Blog de Pedro Carrancho
 

ARTIGOS



 
 

COQUELUCHE

                   A coqueluche é uma doença infectocontagiosa, causada por uma bactéria, transmissível pela fala,tosse ou espirros,conhecida,antigamen-
te, por "tosse comprida", em virtude de sua longa duração.
                  A doença se caracteriza por acessos de tosse demorados, guinchos,sufocação,levando à cianose(rouxidão), apnéia(falta de ar) e vômitos.
                  A transmissibilidade se dá desde o 5º dia,após o contato com o doente, até 3 semanas após o início dos acessos de tosse.Em menores de 6 meses, a transmissibilidade pode se estender por mais tempo, até 4 a 6 semanas, e a doença costuma ser mais grave, exigindo hospitalização.
                  A coqueluche pode ser tratada com antibiótico e prevenida através da vacinação.Na suas fases iniciais , um exame de sangue(hemograma) pode apresentar alterações  características e bastante significativas,que auxiliam no diagnósitico.
                  Neste ano, a SESA confirmou 51 casos da doença e a ocorrência de 4(quatro) óbitos, nos municípios de Cariacica,Linhares e Mimoso do Sul.em crianças não vacinadas, entre 1 a 3 meses de idade.Em Cachoeiro de Itapemirim já foram registrados 21 casos.
                  Em comparação ao ano passado, houve um aumento bastante elevado de casos de coqueluche, registrando-se, de janeiro a novembro,no ES,cerca de 359 casos.



 Escrito por Pedro Carrancho às 14h30
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DENGUR NA CRIANÇA

DENGUE NA CRIANÇA

O diagnóstico da dengue em criança se torna mais difícil do que no adulto, uma vez que pode ser assintomática ou se apresentar como uma síndrome febril viral clássica.
Entretanto, se há uma história epidemiológica positiva, a presença de apatia,choro constante,irritabilidade, sonolência,recusa alimentar e de liquidos, manifestações gastrointestinais e ausência de sintomas respiratórios,tudo leva a pensar em DENGUE,que pode ser precocemente diagnosticada, nas primeiras 72 horas, através do Teste de NS1, cuja especificidade gira em torno de 80 a 100%, mas não afasta a doença se for negativo.
Na criança, diferentemente do adulto, o agravamento tende a ser súbito, com sinais de alarme mais dificilmente detectados.
Se a febre persistir por mais de 7 dias, deve-se pensar em outra patologia.As manifestações de sangramento e plaquetas baixas podem surgir tanto na dengue clássica como na dengue hemorrágica e representam sinais de alarme.
Mesmo na ausência de sangramentos ou com a prova do laço negativa o quadro pode evoluir para o choque,cujo diagnóstico pode ser antecipado pelo aumento do hematócrito, pela presença de hipoalbuminemia e/ou derrames cavitários.
A diarréia,que pode estar presente em 48% dos casos, é pouco volumosa,com freqüência de 3 a 4 vezes ao dia.
Em 50% das vezes pode ocorrer exantema(manchas na pele),em geral, após a febre com ou sem prurido(coceira),maculopapular,acometendo,inclusive,as regiões palmar e plantar.
A dor abdominal é freqüente na presença de ascite e choque, constituindo-se em importante sinal de alarme,na fase de remissão, por volta do 3º ao 6º dia da doença.
Em 50% dos casos ocorre aumento de pequena monta das enzimas hepáticas e a insuficiência renal é pouco comum, mas de mau prognóstico.
 



 Escrito por Pedro Carrancho às 14h13
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LEITE DE VACA

Em épocas passadas, o leite de vaca desempenhou importante papel na alimentação da d criança pequena.
Atualmente, após intensas pesquisas em nutrição infantil, ficou comprovado que, em sua forma integral, não deve ser utilizado no primeiro ano de vida, em virtude de uma série de fatores: altas taxas de proteínas e minerais(sobrecarregam os rins), digestibilidade difícil, taxas altas... de gordura saturada, predisposição à alergia alimentar, teor de ferro, indução à anemia(produz micro-hemorragias gastrointestinais), baixo conteúdo de vitaminas C,D e E, etc...
Essas informações são desconhecidas pela maioria,por isso,devem ser divulgadas, ressaltando-se que o leite ideal é o materno, que deve ser exclusivo até o sexto mês.
Para lactentes impossibilitados de ser amamentados, é recomendável a utilização de fórmulas infantis, que atendem a todas as necessidades nutricionais dessa faixa etária.

 



 Escrito por Pedro Carrancho às 14h12
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O PEDIATRA

O PEDIATRA(*)

Logo após receber o seu diploma e título, para estruturar a sua identidade profissional, o pediatra busca, como valores fudamentais, a competência e a eficiência.
Entretanto, o aprendizado da pediatria não consiste somente em assimilar os conhecimentos adquiridos nos tratados clássicos ou nos conceitos emitidos pelos professores nas salas de aula e, também não, em saber somente intrerpretar os sinais e sintomas de um paciente e avaliar os achados nos exames radiológicos e/ou laboratoriais.O aprendizado da pediatria transcende tudo isso!
No processo de formação pediátrica, tem-se que aprender a desenvolver a intuição, além da escuta com o estetoscópio.Torna-se indispensável aprender a decodificar as mensagens não-verbais e simbólicas, representadas por cada gesto ou lágrima de cada participante do binômio mãe-filho.
Daí, deduz-se que para ser um bom pediatra não basta destacar-se como aquele que dispõe de maior cabedal científico e de conhecimentos teóricos.É necessário se impor como pessoa , pelo que se é e não pelo que se sabe.
Torna-se imperativo que se evite a contaminação da relação pediatra-mãe-paciente pelos conflitos pessoais ou familiares e problemas não resolvidos da própria infância.
Esses ensinamentos,contudo, não são transmitidos nos bancos da faculdade e nem nos compêndios de medicina.Essas lições somente a experiência e a vivência do dia-a-dia lhe ensinam.
Ao iniciar sua carreira profissional, o pediatra, em decorrência de sua inexperiência, sente-se tolhido nas suas ações por falta de flexibilidade e jogo-de-cintura. As dúvidas e os questionamentos surgem a todo momento e ele se sente,então, angustiado por perceber que terá que aprender com os próprios erros e que, desta forma, poderá alcançar o amadurecimento do saber da especialidade.
Somente ao longo dos anos é que a prática, aliada aos conhecimentos teóricos e estudos constantes, vai se sedimentando e o sentimento de competência profissional começa a despontar.
A difícil arte do exercício da pediatria é aprendida gradualmente,através do reconhecimento dos diferentes comportamentos da criança e de seus familiares e do modo adequado de se comunicar com o paciente,de se emitir opiniões, de se transmitir orientações ou de se informar um diagnóstico.
No início da atividade profissional, a falta de segurança no campo clínico das patologias infantis, faz com que o pediatra se sinta perdido e sua fragilidade , seu medo e insegurança, direta ou indiretamente, acabam sendo repassados aos pais e à criança.
O sucesso dos colegas mais velhos, mais experientes, podem despertar ciúmes, inveja, competição,rivalidade e hostilidade, pois, põe em evidência suas fraquezas, limitações e a incapacidade de não saber,ainda, o que fazer para e com o paciente.
À medida que o pediatra passa a adquirir experiência, ampliando seus conhecimentos e capacidade crítica, sua autoconfiança se manifesta e se revigora.
A partir daí, se não se deixar tomar pela onipotência e narcisismo, ou não supor,precocemente, ser o dono da verdade e de ter todas as respostas finais, certamente, tornar-se-á mais objetivo e humano no exercício da sua especialidade, a PEDIATRIA!!! 
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(*)-Medico Pediatra,especialista pela SBP.



 Escrito por Pedro Carrancho às 14h03
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ALIMENTAÇÃO

                   Diz-se que "o homem é aquilo que come", entretanto, à luz dos estudos recentes, seria mais apropriado dizer que " o homem será aquilo que a criança consumir durante os primeiros meses de desenvolvimento", pois as doenças futuras do adulto têm uma relação direta com o  manejo nutricional do lactente, que "programará" o surgimento de patologias, tais como: obesidade, doenças ósseas, hipertensão arterial, aterosclerose,etc.
                  Evidências científicas demonstram que a obesidade, por exemplo, se relaciona com a utilização de alimentos com excesso de proteina em idades precoces, daí a importância preventiva do uso exclusivo do leite materno até o sexto mês de vida.
                  As práticas alimentares saudáveis, no primeiro ano de vida, poderão reduzir em cerca de 30% a prevalência de doenças crõnicas na população adulta brasileira!!!
                  Em décadas passadas, as mães, rotineiramente, usavam o leite de vaca integral na alimentação da criança no primeiro ano de vida.Atualmente,entretanto, está prática está totalmente contra-indicada, em virtude dos inúmeros riscos que poderá acarretar à saúde: aumenta em 50%, quando usado precocemente antes dos 4 meses de vida, o surgimento de diabete melitus tipo 1, ocasiona obesidade, provoca alergia alimentar, anemia,etc.
                   A exclusividade do leite materno acaba, porém, após os 6 meses de idade, quando, necessariamente, serão introduzidos os alimentos complementares, para que as exigências nutricionais do lactente sejam inteiramente atendidas, no que diz respeito à energia, proteina, ferro, zinco e algumas vitaminas lipossolúveis(A e D).
 



 Escrito por Pedro Carrancho às 14h02
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CONSULTA PEDIÁTRICA

                  A consulta pediátrica,diferentemente da do adulto, se reveste de características sui generis, pois exige uma interação triádica: médico-pais-criança.
                  Em anos passados, a criança era tratada como um mero circunstante passivo, contudo, atualmente, há uma tendência a se permitir uma participação mais ativa do paciente pediátrico na consulta, uma vez que sua exclusão, de partes importantes da interação médica, faz com que ela perca a oportunidade de desenvolver, gradualmente, um sentido de responsabilidade com o cuidado da própria saúde.Obviamente, isso se dará de acordo com a capacidade de entendimento da criança.



 Escrito por Pedro Carrancho às 14h00
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ENXAQUECA

                    Diante de uma criança que se apresenta com dor de cabeça persistente,crônica, com duração de cerca de 2 ou mais meses, o pediatra deve pensar na possibilidade de ser enxaqueca.
                    A enxaqueca, juntamente com a dor de cabeça do tipo tensional, se constitui numa das formas mais conhecidas de cefaléia crônica na criança, prevalecendo entre 4 a 10% dos casos, com leve predomínio do sexo feminino, enquanto que a prevalência na população, em geral, é de 15%.
                    Na criança, a enxaqueca tende a se manifestar a partir dos 4 a 5 anos de idade, podendo sofrer remissão espontânea,
redução dos episódios de dor ou modificação na apresentação clínica habitual, em 30 a40% daquelas cujo quadro clínico se inicie antes dos 10 anos.
                    A enxaqueca característica se manifesta como uma dor de cabeça pulsátil ou latejante, unilateral, fronto-temporal, acompanhada de náuseas ou vômitos, fotofobia ou fonofobia(a luz e o barulho incomodam o paciente).
                    Na criança, entretanto, a dor de cabeça da enxaqueca pode se manifestar como um peso ou pressão, não latejante,
bilateral,apenas frontal, dificultando o diagnóstico,que, na maioria das vezes, dispensa exames complementares, desde que o pediatra se utilize de uma avaliação criteriosa da história familiar, dos antecedentes pessoais e afaste qualquer anormalidade neuroló-
gica ao exame físico.
                    É importante saber que certas dores abdominais recorrentes,vômitos cíclicos e episódios de vertigem podem ser equivalentes enxaquecosos.
 



 Escrito por Pedro Carrancho às 13h59
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CÓLICAS

                    São frequentes as queixas de cólicas, com chôro persistente, nos lactentes ,até os 3 meses de idade,  nos consultórios pediátricos, quer particulares quer nos do SUS.
                    Os pais se estressam e ficam ansiosos, mesmo quando informados que este tipo de cólica é transitório e benigno.
                    A prevalência de cólica nos lactentes varia de10 a 30% em todo o mundo; são mais frequentes naqueles nascidos de parto cesáreo e nas crianças desmamadas.
                    Costuma surgir na segunda semana de vida, agravando-se entre a quarta e sexta semana, tendendo ao desaparecimento até o terceiro mes de idade.
                    Ainda não se sabe o que origina a cólica do lactente, que, nos demais aspectos, se apresenta saudável ao exame físico.
                    Numerosas propostas de tratamento já foram apresentadas nas últimas décadas, mas nemhuma demonstrou eficácia terapêutica,cientificamente comprovada.
                    Entretanto, há estudos recentes (Albert Einstein College of Medicine-N.Y.) de.monstrando que este sintoma, com o uso de dimeticona isolada hipoalergênica, melhora ou regride em 75% dos casos após o primeiro dia de tratamento e em 86%  após sete dias de tratamento.
 



 Escrito por Pedro Carrancho às 13h58
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FEBRE

                  A febre se constitui numa das queixas mais frequentes das mães que levam seus filhos ao pediatra.Apesar de causar angústia e preocupação aos pais, na maioria das vezes, felizmente, é resultado de doenças infantis de bom prognóstico, principalmente viróticas.
                 Os pais precisam saber que a febre exerce um papel de defesa orgânica, atuando contra a multiplicação de microorganismos e associando-se à diminuição da morbidade por doenças infecciosas.
                  Por isso, surgem controvérsias quanto ao uso indiscriminado de antitérmicos em todo paciente febril, uma vez que, além de mascararem a evolução de um caso grave, podem determinar efeitos adversos ou intoxicação medicamentosa por uso inadequado.
                  Teoricamente, a vigilância cuidadosa e o acompanhamento constante seriam a conduta mais lógica e acertada e não a receita precipitada de um medicamento sintomático.Entretanto, na prática, sabemos que isso não acontece.
                   Muitas vezes, com simples cuidados gerais, sem utilização de drogas, conseguimos abaixar a febre: uso de roupas leves, permanência em ambiente ventilado,oferecimento de líquidos com frequência, banhos de imersão e compressas mornas,etc.
                   Quando se usa um antitérmico, pretende-se, apenas, aliviar o desconforto causado por uma febre alta e não eliminá-la totalmente.
                   Frequentemente, frente à pressão psicológica, exercida pelos pais, o médico fica tentado a prescrever diversos antitérmicos, para uso alternado, caso a febre não abaixe.Esta prática é cientificamente condenável, sobretudo quando se "misturam" antiinflamatórios não-hormonais(paracetamol+dipirona e/ou ibuprofeno,etc...),pelo risco de uma hipotermia.
 



 Escrito por Pedro Carrancho às 13h57
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DENTIÇÃO

                  É comum os pais atraibuirem, ao nascimento  dos primeiros dentes, algumas manifestações locais e sistêmicas, apresentadas pela criança pequena.
                  Em 2007,em trabalho realizado no RS, constatou-se que, entre os médicos pediatras, 76% acreditavam que o processo de erupção dentária poderia estar associado com: ansiedade, irritabilidade,sucção de dedos ou objetos,etc.
                  Em nossa prática diária, costumamos observar, com relativa frequência, o aumento da salivação (sialorréia),relacionada com a dentição.
                  Já com respeito à febre e à diarréia, as controvérsias são ainda maiores, pois sua relação com a erupção dentária é pouco provável.
                  Acredita-se que a febre ocorra apenas por uma instabilidade fisiológica da criança,sem relação direta com a dentição e a diarréia, por outro lado, se deveria às infecções ou distúrbios alimentares, comuns nessa faixa etária, coincidindo com a presença dos primeiros dentes.
                  De qualquer forma, não se vê necessidade para a prescrição de qualquer medicamento, mesmo face à insistência dos pais ou avós.



 Escrito por Pedro Carrancho às 13h45
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MAUS TRATOS

               Crianças menores de 1 ano de idade, que são sacudidas,violentamente, pelos pais, podem ser acometidas  de TCE(Traumatismo Cranioencefálico), caracterizando a Síndrome do "Bebê Sacudido".
               As sacudidas, bruscas e intensas, podem promover sangramentos dentro do crânio, infartos cerebrais e hemorragias dentro dos olhos(retinas), levando o lactente a um estado de coma, de mau prognóstico, com 50% de óbitos e graves sequelas neurológicas, nos pacientes que sobrevivem.
               Dependendo, entretanto, da intensidade das sacudidelas e do grau das lesões resultantes, a suspeição ou o diagnóstico se tornam extremamente difíceis para o pediatra, uma vez que outras doenças podem ser simuladas: um quadro infeccioso viral, um distúrbio alimentar( falta de apetite,vômitos,etc.) ou, até mesmo, pasmem, uma cólica abdominal!!!
               Se forem encontradas hemorragias dentro dos olhos(nas retinas) de um lactente, que se apresenta excessivamente irritável, com convulsões ou muito sonolento, a suspeita de maus-tratos com TCE deve ser levantada,obrigando-se o pediatra a solicitar um Rx do esqueleto, TC ou RM do crânio.
               Fiquem,portanto, atentos os pais de bebês cuidados por babás, que não se mostrem confiáveis.



 Escrito por Pedro Carrancho às 13h34
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MÉDICOS

               Atualmente, estão se tornando cada vez mais frequentes notícias na mídia de médicos agredidos por pacientes ou familiares, em virtude da demora ou dificuldade de atendimento, sobretudo nos serviços de urgência/emergência , quer públicos quer particulares.

                 Entretanto, a população não pode ignorar que não cabe aos médicos a responsabilidade pela demanda excessiva de pacientes,  pela falta de leitos hospitalares e de medicamentos, pela dificuldade da realização de exames,pelos desmandos e má administração dos gestores, pelas mazelas e caos de um sistema de saúde sucateado e falido, onde uma consulta pelo SUS custa em torno de míseros R$7,00!!!

                 Os médicos são,também, vítimas do sistema, contra o qual, em vão, estão tentando lutar...

            Trabalhando em condições precárias,inadequadas e estressantes, recebendo salários vis, não é de se estranhar que, segundo pesquisas realizadas, grande parte dos médicos sofre de depressão, disfunções sexuais, alta incidência de infartos, dependência por álcool,drogas e medicamentos,etc.

 



 Escrito por Pedro Carrancho às 13h33
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PACIENTE TERMINAL

                Frequentemente, médicos, que lidam com doentes em fase terminal, são submetidos a um dilema de ordem ética,moral e legal: a limitação do suporte de vida.
                Particularmente em crianças, é difícil estabelecer a determinação de um quadro irreversível, por isso, a tendência da equipe médica é adotar medidas de sobrevivência, até que se tenha a absoluta certeza da irrecuperabiliade do paciente.
                Nos USA, os profissionais, fundamentados no conceito da autonomia, determinam que a família seja responsável pela tomada de decisão, em nome da criança, diante de um final de vida irreversível.
                Em Israel, por motivos religiosos, não é permitida a retirada do suporte de vida diante de quadros terminais.Na Europa, a decisão é, essencialmente, tomada pela equipe médica,que, em seguida, apenas prepara a família para ser comunicada.
                Considera-se que a manutenção da vida a qualquer preço, sem priorizar a qualidade de vida do paciente,se constitui numa má prática médica.
                No Brasil, assim como nos países europeus, adota-se uma atitude paternalista, em que a família tem pouca participação no processo decisório.Aqui,como lá, as práticas de limitação de suporte de vida ocorrem, basicamente, à custa de ordens para não reanimar e de não se utilizarem mais drogas ressuscitatórias.
                Após ser estabelecida a irreversibilidade do processo patológico, a equipe médica e família, consensualmente, deveriam fixar as medidas de tratamento que priorizassem o conforto da criança nos seus últimos instantes de vida, evitando-se sofrimentos e procedimentos fúteis, procurando-se atender às exigências morais e éticas de todos os envolvidos.
                Face aos injustificáveis receios de ordem jurídica, existentes no meio médico, relativos à LSV(Limitação de Suporte de Vida), o Conselho Federal de Medicina, em boa hora, publicou a Resolução 1805/2006, fornecendo segurança e suporte legal à classe médica.
 
 



 Escrito por Pedro Carrancho às 13h31
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LUXAÇÃO CONGENITA DE QUADRIL

                 A LCQ(Luxação Congênita do Quadril) ou DDQ(Displasia do Desenvolvimento do Quadril) pode ocorrer entre 2,5 a 6,5 casos para cada 1000 nascidos vivos.
                 Se o seu bebê se apresentar com uma perna mais curta do que a outra ou se as dobras da pele atrás das coxas ou das nádegas estiverem dispostas assimetricamente(alturas desiguais), desconfie de alguma anormalidade, leve-o imediatamente ao pediatra, pois poderá ser portador dessa doença, sobretudo se tiver nascido de parto pélvico( de nádegas), for  primogênito, de sexo feminino e tiver antecedentes familiares.Não espere.
                 Essa patologia, infelizmente, poderá passar imperceptível ao simples exame físico ao nascimento e só ser detectada no decorrer do desenvolvimento do lactente, por isso, na Europa já se faz rotineiramente a ultra-sonografia(Triagem universal), que, até os 6 meses de idade , é o exame mais adequado para fazer o diagnóstico da LCQ.



 Escrito por Pedro Carrancho às 13h27
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INTOXICAÇÃO

                Dentre as diversas causas de intoxicação aguda acidental em crianças, destaca-se a medicamentosa, decorrente, sobretudo, da curiosidade natural  dessa faixa etária e do descuido dos pais, que não guardam os medicamentos em locais seguros e adequados.
                Cerca de 50% dos casos de intoxicação por medicamentos ocorrem com menores de 5 anos de idade, principalmente por antidepressivos, broncodilatadores e vitaminas.
                Além dos medicamentos, que ocupam o primeiro lugar nessas intoxicações, com 40% dos casos, são também importantes os produtos químicos de uso domiciliar(35%) e as plantas(25%).
                O alto nível de utilização pela população de medicamentos para combaterem, apenas, os sintomas e a automedicação são fatores contributivos importantes para a ocorrência dessas intoxicações.
                As crianças menores de 1 ano são, particularmente, sensíveis a medicamentos diversos, tais como os descongestionantes,os antitérmicos/analgésicos e antiinflamatórios e, por isso, jamais deveriam ser tratadas pelos pais sem a orientação de um pediatra.
                Os pais, cujos filhos são meninos(54%), entre 1 a 4 anos de idade,precisam ter uma atenção redobrada, pois essas crianças se incluem no  grupo de maior risco para intoxicações medicamentosas agudas acidentais(70%),em virtude da sua maior mobilidade e habilidade.
 
 



 Escrito por Pedro Carrancho às 13h24
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BRASIL, Sudeste, VITORIA, REPUBLICA, Homem, de 56 a 65 anos, Portuguese, Spanish, Livros, Medicina


 





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