Blog de Pedro Carrancho
 


NATAL E ANO NOVO...

A TODOS OS AMIGOS ALMEJAMOS UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO DE 2010....



 Escrito por Pedro Carrancho às 21h06
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INTOXICAÇÕES EM CRIANÇAS...

Dentre as diversas causas de intoxicação acidental aguda em crianças, destaca-se a medicamentosa, decorrente, sobretudo, da curiosidade natural dessa faixa etária e do descuido dos pais, que não guardam os medicamentos em locais seguros.
Cerca de 50% dos casos de intoxicação por medicamentos ocorrem com menores de 5 anos de idade, principalmente por antidepressivos, broncodilatadores e vitaminas.
Além dos medicamentos, que ocupam o primeiro lugar nessas intoxicações, com 40% dos casos, são importantes os produtos químicos de uso domiciliar(35%) e as plantas(25%).
O alto nível de utilização de medicamentos para combaterem os sintomas e a automedicação são fatores muito importantes para ocorrência dessas intoxicações.
Crianças menores de 1 ano são,particularmente, sensíveis a descongestionantes,antitérmicos/
analgésicos e antiinflamatórios, por isso jamais deveriam ser tratadas pelos pais sem orientação do pediatra.
Pais de meninos(54%),entre 1 a 4 anos de idade,precisam de atenção redobrada, pois essas crianças se incluem no grupo de maior risco para intoxicações medicamentosas agudas acidentais(70%),em virtude da sua maior mobilidade e habilidade.



 Escrito por Pedro Carrancho às 15h36
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FLANELINHAS...

FLANELINHAS...
Infelizmente, no Brasil, quando uma situação se torna inconveniente e embaraçosa ou uma atividade se expande irregularmente, como no caso dos "flanelinhas", as autoridades, simplesmente, para corrigí-las, optam pelo caminho mais fácil, cômodo e demagógico, ou seja, tentam legitimar uma prática marginal, permitindo a institucionalização da coerção,do abuso e extorsão dos cidadãos, que ficam desprotegidos, privados da segurança e do seu direito de estacionar em vias públicas, sem serem molestados por terceiros.Em todos os pontos da cidade, as ruas estão sendo "loteadas" e, em certos locais, existe,até mesmo, uma tabela de prêço mínimo, cobrado por "flanelinhas"!!! Se o cidadão se negar a pagar, correrá o risco de sofrer uma agressão física ou ter o seu veículo danificado.
Por que as autoridades policiais e fiscalizadoras, meramente, não cumprem o seu papel, abordando esses indivíduos,rotineira e sistematicamente, exigindo-lhes documentos de identificação, dispersando-os dos estacionamentos e autuando-os na forma da lei( LCP-art. 59 e CPP-art. 323,II)??? Se assim agissem, cremos que a violência, praticada por maus "flanelinhas", diariamente estampadas nos jornais, já teriam tido um fim.


 Escrito por Pedro Carrancho às 15h31
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MAUS TRATOS AO IDOSO...

De acordo com o Estatuto do idoso, a pena para quem humilha ou agride fisicamente um idoso é de cerca de um ano de prisão, e pode aumentar se o acusado for o responsável pela vítima. O estatuto prevê também pena de seis meses a um ano e multa àquele que deixa de prestar assistência ao idoso e poderia fazê-lo sem risco pessoal, ou seja, quem sabe de algum idoso que está sendo mau tratado ou abusado pela família e não denuncia



 Escrito por Pedro Carrancho às 22h32
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JUSTIÇA...

NUNCA IMAGINEI QUE ALGUM PROMOTOR OU JUIZ DESPACHASSE SEM LER O PROCESSO...ATENDENDO APENAS ÀS INFORMAÇÕES DO ADVOGADO...QUE, USANDO DE MÁ FÉ, O LEVAM AO ÊRRO...NÃO SEI DE QUEM SERIA A IRRESPONSABILIDADE MAIOR...



 Escrito por Pedro Carrancho às 14h18
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OS CALUNIADORES SÃO PESSOAS QUE NÃO SUPORTAM A FELICIDADE ALHEIA....SÃO MOVIDOS PELO ÓDIO,QUE UM DIA CONSUMIRÁ O SEU CORPO E ESPÍRITO.,MAIS CEDO OU MAIS TARDE.



 Escrito por Pedro Carrancho às 20h58
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EXISTEM PESSOAS QUE NÃO TÊM UM PINGO DE DIGNIDADE OU VERGONHA NA CARA....



 Escrito por Pedro Carrancho às 20h56
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A CADA DIA QUE PASSA MAIS ME DECEPCIONO COM AS PESSOAS, QUE PARECIAM SER AMIGOS/AMIGAS....



 Escrito por Pedro Carrancho às 20h49
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A JUSTIÇA MUITAS VEZES ATROPELA OS TRÂMTIES LEGAIS PARA ATENDER A PEDIDOS DE PESSOAS INFLUENTES....



 Escrito por Pedro Carrancho às 20h48
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ENQUANTO OS CÃES LADRAM, A CARAVANA PASSA...



 Escrito por Pedro Carrancho às 20h47
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ENQUANTO OS CÃES LADRAM, A CARAVANA PASSA...



 Escrito por Pedro Carrancho às 20h47
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VALORIZAÇÃO DO PEDIATRA...

Valorização do pediatra

 


Dioclécio Campos Júnior
Médico, professor titular de pediatria da UnB e presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria

No cenário atual da saúde, a tomada de posição firme pelos pediatras tarda, mas não falta. É só uma questão de tempo. Os arranjos animados por perspectivas ilusórias atrasam o processo, não o esgotam. A descrença que turva o olhar crítico é transitória, jamais irreversível. A depressão às vezes desencoraja atitudes, não as elimina. A humilhação rebaixa a autoestima, não a sepulta. A capacidade de reagir esmorece, não fenece.

O cerne existencial do pediatra é íntegro, resiste. Revela o brio de alguém bem formado, a força da convicção forjada na tenacidade de quem crê no valor do que faz. A alma terna, porém indomável, do cidadão que milita no território da vida nascente, no reduto dos viços originais da criatura humana, nos recantos regados e alegrados pelas potencialidades infantis, cheias do ilimitado, plenas do imponderável.

A maioria da sociedade brasileira, incluindo o ministro Temporão, respeita o pediatra, entende o caráter primaz da missão que exerce. Preza sua postura. Admira-lhe a compostura. Requer-lhe os préstimos especializados. Destina-lhe lugar diferenciado nas relações preferenciais do universo familiar. Situa-o no âmago das reverências que ainda cultiva como rito socialmente consagrado.

Já as instituições públicas e privadas de saúde do país aliam-se na estratégia de desmerecer os cuidados pediátricos. Parecem convergir na meta de vulgarizá-los, negando-lhes o valor prioritário que as sociedades mais desenvolvidas passaram a dar-lhes. Insistem em desconhecer a evidência científica que identifica a qualidade do cuidado assegurado à infância como o único investimento capaz de prevenir as doenças do adulto. Aviltam salários dos pediatras, fecham leitos hospitalares para crianças, remuneram consultas pediátricas a preço de banana. Inviabilizam os padrões clínicos de qualidade que o pediatra sabe fazer como poucos médicos. Dão preferência a procedimentos de maior complexidade tecnológica e menor alcance social. Ignoram a medicina da criança e do adolescente no que realiza de ações educativas e preventivas, cujo alcance tem o poder revolucionário de transformar a realidade brasileira. Talvez seja essa a razão para políticas de saúde tão destoantes da verdade científica. Talvez a estratégia para perpetuar as desigualdades que interessam à plutocracia dominante.

Os pediatras despertam. Percebem que já deram sua cota de sacrifícios e privações pessoais. Não aceitam mais a condição de míseros sobreviventes num sistema de saúde que se recusa a valorizá-los. Não querem integrar o exército de reserva à disposição de gestores inconsequentes, ávidos pelo poder, indiferentes às verdadeiras prioridades da saúde no país. Começam a expressar a força de sua identidade profissional. Não se submetem a contratos que lhes subestimem o mérito e lhes retirem a dignidade altaneira de uma vocação humanista, inteiramente comprometida em cuidar da maior riqueza da sociedade, a infância e a adolescência.

As demonstrações da importante tomada de consciência multiplicam-se país afora. Ou os responsáveis pela saúde pública e privada corrigem as injustiças com que discriminam a pediatria, ou o impasse estará irreversivelmente instalado. No Distrito Federal, pediatras aprovados em concurso público não assumiram as vagas oferecidas. Em Tocantins, todos os pediatras que atendiam emergências pela Unimed deixaram de trabalhar na cooperativa porque os salários pagos foram reduzidos. No município de Canoas, na grande Porto Alegre, os pediatras não se inscreveram para concurso que os levaria a trabalhar sem remuneração à altura do que valem. Na Bahia, pediatras demitem-se das unidades de saúde pública, conscientes de que não devem acumpliciar-se do desrespeito com que são tratados. Fortes sinais da mobilização que leva à retomada da autoestima de médicos formados para cuidar de crianças e adolescentes no Brasil. Resultam de luta coordenada pela entidade pediátrica nacional para combater a injusta remuneração que ameaça a pediatria brasileira, especialidade médica que reúne compromisso social e qualidade científica postos a serviço do ser humano em crescimento e desenvolvimento. Como o prova a conquista da licença-maternidade de seis meses, iniciativa da Sociedade Brasileira de Pediatria em parceria com a senadora Patrícia Saboya.

Os pediatras estão conscientes da integridade profissional com que trabalham. Sabem que a dedicação investida para cuidar da criança tem preço. Não abrem mão. Querem a vida a que fazem jus. Afinal, pediatra tem valor.

Editor: Dad Squarisi // dadsquarisi.df@diariosassociados.com.br

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 Escrito por Pedro Carrancho às 12h09
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INFLUENZA H1N1

Normatização Influenza H1N1

 


Sociedade Brasileira de Pediatria – Depto Infectologia

Com este texto objetivamos atualizar o pediatra sobre a influenza H1 N1 no Brasil e transmitir as normas atuais de tratamento.

Como esta epidemia apresenta situações diferentes em vários momentos, consideramos que esta normatização pode apresentar mudanças periódicas.

1- Introdução e Epidemiologia

Antecedentes:

Na 2º quinzena de abril de 2009 iniciaram-se relatos de casos de doença respiratória produzida por um vírus de influenza A (H1N1) diferente dos vírus circulantes na estação de influenza. Estes casos foram primeiramente relatados nos EUA e no México.

Com a disseminação deste vírus e o aparecimento de relato de doença em diferentes continentes, a OMS desencadeou a fase de alerta pandêmico primeiramente de nível 4 a 5, considerando que existiam casos com transmissão entre pessoas em 2 países de uma mesma região, sanitária, EUA e México.

Em 11 de junho, considerando que a transmissão do vírus estava ocorrendo em outras áreas do mundo, a OMS decidiu passar do nível 5 para o 6, declarando o início da primeira pandemia de influenza do século XXI.

Conceito de Pandemia

Os três requisitos para causar uma pandemia são:

(1) Surgimento de uma cepa nova de influenza A frente à qual a população não apresente imunidade;
(2) Habilidade de infectar humanos causando doença grave;
(3) Transmissão sustentável inter-pessoal com disseminação mundial.

Em contraste com a influenza sazonal, que afeta entre 5 e 20% da população, uma pandemia pode afetar até 50% da mesma, ocasionando mortes, desordem social e um possível colapso dos serviços médicos com grandes perdas econômicas.

As pandemias podem ser diferentes, e podem apresentar gravidade variável, mortalidade e padrões diferentes de disseminação. Em uma pandemia os casos aumentam rapidamente em forma exponencial e pode ocorrer enfermidade em grupos de idade diferentes dos grupos habitualmente afetados. Nesta epidemia existe uma tendência para uma maior distribuição da doença entre os adultos jovens.

Situação no Brasil

A vigilância relacionada à influenza H1 N1 iniciou-se em maio com uma atenção localizada em pacientes com antecedentes de viagens para países onde se considerava haver circulação do vírus. No momento atual considera-se que já existe a circulação do vírus no Brasil, não sendo mais necessário o antecedente de vínculo com viagem.

Devido ao fato de haver um aumento de casos de influenza no momento, no nosso país, consideramos que se deva prolongar as férias escolares por cerca de 2 semanas.

Sintomas Associados Com Influenza e Doença Tipo Influenza (DTI)

Caracteriza-se pelo surgimento súbito de febre superior a 38° C, tosse ou dor de garganta, podendo estar acompanhados por congestão nasal, dor de cabeça e dores musculares.

Não é possível definir DTI em crianças menores de 5 anos através do conjunto de sintomas que podem ser avaliados em crianças maiores e, portanto, devemos considerar presença de febre, tosse e congestão nasal.

Definição de Caso Suspeito

Toda pessoa que apresente doença respiratória aguda febril (t >38º C associada com DTI).

Pneumonia

• Febre acima de 38° C e
• Tosse ou dificuldade respiratória (acima de 60 respirações /min em menores de 2 meses, acima de 50 respirações /min entre 2 e 11 meses e mais de 40 resp/min entre os 12 meses e 5 anos de idade);
• Clínica e radiologia compatível.

Bronquiolite

Síndrome obstrutiva, não restritiva prevalente em menores de 2 anos, especialmente em menores de 1 ano, que cursa habitualmente com:tosse, expiração prolongada, sibilância e gemidos.

Caracteristicas Epidemiológicas na Infecção H1N1

• Período de incubação: estima-se entre 1 e 7 dias mais provavelmente entre 1 e 4 dias.
• Período de contágio: desde um dia antes até 7 dias depois do início dos sintomas ou até a resolução clínica do quadro agudo.

Um fato importante a destacar é que a persistência de tosse secundária ou a hiperreatividade brônquica não deve ser considerada como caso clínico não solucionado, e nem significar persistência da contagiosidade.

As crianças podem transmitir a infecção por períodos mais prolongados. Este mesmo fato ocorre com os pacientes imunocomprometidos e pacientes graves. Nestes casos, o período de contagiosidade pode atingir até 15 dias.

Características do Vírus Relacionadas à Transmissão

O vírus sobrevive por 24 a 48h em superfícies não porosas, 8 a 12h em toalhas, roupas ou em papel e até 2 horas nas mãos.

• Transmissão: dados disponíveis sugerem que este vírus se transmite de maneira semelhante ao outros vírus influenza:

a. Disseminação pessoa a pessoa por grandes gotas: por exemplo, quando uma pessoa infectada tosse, ou fala, próxima a uma pessoa susceptível (requer contato próximo entre a fonte e o receptor, uma vez que as partículas infecciosas maiores de 5μm de diâmetro não alcançam mais de um metro no ar).

b. Transmissão por contato direto: contacto físico direto entre infectado e susceptível, ou indireto através de superfícies contaminadas com secreção do paciente (ex: contaminação de mão ou objetos inanimados com posterior auto-inoculação em conjuntiva e mucosa nasal).

c. Transmissão por droplet nuclei (microgota): – em procedimentos com aerosolização das partículas menores de 5μm que podem se disseminar a grandes distâncias e permanecem no ar por mais tempo, sendo conduzidas por correntes de ar, podendo ser inaladas por pessoas susceptíveis distante da fonte. Esta é a forma de transmissão mais difícil de controlar.

A transmissão mais aceita pelo vírus influenza é a definida no item a. Entretanto o fato de se constituir em um vírus novo, do qual não se conhece completamente o modo de transmissão e o potencial de disseminação, é prudente se considerar a possibilidade dos três mecanismos de transmissão.

• Definição de contato: pessoa que tenha convivido ou estado em contacto próximo (menos de 1 metro), em um mesmo ambiente, com alta probabilidade de contato com secreções ou fluidos corporais de um caso suspeito de vírus de influenza A (H1N1).

Diagnóstico

Um caso confirmado de infecção do vírus de influenza A (H1N1) se define como uma pessoa com DTI com confirmação laboratorial de infecção por vírus de influenza A (H1N1) através de RT-PCR em tempo real ou cultivo do vírus.

Coleta de material para pesquisa virológica

Em quais pacientes?

Nos casos de Infecção Respiratória Aguda Grave que requer hospitalização.

A determinação através de métodos virológicos rápidos como a Imunofluorescencia indireta (IFI) ou ELISA habitualmente utilizados pode ser de utilidade inclusive para diagnóstico de outros vírus. Esta determinação permite já na internação separar duas coortes:

Crianças com diagnóstico virológico positivo para VSR, adenovírus ou outros;

Os positivos para Influenza A.

A conduta terapêutica pode ser auxiliada por esta determinação inicial.

Caso não exista a possibilidade de realizar métodos virológicos rápidos, a conduta a seguir será com a suposição de que o paciente esteja infectado com influenza A.

Recordar também que os testes rápidos para influenza, apesar de específicos, não apresentam uma boa sensibilidade.

A coleta de amostras deve-se realizar o mais próximo possível do início dos sintomas da doença.

As amostras respiratórias a serem colhidas são (qualquer uma delas):

• SWAB de nasofaringe;
• Aspirado de nasofaringe;
• Aspirado traqueal.

As amostras podem ser armazenadas a 4º - 8º C por até 4 dias e devem ser transportadas refrigeradas

A quem devemos indicar tratamento?

O tratamento com oseltamivir está indicado nas seguintes situações:

1. Pacientes Internados - todo paciente com Infecção Respiratória Aguda Grave independente do tempo de evolução dos sintomas. Inicia-se tratamento sem esperar resultados laboratório. Caso se determine outro agente etiológico viral (vírus sincicial respiratório, parainfluenza, adenovirus) o oseltamivir poderá ser suspenso.

2. Em ambulatório ou unidade de pronto-atendimento: Toda criança que seja qualificado como caso suspeito para a doença e pertença a algum dos grupos com fatores de risco para influenza A H1N1*, sempre dentro das 48 hs de início dos sintomas;

Quem devemos internar e tratar?

Todo caso suspeito que apresente pneumonia, independente de que receba outros tratamentos adicionais como, por exemplo, antibiótico;

Todo caso suspeito com bronquiolite, que apresente nas primeiras 48 horas de evolução febre persistente acima de 38° C;

Criança nas situações em que o médico que a assiste considere de potencial gravidade

São considerados indivíduos de alto risco:

• Crianças menores de 24 meses. Ressalta-se que oseltamivir está aprovado para crianças acima de 1 ano. Entretanto houve liberação para crianças abaixo de 1 ano devido à pandemia;
• Doença pulmonar crônica e fibrose cística;
• Cardiopatia com repercussão hemodinâmica;
• Portadores de imunodepressão;
• Pacientes infectados pelo HIV;
• Portadores de hemoglobinopatias;
• Indivíduos em uso crônico de ácido acetil salicílico;
• Portadores de doença renal crônica;
• Portadores de doença metabólica crônica e diabetes;
• Portadores de doença neurológica que comprometa a mobilização da secreção respiratória;
• Transplantados de órgãos sólidos ou de medula;
• Pessoas imunocomprometidas por medicação;
• Síndrome de Down;
• Crianças < de 2 anos com antecedentes de prematuridade ou peso menor de 2.500 g ao nascer;
• Gestantes;
• Obesidade.

Deve-se destacar que nesta forma de infecção por influenza os casos de maior gravidade podem se concentrar em adultos jovens o que difere da influenza sazonal. Portanto, deve-se tomar cuidados adicionais na população acima de 15 anos.

Quimioprofilaxia

As normas do Ministério da Saúde até o momento não indicam a profilaxia nos casos de contato com influenza.

Entretanto, para alguns casos de pacientes com fatores de risco que sejam contactuantes próximos de casos suspeitos pode ser discutida a profilaxia.



 Escrito por Pedro Carrancho às 11h59
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INFLUENZA H1N1 & OSELTAMIVIR

Oseltamivir: Posologia

Oseltamivir

Idade

 

< de 1 ano

1-12 anos

>12 anos

    

Tratamento

< 3 meses 12 mg 2x/dia

3-5 meses 20 mg 2x/dia

6-11 meses 25 mg 2x/dia

< 15 Kg: 30 mg, 2x/dia

15 a 23 kg: 45 mg, 2x/dia

23 a 40 Kg: 60 mg, 2x/dia

>40 Kg: 75 mg, 2x/dia

75 mg, 2x/dia

Profilaxia

 

< 15 Kg: 30 mg, 1x/dia

15 a 23 kg: 45 mg, 1x/dia

23 a 40 Kg: 60 mg, 1x/dia

>40 Kg: 75 mg, 1x/dia

75 mg, 1x/dia

- Apresentação:

Cápsula de 75 mg – caixa com 10.

Suspensão oral 12 mg/mL – frasco com 52 mL

O tratamento deve ser oferecido por um período de 5 dias.



 Escrito por Pedro Carrancho às 11h55
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DICAS DE PEDIATRIA....

01.HIV-a maioria dos casos de transmissão vertical ocorrem durante o trabalho de parto e no parto propriamente dito.

02.PCR-a causa mais comum de parada cardio-resp. em criança é a insuf. resp.

03.VENTILAÇÃO BOLSA-MÁSCARA ANESTÉSICA-é mais segura e tão efetiva qto. a IT.

04.SNG-usar após intubar,para descompressão intraabdominal.Compressão=100/min. e Ventilação=8-10 irpm.

05.PARADA CARDÍACA SÚBITA-por FV ou TV sem pulso-não  é mais recomendado dar 3 choques seguidos.Faz-se: 1º choque=2J/k....RCP por 2 minutos(15:2)...checar pulso+ritmo....se inalterado=2º choque=4J/k.....RCP por 2 min.+Droga(adrenalina)....checar pulso+rítmo...se inalterado=3º choque=4J/k+Droga(amiodarona).

06.DROGAS POR VIA ET-ANEL=usar flush de 5 cc de SF+ 5 ventilações em seguida.

07.CRISE ASMÁTICA-B2 agonista inalado,20-20 minutos, por 3 x.

08.AEROSSOL DOSIMETRADO-com espaçador,mesma eficiência do nebulizador a jato.

09.IPRATROPIO-associado ao B2,na crise de asma grave, com O2, manter SaO2=ou > 95%.

10.CORTICOSTERÓIDES ORAL-mesmo efeito da via venosa,na crise de asma.

11.AMINOFILINA-usada apenas como adjuvante em casos muito graves,assim como o sulfato de Mg.

12.GASOMETRIA-na asma: qdo. a SaO2 < 93 ou PFE < 30,após o tratamento.

13.AEROSSOL B2 AGONISTA-50mcg/k/dose= 1 jato/2 kg.

14.LACTENTE SIBILANTE-risco parfa asma-Critérios: 2 maiores ou 1 maior e 2 menores.Maiores=um dos pais com asma e dermatite atópica.Menores=rinite alérgica,sibilância não-associada a resfriado, eosinofilia = ou >4%.

15.S. DE OHTAHARA-encefalopatia epiléptica infantil precoce, no primeiro trimestre de vida,crises tônicas,  lesão cerebral estrutural, retardo cognitivo-motor,evolução para S. de West e Lennox-Gastaut. Tto com fenobarbital.

16.EPILEPSIA ROLÂNDICA-(PARCIAL BENIGNA DA INENFANCIA)-entre 8-10 anos de idade,sensitivo-motora,EEG típico.Tto com carbamazepina ou oxcarbamazepina.

17.S. DE PANAYIOTOPOULOS-(PARCIAL BENIGNA OCCIPITAL PRECOCE)-entre 2-5 anos de idade,noturnas,desvio ocular,crises tônico-clônicas,vômitos raros.Tto com carbamazepina ou oxcarbamazepina.

18.S. DE GASTAUT(PARCIAL BENIGNA OCCIPITAL TARDIA)-ao redor dos 8 anos,alucinações visuais,desvio ocular,crises tônico-clônicas, vômitos raros. Tto com carbamaz. ou oxcarbamazepina

19.S. DE WEST-espasmos+deterioração mental+hipsarritmia.

20.S. DE DRAVET(EPILEPSIA MIOCLÔNICA SEVERA INFANTIL)-por volta de 1 ano de idade,clônicas  prolongadas,mioclônicas, ausências,refratárias, alt. cognitivo-motoras.

21.CRISE DE AUSÊNCIA-Tto. com etossuximida, valproato de Na e lamotrigina.

22.SINDR. DE DOOSE(EPILEPSIA MIOCLÔNICA ASTÁTICA)-entre 3-4 anos de idade,componente genético,crises polimórficas.

23.S. DE LANDAU-KLEFFER(EPILEPSIA-AFASIA ADQUIRIDA)-entre 4-6 anos,disfunção de linguagem.

24.TOSSE CRÔNICA-igual ou mais de 3 semanas,causas mais comuns: drenagem pós-nasal(rinites,sinusites),asma,RGE.90% das causas.Exs:Rx tórax e S. de face.

25.TOSSE NO RN-malformações congenitas(fístula T-E),TORCH.

26.TOSSE CRÔNICA EM LACTENTE-Chlamydia,coqueluche,FC,etc.



 Escrito por Pedro Carrancho às 12h22
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