido, sob a observação hospitalar por 24 horas, uma vez que se torna muito difícil, num serviço público, manter o contato com a família ou um controle clínico após 24 horas.
A febre pode ser benéfica ou prejudicial, dependendo das situações. Quando moderada, pode acelerar mecanismos imunológicos contraalgumas bactérias e vírus, entretanto, quando muito alta, poderá ter efeito contrário, prejudicando a resposta imune e, também, precipitar convulsões em crianças susceptíveis.
Sabe-se que a temperatura corporal é variável entre indivíduos, entre grupos etáreos e durante o período das 24hs. A atividade física, a alimentação, a ingesta de líquidos quentes, etc...tendem a elevar a temperatura.
Em geral, considera-se febre uma temperatura retal acima de 38ºC ou axilar acima de 37ºC. Além destas, podem ser medidas, ainda, as temperaturas oral e timpânica.
A criança exposta a um ambiente superaquecido poderá ter sua temperatura elevada, sem ter febre. Neste caso, a temperatura do pé e do abdômen serão similares, contudo, se houver febre, a temperatura será mais baixa na extremidade(pé), devido à vasoconstricção.
Como pediatra, costumamos observar que os pais, com frequência, atribuem a febre à erupção dentária, porém, isto não é verdadeiro, em que pese poder ocorrer um elevação na temperatura durante o episódio.
Geralmente, o risco de bacteremia(presença de bactérias no sangue) aumenta com a magnitude da febre, sobretudo em crianças mais jovens, abaixo dos 2 anos de idade. Cerca de 10% dos lactentes febris, com menos de 2 meses de idade, têm infecções bacterianas graves, por isso, há uma tendência a hospitalizá-los. Já nas crianças maiores febris, há de se distinguir entre uma infecção por virus(virose) ou uma bacteremia oculta, quando não se tem uma fonte identificável de origem. Se, associada à febre, surgem pequenos pontos vermelhos(petéquias) na pele, que não se limitem à área acima da linha mamilar, teremos que afastar uma infecção bacteriana sistêmica grave.
Há casos em que o pediatra se depara com uma criança com febre persistente, com duração de 7 ou mais dias, com exames clínico e laboratoriais normais, caracterizando o que chamamos de febre de origem obscura. Nessas situações, são úteis alguns testes simples, como a verificação da VHS(velocidade de hemossedimentação) e a relaçãoA/G (albumina/globulina), para afastarmos uma doença mais séria.
Carrancho, Pedro Vieira; Figueiredo, Angela Fátima de; Rangel, Suely R; Queiroz, Watson Helvécio de F.
Título:
Incidência de parasitoses intestinais em crianças previdenciárias atendidas em ambulatório, INAMPS-ES / Intestinal parasitosis in outpatient children, INAMPS, ES
Foram realizados 102 exames de fezes em crianças da faixa etária de um a 12 anos, atendidas no ambulatório de pediatria do INAMPS/ES, PAM Goiabeiras, utilizando-se o método de Hoffman-Pous-Janner & Baermann na análise de uma amostra de fezes de cada paciente. Encontrou-se um percentual de 60,80% de positividade para protozoários e/ou helmintos. Os parasitas mais freqüentes foram: 1) Ascaris lumbricoides; 2) Trichocefalus trichiurus; e 3) Giardia lamblia. A associaçäo mais comum de parasitas foi Ascaris lumbricoides + T. trichiurus. A faixa etária de dois a sete anos foi a mais acometida (AU)
Prevalência das infecçoes de vias áereas superiores: em crianças previdenciárias atendidas em ambulatório / Prevalence of the superior aereal ducts infections: in previdenciary childrens care in ambulatory
O autor apresenta a incidência de IRA (Infecçöes Respiratórias agudas) - 47,5% - em 518 crianças previdenciárias, atendidas em ambulatório, demonstrando a alta prevalência das IVAS (infecçöes de Vias Aéreas Superiores) - 92,68% -, sobretudo na faixa etária de 1 a 5 anos, bem como a ocorrência, a elas associadas, de diarréia (10,5%), otite (5,2%) e vulvovaginites (3,5%). Conclui chamando a atençäo para a importância que devem merecer as IRA, pela alta taxa de mortalidade que determinam bem como recomenda maiores cuidados nas IVAS, em face das conseqüências imediatas ou tardias que a elas podem se associar (pneumonias bacterianas, GNDA e a D. reumática) (AU)
133.SSIHD-HIPOSTENÚRIA,HIPOSMOLARIDADE SÉRICA,AUS. DE INS. RENAL,ICC OU HEPÁTICA.
134.A F.R. AGUDA É ALTAMENTE PROVÁVEL SE HOUVER EVIDÊNCIAS DE
135.ECN-O MARCO RADIOGRÁFICO É A PNEUMATOSE INTESTINAL(AR NA PAREDE INTESTINAL).OUTROS=UMA ÚNICA ALÇA INTESTINAL PERSISTENTE DILATADA, MULTIPLAS ALÇAS INTESTINAIS DILATADAS NO QID.
136.SUB-LUXAÇÃO DA CABEÇA RADIAL(“COTOVELO DA BABÁ”)-MEMBRO SUP. PRÓXIMO AO CORPO+FLEXIONADO NO COTOVELO+PRONADO-REDUÇÃO:SUPINAÇÃO,SEGUIDA DE FLEXÃO,EM MOVIMENTO CONTÍNUO,ATÉ A MÃO TOCAR O OMBRO.OUVE-SE OU SENTE-SE UM ESTALO NO COTOVELO.
TUADA=ACIMA DE 200MG%.ACIMA DE 400MG%=COMA(HIPOGLICEMIA+
ACIDOSE).
138.BEXIGA NEUROGÊNICA+RVU=ANTIBIOTICOPROFILÁTICO CONTRA ITU-SMZ+TM OU NITROFURANTOINA. EM LACTENTE ACIMA DE 2 MESES,USAR AMOXACILINA.
139.HIPERTIROIDISMO-APETITE EXAGERADO,PERDA DE PESO,IMPULSIVIDADE,FALTA DE ATENÇÃO,LABILIDADE EMOCIONAL,HIATO DA PÁLPEBRA SUP.(ATRASO NA DESCIDA DA PÁLPEBRA) É CARACTERISTICA,TAQUICARDIA,SUDORESE,TREMORES.
102.PSORIASE-PRURIGINOSA,DESCAMATIVAL-FENOMENO DE KOBNER OU ISOMÓRFICO(ÁREAS DE TRAUMA).
103.LINFOMA DE BURKITT-MASSA ABDOMINAL-QUIMIO+RADIOTER.-S. DA LISE TUMORAL-HIPERPOTASSEMIA-MORTE.
104.CRIANÇAS QUE APRESENTAM REAÇÃO ANAFILÁTICA AO OVO, NÃO DEVEM RECEBER VACINA CONTRA INFLUENZA.
105.SINCOPES INDUZIDAS POR EXERCICIO-COM ECG E TESTES ERGOMÉGTRICOS NORMAIS-INVESTIGAR ANOMALIA CORONARIANA CONGENITA-CATETERISMO CARDIACO-ANGIOGRAFIA.
28.HIDROCELE EM LACTENTE-OBSERVAR ATÉ 1 ANO DE IDADE.
29.ARJ-PERICARDITE COM DERRAME-PERSISTENTE,PIORA COM POSIÇÃO SUPINA,PULSO VENOSO JUGULAR,< PULSO BRAQUIAL,BULHAS CARDÍACAS ABAFADAS, > DA SILHUETA CARDÍACA-TAMPONAMENTO-PERICARDIOCENTESE-ECG-ELEVAÇÃO DIFUSA DE ST.
31.OME CRONICA-DISFUNÇAO DA TUBA AUDITIVA-BETALACT.+COSTIC.
32.GLICOGENOSETIPO 1-D. DE VON GIERKE-DEFIC. DE G6P HEPÁTICA-
CRISES HIPOGLICÊMICAS+HE+FACIES DE BONECA-TTO. COM GLICOSE NOTURNA POR SNG,ATÉ 2-3 ANOS, REFEIÇÕES FREQUENTES,AMIDO DE MILHO- DOSAR CETONAS E SUBST. REDUTORAS NA URINA,DOSAGEM DA ATIVIDADE ENZIMÁTICA ESPECÍFICA.
33.ESCLEROSE TUBEROSA-RETARDO MENTAL,CONVULSÕES,ADENOMA SEBÁCEO,LESÕES CUTÂNEAS(NÓDULOS AVERMELHADOS SIMÉTRICOS NA FACE E NASO-LABIAL,MÁCULAS HIPOCRÔMICAS).
CASO 8-Um homem de 60 anos, sem-teto, apresenta náuseas,vômitos e pobre ingesta oral 2 dias antes da admissão.O paciente relata uma história de 3 dias de bebedeira antes dos sintomas.
-O paciente está acidêmico, com bicsrb. baixo e PCO2 baixo,sugerindo acidose metabólica.
-O paciente está hiponatrêmico,com história de náuseas,vômitos e pobre ingesta.Neste cenário, a acidose metabólica tanto pode ser devida a acidose AG normal secundária a vômitos e/ou acidose lática e cetoacidose secundária `a perda extrema de volume e pobre ingesta.Para afastar acidose lática e cetoacidose, nós necessitamos calcular o AG.
Cálculo do AG=Na-(Cl+Bicarb)= 132 –(104+16)=132-120=12
.
Notar que o AG parece ser normal e então a acidose lática parece de acôrdo.Entretanto, note também que o paciente está severamente hipoalbuminêmico com alb.=1.0.
Uma vez que o AG é primariamente determinado pelas proteínas plasmáticas carregadas negativamente, tais como a albumina, nos podemos ajustar o valor normaldo AG para mais acuradamente refletir a deficiência albumínica.
A correção aproximadaé a redução no AG normal de 2,5mEq/lpor cada 1g% em queda na concentração de albumina no plasma.(N=4g%)
Portanto, neste cenário, o AG normal deve ser:
-queda da albumina= 4 g – 1 g = 3 g%
-redução normal no AG de 2,5 por cada g de alb. diminuída=2,5 x 3 =7,5
-ajuste no AG=12 – 7,5 = 4,5
Note agora queum AG calculado de 12 é alto,quando comparado ao AG ajustado de 4.5.
Confirmação-este paciente temuma acidose metabólica com AG elevado, que pode ser devida à acidose lática ou cetoacidose